Quem sou eu

Minha foto

Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

Fale Conosco

- Deixe seu comentário ou envie um e-mail: celinalago@hotmail.com
- Se desejar receber as novidades do blog seja um seguidor que o envio é automático.
- A sua participação é muito importante. Só assim, unidos conseguiremos reverter o processo de destruição planetária pelo qual estamos passando e encontrar um equilíbrio saudável.

Muita Luz e Amor,

Celina Lago

28 de ago de 2015

Casa sustentável é construída em menos de três horas

Casa montada no CTU servirá como teste para o sistema construtivo

O Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU) abriga uma casa de 43 m² com dois quartos, sala, cozinha e banheiro que foi erguida com tecnologia alemã de construção a seco, chamada de woodframe. A execução da obra foi realizada em três horas nesta sexta-feira (1/11). A iniciativa atraiu dezenas de pessoas que acompanharam a montagem da casa etapa a etapa.

A estrutura da edificação é de placas em OSB. São madeiras que depois de coladas adquirem alta resistência mecânica. Após a conclusão da fundação, ou radier, as paredes foram coladas uma a uma por guindaste, e por último o telhado foi fixado. A casa será finalizada na próxima segunda-feira, com a colocação das telhas, portas e janelas, acabamento interno de placas de gesso acartonado, pias e louças sanitárias.
 
Primeira parede é colada na fundação

Além da rapidez e agilidade, outra vantagem da moradia é o baixo custo. A edificação também é um exemplo de construção sustentável, pois gera pouco resíduo de obra. De acordo com a professora Ercilia Hitomi Hirota, do Departamento de Construção Civil, e coordenadora do projeto de pesquisa “Zero-Energy Mass Custom Homes”, ou ZEMCH Brazil, além da rapidez, o sistema alia a tecnologia com redução de até 90% das perdas do processo de construção da moradia.
Guindaste posiona a segunda parede

O ZEMCH é uma rede internacional formada por pesquisadores de vários países, cujo objetivo é desenvolver moradias com conceito sustentável. “Na Europa e Estados Unidos só se usa a construção a seco. E a mesma tecnologia será usada na construção de um outro protótipo desenvolvido pela UEL”, informa Ercilia. Ao lado da casa será erguido um protótipo desenvolvido pelos professores e estudantes do mestrado em Metodologia de Projetos de Arquitetura e Urbanismo.
Mais uma parede é posicionada na montagem da casa

A professora observa que o mercado da construção civil brasileira está aberto a diferentes tecnologias de construção. A montagem da casa protótipo é resultado da parceria do projeto ZEMCH Brasil, que também é desenvolvido na UEL, com a Tecverde, da área da construção civil, além de instituições como a Universidade de São Paulo (USP), de São Carlos, Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), COAB e Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), do Norte do Paraná.
Colocação da última parede para fechar a casa

A casa protótipo foi doada ao CTU pela Rede iVerde, vinculada à empresa Tecverde, em parceria com a multinacional americana LP Brasil. De acordo com José Márcio Fernandes, sócio-diretor da Tecverde, o sistema é a única tecnologia de construção a seco homologada no programa habitacional do governo federal, Minha Casa Minha Vida.
Parede recebe o ajuste dos trabalhadores, enquanto estudantes observam

O sistema construtivo, segundo ele, inclusive, é disponibilizado a construtoras a partir de um modelo de licenciamento de tecnologia. “A casa atende integralmente as normas brasileiras de desempenho térmico e acústico”, salienta José Marcio. Ele acrescenta que a madeira usada na construção tem durabilidade superior a 50 anos, pois passa pelo tratamento de autoclave. “Cerca de 60% a 70% da casa é fabricado na indústria”, diz José Márcio.
Colocação da estrutura do telhado conclui a montagem. Acabamentos serão colocados na próxima semana

Para o Gerson Guariente Júnior, presidentes do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Norte do Paraná (Sinduscon-Norte), a tecnologia woodframe permite maior controle do processo de construção. “Outra vantagem é a produção de mais unidades com menos mão-obra”, salienta.
Fonte: Agência UEL

Brasil alcança marca de 41 mil unidades residenciais certificadas Aqua-HQE

aqua-ecod.jpg
Bairro Ilha Pura abrigará os atletas olímpicos e paralímpicos em 2016
Foto: Divulgação
Morar em residências sustentáveis que proporcionam conforto e economia ao usuário aos poucos vem se tornando comum aos brasileiros. O país está entre os quatro primeiros do mundo no número de construções ambientalmente corretas no mundo e alcançou recentemente a expressiva marca de 41 mil unidades residenciais certificadas Aqua-HQE - selo de sustentabilidade internacional, de origem francesa, aplicado no país pela Fundação Vanzolini.
Pelo incentivo às praticas da sustentabilidade na construção civil o Aqua-HQE acaba de conquistar o 14º Prêmio Marketing Best Sustentabilidade e segundo Manuel Martins, coordenador executivo da certificação, “o modelo de avaliação representa uma mudança de paradigma que requer planejamento e controle pelo empreendedor e estimula a ideia de consumo consciente entre a população”.
Segundo ele, “as crises hídrica e energética vividas pelo país, também são fatores importantes para o aumento da oferta e do consumo de imóveis com soluções de sustentabilidade certificadas Aqua-HQE”.
São Paulo e Rio de Janeiro são as cidades que mais concentram moradias sustentáveis disponíveis no mercado
Além de empreendimentos habitacionais, bairros e loteamentos, a Fundação Vanzolini já avaliou construções do setor do comércio e varejo, indústria e logística, escritórios e edifícios escolares, hospedagem, lazer, bem estar, eventos e cultura. Ao todo, são 385 projetos certificados e o processo abrange todo o ciclo de vida de um edifício e de bairros e loteamentos, desde o planejamento até o funcionamento sustentável, passando pelo projeto, construção, manutenção e renovação.
Novo bairro
O projeto do novo bairro, que abrigará os atletas olímpicos e paralímpicos em 2016, foi concebido para atender aos mais altos padrões de sustentabilidade. Além das práticas de uso racional de recursos naturais na construção do bairro, o conceito se expande no legado sustentável do parque e dos condomínios, que fará parte do dia a dia do morador de Ilha Pura.

São Paulo e Rio de Janeiro são as cidades que mais concentram moradias sustentáveis disponíveis no mercado, mas outras capitais como Vitória, Salvador e João Pessoa, e cidades como Niterói, Campos dos Goytacazes, no estado fluminense, Limeira e Mogi das Cruzes, em São Paulo, tiveram lançamentos imobiliários construídos seguindo os parâmetros técnicos de desempenho ambiental da certificação.
Critérios globais
A Fundação Vanzolini, estabelecida e mantida pelos professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP, é a principal certificadora da construção civil no Brasil. Desde 2007, adaptou e desenvolveu a certificação Aqua a partir do HQE da França.

Agora em cooperação com o Cerway, a Fundação Vanzolini oferece, desde 2014, o AQUA-HQE, uma certificação de nova geração alinhada aos critérios globais do HQE, que garantem elevados níveis de sustentabilidade e é apropriada ao meio ambiente e à evolução da cultura e regulamentação brasileira.
Minha Obs.: Só falta essas mesmas construções buscarem a certificação do SELO CASA SAUDÀVEL, uma certificação que entra no mercado com a preocupação com a saúde da habitação e de seus moradores, pois morar em um imóvel que além de ter uma certificação que se preocupa com o meio ambiente, ter uma outra que se preocupa com a saúde dessa habitação e de seus moradores, vai ser muito melhor.
Fonte: EcoD

22 de ago de 2015

Estrada que carrega carros elétricos está em teste no Reino Unido


estrada-eletrica-ecod.jpg

Imagens: Bored Panda

Enquanto o Brasil possui atualmente apenas cerca de três mil veículos elétricos em circulação (0,04% da frota mundial), segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), esses automóveis menos poluentes são cada vez mais comuns em países como Japão, Estados Unidos e Reino Unido.
O problema é que recarregar as baterias dos carros elétricos ainda é um problema, primeiro porque as estações de recarga muitas vezes estão muito distantes umas das outras e, além disso, esses veículos demandam algum tempo para serem recarregados.

uk2-ecod.jpg

Ao pensar nesses fatores, a organização Highways England se propôs a implementar uma tecnologia capaz de permitir que usuários de carros elétricos não precisem parar para abastecer os veículos. Para que o sistema funcione, os automóveis seriam equipados com sistema wireless e poderiam trafegar em estradas especiais. Nestas áreas, haverá fios elétricos enterrados sob a estrada gerando campos eletromagnéticos que são capturados por uma bobina dentro do veículo e convertidos em eletricidade.
Por enquanto, a tecnologia será implementada como um teste durante 18 meses. Depois desse período será avaliada a necessidade de expandir o projeto para as vias públicas do país, informou o portal Bored Panda. O mesmo sistema foi instalado anteriormente na cidade sul-coreana de Gumi, o qual permitia que ônibus especiais fossem carregados durante um trajeto de 12 quilômetros.
Fonte: EcoD

5 de ago de 2015

Asfalto pode dar lugar a plástico reciclado nas ruas da Holanda

Entre as vantagens prometidas estão menos manutenção e até três vezes mais durabilidade
Imagens: Divulgação/VolkerWessels

Benefícios como maior durabilidade, eficiência e menos tempo de manutenção - e consequentemente menos obras e engarrafamentos - têm feito com que a Holanda estude, atualmente, substituir o asfalto de suas ruas e avenidas por plástico reciclado.

Batizado de PlasticRoad, o modelo desenvolvido por uma subdivisão da empresa holandesa VolkerWessels, utiliza apenas material reciclado como matéria-prima para a produção das seções da estrada, que podem ser pré-fabricadas.

A empresa garante que o material aguenta temperaturas mais elevadas, resistindo a um calor de até 80°C.
A cidade de Roterdã já se mostrou interessada e disponibilizou uma espécie de laboratório para que a PlasticRoad seja testada

Entre as vantagens prometidas estão menos manutenção e até três vezes mais durabilidade, o que significa menos obras e, consequentemente, menos engarrafamentos. A construção também seria mais rápida, reduzindo de meses para semanas o tempo necessário.

Otimização do espaço
Outro benefício indicado é que a estrutura oca das seções gera um espaço que pode ser usado para a passagem de cabos de energia ou encanamento de esgoto, por exemplo.


Embora seja ainda um conceito, a VolkerWessels espera concluir a primeira via pública totalmente pavimentada com plástico reciclado em um prazo de três anos, informou o jornal The Guardian.

Agora é preciso produzir e testar o projeto. Por isso a empresa responsável pela ideia está à procura de parceiros. A cidade de Roterdã já se mostrou interessada e disponibilizou uma espécie de laboratório para que a PlasticRoad seja testada.

Menos nocivo
As pesquisas desenvolvidas até então não incluíam a hipótese de substituir o asfalto, mas apenas torná-lo menos nocivo ao meio ambiente, uma vez que é produzido a partir de petróleo. Nos Estados Unidos, por exemplo, existem projetos para utilizar o calor do sol absorvido pelo asfalto para gerar energia - a adição de quartzitos aumenta a capacidade do asfalto de absorver calor.

Já em Madrid (Espanha) está sendo estudada a possibilidade da utilização de um asfalto especial que ajuda a diminuir a poluição gerada pelos carros na estrada, captando o óxido de nitrogênio emitido.
Fonte: EcoD

28 de jul de 2015

Embalagem criada por empresa procura demonstrar que o plástico é desnecessário


É plenamente possível viver sem as embalagens plásticas. Quem assegura é a agência Leo Burnett, baseada em Sydney (Austrália), que desenvolveu um conceito de embalagem engenhosa para o WWF (Fundo Mundial para a Natureza), a fim de demonstrar a viabilidade de materiais menos agressivos ao meio ambiente.

Este design de embalagem minimalista consiste em caixas de papel naturais e 100% biodegradáveis, com um pequeno logotipo impresso com tinta preta na frente. Há uma janela em forma de garrafa de plástico que é normalmente utilizada para conter produtos domésticos, a exemplo de limpador de vidro e anti-séptico bucal.

Cada uma destas caixas de papelão são embaladas com produtos frescos, tais como limões, laranja e canela, que são alternativas naturais capazes de exercer a mesma função dos produtos químicos oriundos das garrafas de plástico.

O objetivo da campanha é mostrar como há opções para escolhermos produtos mais sustentáveis ​​em nosso dia-a-dia.

Aqui no Brasil, um exemplo são as embalagens ecoeficientes da Natura (linha Ekos), feitas de 50% PET reciclado pós-consumo e 50% PET Verde30, composto que possui 30% de material de origem vegetal renovável em sua fórmula.

GALERIA DE FOTOS
 

Fonte: EcoD