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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

26 de set de 2016

Oito passos para fazer sua horta orgânica

Em vasos ou no quintal, plantar é relaxante e ainda produz um resultado delicioso e nutritivo. Veja como começar sua horta


Enquanto a indústria de pesticidas e fertilizantes químicos agride a natureza e a nossa saúde, o cultivo de vegetais orgânicos cresce e traz muitos benefícios. Conheça-os aqui e siga os seguintes passos básicos para ter sua própria horta orgânica:

1. Preparar a terra

Você deve começar revolvendo a terra para deixá-la bem aerada, para que as plantas aproveitem melhor os nutrientes. Ela também deve estar solta o bastante para que se possa adubá-la e começar a plantar. Prefira adubar nos meses quentes, entre setembro e março.

2. Ter uma composteira

Plantas precisam de uma terra rica em nutrientes para crescer, mas fertilizantes químicos são prejudiciais ao meio ambiente. Você pode adubar a terra com o húmus que resulta da compostagem, que é muito simples de fazer (veja aqui as instruções). Adquira aqui sua composteira.

3. Escolher suas plantas

Cada planta tem seu clima ideal para crescer, então sua horta terá mais sucesso se você escolher os vegetais que se dão melhor na sua região. Por exemplo, o rabanete cresce melhor no frio, enquanto a berinjela é mais fácil de ser cultivada em lugares quentes. Escolha as sementes e mudas certificadas como orgânicas.

Segundo o CPT (Centro de Produções Técnicas), existem quatro tipos básicos de hortaliças e ter pelo menos uma de cada tipo em seu prato proporciona uma riqueza de sabores e nutrientes. Elas são:

• Hortaliças folhosas: espécies como alface, almeirão, rúcula, chicória, brócolis, couve-manteiga, couve-flor, entre outros;

• Hortaliças de frutos: abobrinha, abóbora, quiabo, pepino, pimentão, tomate, jiló, feijão-vagem, chuchu, entre outros;

• Hortaliças tuberosas (raízes, tubérculos e rizomas): cenoura, beterraba, rabanete, cará, inhame, batata-doce, entre outros;

• Hortaliças condimentares: alho, cebola, cebolinha, salsa, hortelã, manjericão, coentro, manjerona, entre outros.

4. Plantar

Para saber como plantar cada um de seus vegetais, considere seu modo de crescimento: plantas rasteiras, por exemplo, precisam de mais espaço entre elas, para que possam se espalhar. Mas tome cuidado para não deixar um espaço grande demais e permitir o surgimento de ervas daninhas.

5. Regar

Os melhores horários para regar sua horta são os menos quentes do dia (antes das 10h e depois das 16h), assim as plantas absorvem melhor a água. Procure regar as raízes e não as folhas. As gotas de água na superfície das folhas, quando irradiadas pelo sol, produzem um efeito igual a uma lente, queimando as folhas.

Regue sua horta com bastante água uma ou duas vezes por semana e com menos água nos outros dias, apenas para manutenção. Você pode reaproveitar a água da chuva (saiba mais).

6. Retirar ervas daninhas

Aqui você pode fazer um bom exercício físico, arrancando manualmente as invasoras. Arranque pela raiz, para inibir seu crescimento.

Para evitar que as ervas daninhas apareçam, você pode cobrir com folhas secas os espaços entre as suas hortaliças.

7. Proteger contra pragas

Existem muitas maneiras de proteger sua horta contra pestes sem utilizar produtos nocivos ao meio ambiente. Nesta matéria, nós mostramos cinco dessas maneiras. Aqui vão mais algumas (clique nos links para saber mais detalhes):

Pesticidas caseiros: com ingredientes comuns na cozinha, você pode combater fungos, insetos, ácaros e até ratos.

Atraentes e repelentes biológicos: substâncias naturais podem te ajudar a fazer armadilhas contra as pragas que atacam sua horta.

Plantio consorciado: consiste em plantar duas ou mais espécies de plantas juntas, de forma que uma sirva de repelente para as pragas da(s) outra(s). Não esqueça de tomar cuidado para não acabar colocando juntas espécies que roubarão nutrientes uma da outra. As plantas devem ser companheiras. (veja seis tipos de plantas que funcionam como repelentes naturais de insetos)

Biopesticidas: são micro-organismos que agem especificamente contra os insetos invasores, não agredindo a planta, os pássaros, o solo ou qualquer um que pudesse sofrer com os pesticidas convencionais.

Óleo essencial de neem: atua como pesticida, repelente e ainda nutre o solo. Adquira aqui seu repelente de neem.

8. Colher

Quando seu trabalho der frutos, colha-os nas horas menos quentes do dia, para que a planta perca menos água. Se achar que deu frutos demais, dê alguns para seus parentes e amigos ou cozinhe e congele o excedente, para poder aproveitar depois.

Bom trabalho e bom apetite!

Fonte: Ecycle

9 de set de 2016

Casas Sustentáveis

Diversos modelos e ideias ou projetos de casas sustentáveis bem legais! Divirta-se e apreciem os modelos sem moderação!


Captação de água e circulação de ar que mantém a temperatura agradável. 



Ideias para aplicar em casas já construídas!


Telhado verde! Tendência e obrigatoriedade em alguns países!


Este modelo apresenta novas tecnologias! Lâmpadas com energia eólica!

Captação de água e armazenamento.

Casa modular: quatro lições que esse modelo de moradia pode ensinar

Em um país onde a alvenaria é tão popular, novas técnicas construtivas têm desembarcado e ganhado adeptos. Durante a 30ª edição de CASA COR SP, os arquitetos Rodrigo Mindlin Loeb e Caio Dotto, do escritório Mindlin Loeb + Dotto, apresentaram uma casa modular, construção ainda pouco conhecida por aqui, mas que pode nos ensinar muito - tanto quando o assunto é tempo de obra quanto quando se fala em sustentabilidade. O espaço, batizado de Casa Aqua, é uma parceria desses profissionais com a Inovatech Engenharia. Confira quatro lições que esse modelo de moradia pode ensinar.

1. Mais rápida de ser construída. Uma casa modular é uma espécie de casa de lego: suas partes são pré-fabricadas e só precisam ser encaixadas umas às outras. "A Casa Aqua, apresentada em CASA COR, tem cerca de 200m² de área total, sendo que 50m² são dos próprios cômodos. Tudo foi construído em apenas 18 dias. A rapidez é resultado do procedimento dinâmico para construí-la: as empresas entregam prontas as "partes" da casa (paredes, chão e encanamentos) e apenas é necessário encaixar tudo e colocar em pé. Claro, são peças pesadas e que requerem guindastes para serem erguidas", conta Caio Dotto, que completa que a morada de CASA COR tem as paredes da sala e do quarto de concreto, enquanto as do quarto e banheiro, de drywall.


2. Flexível e adaptável. Como uma casinha de lego, é possível adaptar os cômodos da construção conforme as necessidades - sem precisar investir em uma grande reforma. "Na Casa Aqua, temos quatro cômodos: sala de estar, dormitório, banheiro e cozinha. São espaços independentes e ligados por passarelas. Se um casal morar nessa casa e quiser acrescentar um quarto para os filhos, basta comprar os módulos para erguê-lo, sem investir em uma reforma tradicional, que leve mais tempo, faz mais sujeira e resulta em resíduos poluentes. Da mesma forma, pode fazer o contrário e se desfazer das partes que compõem um cômodo e enviá-las para reciclagem. Em termos financeiros, a diferença não é tão significativa, mas a vantagem aumenta quando o assunto é a agilidade e os benefícios para o meio ambiente", conta Dotto. 


3. Sustentável. Agredindo menos o meio ambiente, casas modulares são mais sustentáveis, afinal, incentivam que o proprietário pense se aquele espaço realmente é necessário. Afora isso, diferentemente de uma reforma tradicional, os módulos retirados de uma construção podem ser reutilizados em outra morada, evitando o desperdício de materiais. "Na construção do projeto apresentado em CASA COR, especificamente, o que também colabora com a preservação ambiental são painéis fotovoltaicos instalados no telhado e que geram a energia consumida pelos cômodos da residência e mais um excedente. No caso, essa quantidade extra está sendo direcionada ao sistema do Jockey Clube de São Paulo, onde a mostra é realizada, e tem contribuído para diminuir a conta de luz do evento", afirma o arquiteto do projeto. Na construção, também foi previsto um sistema de captação de água da chuva. 


4. Socialmente interessante. Casas modulares trazer à tona uma questão sobre o morar: do que realmente precisamos para viver? "Esse tipo de construção faz com que as pessoas pensem no que realmente precisam para viver, nos cômodos que são necessários em sua morada de fato. Quando paramos para refletir sobre nossas reais necessidades, evitamos o excesso. Módulos podem nos reconectar com nossas reais necessidades e, assim, nos reconectar com o próprio mundo em que vivemos", acredita o profissional.

8 de set de 2016

Tijolo ecológico feito de resíduos plásticos retirados do oceano encaixa como blocos de Lego


Todos os anos, milhões de toneladas de lixo são jogadas no mar, colocando em risco a vida animal e dos seres humanos. Felizmente, existem iniciativas como a startup norte-americana ByFusion, que está transformando plásticos retirados dos oceanos em tijolos ecológicos.


A tecnologia foi criada pelo engenheiro neozelandês Peter Lewis. Ele criou uma plataforma modular que comprime restos de plásticos em blocos duráveis em vários formatos, que se encaixam como blocos de Lego.

O tijolo reciclado foi apelidado de “REPLAST” e o seu sistema de fabricação é portátil, já que ele vem dentro de um contêiner e pode ser transportado por caminhão e navio para qualquer lugar do mundo.

ByFusion Transforming Plastic from ByFusion PBC on Vimeo.

Segundo a ByFusion, a fabricação do tijolo emite 95% menos gás carbônico do que o tijolo tradicional. Os blocos de plástico foram concebidos para a construção de paredes e barreiras de estrada. Mas, a startup afirma que o material pode ser utilizado em outros tipos de construções, como casas e edifícios.

Os blocos são coloridos por causa da natureza dos detritos e não necessitam de cola nem adesivo para o encaixe. No vídeo abaixo, você confere a construção de uma parede com o simples encaixe desses blocos:

ByFusion_Intro_10.28.15 from ByFusion PBC on Vimeo.

Com informações do Stylo Urbano
Fonte: Curbed      Via: Razões para Acreditar

5 de set de 2016

Alemães criam revolucionário concreto solar e agitam o setor de construção civil



Capaz de gerar energia elétrica ao mesmo tempo que dá forma a paredes, o DysCrete, assim chamado o inovador concreto solar alemão, atua exatamente como uma placa solar e é visto como um divisor de águas para a arquitetura sustentável. Os responsáveis por sua criação são uma artista, um arquiteto e pesquisadores da Universidade de Kassel, na Alemanha, que utilizaram durante todo o processo de geração do produto os mesmos fundamentos de desempenho das placas solares comuns.

Assim como as plantas, que absorvem a luz do sol transformando-a em energia, o concreto solar inspirou-se no processo de fotossíntese para funcionar. Para tal, seus inventores utilizaram como base concreto convencional misturado a grafite e dióxido de titânio, materiais esses responsáveis por fazer do concreto solar um condutor elétrico tanto positivo, quanto negativo. Aliás, esse é um de seus diferenciais, que faz com que ele seja sensível ao toque e gere eletricidade por meio de um simples contato da mão com a parede.

Após solidificado, o concreto solar recebe algumas camadas de tinta com o objetivo de oferecer ao produto as propriedades necessárias ao seu funcionamento. Ou seja, são criadas “células solares sensibilizadas por corante” apropriadas para realizar uma fotossíntese artificial quando interligadas e na ordem correta de cores gerando, consequentemente, eletricidade. “As camadas têm pigmentos específicos que, quando atingidos pela energia solar, liberam elétrons e fluem como uma corrente elétrica”, explica Thorsten Klooster, o arquiteto inventor.

O concreto solar em uma construção sustentável

Em relação à eficiência do concreto solar como material de construção, as investigações continuam a ser feitas com a finalidade de melhorar o seu desempenho. Uma célula solar presente nele, por exemplo, fornece apenas centenas de milivolts, o que faz com que sua eficácia seja de apenas 2%. Apesar disso, os pesquisadores afirmam que o emprego do concreto solar em obras vale muito a pena. A prova está nas condições de iluminação: quando ideais, apenas um metro quadrado do produto é capaz de gerar 20W de energia.

Heike Klussmann, gerente de projetos e uma das envolvida na criação, ainda observa que a vantagem do concreto solar está na forma fácil com que é produzido, além de ser ecologicamente correto e permitir aplicação em grandes áreas. “Pensando no futuro, dá para imaginar uma cidade na qual todas as superfícies lisas e impermeáveis consigam produzir eletricidade”, conclui Heike. Por esta razão, o concreto solar é indicado para uso em fachadas; quanto mais células solares tiver, mais a parede produzirá energia.

O lado positivo do material também está nos custos da produção, que são mais baixos que o das placas fotovoltaicas pelo valor acessível de seus materiais, o que resultará em uma comercialização também mais barata. A estimativa dos cientistas é de que o concreto solar estejadisponível no mercado de construção civil em até cinco anos. Que venha para o Brasil e que sua invenção inspire os pesquisadores daqui!