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Mostrando postagens de Fevereiro, 2011

Arquitetas da Comunidade

O programa  Minha Morada foi implantado na área do complexo Oziel/Monte Cristo/Gleba B  a partir da realização de um Curso de Pedreiros, patrocinado pelo Instituto Votorantim,  o curso ajudou a desenvolver vínculos locais e a envolver a associação que passou a contar com a colaboração de um agente de desenvolvimento local e hoje divulga os serviços através de uma embaixatriz.         A região no qual o "Minha Morada" atua tem aproximadamente 12 mil moradores, distribuídos em 3.500 unidades habitacionais. A renda da população varia entre um e cinco salários mínimos. A área, em processo de regularização fundiária, apresenta intensa dinâmica de construção, a maioria sem nenhum assessoramento. O projeto-piloto do Programa minha Morada na área do Complexo Oziel/monte Cristo/Gleba B, iniciou o atendimento a um grupo de famílias pensando em metodologia de atuação para que as experiências possam ser replicadas em outras regiões do país. A fim de agilizar o deslocamento dos profissi

Iniciativa em Itapecerica da Serra

HABITAR BRASIL/BID -  Projeto de Recuperação Ambiental e Remanejamento de Ocupações Irregulares da Cerro Largo - Jardim Branca Flor A prefeitura de Itapecerica da Serra em parceria com o programa Habitar Brasil/Bid do governo federal  viabilizou o assentamento de familías   em área de proteção aos mananciais imprópria para uso habitacional por meio da combinação da oferta de soluções habitacionais seguras, saudáveis e socialmente acessíveis para remanejamento das mesmas com a recuperação ambiental desta área e com a participação da população beneficiária em todas as etapas do projeto. O projeto realizado na maior favela da cidade, cujo processo de ocupação iniciou em 1958, beneficia as famílias da ocupação irregular Cerro Largo e do loteamento regular Branca Flor. No total foram beneficiadas 5.352 pessoas que viviam em condições precárias e hoje tem muito mais qualidade de vida. Cada família beneficiada recebeu um lote, com uma casa embrião de 31,87 m 2 ,   uma cartilha de orient

Surfistas criam prancha feita com 90% de materiais renováveis

Vídeo de apresentação da prancha no concurso, em inglês. A utilização de materiais que não fazem mal ao planeta pode ser encontrada em vários objetos, inclusive em pranchas de surf. A marca alemã  Kun_Tiqi  fabrica as pranchas a partir de madeira de balsa cultivada de maneira sustentável em uma fazenda do Equador. Ela é laminada com uma resina com com 98% de linhaça / Foto: Divulgação De acordo com o site, 90% da prancha é feita de matéria prima natural e renovável. Depois de adquirir a forma devida, ele é laminado com uma resina feita com 98% de linhaça e sem ingredientes tóxicos. A marca Kun_Tiqi produz as suas pranchas de maneira sustentável / Foto: Divulgação A vantagem de usar esse tipo de madeira é que ela cresce muito rápido (dez metros em menos de quatro anos), é fácil de ser reciclada e não produz toxinas. Ela é cultivada por Don Zandoval e as família, que planta as árvores de acordo com as leis locais e um sistema sustentável de cultivo (como o Comércio Justo). As pranch

Bicicleta japonesa pode produzir água para consumo

Yoshikazu Tsuno/AFP Em uma feira de tecnologia sustentável no Japão, que aconteceu na cidade de Kawasaki, foi apresentado um purificador de água para ser carregado na bicicleta. Ao se pedalar, a Cycloclean gera energia que faz com que o sistema de purificação funcione. O equipamento pode gerar cerca de cinco litros em um minuto. A bicicleta é um dos meios de transporte mais utilizado pelos japoneses, mas a fabricante da Cycloclean, a Nippon Basic, pretende fazer uma produção em massa no país vizinho, Bangladesh, para que água limpa possa socorrer vilarejos remotos e áreas que sofreram desastres naturais. O foco da empresa criadora da Cycloclean, a Nippon Basic, são os consumidores de Banggladesh para que possam se locomover e ao mesmo tempo limpar a água de vilarejos remotos e áreas que sofrem com desastres naturais. Será que vai demorar a chegar em nosso país? Fonte:  Folha.uol

ARQUITETURA COM QUALIDADE

por Luiz Fernando Janot (*) O crescimento populacional e a valorização imobiliária nas cidades contemporâneas têm contribuído significativamente para a expansão urbana e a formação de núcleos habitacionais espalhados pelas periferias. Esse fenômeno se observa, inclusive, em algumas grandes cidades européias onde as regiões periféricas formam densos aglomerados urbanos. Do ponto de vista arquitetônico é visivelmente acentuado o contraste existente entre as edificações no núcleo central e nas periferias. Se tomarmos como exemplo a cidade do Rio de Janeiro, esse contraste adquire maior proporção na medida em que entram em cena as favelas e os loteamentos irregulares. A maioria das habitações construídas nesses locais carece de requisitos mínimos de habitabilidade em decorrência da falta de recursos financeiros das camadas mais pobres da população. E o que dizer, então, da qualidade arquitetônica dessas moradias? Essa é uma questão relevante que precisa ser enfrentada com determinação. Um

Uma ótima cidade pro pior futuro possível

No futuro otimista dos filmes os carros estão voando, o teletransporte existe, o ser humano conhece várias raças alienígenas, etc. Já nos pessimistas a coisa pode ser bem assustadora: Invasão alienígena, apocalipse zumbi, meteoros, catástrofes naturais e daí em diante. Um filme que resume bem o pessimismo é “ Water World ” em que o aquecimento global se agrava de tal modo que as calotas se derreterem por completo fazendo com que, aparentemente, não exista mais terra firme. O filme mostra diversas ilhotas feitas da forma mais improvisada possível e como os seres humanos (sobre)vivem nessas condições. Se chegaremos a esse ponto não se sabe, mas no que depender do arquiteto francês Vicent Callebaut, as ilhotas serão muito mais legais e foram apelidadas de “ ecópoles flutuantes “. A cidade-aquática-modelo se chama Lilypad e tem seu formato baseado numa vitória régia da Amazônia. A ideia do arquiteto é que a cidade seja dividida em três setores: trabalho, moradia e entretenimento. A parte

Modelo de Insustentabilidade em Brasília

 Só de olhar fico cansada e indignada, pois se não existe espaço livre para o transporte público, nem para as bicicletas, e quiçá para os pedestres passarem, o caos é generalizado.  PTG (Linha Vermelha): expressão máxima do descaso governamental no setor de transporte Por Uirá Lourenço – servidor público e ciclista por opção                               Fevereiro/2011 A equivocada obra da “Linha Verde” nem fez aniversário e já está velha, ultrapassada. Não há mais espaço para tantos carros, mesmo com a ocupação do acostamento e do já extinto corredor de ônibus. Com a milionária mega-ampliação promovida pelo governo, a Estrada Parque Taguatinga possui duas pistas locais e mais três vias expressas, além de túneis e viadutos. Não existe mais qualquer semáforo, faixa de pedestre ou outro equipamento que impeça a pressa motorizada. Nos horários de pico, apesar do alto limite de velocidade, milhares de motoristas ficam parados em longos congestionamentos cuja causa é a enorme frota cir