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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

17 de out de 2018

Receitas de Adubo Natural

Para manter suas plantas saudáveis não adianta apenas molhar, é preciso também adubá-las. Você pode adubar suas plantas sem uso de nenhum aditivo químico, vejas as receitas e mãos a obra, as plantas agradecem.

1- Borra de café

A borra de café é um dos melhores adubos caseiros, especialmente para plantas de solo ácido como as roseiras, azaleias e mirtilos. Para utilizar você deve dissolver uma colher pequena de borra de café em 2 litros de água e aguar as suas plantas com essa solução. Evite o excesso; suas plantas devem receber essa mistura no máximo a cada 3 semanas.


2- Casca de ovo

Por conter altas doses de cálcio, a casca dos ovos é um dos excelentes adubos caseiros que ajudam a evitar pragas, especialmente em tomateiros e pimenteiras. Também é indicado para árvores frutíferas, rosas e ervas. Basta lavar bem as cascas e deixar secar. Depois, triture-as no liquidificador até formar um pó. Espalhe esse pó, em pequena quantidade, em torno da planta.

E para aplicar no seu jardim, basta uma colher de café em vasos pequenos, e duas ou três nos vasos maiores, que já é suficiente para beneficiar suas plantas. E a adubação pode ser repetida a cada 40 dias, caso seu jardim ainda necessite de uma boa adubação.


3- Casca de banana

O potássio encontrado na casca da banana é muito nutritivo para as plantas, pois facilita o processo de fotossíntese, da osmorregulação da água e também da formação de tecidos mais resistentes na planta. Para utilizá-la, faça um chá da casca de banana: ferva a água e adicione pequenos pedaços da casa, depois abafe. Espere esfriar e molhe suas plantas com esse chá. Você também pode cortar em cubinhos e distribuir junto aos arbustos, árvores, nos xaxins e vasos.


4- Ervas daninhas

A maioria das pessoas pensa que as ervas daninhas são somente prejudicial às plantas, mas elas podem funcionar também como um excelente adubo caseiro. Os nutrientes variam de acordo com a espécie. Por exemplo, a consuela possui altas doses de potássio; a urtiga possui ferro e nitrogênio e o dente de leão é rico em cálcio e magnésio. Para utilizar basta pegar uma bandeja, cobrir com um pano (que funcionará como peneira), colocar as ervas daninhas em cima do pano e então despejar água por cima, o suficiente para cobrir as ervas. Deixe em imersão por 10 dias para fermentar, mexendo um pouquinho todos os dias. Depois desse tempo, aplique as ervas como adubo.


5- Cinzas de madeira

As cinzas de madeira são também um dos ótimos adubos caseiros que podemos oferecer às nossas plantas pois são ricas em potássio e fósforo. Esses nutrientes contribuem para aumentar o aroma e o sabor das flores e frutos. São excelentes também para afastar pragas. Mas cuidado, pois as cinzas de madeira não são recomendadas para plantas de solo ácido. Para utilizar esse adubo você deve diluir a cinza em água e utilizá-la para regar as suas plantas.


6 – Adubo de legumes

As cascas de cenoura, chuchu, batata, abóbora, entre outros também é um excelente adubo caseiro. Corte-as em cubinhos e distribua-os nos vasos e xaxins. Podem ainda ser espalhados em canteiros e jardineiras. Os legumes são ricos em vitaminas e são excelentes para nutrição e beleza das plantas.


7 – Água de jarro

Sabe aquelas flores que estavam no jarro e murcharam? Pois bem, assim que se desfizer das flores, aproveite a água para regar as plantas. Como as flores ficaram na água por alguns dias, a água ficou rica dos nutrientes e estes servem para as plantas.


8 – Água de legumes

Quando for cozinhar legumes, evite colocar sal e gordura na água, assim ela poderá ser utilizada, depois de fria, para regar as plantas. Durante o cozimento, os legumes soltam seus nutrientes na água, são estes vitaminas e sais minerais, que são de fundamental importância para as plantas.





Permacultura - Princípios de Planejamento


Permacultura é um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis e produtivos em equilíbrio e harmonia com a natureza. Surgiu da expressão em inglês “Permanent Agriculture” criada por Bill Mollison e David Holmgren na década de 1970. Hoje propõe uma “cultura permanente”, ou seja uma cultura que visa a nossa permanência neste planeta em harmonia com a natureza.

A permacultura possui três princípios éticos e alguns princípios de planejamento que são baseados na observação da ecologia e da forma sustentável de interação, produção e de vida das populações tradicionais com a natureza, sempre trabalhando a favor dela e nunca contra.

Os Princípios Éticos
Cuidar da terra
Cuidas das pessoas
Compartilhar excedentes

Os permacultores trabalham o viver através dos seus princípios que são uma aplicação prática da ecologia. Todo permacultor tem função de criar solo e armazenar água: que são a base da vida como conhecemos.
Princípios de planejamento

Em seguida estão apresentados os doze princípios de planejamento, que devem sempre estar de acordo com os princípios éticos, pois são guiados por esses.

Os doze princípios de planejamento permacultural foram desenvolvidos ao longo de mais de duas décadas e publicados em 2002 por David Holmgren através do livro “Permacultura: princípios e caminhos além da sustentabilidade”, publicado em português no Brasil em 2013. Segundo Holmgren (2013, p.12),

Os primeiros seis princípios consideram os sistemas de produção sob uma perspectiva de baixo para cima dos elementos, organismos e pessoas. Os demais seis enfatizam a perspectiva de cima para baixo dos padrões e relações que tendem a emergir por meio da auto-organização e coevolução dos ecossistemas.

São eles:

1. Observe e interaja – Sugere que as respostas sejam buscadas a partir da observação de eventos e objetos que se interconectam no desenvolvimento de um fenômeno. Muitas vezes as soluções são encontradas na visualização e correlação com padrões da natureza. Deve-se observar o sistema como um todo – de cima para baixo, relacionando a interdependência dos objetos. A interação deve se dar de baixo para cima – focando pontos que podem influenciar na mudança do sistema como um todo. Por exemplo, algumas plantas que podem ser consideradas como pragas, podem ser indicadores de falta ou excesso de algum nutriente no solo. Em vez de focar o trabalho na retirada dessas plantas, ou pior ainda no uso de herbicidas, pode-se tentar corrigir o solo com composto ou algum pó de rocha. Uma solução mais saudável para quem planta, para quem come e ainda não causa dependência do produtor precisar comprar um produto externo à propriedade – no caso do herbicida. Outra solução, seria observar se a planta “em excesso” pode ser consumida, e interagir dando outro uso para ela através da alimentação ou como planta medicinal.

2. Capte e armazene energia – No atual estado da sociedade industrial, a questão energética é um ponto chave a ser discutido e repensado. A permacultura considera que a sociedade precisa partir para um modo de produção de baixo consumo energético, principalmente externo. Isso perpassa pela questão do que se consome e do quanto e que tipo de energia foi utilizada na produção. Holmgren (2013, p.85) coloca que

Conceitos inapropriados de riqueza nos levaram a ignorar oportunidades de nos valer de fluxos locais e formas renováveis (…), fontes importantes de energia são atualmente pouco utilizadas, mas estão geralmente disponíveis para produzir uma maior autossuficiência pessoal ou local.

É necessário entender como a natureza capta e armazena energia para poder reconstruir o capital natural energético nas paisagens, nas regiões e microbacias, no ambiente doméstico, na cultura e pensar no seu uso apropriado. Não basta somente trocar o uso de combustíveis fósseis por energias renováveis, é necessário, antes reavaliar o nível de consumo. Reduzir para produtos ou serviços que durem mais tempo e repensar a utilidade de cada coisa antes de consumir.

3. Obtenha rendimento – Além de pensar em soluções a longo prazo que melhorem as condições de vida no planeta, é necessário obter um rendimento a curto prazo. As necessidades humanas diárias de alimentação, abrigo, disponibilidade de água, precisam ser supridas. Em nossas práticas cotidianas, devemos “desenhar sistemas e organizar nossas vidas de modo a obtermos rendimento através de meios que otimizem a potência de trabalho útil de tudo o que fazemos” (HOLMGREN, 2013, p.126). Esse rendimento pode ser buscado de uma maneira que seja saudável para as pessoas envolvidas e em harmonia com a dinâmica natural local e regional. Para isso há alguns itens que podem ser considerados:
conservar a energia no sistema – pensando a questão da água por exemplo, pode se criar maneiras de se aproveitar a disponibilidade de água local através da captação de água da chuva, uso das águas provenientes do uso doméstico em banho e cozinha para nutrição de bananeiras através do sistema de tratamento de água com círculo de bananeiras. Em relação ao aquecimento de águas para banho ou pias, em locais ou períodos de frio intenso, pode-se utilizar calor solar ou calor produzido em fogão à lenha;
produzir alimentos de base (bem adaptados ao ambiente local) – é comum em diferentes tipos de ambientes que algumas espécies sejam bem adaptadas, sejam elas nativas ou não, e produzam alimentos que podem servir como base da dieta da população local, como mandioca, batatas, milho, feijões e outros cereais para os povos nativos na América do Sul;
cultivo de espécies rústicas, que trazem rendimento e não precisam de muito cuidado, como forrageiras (para alimentação de animais e/ou uso na compostagem), plantas alimentícias espontâneas, algumas espécies medicinais e madeireiras;
aumentar a fertilidade dos solos para uma maior produção de alimentos com melhor qualidade nutricional. Dentre os itens de consumo humano, os alimentos estão entre os mais primordiais. Investir em um solo fértil é investir em segurança alimentar.

Com os excedentes, pode se pensar em alternativas de consumo ou de comercialização. Por exemplo, as árvores frutíferas costumam trazer uma abundância de frutificação em um período concentrado do ano. O beneficiamento dessas frutas através do feitio de conservas, geleias, chás, frutas secas, sucos e polpas podem trazer um aproveitamento da produção por mais tempo e também uma diversidade maior de alimentos ao longo do ano. Esses excedentes, desde a fruta in natura, até os produtos beneficiados também podem ser comercializados em forma de venda ou troca. Assim como sugere Holmgren, “os excedentes e os excessos podem ser um incentivo para encontrar novos modos criativos de se obter um rendimento” (2013, p.133).

4. Pratique a autorregulação e aceite conselhos (feedbacks) – A autorregulação é um dos objetivos do planejamento de um sistema, ainda que jamais seja totalmente alcançado. Como não temos controle dos inúmeros fatores que envolvem cada processo, por vezes são necessárias interferências ou manutenções. A interação com a natureza pode fornecer feedbacks positivos que contribuem para ampliação da produção ou feedbacks negativos, que podem diminuir a produção, por algum motivo, evitando que o sistema todo entre em colapso. Quando uma população está construindo uma autossuficiência, ela está mais próxima de receber feedbacks que são importantes para a humanidade como um todo, mas que devido ao estilo de vida da sociedade moderna, ficam ocultados para a maioria das pessoas, ou só ganham visibilidade quando ocorre uma catástrofe ou um evento de grande proporção. Holmgren (2013) dá o exemplo do cultivo de um bosque para produção de lenha e consequentemente energia. Uma comunidade buscará utilizar a madeira de maneira adequada para que sempre haja lenha disponível. Já no modelo moderno, o consumidor de energia elétrica que é gerada a muitos quilômetros de distância, fornecida pelas empresas privadas e estatais, não consegue ter noção das consequências que esse sistema trás a curto, médio e longo prazo, como comunidades atingidas pelas barragens, desflorestação, diminuição da fauna, desequilíbrio de ecossistemas inteiros, consequentemente causando êxodo rural, perda de saberes tradicionais, descontrole climático e perda da biodiversidade.

5. Use e valorize os serviços e recursos renováveis – Segundo Holmgren (2013, p.173), o designpermacultural deve ter por objetivo fazer o melhor uso de recursos naturais renováveis para o manejo e a manutenção das produções, ainda que seja necessário lançar mão de alguns recursos não renováveis no estabelecimento do sistema.

Para isso, é necessário anteriormente ao uso dos elementos, se há outras possibilidades de atender a demanda através de estratégias que não consuma elemento algum. Por exemplo quando plantamos arbóreas caducifólias próximas a uma edificação, diminuímos a demanda por energia. Porque no período de verão elas projetarão sombra na edificação, ajudando a manter o ambiente mais fresco e no inverno as folhas caem, proporcionando mais calor solar no ambiente no período frio. Tornando-se assim menos necessário o uso de energia artificial para o controle térmico do ambiente. “É apropriado fazer uso diário relativamente efêmero do sol, das marés, da água e do vento, pois são energias diárias ou sazonalmente renováveis” (HOLMGREN, 2013, p. 175).

6. Não produza desperdícios – A minimização de desperdícios pode se dar através de cinco atitudes: recusar, reduzir, reaproveitar, reparar e reciclar. Vê-se que na sociedade moderna, o discurso ambiental é absorvido somente quando se vê nele uma possibilidade de criar mercados, com produtos e serviços com rotulagem “ambientalmente correta”. Nesse sentido as empresas pouco ou nada falam das quatro primeiras atitudes mencionadas e focam apenas na reciclagem, que sozinha não é capaz de superar os problemas socioambientais gerados pela sociedade de consumo. Um bom exemplo a esse respeito são os produtos gerados com reciclagem de garrafas PET. O consumidor compra, considerando que está fazendo sua parte para a conservação da natureza, quando na realidade todos as quatro atitudes deveriam ser ponto de reflexão antes da compra de qualquer produto. Ao invés da compra de uma camiseta de PET ou qualquer outro produto industrial, o consumidor pode investir por exemplo na compra de produtos em feiras orgânicas, ou em alguma oportunidade que estimule a autossuficiência. Devemos buscar dimensionar nosso consumo e optar sempre por produtos e serviços não industrializados, de produtores locais. Certamente a questão do desperdício e do consumo perpassam por questões de valores sociais e individuais relacionados ao que uma sociedade precisa para ser saudável e ao que os indivíduos precisam para serem felizes. Com a grande mídia induzindo a compra aliada a prazer e felicidade, as pessoas tendem a viver e trabalhar para aumentar o poder de consumo. Ainda que uma readaptação da indústria para modelos menos ofensivos e poluidores seja algo positivo, deve-se aceitar esse momento apenas como uma transição para uma sociedade de baixo consumo e em harmonia com os ciclos naturais. O reaproveitamento dos produtos abundantes é necessário atualmente, mas apenas como medida transitória.

7. Design partindo de padrões para chegar aos detalhes – Esse princípio remete ao desenvolvimento de “uma linguagem de padrões de planejamento em permacultura ao focalizar exemplos de estruturas e organizações que parecem ilustrar o uso equilibrado de energia e recursos” (HOLMGREN, 2013, p. 219). Na busca por uma sociedade adaptada aos ciclos naturais, nossos esforços estarão mais no sentido de adaptar-nos aos padrões naturais locais, que buscar inovações tecnológicas para reparar nossos erros. Dentro disso entram as escalas de planejamento, que na permacultura estão organizadas basicamente através de zonas conforme a intensidade de uso, inclinação do terreno e também na observação dos setores de sol, vento, umidade, água, fogo, dentre outros.

8. Integrar ao invés de segregar – Tanto entre seres humanos, quanto nas relações entre elementos naturais e outros animais, as relações estabelecidas são importantíssimas para a vida e a dinâmica desses grupos. A permacultura acredita que relações cooperativas e simbióticas tendem a contribuir mais do que relações meramente competitivas, na construção de uma sociedade com práticas adequadas em harmonia com a natureza. Holmgren coloca que “nas sociedades tradicionais estáveis, nas quais todos os recursos estão totalmente alocados papéis definidos, obrigações mútuas, contribuições, impostos e outros mecanismos sociais prevalecem sobre os competitivos” (2013, p.269). Um dos grandes exemplos que pode ser utilizado para esse princípio é o uso da criação de galinhas dentro de um sistema agroflorestal, onde a ave pode viver livremente e tem alimento disponível em abundância, bem como fornece adubação do solo através do esterco desse animal.

9. Use soluções pequenas e lentas – A sociedade moderna valoriza a velocidade, seja no transporte, seja na produção, seja nas relações de consumo. Holmgren (2013, p.296) diz que

A ideia de que o mais rápido é melhor na produção agrícola e industrial, no transporte, na comunicação e nas viagens, na alimentação e em quase todos os aspectos da vida está profundamente enraizada como uma norma cultural.

Pequenas e certeiras estratégias de manejo, trazem resultados lentos, mas que podem ser eficazes e duradouros. Esse princípio pode ser aplicado em escala doméstica e pessoal quando buscamos soluções que interfiram em pequena escala, mas que trazem um resultado a longo prazo. Também em escala local e regional quando, por exemplo, o comércio é voltado à produção local de pequenos produtores, que demandem menos deslocamento e velocidade no transporte.

Holmgren, coloca ainda que “a natureza inapropriada da tecnologia moderna deve-se a sua larga escala, a sua natureza centralizada e tecnicamente complexa e a sua inflexibilidade quando aplicada em diferentes ambientes e contextos culturais” (2013, p.296).

10. Use e valorize a diversidade – O planeta que habitamos é composto por uma imensa variedade de espécies animais e vegetais, culturas, solos, que formam diversos biomas e paisagens. Já se conhece as consequências que tem as monoculturas induzidas pelos seres humanos, seja em nível de saúde – em decorrência da baixa variabilidade de nutrientes na dieta alimentar e o alto nível de agrotóxicos, seja em nível de relações entre povos – com guerras e atos violentos que trazem uma imposição de uma cultura sobre outra, principalmente por questões de poder nos territórios. A diversidade é intrínseca naturalmente à nossa vida, e devemos desfrutá-la, aprender com ela e cultivá-la, seja na produção alimentícia, seja no convívio humano. Somente através de um caminho que aceite e proporcione a diversidade, é que se pode garantir segurança alimentar e harmonia nas populações humanas.

11. Use os limites e valorize o marginal – Na natureza, as zonas periféricas – limites e conexões entre um sistema e outro, seja um ambiente, um ecossistema ou um bioma – são pontos ricos em diversidade e energia. É no contato entre a atmosfera e a crosta terrestre que está contida a vida e diversos processos energéticos presentes no planeta Terra. Por exemplo, “os limites terrestres sustentam um número maior de espécies de aves do que qualquer sistema de vegetação, pois os recursos de ambos os sistemas estão disponíveis” (HOLMGREN, 2013, p. 341). Este princípio funciona com base na premissa de que o valor e a contribuição das bordas e os aspectos marginais e invisíveis de qualquer sistema deveriam não apenas ser reconhecidos e preservados, mas que a ampliação desses aspectos pode aumentar a estabilidade e a produtividade do sistema. Por exemplo, aumentando-se a borda entre o terreno e a margem de uma represa pode-se aumentar a produtividade de ambos. Um design que percebe o limite como uma oportunidade e não como um problema tem maiores chances de sucesso e adaptação (HOLMGREN, 2007).

12. Use a criatividade e responda às mudanças – Por mais que o planejamento aconteça de forma mais ampla antes da execução ou no começo, é necessário que ele seja constantemente reavaliado conforme os resultados obtidos. Holmgren (2013) afirma que a permacultura se refere à durabilidade dos sistemas vivos naturais e da cultura humana, mas essa durabilidade depende paradoxalmente em grande medida de flexibilidade e mudança. Alguns fatores que estão fora de previsão podem influenciar em resultados não esperados. Por isso a criatividade se faz necessária para conseguir superar mudanças inesperadas.

Referências Bibliográficas

HOLMGREN, David. Permacultura: princípios e caminhos além da sustentabilidade. / David Holmgren; tradução Luzia Araújo. – Porto Alegre: Via Sapiens, 2013. 416p.

Texto: Leticia dos Santos e Marcelo Venturi

Fonte: Permacultura        Via: Recriar com Você

Construções em COB

O COB é um material de construção composto de argila, areia e palha, similar ao adobe. Sua mistura é a prova de fogo e altamente resistente a abalos sísmicos.

  

As paredes feitas com COB são grossas e servem como massa térmica, fazendo com que a edificação se mantenha quente no inverno e fresca no verão, além de funcionar bem com variações de temperatura mais curtas, fazendo a casa ficar fria de dia e quente a noite.

 

A técnica consiste em moldar as paredes como se fossem uma grande escultura. Com os pés, é feita uma mistura dos componentes, criando uma massa homogênea e plástica que será moldada. Após a mistura, são feitas bolas de argila colacadas uma em cima da outra, assim, levantando as paredes. Além das paredes, existe a possibilidade de criar parte do mobiliário da casa como por exemplo estantes e bancos. O limite é o da imaginação.


Fonte: Ecoeficientes   -   Por: Ana Clara Zorowich

15 de ago de 2018

Empresas Criam Canudos Cosmetíveis


Empresas criam canudos comestíveis
A sustentabilidade está assumindo um grande papel nas relações entre empresas e consumidores. A todo momento, vemos iniciativas de mudanças bastante significativas em desenvolvimento e aplicação de produtos ecologicamente adequados. Agora, duas empresas lançaram linhas de canudos comestíveis, que utilizam produtos naturais.

Vamos abordar neste artigo, este novo e curioso produto, que respeita o meio ambiente e certamente vai conquistar consumidores no mundo inteiro!
Canudos comestíveis: responsabilidade, criatividade e inovação

Desenvolvidos por uma empresa norte-americana e uma espanhola, foram lançados no mercado como duas iniciativas inovadoras. E inclusive com apelo ecológico correto.

Canudos comestíveis são excelentes pedidas para evitar poluição. Ainda trazem satisfação e despertam a curiosidade dos consumidores por poderem degustar o produto.

A empresa Loliware, dos Estados Unidos, já havia inovado com a criação de copos comestíveis, e agora, lança os canudos comestíveis compostos por algas marinhas, em diversos sabores.

Essa empresa é uma startup que consegue recursos via campanhas de crowdfunding, que vem obtendo sucesso por apresentar projetos ecológicos e inovadores, como esses canudos comestíveis em cinco sabores.

O uso da alga marinha permite a absorção de gás carbônico enquanto estão sendo produzidas. Isso contribui para pequena melhora na qualidade do ar e ainda tem a característica de se decompor com facilidade, auxiliando na redução da poluição ao meio ambiente..

Já a empresa Sorbos, da Espanha, também lançou seus canudos comestíveis e biodegradáveis à base de açúcar, gelatina bovina e amido de milho, disponíveis em seis sabores diferentes.

Resultado de imagem para canudos comestiveis feito com algas

Esses canudos tem um prazo de vida útil de 25 minutos, após serem utilizados em bebidas frias (temperatura ambiente) e por uma hora em bebidas geladas, sem alterar o gosto original das bebidas.

Após ser premiada na Espanha em categorias de inovação e sustentabilidade, essa startup vem conseguindo atender os mercados da Alemanha, França, Itália e Portugal.

Muito mais que canudos comestíveis
Os canudos não são os únicos produtos descartáveis que já contam com suas versões comestíveis. Diversos outros produtos já existem ou estão sendo desenvolvidos desenvolvidos com este objetivo. Conheça alguns deles a seguir:
Copos comestíveis

Também lançados pela Loliware, são produzidos à base de caldo de cana evaporado e pectina natural, disponíveis em cinco sabores e são biodegradáveis;
Xícara comestível

Desenvolvida por Venezuelanos para a marca Café Lavazza. Produto composto por açúcar de confeiteiro e tem resistência a temperaturas das bebidas;
Pratos comestíveis

Desenvolvidos na Inglaterra, são compostos por massa de pão e estão disponíveis em oito sabores;
Colheres comestíveis

Criadas à base de arroz, trigo e painço (que necessita de menos água para ser cultivado). Este produto foi desenvolvido por um indiano, também em oito sabores. Não contém conservantes e, caso não sejam comidas, se decompõem entre 4 e 5 dias, após seu uso.

Considerações finais

A Dehon Plásticos apoia iniciativas como esta, pois acredita na importância da responsabilidade ambiental dentro das empresas. Pensando nisso, como forma de fazer a nossa parte e melhorar o impacto de nossos produtos nas empresas e na sociedade, em breve disponibilizaremos aos nossos clientes, a opção de rótulos biodegradáveis.

Além de minimizar o impacto ambiental dos rótulos, essa iniciativa visa tornar os produtos da sua empresa e a imagem da sua Marca, ainda mais valorizados pelos consumidores.

Fonte: Dehonplast

10 de ago de 2018

Groningen: referência holandesa em mobilidade urbana

Ciclistas em Groningen: cidade holandesa é uma das referências no uso da bicicleta. Image © Claudio Olivares Medina, via Flickr. Licença CC BY-NC-ND 2.0

A cidade de Groningen, localizada ao norte da Holanda, é uma referência internacional em mobilidade urbana. Com pouco mais de 200 mil habitantes, Groningen é considerada como a Capital de Ciclismo daquele país – cerca de 61% de todas as viagens na cidade são realizadas através do uso de bicicletas.

Essa mudança de mentalidade remonta à década de 70, quando as cidades holandesas começaram a ser dominadas por carros e as realidades locais foram alteradas. A tendência era realizar reformas em vizinhanças antigas que pudessem dar espaço ao deslocamento de veículos para o centro.


No caso de Groningen, o caminho almejado era diferente. Max Van den Berg, um político local, surgiu com uma proposta revolucionária e que seria definitiva para a configuração atual da cidade: o Plano de Circulação de Tráfego (Traffic Circulation Plan). A princípio, houve muita resistência em relação as suas ideias, principalmente por parte das gerações mais antigas, contudo o Plano foi aprovado e colocado em prática.

Sua principal ideia consistia em dividir a área central da cidade em quatro quadrantes (conforme o mapa abaixo), proibindo os motoristas de cruzar seções. Essa condição implica sair da região central e dar a volta no anel exterior à área para poder chegar a outro quadrante.

Fonte: Genos

A medida se mostrou extremamente eficaz para tornar o centro da cidade um ambiente mais agradável e atrativo para os modos ativos de transporte (caminhada e bicicletas). Viagens que de carro demoravam 12 minutos poderiam ser realizadas, através do uso da bicicleta, em somente dois minutos.

Ou seja, além de diminuir o tempo de viagem, o Plano permitiu descongestionar as áreas centrais de um grande fluxo de veículos, promovendo segurança e conforto para aqueles que optam por formas alternativas de deslocamento na cidade.

Confira o vídeo abaixo, que mostra um pouco sobre a dinâmica de mobilidade na cidade de Groningen.
Fonte:Genos.eco     Via TheCityFix Brasil  e Archdaily

17 de mai de 2018

ENERGIA SUSTENTÁVEL: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER

Energia Sustentável: Tudo o que você precisa saber

O que é energia sustentável?

A energia sustentável é a energia obtida a partir de recursos inesgotáveis. Por definição, a energia sustentável atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas necessidades.


As principais fontes de energia sustentável

Tecnologias de energia sustentável incluem energia hidroelétrica, energia solar, energia eólica, energia das ondas, a energia geotérmica, a bioenergia, a energia das marés e também as tecnologias destinadas a melhorar a eficiência energética.


Como a energia sustentável pode ajudar nas cidades?

As energias sustentáveis como eólica, solar, hidrelétrica e biomassa - oferecem benefícios substanciais para o nosso clima, a nossa saúde e a nossa economia:


a) Pouca ou nenhuma emissão de gases tóxicos e de aquecimento global

– As fontes de energia sustentável praticamente não emitem gases ou geram resíduos que fazem mal para a nossa saúde. Imagine uma cidade toda com carros elétricos? Como seria a qualidade do ar?!

b) Uma fonte de energia enorme e renovável

– Você sabia que somente o potencial de energia solar no Brasil, se fosse todo aproveitado, seria suficiente para gerar mais de 10 vezes a energia que todos nós consumimos! Sabendo que esta fonte de energia sustentável é renovada anualmente, teríamos energia para sempre sem nos preocuparmos nunca mais.

c) Autoprodução: a independência Energética

- Se você possui um gerador de energia solar em sua empresa ou casa, não precisa mais se preocupar com o preço da sua conta de luz. Você é um autoprodutor e conquistou a sua independência energética.

d) Uma rede de energia mais confiável e segura

– Fontes como a Solar ou Eólica são menos propensas a falhas em grande escala, porque elas são distribuídas e modulares. Os sistemas estão espalhados por uma grande área geográfica (como no telhado das casas ou empresas), de modo que um evento de tempo severo, como uma tempestade em um local específico, não vai cortar a energia para toda uma região.

Os prós e contras da energia sustentável

Solar Fotovoltaica

Contra: Investimento inicial alto, similar ao valor de um carro usado;
Pró: Energia limpa, renovável e abundante a partir do sol
Pró: Alta durabilidade, dura mais de 25 anos;
Pró: Valoriza a sua casa ou marca de sua empresa;
Pró: Permite que você se torne independente energeticamente

Energia Eólica:

Contra: Locais de geração normalmente longes do ponto de consumo. Ex: Parque eólicos afastados de cidades.
Pró: Impacto ambiental mínimo, mas em áreas com aerogeradores alguns acidentes podem acontecer com pássaros.
Pró: Geração de empregos
Pró: Energia Limpa e renovável, proveniente da força dos ventos.
Pró: Preço da energia altamente competitivo


Energia Hidroelétrica:

Contra: Sazonal – quando chove pouco acaba a energia
Pró: Abundante no Brasil e não emite gases do efeito estufa
Pró: O reservatório de água de uma hidrelétrica serve como uma bateria. Armazena água para gerar energia quando é necessário.

Qual é a melhor forma de se utilizar as energias sustentáveis?

Resposta: Em combinação umas com as outras, diversificando a matriz energética. Já temos muitas usinas hidrelétricas e quando chove pouco acaba a energia, ou seja, somos altamente dependentes de chuvas. Se investirmos mais em energia solar e eólica podemos aproveitar estes períodos de secas para gerar a nossa energia com o sol ou o vento e economizar água. Desta forma seria possível equilibrar a balança energética brasileira minimizando ou extinguindo problemas de secas nos reservatórios ou grandes apagões.

A energia sustentável no mundo

Você sabia que:

Em 2012 a Organização das Nações Unidas - ONU elegeu 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos, no mesmo ano que aconteceu a Rio+20.
De acordo com um estudo americano do ‘Brookings Institute’, a energia sustentável cria até 3 vezes mais empregos do que os combustíveis fósseis.
De acordo com o mesmo estudo, o salário das pessoas que trabalham com energia sustentável é, em média, 13% maior em relação a média nacional.
O setor de energia sustentável no Brasil está crescendo, em média, 20% ao ano. O de energia solar deve crescer por volta de 300% em 2016 e continuar um crescimento acelerado nas próximas décadas.

Incentivos ao uso da energia sustentável no Brasil

                              
A ANEEL criou em 2012 a RN482/12 que regula o mercado de sistema de energia sustentável conectados na rede elétrica. Desta forma incentivando o uso dessas fontes no Brasil.

Basicamente a regulamentação normativa 482 de 2012 permite você trocar créditos de energia coma a rede da distribuidora, assim produzindo a sua própria energia elétrica e o excesso vira um crédito para ser utilizado em um dia que seu sistema produza pouca energia (como durante a noite que não tem sol ou em um dia que não tenha vento – no caso da eólica).

Este foi sem dúvida o maior e mais importante incentivo ao uso de energias sustentáveis no Brasil. Este sistema de “compensação de créditos” criado pela ANEEL baseia-se nos modelos internacionais utilizados na Europa, EUA, Austrália, Índia e Ásia como um todo.


Fonte: Portal Solar

14 de mai de 2018

Como a iluminação LED pode comprometer a sua saúde

Pode a luz afetar sua saúde? Nesta entrevista, o Dr. Alexander Wunsch, um especialista da classe mundial em fotobiologia, compartilha os perigos ocultos da iluminação por LED (light-emitting diode - diodo emissor de luz) que a maioria das pessoas não conhece.

Na verdade, isso poderia ser uma das entrevistas em vídeo mais importantes feitas pelo Dr. Mercola mostrando  ea iluminação com lâmpadas LED causam enormes impactos - não apenas na prevenção da cegueira à medida que envelhece, mas também é um fator de risco oculto para sabotar sua saúde.

Em grande parte, como resultado da eficiência energética, houve uma grande transição para o uso do LED como fonte primária de luz interna. A este respeito, funcionou como por encanto, reduzindo os requisitos de energia em até 95% em comparação com as fontes de iluminação analógicas incandescentes.


No entanto, o calor gerado pelas lâmpadas incandescentes, que é a radiação infravermelha, é realmente benéfico para a sua saúde e, portanto, vale a pena o custo extra.

Há grandes desvantagens no uso de lâmpadas LED que não são totalmente apreciados. A iluminação por LED, pode na verdade, ser uma das exposições de radiação EMF não nativas mais importantes a que você está exposto diariamente.

Se você optar por ignorar esses novos insights, isso poderá ter ramificações de longo prazo muito sérias. Pode levar à degeneração macular relacionada à idade (DMRI), que é a principal causa de cegueira nos Estados Unidos e em outros lugares.

Outros problemas de saúde enraizados na disfunção mitocondrial também podem ser exacerbados, e estes variam de desordem metabólica a câncer.

O que é luz?

A definição de luz, aplicada a fontes de luz artificial, é bastante distinta. A luz visível se encontra apenas entre 400 nanômetros (nm) e 780 nm, mas "luz" é na verdade mais do que apenas o que seu olho pode perceber. Como explicado por Wunsch:

"Quando olhamos para a luz solar, temos uma faixa espectral muito mais ampla, algo em torno de 300 nm até 2.000 nm. Para nosso cálculo de eficiência de energia, faz uma grande diferença se estamos falando dessa ampla faixa natural ou se estamos falando apenas sobre ... o desempenho da visão

A definição de que estamos apenas olhando para a parte visível do espectro [dada nos anos 1930] ... levou ao desenvolvimento de fontes de luz energeticamente eficientes como as lâmpadas fluorescentes ou o que temos hoje em dia, as fontes de luz LED, porque eles são apenas energeticamente eficientes contanto que você leve em conta a parte visível do espectro.

Por exemplo, [lâmpadas proporcionando] fototerapia com luz vermelha pode ser usada em terapia médica para aumentar a circulação sanguínea, e esta é somente uma parte que estamos tirando enquanto nós apenas olhamos para a parte visível.

Os físicos acham que a radiação infravermelha é apenas um resíduo térmico. Mas do ponto de vista de um médico, isso não é absolutamente verdade. Nos últimos 30 anos, houve centenas de artigos científicos publicados sobre os aspectos benéficos de uma determinada parte do espectro, que é chamado de infravermelho próximo ou infravermelho. "

O que torna o infravermelho próximo tão especial?

Você não pode sentir o "near-infrared" como calor e não pode vê-lo, mas tem um grande impacto benéfico em termos de saúde. Near-Infrared é o que falta em fontes de luz artificiais, não térmicas, como o LED.

Há também uma diferença entre formas analógicas e digitais de fontes de luz, e essa diferença é outra parte da complexidade. Em essência, há duas questões separadas, mas relacionadas: o problema da fonte de luz analógica versus digital e as diferenças de comprimento de onda espectral.

Começando com o último, quando você olha para o espectro do arco-íris, a parte visível da luz termina em vermelho. Infravermelho-A ou "Near-Infrared" (near-infrared ou infravermelho próximo) é o começo do espectro de luz invisível após o vermelho. Este, por sua vez, é seguido por infravermelho-B (mid-infrared ou infravermelho médio) e infrared-C (far-infrared ou infravermelho distante).

Enquanto eles não podem ser vistos, a faixa média e distante de infravermelho pode ser sentida como calor. Isto não se aplica ao infravermelho-A, no entanto, pois tem um comprimento de onda entre 700 e 1.500 nm.

"Aqui você tem apenas uma absorção muito baixa pelas moléculas de água, e esta é a razão pela qual a radiação tem uma transmitância muito alta", diz Wunsch.

"Em outras palavras, ela penetra muito profundamente em seu tecido, de modo que a energia se distribui em um grande volume de tecido. Este infravermelho próximo A ou "near-infrared" A não está aquecendo o tecido, logo você não vai sentir qualquer efeito de calor diretamente.

Isso muda significativamente quando aumentamos o comprimento de onda, digamos, para 2.000 nm. Aqui estamos na faixa de infravermelho-B e isso já é sentido como calor. E de 3.000 nm para o comprimento de onda mais longo, temos absorção quase total, principalmente pela molécula de água, e isso é sentido como aquecimento ".

Near-infrared ou Infravermelho Próximo é Crítico para a Saúde Mitocondrial e dos Olhos. O alcance do near-infrared afeta sua saúde de várias maneiras importantes. Por exemplo, ajuda a preparar as células da sua retina para reparo e regeneração.

Como os LEDs praticamente não possuem infravermelho e sim um excesso de luz azul que gera espécies reativas de oxigênio (ROS), isso explica por que os LEDs são tão prejudiciais para os olhos e para a saúde geral.

Os cromóforos são moléculas que absorvem a luz. Há uma janela de tecido ótico que varia de 600 a 1.400 nm, o que significa que ela é quase completamente coberta pela parte infravermelha do espectro. Esta janela de tecido ótico permite que a radiação penetre vários centímetros ou pelo menos uma polegada ou mais no tecido.

Cromóforos são encontrados em suas mitocôndrias e em moléculas de água ativadas. Em sua mitocôndria, há também uma molécula específica chamada citocromo c oxidase, que está envolvida na produção de energia dentro da mitocôndria. O trifosfato de adenosina (ATP) - energia celular - é o produto final.

O ATP é o combustível de que suas células precisam para todas as suas variadas funções, incluindo transporte de íons, síntese e metabolismo. Notavelmente, seu corpo produz seu peso corporal em ATP todos os dias. E, enquanto você pode sobreviver por vários minutos sem oxigênio, se toda a produção de ATP parasse de repente, você morreria em 15 segundos.


A iluminação desempenha um papel importante na produção de energia biológica. É por isso que esta questão da iluminação é tão importante. A luz é uma parte da equação da produção de energia biológica extremamente mal compreendida e negligenciada, especificamente no nível de ATP mitocondrial. Como explicado mais adiante por Wunsch:

"O citocromo c oxidase, que é essa absorçao da molécula de luz, o último passo antes do ATP ser finalmente produzido na mitocôndria. Aqui temos esse ponto de inflexão onde a luz em uma faixa de comprimento de onda entre 570 nm e 850 nm é capaz de impulsionar a produção de energia, especialmente nas células, quando a produção de energia se esgota.

Sabemos hoje que muitos sinais de envelhecimento, por exemplo, são conseqüência de um funcionamento mitocondrial prejudicado, e por isso temos uma ferramenta muito interessante para melhorar o estado de energia em nossas células, nas mitocôndrias em nossas células e não apenas na superfície, mas também nas profundidades do tecido. Este é um aspecto importante, e existem centenas de artigos publicados sobre esses efeitos positivos.

Saunas infravermelhas são outra maneira magnífica de nutrir seu corpo com luz infravermelha. Mas não apenas qualquer sauna infravermelha. A maioria oferece apenas "Far-infrared"infravermelho FAR que não é um espectro completo. A maioria também emite EMF's não-nativos perigosos. Então você precisa de um que emita baixo ou nenhum EMF não-nativo.

Depois de procurar por um longo tempo, finalmente encontrei um quase perfeito e espero que tenha minhas especificações personalizadas feitas em alguns meses. E deve custar menos de US $ 1.000. Então fique atento para este desenvolvimento emocionante.

Cicatrização de Feridas e Procedimentos Anti-Envelhecimento Utilizam o "Near-Infrared".

Espectros complementares em fototerapia - Princípios básicos e aplicações práticas. do Dr. med. Alexander Wunsch no Vimeo.

Estes efeitos benéficos podem ser observados na cicatrização de feridas e em procedimentos anti-envelhecimento onde o "Near-infrared" é empregado. Como o citocromo C oxidase é responsável pelo aumento da produção de ATP (Trifosfato de Adenosina), a célula tem um melhor suprimento de energia, o que permite um melhor desempenho, e isso é verdade, não importando onde a célula esteja.

Isso significa que as células do fígado com mais ATP serão capazes de desintoxicar seu corpo com mais eficiência; Os fibroblastos em sua pele serão capazes de sintetizar mais fibras de colágeno e assim por diante, porque o ATP é crucial para todas as funções celulares. Wunsch expande isso ainda mais na palestra acima.

De acordo com Wunsch, um terço da energia que seu corpo requer para manter o equilíbrio térmico vem dos alimentos que você come. Os elétrons transferidos dos alimentos, principalmente as gorduras e os carboidratos, são finalmente transferidos para o oxigênio e geram ATP. Quanto mais próximo do infravermelho você chegar, menos energia nutricional será necessária para manter a homeostase térmica.

Dito isso, uma diferenciação está em curso. A maior parte da energia METABICICAMENTE USADA provém de alimentos. Mas também existe um aspecto termodinâmico. Manter uma temperatura normal do corpo (37 graus ou 98,6 graus F) envolve dois mecanismos: produção de energia em sua mitocôndria a partir de alimentos e energia fotônica (radiação infravermelha próxima da luz solar e lâmpadas incandescentes) que é capaz de penetrar profundamente em seu tecido. , mesmo através da roupa.

"A radiação pode entrar no seu corpo e depois ser transformada em comprimentos de onda mais longos na parte infravermelha. Eles são muito importantes para suportar o nível de temperatura, o nível de energia térmica, que é um aspecto crucial. Muita energia vem sob a forma de radiação e isso está apoiando nosso equilíbrio térmico ", explica Wunsch.

A principal mensagem aqui é que a produção de energia do seu corpo envolve não apenas a ingestão de alimentos. Você também precisa de exposição a certos comprimentos de onda de luz para que seu metabolismo funcione de forma otimizada. Esta é mais uma razão pela qual a exposição ao sol é tão importante para a saúde ideal.

Iluminação analógica versus digital

As lâmpadas LED são uma forma de iluminação digital não térmica, enquanto as lâmpadas incandescentes e as halogênicas são fontes de luz térmica analógicas.

"Para um sistema de mudança de cor, você tem três LEDs diferentes, um LED vermelho, um verde e um azul, e a intensidade desses três canais coloridos deve ser alterada para obter um uso de cores diferente, que é percebido pelo olho no final. O controle da intensidade de saída de um LED é realizado de forma digital, pois é muito difícil ter uma intensidade baixa em muitas etapas diferentes.

O escurecimento dos LED's é realizado por meio da chamada modulação de largura de pulso, o que significa que os LED's ligam para a intensidade total e, em seguida, desligam totalmente e, em seguida, ligam novamente. Então, temos a constante ligada e desligada em freqüências, que são mais altas do que os nossos olhos são capazes de discriminar. Mas no nível celular, ainda é perceptível para as células.

Isso causa uma cintilação, o que não é perceptível, digamos, para 90% da população. Mas ainda é biologicamente ativo. E cintilação é algo que é muito prejudicial para a sua biologia. "

Apesar de se tratar aparentemente de um simples desconforto visual, já ficou demonstrado que pode atingir o Sistema Nervoso Central, e provocar disfunções Neurológicas. No mínimo, a cintilação causa dificuldades para ler, incômodo visual, dor de cabeça, cansaço visual, estresse mental, perda de concentração, etc.

Se você tiver idade suficiente para lembrar das TV's mais antigas que tinham uma cintilação intensa e visível, já deve ter passado por isso. Modernos ecrãs planos não têm brilho perceptível, porém continuam a ligar e desligar. Os cientistas estão agora tentnado desenvolver sistemas capazes de transmitir informações através de cintilação de alta frequência na iluminação LED para substituir o sistema LAN sem fio. De acordo com Wunsch, isso é uma ideia muito ruim do ponto de vista da saúde.

"Esses LEDs são chamados de cavalos de Tróia porque parecem tão práticos, parecem ter muitas vantagens, economizam energia, são sólidos e muito robustos. Então colocamos em nossas casas. Mas não estamos cientes de que eles tem muitas propriedades de roubo de saúde, que são prejudiciais à sua biologia, prejudiciais à sua saúde mental, prejudiciais à saúde da retina e também prejudiciais à sua saúde hormonal ou endócrina ”.

Infelizmente, o uso de LEDs foi exigido pela política federal nos EUA e em grande parte da Europa, na tentativa de economizar energia. Agora, também no Brasil. Embora indiscutivelmente eficaz a esse respeito, o impacto biológico desses bulbos tem sido completamente ignorado e, ao exigi-los, as opções foram restringidas.

Entendendo os perigos dos LEDs

Entender como os LEDs podem prejudicar sua saúde começa com o reconhecimento de que a luz emitida por uma lâmpada LED é de uma qualidade diferente de uma fonte de luz natural. Normalmente, uma fonte de luz natural é um radiador de corpo preto que emite todos os tipos de comprimentos de onda de uma maneira mais ou menos contínua.

LEDs são lâmpadas fluorescentes, consistindo de um LED azul, um LED de driver e uma folha fluorescente que cobre o LED azul, transformando parte da luz azul em comprimentos de onda maiores, criando assim uma luz amarelada. A luz amarelada da camada fluorescente combina com a luz azul residual a uma espécie de luz esbranquiçada, uma grande parte da qual é uma luz azul agressiva.

"O azul tem a energia mais alta na parte visível do espectro e produz, infunde, a produção de ROS, de estresse oxidativo", diz ele.

"A luz azul causa ROS (espécies reativas de oxigênio) em seu tecido, e esse estresse precisa ser balanceado com o infravermelho próximo que não está presente nos LEDs. Precisamos ainda de mais regeneração da luz azul, mas a parte regenerativa do espectro não é encontrada no azul , no comprimento de onda curto, é encontrado na parte de comprimento de onda longo, no vermelho e no infravermelho próximo, de modo que a regeneração do tecido e a reparação do tecido resultam dos comprimentos de onda que não estão presentes em um espectro de LED.

Aumentamos o estresse na parte de comprimento de onda curto e reduzimos a regeneração e o reparo na parte de comprimento de onda longo. Este é o problema primário, e não temos esse tipo de qualidade de luz na natureza. Isso tem consequências. O estresse tem consequências na retina; tem consequências em nosso sistema endócrino ".

Você provavelmente já sabe que a luz azul da noite reduz a produção de melatonina em sua glândula pineal. Mas você também tem células em sua retina que são responsáveis pela produção de melatonina para regenerar a retina durante a noite.

Se você usar luzes LED após o pôr do sol, você reduz as capacidades de regeneração e restauração de seus olhos. Desnecessário será dizer que, com menos regeneração, você acaba com degeneração. Neste caso, a degeneração pode levar à DMRI, que é a principal causa de cegueira entre os idosos. No entanto, e isto é o que a maioria não consegue apreciar, a exposição à luz LED que não é equilibrada com a luz solar total carregada com as partes vermelhas do espectro é sempre prejudicial para a sua biologia. Só mais a noite.

Resumindo, o principal problema com os LEDs é o fato de que eles emitem principalmente comprimentos de onda azuis e não têm as freqüências de infravermelho próximo regeneradoras e curativas. Eles têm muito pouco vermelho e nenhum infravermelho, que é o comprimento de onda necessário para reparo e regeneração.

Quando você usa essas freqüências baixas agressivas - luz azul - cria ROS que, quando geradas em excesso, causam danos. Portanto, ao usar LEDs, você acaba com um aumento de danos e diminui o reparo e a regeneração.

Existem LEDs saudáveis?

Há uma ampla gama de luzes LED no mercado hoje em dia. Alguns são brancos frescos, outros são brancos quentes, por exemplo. O primeiro emite quantidades maiores de luz azul prejudicial. Os LEDs quentes podem enganar, pois emitem uma luz de aparência quente, mas na verdade não possuem o comprimento de onda vermelho. O calor vem de mascarar o azul com grandes quantidades de amarelo e laranja.

Há também LEDs disponíveis com menos azul, que estão mais próximos da distribuição espectral das lâmpadas incandescentes em relação à parte azul do espectro. Infelizmente, sem ferramentas para medi-lo, você não saberá exatamente o que está recebendo. Isto está em nítido contraste com uma lâmpada incandescente, onde você sabe exatamente que tipo de espectro de luz está obtendo.

"Com o LED, o leigo não é capaz de dizer se é um espectro sob medida, onde você tem a parte azul apenas mascarada por partes excessivas de outras regiões espectrais", diz Wunsch. "Existem diferentes tecnologias ... Soraa, por exemplo, tem LED driver violeta, não azul ... Por sua tecnologia, o vermelho é um pouco mais enfatizado em comparação com os LEDs fluorescentes de luz branca padrão.

Portanto, há de fato tipos melhores e piores de LED ao redor. Mas a distribuição espectral é apenas uma coisa… Estamos interessados no R9, que representa os vermelhos completos. Esta informação é dada às vezes no pacote. Você tem, por exemplo, CRI, que é o índice de representação de cores de 95 com um R9 de 97 ou mais. Este é o único sinal para o cliente de que você tem um alto nível ou um alto índice para o R9.  " (RI - Índice de reprodução da Cor.)

Como identificar um LED mais saudável

Então, ao comprar LEDs, uma maneira de obter uma luz mais saudável é olhar para o CRI. A luz do sol é o padrão ouro e tem um CRI de 100. Então, faça lâmpadas incandescentes e velas. O que você está procurando é uma luz que tenha um CRI R9 (full red spectrum) de cerca de 97, que é o mais próximo que você chegará de uma luz natural com um LED. Outro fator a ser observado é a temperatura de cor. Existem dois tipos diferentes de temperatura de cor:

1. Temperatura de cor física, que significa a temperatura da sua luz em graus Kelvin (K). Isso se aplica à luz solar, luz de velas, lâmpada incandescente e halogênicas. O que isto significa é que a fonte em si é tão quente ao toque quanto a temperatura de cor dada.

O sol, por exemplo, que tem uma temperatura de cor de 5.500 K, tem uma temperatura de 5.500 K em sua superfície, onde você realmente tocaria o sol. As lâmpadas incandescentes têm um máximo de 3.000 K, pois o filamento derreteria se a temperatura subisse mais.

2. Temperatura de cor correlacionada. Esta é uma medida que informa como a fonte de luz aparece para o olho humano. Em outras palavras, é uma medida comparativa. Uma temperatura de cor correlacionada de 2.700 K significa que se parece com uma fonte de luz natural com uma temperatura de cor física de 2.700 K.

O problema aqui é que, embora essa luz pareça o mesmo que uma luz natural, ela não tem a mesma qualidade, e seu corpo, no nível celular, não se deixa enganar pelo que seu olho vê. No nível celular, e no nível da retina, a maior parte da luz ainda é fria, branco-azulada, apesar de seu calor aparente e visível.

As lâmpadas incandescentes têm uma temperatura de cor de 2.700 K, enquanto os LEDs podem chegar a 6.500 K - o LED branco realmente brilhante. Neste caso, quanto mais próximo estiver de incandescente, melhor. Por último, há o componente digital, que é praticamente inevitável, não importa o quê. Para determinar quão bom ou ruim é um determinado LED:

"Você teria que medir de alguma forma se o LED produz ou não cintilação. Dois, três anos atrás, teria sido muito mais fácil porque a câmera de um smartphone mais antigo não era tão alta tecnologia como é hoje. Com um smartphone antigo, quando você olha para a fonte de luz, você pode ver essas linhas errantes, assim você pode detectar se a fonte de luz está piscando ", explica Wunsch.

Uma maneira mais simples seria comprar um detector de cintilação, que está disponível de forma bastante barata. Outra maneira de determinar a taxa de cintilação seria usar o modo de câmera lenta em sua câmera. Grave a fonte de luz no modo de câmera lenta e verifique a cintilação visível.

Infelizmente, nem sempre funciona. Algumas câmeras e smartphones mais novos possuem um algoritmo integrado que detecta a frequência de oscilação e altera a velocidade do obturador de acordo para melhorar a gravação, eliminando assim a interferência. Se sua câmera tiver esse algoritmo, ele não gravará uma cintilação visível, mesmo que esteja lá.

Soluções mais saudáveis

As pessoas gostam de estar na vanguarda da tecnologia e rapidamente mudaram todas as lâmpadas incandescentes para iluminação LED. Agora percebem a enormidade do erro cometido, mas na época - voltando quase 10 anos atrás - éramos completamente inconscientes de que isso poderia ter consequências para a saúde. Antes disso, usávamos lâmpadas fluorescentes de espectro total, o que é igualmente enganoso, já que é um espectro completo apenas no nome.

Agora as pesquisas estão demostrando que a exposição à luz do LED é um perigo muito sério, especialmente se você estiver em uma sala sem luz natural. Os riscos biológicos são um pouco mitigados se você tiver bastante luz solar fluindo pelas janelas. À noite, os LEDs se tornam um perigo maior, não importa se você está em uma sala sem janelas ou não, já que não há luz infravermelha contrabalançada.

Não podemos trocar as lâmpadas LED por incandescentes que não possuem nenhum revestimento que altere seus comprimentos de onda benéficos já que nosso governo as tirou do mercado brasileiro. O conselho é: caso encontre lâmpadas incandescentes no mercado, compre-as todas, e volte para as lâmpadas incandescentes.

Apenas lembre-se de obter incandescentes que são cristalinas e não revestidas com branco para liberar uma luz branca fria. Você quer uma fonte de luz analógica térmica incandescente de 2.700 K. Na verdade, velas sem perfume seriam ainda melhores. Esteja particularmente atento a usar apenas esse tipo de luz à noite. Depois do pôr do sol, é bom usar óculos de bloqueio azul.

"Definitivamente é uma boa idéia manter longe os comprimentos de onda curta à noite, após o pôr do sol. Também é uma boa idéia não intoxicar seu ambiente com muita luz. Sabemos que os níveis de luz artificial durante a noite atingiram uma intensidade insana. A intensidade da vela, por exemplo, é absolutamente suficiente para orientação.

Se você tiver que ler à noite, use uma lâmpada halôgena incandescente de baixa voltagem, que é operada em um transformador de corrente contínua. A corrente contínua eliminará toda a eletricidade suja e eliminará toda a cintilação.

Existem transformadores disponíveis onde você pode ajustar a saída entre 6 volts e 12 volts. Contanto que seja corrente contínua, não há oscilação, não há eletricidade suja e você pode reduzir a intensidade da lâmpada de halogênio para uma temperatura de cor comparável à da luz de velas. Esta é a luz elétrica mais suave e saudável que você pode obter no momento ", observa Wunsch.


As lâmpadas halógenas de baixa tensão também são muito eficientes em termos energéticos - até 100% mais eficientes energeticamente do que a lâmpada incandescente padrão. Só não se esqueça de operá-la em DC. Luzes incandescentes, incluindo halógenas, podem ser operadas tanto em corrente alternada como em corrente contínua, mas quando se opera em corrente alternada, você acaba gerando eletricidade suja, explica Wunsch. Em DC, você não recebe nenhum eletrogmáco com halogênio de baixa voltagem.

Comparações de Luz

O gráfico a seguir ilustra as diferenças no espectro de cores entre uma luz incandescente, que tem muito pouco azul, em comparação com a luz fluorescente e o LED branco.


O gráfico a seguir ilustra as diferenças entre a luz do dia, incandescente, fluorescente, halógena, LED branco frio e LED branco quente. Como você pode ver, há uma tremenda diferença entre o LED incandescente e o quente. Enquanto eles podem parecer o mesmo a olho nu, não há comparação quando se trata de suas reais qualidades de luz.


Olhando para as diferenças espectrais entre lâmpadas incandescentes e de halógenas, parece não haver diferença alguma. Para elucidar a disparidade, Wunsch fez algumas medições de lâmpadas incandescentes e halógenas usando seu espectrômetro UPRtek MK350S. As diferenças são quase imperceptíveis, na verdade.


Espectro de uma lâmpada incandescente padrão: Temperatura de cor correlacionada (CCT) = 2890 K.


Espectro de uma lâmpada de halogéneo economizadora de energia: Temperatura de cor correlacionada (CCT) = 2842 K.

Para proteger sua saúde e visão, atenha-se às luzes incandescentes

Os LEDs são um exemplo perfeito de como estamos sabotando nossa saúde com uma tecnologia útil. No entanto, com conhecimento, podemos prevenir proativamente o dano. Em resumo, realmente precisamos limitar nossa exposição à luz azul, tanto durante o dia quanto à noite. Portanto, para uso noturno, troque seus LEDs por lâmpadas incandescentes ou lâmpadas de halogênio incandescentes de baixa voltagem que funcionem com energia CC.

Eu também recomendo fortemente o uso de óculos de bloqueio azul após o pôr do sol, mesmo se você usar lâmpadas incandescentes. Sem essas modificações, a excessiva luz azul dos LEDs e das telas eletrônicas acionará o seu corpo para superproduzir as ROS e diminuir a produção de melatonina, tanto na glândula pineal quanto na retina, o que evitará reparo e regeneração, acelerando a degeneração. da sua visão.

"Uma coisa a enfatizar, não é a luz azul que vem do próprio sol com a qual devemos nos preocupar. É a luz azul, a luz visual singular de alta energia (HEV), que vem da luz não térmica com eficiência de energia fria. Isto é o que causa o problema, não a luz azul que vem junto com comprimentos de onda mais longos em um tipo de coquetel natural que tem o espectro infravermelho benéfico…

A luz é substituta de fontes de luz não térmicas, estes são problemas [de que causa], e você tem que ser inteligente para evitar esses cavalos de Tróia. Se você quiser torná-lo [seguro], fique com as velas, fique com as lâmpadas incandescentes ", diz Wunsch.

Outra alternativa de luz saudável

As velas são ainda uma fonte de luz melhor do que as lâmpadas incandescentes, já que não há eletricidade envolvida e é a luz que nossos ancestrais usaram por muitos milênios para que nossos corpos já estejam adaptados a ela. O único problema é que você precisa ter muito cuidado com o uso de qualquer vela velha, pois a maioria é tóxica.

Como você pode ou não saber, muitas velas disponíveis hoje estão cheias de toxinas, especialmente velas de parafina. Você sabia que a parafina é um subproduto do petróleo criado quando o petróleo bruto é refinado na gasolina? Além disso, um número de agentes cancerígenos e toxinas conhecidos são adicionados à parafina para aumentar a estabilidade da queima, não incluindo o potencial de chumbo adicionado aos mechas, e a fuligem que invade seus pulmões.

Para complicar, muitas velas, parafina e soja, estão corrompidas com tintas e fragrâncias tóxicas; algumas velas de soja são apenas parcialmente soja com muitos outros aditivos e / ou usam soja transgênica. Parece haver uma mentalidade estranha de que a exposição a pequenas quantidades de toxinas é aceitável, mesmo que a exposição seja exponencial ao longo do tempo!

A soja é não-OGM, é de queima limpa sem fumos nocivos ou fuligem, é cultivada nos EUA e é sustentável e renovável. Além disso, devemos usar velas completamente livres de corantes. A soja nestas velas não é testada em animais, é livre de herbicidas e pesticidas. Devemos usar velas livres de ftalatos e parabenos, com cera natural e que reduz o acúmulo de carbono. Você deve pesquisar por velas saudáveis na internet.

Nossa saúde está ameaçada por todos os lados. Toxinas ambientais, alimentos ultraprocessados, CEMs, OGMs subsidiados pelo governo e uma série de outras ameaças nos cercam. Simplesmente não é possível se proteger a menos que você esteja armado com informações de saúde de ponta.

As tarefas mais complexas podem ser facilitadas se você der um passo de cada vez. Como um todo, esse plano de 30 dicas faz um guia abrangente que pode mudar sua vida. Apenas alguns dos tópicos abordados são:
  • O que comer e quando comê-lo
  • Estratégias de exercícios que você pode implementar em sua vida
  • O poder da saúde emocional
  • Melhorar sua saúde com itens essenciais como ar, sol e água
  • Obter um sono reparador para seu corpo

Pode parecer que a saúde e o bem-estar não são mais a norma. Uma epidemia de opióides varre o país, a taxa de obesidade está subindo vertiginosamente, a expectativa de vida está caindo e as doenças crônicas estão crescendo. Nossas comunidades estão sendo prejudicadas em todos os níveis e a única maneira de reverter essas tendências é através da educação e do exemplo pessoal. 

Fonte: Mercola