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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

27 de abr de 2016

7 dicas para transformar espaços pequenos


Com o passar do tempo, muitas pessoas têm preferido cantinhos menores para viver. Os apartamentos estão cada vez mais enxutos e, por isso, seus moradores precisam transformar o ambiente em algo funcional, mas ao mesmo tempo aconchegante e descolado.

Nessa hora a criatividade deve aflorar para que você consiga decorar o seu cantinho, sem deixar de lado a praticidade e a consciência sustentável.

Quer ver como isso é possível? Então confira as dicas que separamos para você.

1. Uma dica de ouro para começar a nossa lista é a respeito da cor de base, ou seja, nas paredes do ambiente. Escolha um tom claro ou cru e capriche nas cores dos acessórios, enfeites e móveis. Dessa forma, o visual fica mais fácil de ser alterado. Cores escuras passam a impressão de que o espaço é menor.

2. Apesar de ser bastante conhecido, esse toque não pode ficar de fora. Inclua espelhos no ambiente para transmitir a sensação de espaço. Além disso, objetos translúcidos, como vidros e cristais, criam pontos de luz que também contribuem para isso.


3. Evite colocar objetos na área de passagem, como mesinhas, tapetes e banquetas. O melhor é deixar a área de circulação livre.

4. Utilize biombos, prateleiras vazadas e cortinas para dividir ambientes. Caso necessite, pode deixá-los abertos, dependendo da utilização.


5. ​Opte por móveis e prateleiras modulares e funcionais. Além de serem mais leves, podem suprir diversas necessidades de uma só vez. Evite móveis grandes e pesados.

6. Caixas organizadoras são o que há para espaços pequenos. Se você conseguir adicionar caixas de madeira e pallets, melhor ainda. O toque sustentável não pode faltar.

7. Opte por portas de correr. Você ganhará espaço, além de ser super moderno.


Fonte: Atelier221b


25 de abr de 2016

Casa Alface / HE Ding, WANG Wei, KONG Lingchen


Arquitetos
HE Ding, WANG Wei, KONG Lingchen

Localização
Shunyi, Pequim, China

Equipe de Desenho Sustentável
LIU Xin, HU Yechang, CHEN Weiran, SU Yurong, XU Zhetong, YANG Xu, YOU Wanrong

Cliente
Niu Jian

Área
88.5 m2

Ano do projeto
2014

Fotografias
LI Minfei


Do arquiteto. O laboratório (Sustainable Lifestyle Lab) foi criado pelo centro de pesquisa científica do Instituto de Artes e Desenho Sustentável, na Universidade de Tsinghuae, e pelo Centro de Desenvolvimento Comunitário Participativo. A moradia modular é composta por seis contêineres sobre os quais foram aplicadas uma filosofia verde, saudável e de baixa emissão de carbono, de acordo com a vida diária, para que mais pessoas entendam e possam participar dela. 


Material

Devido a algumas restrições, o tempo de construção deveria ser muito curto e a moradia deveria ser reciclável e eficiente. Por isso escolhemos uma moradia modular baseada em contêineres. A estrutura de caixa, portas, janelas, coberturas, pisos e paredes pode ser pré-fabricada na indústria. 


Processo construtivo

A moradia modulada por contêineres estabeleceu um completo sistema de produção. Os valores pré-determinados e a construção podem ser completados pelo fabricante. Cada contêiner requer aproximadamente meia hora para ser erguido. Assim, o próximo passo é instalar as junções impermeáveis entre eles. Por fim, se procede a instalação das escadas e das portas interiores. O desenho interior, a instalação de equipamentos energéticos e a vegetação são completados pelo proprietário. Os seis contêineres são feitos com um custo de 180,000 yuan, enquanto sua cota de modificação, transporte e instalação é de 38,000 yuan, conformando um total de 218,000 yuan. 


Espaço e função

A moradia é composta por seis contêineres (6055mm*2435mm*2790mm), empregando o desenho modular: cada caixa no seu interior é uma unidade espacial padrão com diferentes funções. A diferente combinação dos seus padrões formais varia com a área das funções determinadas. A moradia inclui três dormitórios, um depósito, um espaço de exibição, uma cozinha e banheiro. O contêiner de entrada é vertical o que o diferencia dos outros cinco, formando um pátio.


Preocupação com entorno

O custo da produção de um módulo-contêiner é muito baixo, além de ser reutilizável, com baixas emissões de carbono e eficientemente energético. Pode ser transportado convenientemente a um preço bastante pequeno. Sua construção é rápida e simples e seus recursos economizados, com menor poluição pelo pó e ruído. 


Sistema de desenho eco-cíclico: coleta de águas cinzas, tratamento e reutilização, sistema de regeneração de águas: coleta dos rejeitos da cozinha e orgânicos, tratamento e reutilização com base em um biodigestor de gás; utilização da energia do vento e a água da chuva; agricultura orgânica.


Promoção da Comunidade Participativa

O cliente viverá nesta casa por dois à três anos para corrigir constantemente o desenho da função e o sistema energético, manter verdes as plantas, gerar soluções compreensíveis para uma edificação sustentável e finalmente, explorar a possibilidade de construir uma Comunidade Participativa que se ajusta aos resultados do experimento.


Fonte: Archdaily

22 de abr de 2016

CONHEÇA AS VANTAGENS DE UMA CASA ECOLÓGICA


As casas ecológicas, ainda são pouco divulgadas e construídas no Brasil, mas trata-se de uma alternativa de moradia que, além de gerar mais economia no dia a dia, provoca menos impactos ao meio ambiente, durante e depois da sua construção.

Uma das principais desse lar sustentável está na escolha do material utilizado na sua construção. Os tijolos convencionais são substituídos por tijolos de solo-cimento. Um tipo de alvenaria que é seca sob o sol, ou seja, diferente dos tijolos convencionais, eles não precisam ir ao forno à lenha. Isso evita que cerca de 60 árvores sejam queimadas para a fabricação do produto. Outra vantagem dos tijolos ecológicos é que eles também garantem um conforto térmico e acústico maior que os tradicionais.

Para construir uma casa ecológica, outro material que pode ser utilizado é a madeira com selo certificação de origem. Detalhe que assegura que a extração do material não degradou o solo e o ecossistema ao seu redor. A vantagem de utilizar madeira é que ela consegue controlar melhor a temperatura interna do ambiente e tem boa durabilidade, além de reduzir o tempo gasto com a construção da casa.

Para os móveis a sugestão é utilizar madeira de demolição ou reflorestamento, evitando o desperdício. Antes de ser vendido, esse tipo de material passa por um tratamento que aumenta sua vida útil.

A utilização de lâmpadas fluorescentes é outro fator indispensável. Elas duram mais e consomem cerca de 80% menos energia que as lâmpadas incandescentes e possuem maior durabilidade. Investir em janelas e portas de vidro também ajuda a evitar o uso desnecessário de luz elétrica, já que estes itens ampliam a incidência de luz natural dentro dos cômodos.

Outras atitudes sustentáveis que podem ser adaptadas à sua casa são investir em sistemas de aquecimento solar e captação de água da chuva.

20 de abr de 2016

Serão as Fazendas Verticais o futuro da arquitetura sustentável?

The Asian Cairns farmscrapers (Image courtesy Vincent Callebaut Architects)
As Fazendas Verticais "Asian Cairns" (Imagem Cortesia Vincent Callebaut Architects)

Uma das vantagens de viver em uma cidade é que o ambiente urbano é de muitas maneiras mais sustentável do que nos subúrbios - o transporte de massa proporciona fácil acesso às diferentes áreas sem carros ou auto-estradas, e o denso planejamento se encaixa de forma eficiente onde tem-se mais pessoas em menos espaços. Mas a unidade de Arquitetura por excelência da cidade, o arranha-céu, nem sempre é o método mais verde de edifício. Essas fazendas Verticais são uma criação da Empresa Vincent Callebaut Architectsde com sede na França e Bélgica.

Detail of a farmscraper unit (Image courtesy Vincent Callebaut Architects)
Detalhe de uma Unidade -  (Imagem cortesia Vincent Callebaut Architects)

As Construções Verticais Verde são chamadas de ""Farmscraper" que é o termo que eles inventaram para um plano de seis arranha-céus, considerado "Asian Cairns," criado para a província de Shenzhen, na China. As estruturas imponentes são divididas em seções ovulares, "Blob-like" que se parecem com pedras alisadas pela água corrente durante os anos. Cada gota (blob) contém uma floresta em miniatura com árvores e grama, juntamente com turbinas eólicas e células solares. Cada "Farmscraper" mede 396,24 metros de altura e tem 111 andares, relata New York Daily News.

Essas "Farmscrapers" são projetadas para atuar como ecossistemas auto-suficientes: A água criada e coletada pelas plantas das Edificações que será reciclada para uso no interior do edifício. As "Farmscrapers" não vão necessariamente, produzir alimentos para sustentar a comunidade, mas vão melhorar a qualidade do ar legendariamente ruim da cidade. Cada seixo de unidade também irá conter uma mistura de escritórios, residencias e espaços de lazer. Misturando densidade eficiente com as estratégias de design verde, Callebaut está desenvolvendo uma solução arquitetônica para a expansão urbana em crescimento da China. "Neste contexto de hipercrescimento e urbanismo acelerado, o projeto "Asian Cairns"luta pela construção de um pólo urbano multifuncional, multicultural e ecológico", a empresa explicou no World Architecture News.

Close-up of a farmscraper (Image courtesy Vincent Callebaut Architects)

O projeto da Callebaut ainda pode ser teórica, mas o plano para integrar a tecnologia amiga do ambiente em arranha-céus já foi realizada em muitos edifícios. como nas torres residenciais verticais "Bosco Verticale" de Milão, com árvores que crescem em varandas modulares na parte externa de cada unidade. O projeto se espalharia por um hectare de floresta por 27 andares, de acordo com FastCo, enquanto apenas adicionaria 5% sobre os custos de construção. A "Harmonia 57's desenvolvida em São Paulo, Brasil, incorpora plantas junto às suas paredes de concreto.

MAD's Urban Forest (Image courtesy inhabitat.com)
MAD’s Urban Forest (Image courtesy inhabitat.com)

A empresa chinesa "MAD Architects" também projetou uma "Farmscrapers" ou "Floresta Urbana" para Chongqing. O edifício torcido, onde fatias arredondadas são uma reminiscência do alto modernismo, mas cada nível também abriga grandes áreas de árvores, semelhante ao plano "Farmscraper". É uma maneira de trazer os espaços verdes para o ambiente urbano, mantendo as cidades como numa embalagem, tanto quanto possível em um espaço apertado.

19 de abr de 2016

Novo parque urbano de Chicago construído em uma linha de trens abandonada


Em 1871, um incêndio que durou três dias destruiu grande parte de Chicago, fazendo com que nos anos seguintes um plano de reconstrução fosse desenvolvido.

Este incluía obras de infraestrutura e projetos urbanos, sendo um deles a linha férrea Bloomingdale, construída em 1873 na região noroeste da cidade para o transporte de cargas e passageiros e, assim, impulsionar o desenvolvimento industrial e social nesta área.

Embora tenha funcionado por quase cem anos, na década de 1980 teve um menor fluxo de trens, caindo em desuso nos anos 1990, quando outras redes de transporte começaram a absorver a demanda.

Com isso, o espaço entre os trilhos começou a ser preenchido por vegetação, passando a ser visto pelos moradores de Logan Square, um dos bairros com menor quantidade de áreas verdes da cidade, como um local ideal para um parque - ideia considerada pelo Departamento de Desenvolvimento e Planejamento da cidade desde 2003. 


A proposta começou receber mais interesse entre os habitantes da região que constituíram a organização Friends of the Bloomingdale Trail, através da qual vêm trabalhando em parceria com a The Trust for Public Land (TPL), uma organização sem fins lucrativos dedicada a proteger as áreas verdes urbanas, garantindo seu acesso às gerações futuras. 

Em conjunto, avaliaram as características do espaço e determinaram que o novo parque urbano poderia ser linear, aproveitando o traçado existentes da linha férrea como um corredor voltado para pedestres e ciclistas.

O nome "The 606", está associado ao código postal dos bairros adjacentes ao trilho - um modo de destacar o espírito comunitário do projeto, que se estende por 4,8 km.


O parque começou a ser construído em setembro de 2013 com as obras de recuperação das pontes e viadutos ferroviários, 37 no total, que foram construídos no final do século XIX.


Além disso, foi necessário conectar seis parques existentes e criar 12 pontos de acesso, localizados a cada 400 metros, além de instalar 17 rampas de acesso para garantir que todos possam desfrutar do parque. 


O novo parque urbano de Chicago, que une as avenidas Ashland e Ridgeway através da artéria Bloomingdale, foi inaugurado no dia 6 de junho de 2015, passando a oferecer aos habitantes e visitantes novos espaços públicos ricos em vegetação e sem interrupções viárias. 

Este novo espaço, impulsionado pelos próprios cidadãos, teve um custo de US$95 milhões, dos quais US$54 milhões são provenientes de fundos públicos, US$ 18 milhões de doações privadas e o restante através de campanhas criadas por organizações cidadãs. 

O novo parque também recebe eventos culturais e é palco de intervenções urbanas, como a criação de murais em seus pontos de acesso.


Fotografias: The 606 Chicago (disponível no Flickr).
Fonte: Archdaily