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Mostrando postagens de fevereiro, 2011

A Identidade Oculta dos Ambientes: como os espaços influenciam nossa percepção

Imagem Gerada por IA Um ambiente é muito mais do que paredes, móveis, cores e objetos. Cada espaço possui características que podem influenciar a maneira como nos sentimos e nos relacionamos com ele. Quando entramos em uma casa, escritório ou outro local, muitas vezes temos uma impressão imediata: sentimos acolhimento, tranquilidade, desconforto, agitação ou simplesmente vontade de permanecer ou sair. Nem sempre conseguimos explicar racionalmente essa sensação, mas ela faz parte da nossa percepção do ambiente. O ambiente também carrega uma história As pessoas deixam marcas nos lugares onde vivem e convivem. Hábitos, emoções, acontecimentos e a própria maneira como o espaço é utilizado contribuem para criar uma atmosfera característica. Um ambiente onde predominam tranquilidade, organização e cuidado pode transmitir uma sensação muito diferente de um espaço marcado por conflitos, excesso de objetos, desorganização ou abandono. Essa percepção não está apenas relacionada àquilo que p...

Arquitetas da Comunidade

O programa  Minha Morada foi implantado na área do complexo Oziel/Monte Cristo/Gleba B  a partir da realização de um Curso de Pedreiros, patrocinado pelo Instituto Votorantim,  o curso ajudou a desenvolver vínculos locais e a envolver a associação que passou a contar com a colaboração de um agente de desenvolvimento local e hoje divulga os serviços através de uma embaixatriz.         A região no qual o "Minha Morada" atua tem aproximadamente 12 mil moradores, distribuídos em 3.500 unidades habitacionais. A renda da população varia entre um e cinco salários mínimos. A área, em processo de regularização fundiária, apresenta intensa dinâmica de construção, a maioria sem nenhum assessoramento. O projeto-piloto do Programa minha Morada na área do Complexo Oziel/monte Cristo/Gleba B, iniciou o atendimento a um grupo de famílias pensando em metodologia de atuação para que as experiências possam ser replicadas em outras regiões do país. A fim de agiliza...

Iniciativa em Itapecerica da Serra

HABITAR BRASIL/BID -  Projeto de Recuperação Ambiental e Remanejamento de Ocupações Irregulares da Cerro Largo - Jardim Branca Flor A prefeitura de Itapecerica da Serra em parceria com o programa Habitar Brasil/Bid do governo federal  viabilizou o assentamento de familías   em área de proteção aos mananciais imprópria para uso habitacional por meio da combinação da oferta de soluções habitacionais seguras, saudáveis e socialmente acessíveis para remanejamento das mesmas com a recuperação ambiental desta área e com a participação da população beneficiária em todas as etapas do projeto. O projeto realizado na maior favela da cidade, cujo processo de ocupação iniciou em 1958, beneficia as famílias da ocupação irregular Cerro Largo e do loteamento regular Branca Flor. No total foram beneficiadas 5.352 pessoas que viviam em condições precárias e hoje tem muito mais qualidade de vida. Cada família beneficiada recebeu um lote, com uma casa embrião de 31,87 m 2 , ...

Surfistas criam prancha feita com 90% de materiais renováveis

Vídeo de apresentação da prancha no concurso, em inglês. A utilização de materiais que não fazem mal ao planeta pode ser encontrada em vários objetos, inclusive em pranchas de surf. A marca alemã  Kun_Tiqi  fabrica as pranchas a partir de madeira de balsa cultivada de maneira sustentável em uma fazenda do Equador. Ela é laminada com uma resina com com 98% de linhaça / Foto: Divulgação De acordo com o site, 90% da prancha é feita de matéria prima natural e renovável. Depois de adquirir a forma devida, ele é laminado com uma resina feita com 98% de linhaça e sem ingredientes tóxicos. A marca Kun_Tiqi produz as suas pranchas de maneira sustentável / Foto: Divulgação A vantagem de usar esse tipo de madeira é que ela cresce muito rápido (dez metros em menos de quatro anos), é fácil de ser reciclada e não produz toxinas. Ela é cultivada por Don Zandoval e as família, que planta as árvores de acordo com as leis locais e um sistema sustentável de cultivo (como o Comércio Justo). ...

Bicicleta japonesa pode produzir água para consumo

Yoshikazu Tsuno/AFP Em uma feira de tecnologia sustentável no Japão, que aconteceu na cidade de Kawasaki, foi apresentado um purificador de água para ser carregado na bicicleta. Ao se pedalar, a Cycloclean gera energia que faz com que o sistema de purificação funcione. O equipamento pode gerar cerca de cinco litros em um minuto. A bicicleta é um dos meios de transporte mais utilizado pelos japoneses, mas a fabricante da Cycloclean, a Nippon Basic, pretende fazer uma produção em massa no país vizinho, Bangladesh, para que água limpa possa socorrer vilarejos remotos e áreas que sofreram desastres naturais. O foco da empresa criadora da Cycloclean, a Nippon Basic, são os consumidores de Banggladesh para que possam se locomover e ao mesmo tempo limpar a água de vilarejos remotos e áreas que sofrem com desastres naturais. Será que vai demorar a chegar em nosso país? Fonte:  Folha.uol

ARQUITETURA COM QUALIDADE

por Luiz Fernando Janot (*) O crescimento populacional e a valorização imobiliária nas cidades contemporâneas têm contribuído significativamente para a expansão urbana e a formação de núcleos habitacionais espalhados pelas periferias. Esse fenômeno se observa, inclusive, em algumas grandes cidades européias onde as regiões periféricas formam densos aglomerados urbanos. Do ponto de vista arquitetônico é visivelmente acentuado o contraste existente entre as edificações no núcleo central e nas periferias. Se tomarmos como exemplo a cidade do Rio de Janeiro, esse contraste adquire maior proporção na medida em que entram em cena as favelas e os loteamentos irregulares. A maioria das habitações construídas nesses locais carece de requisitos mínimos de habitabilidade em decorrência da falta de recursos financeiros das camadas mais pobres da população. E o que dizer, então, da qualidade arquitetônica dessas moradias? Essa é uma questão relevante que precisa ser enfrentada com determinação. Um ...

Uma ótima cidade pro pior futuro possível

No futuro otimista dos filmes os carros estão voando, o teletransporte existe, o ser humano conhece várias raças alienígenas, etc. Já nos pessimistas a coisa pode ser bem assustadora: Invasão alienígena, apocalipse zumbi, meteoros, catástrofes naturais e daí em diante. Um filme que resume bem o pessimismo é “ Water World ” em que o aquecimento global se agrava de tal modo que as calotas se derreterem por completo fazendo com que, aparentemente, não exista mais terra firme. O filme mostra diversas ilhotas feitas da forma mais improvisada possível e como os seres humanos (sobre)vivem nessas condições. Se chegaremos a esse ponto não se sabe, mas no que depender do arquiteto francês Vicent Callebaut, as ilhotas serão muito mais legais e foram apelidadas de “ ecópoles flutuantes “. A cidade-aquática-modelo se chama Lilypad e tem seu formato baseado numa vitória régia da Amazônia. A ideia do arquiteto é que a cidade seja dividida em três setores: trabalho, moradia e entre...

Modelo de Insustentabilidade em Brasília

 Só de olhar fico cansada e indignada, pois se não existe espaço livre para o transporte público, nem para as bicicletas, e quiçá para os pedestres passarem, o caos é generalizado.  PTG (Linha Vermelha): expressão máxima do descaso governamental no setor de transporte Por Uirá Lourenço – servidor público e ciclista por opção                               Fevereiro/2011 A equivocada obra da “Linha Verde” nem fez aniversário e já está velha, ultrapassada. Não há mais espaço para tantos carros, mesmo com a ocupação do acostamento e do já extinto corredor de ônibus. Com a milionária mega-ampliação promovida pelo governo, a Estrada Parque Taguatinga possui duas pistas locais e mais três vias expressas, além de túneis e viadutos. Não existe mais qualquer semáforo, faixa de pedestre ou outro equipamento que impeça a pressa motorizada. N...