A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Imagens: Biselli + Katchborian Arquitetos
“A estética das aeronaves é impressionante. Quando nos aproximamos do universo da aviação, não tem como não nos envolver e tentar transpor aquilo para a arquitetura. Foi assim com Florianópolis e, agora, com Cumbica”, declara o arquiteto Mário Biselli, do escritório Biselli + Katchborian Arquitetos.
A explicação do arquiteto resume bem a inspiração do novo terminal de passageiros do aeroporto de Cumbica, o TPS 3, que não tem outra forma se não a de um avião.Com a configuração em finger – assim como os outros terminais do aeroporto -, o TPS 3 é dividido, basicamente, em dois níveis, o de embarque (acima) e o de desembarque (abaixo). Mas há ainda os níveis intermediários e um subsolo de serviços. Acima do nível de embarque está o mezanino superior, que conta com salas VIP, salas administrativas e espaço panorâmico, já entre o nível de embarque e desembarque está o mezanino de desembarque, que é onde os passageiros desembarcam, de fato, antes de descerem ao nível de desembarque, por onde chegam as bagagens e onde se encontra a saída para a “rua”.A cobertura metálica da edificação, que sugere uma espécie de "nova topografia" ao terreno, é formada por três grandes arcos ligeiramente abatidos. É a partir daí, que se fixam as regras do sistema estrutural da edificação. Enquanto, por um lado, esta cobertura desenha beirais generosos por todo o perímetro da edificação - o que ajuda no controle térmico e permite uma redução significativa do consumo de energia -, por outro, o sistema para a caixilharia será de transparência absoluta, com painéis de vidros claros de baixíssima reflexão - permitindo a entrada de luz natural difusa!Já aprovado pela Infraero, o novo terminal ocupa o lado leste do eixo definido pela torre de controle e pela central de utilidades, mas a ocupação deste espaço não foi tão fácil: quando desenharam o novo terminal, os arquitetos Mario Biselli e Artur Katchborian tinham o desafio de ocupar racionalmente o “pequeno” espaço (para um terminal) de 230 metros quadrados, que é o que sobrou para ser construído na área aeroportuária.O tempo também era um vilão na concepção inicial dos arquitetos, afinal, 2014 está aí e, com ele, a Copa do Mundo de Futebol e o aumento do fluxo nos aeroportos brasileiros. A solução foi usar muito material pré-fabricado, como garantia de execução rápida. E, material pré-fabricado, integralmente metálico!O novo terminal deve atender à demanda estimada de 19 milhões de passageiros/ano – quase o dobro do atendido hoje pelos terminais 1 e 2 juntos! É claro que, para tanto, não só os terminais de passageiros irão expandir, o sistema de pistas também será ampliado. Mas, vale ressaltar que o planejamento da Infraero prevê a conclusão de 40% da obra até o fim de 2013. Com isso, antes da Copa-2014, o aeroporto ganharia um fluxo adicional de 10 milhões de passageiros. O restante fica para depois.Novo terminal de passageiros do aeroporto de Cumbica, TPS 3Consórcio MAG: PJJ Malucelli Arquitetura, Biselli + Katchborian Arquitetos - GPA Arquitetura, Andrade Rezende EngenhariaDiretores: arquitetos Paulo José Malucelli, Mario Biselli, Artur Katchborian e João José Malucelli, engenheiros Jefferson Andrade e Luiz CaronCoordenador técnico geral: arquiteto Marco Antonio Cals.
Fonte: ArqBacana
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