Quem sou eu

Minha foto

Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

Fale Conosco

- Deixe seu comentário ou envie um e-mail: celinalago@hotmail.com
- Se desejar receber as novidades do site seja um seguidor que o envio é automático.
- A sua participação é muito importante. Só assim, unidos conseguiremos reverter o processo de destruição planetária pelo qual estamos passando e encontrar um equilíbrio saudável.

Muita Luz e Amor,

Celina Lago

6 de mai de 2017

Selo Casa Saudável - Você já ouviu Falar?

Desde que me conheço por gente minha vida é pautada na consciência de ajudar ao próximo, de cuidar da minha saúde física, mental e espiritual, de cuidar das pessoas à minha volta, respeitar o próximo, cuidar do meio ambiente não agredindo o mesmo. 

Sempre achei absurdo ver uma construção crescer com paredes de tijolos que após terem sido construídas, lá vinha o pedreiro quebrar a parede para fazer os caminhos onde seriam colocadas as tubulações. Isso me incomodava muito, pois que sentido havia em construir e quebrar gerando resíduos desnecessários? Não entendia!
Ao conhecer o Selo Casa Saudável fiquei muito feliz em saber que finalmente haveria algo a ser feito para que um cuidado maior aconteça ao pensarmos em construir um imóvel.

A OMS (Organização Mundial de Saúde), já tem estudos comprovando que muitas das doenças de hoje são causadas pelo ambiente em que as pessoas vivem, onde moram ou trabalham, e o Selo vem regular e assegurar a saúde das futuras habitações. 

Com a sociedade mudando seus padrões, nada mais natural, do que as pessoas estarem começando a perceber que não é somente mudar padrões de hábitos alimentares, ou cuidar do físico, o que precisamos, também urge a necessidade de revermos o local em que moramos ou trabalhamos, já que passamos a maior parte do nosso tempo nesses ambientes. A qualidade das construções de hoje em dia caiu muito com a utilização de paredes e lajes mais finas, o uso de materiais que são tóxicos, a construção de paredes onde passam tubulações de água e esgoto que ficam posicionadas na parede onde fica a cabeceira da cama do apartamento do vizinho e que causa doença, entre tantos outros fatores que vem afetando a saúde dos moradores desses imóveis.

A chegada ao mercado Nacional e Internacional do Selo Casa Saudável ou Health Building Certificate abre um caminho para o cuidado com as pessoas, e as empresas que se alinharem ao Selo vão ter um diferencial na hora de vendê-lo, pois com certeza qualquer pessoa ao tomar conhecimento de que um imóvel assegura que ele é saudável a seus moradores vai preferir adquirir esse imóvel.
É muito importante que as pessoas comecem a se inteirar das vantagens de ter um imóvel certificado. Pode ser que este imóvel saia um pouco mais caro, mas o custo benefício vai valer a pena porque se colocarmos no papel quanto gastamos com planos de saúde, remédios, internações, iremos verificar que saímos ganhando e muito.
Ser uma Consultora do Selo casa Saudável me trouxe uma realização que não sentia anteriormente, pois sempre achei que faltava alguma coisa em minha vida profissional, e o Selo veio preencher o vazio que eu sentia. Agora sim, sinto que estou realmente fazendo a diferença e realizando um trabalho diferenciado, e que ainda vai assegurar a saúde das pessoas.

Por tudo isso, resolvi postar sobre o Selo para que mais pessoas, profissionais e empresas possam tomar conhecimento de que uma mudança na maneira de se construir poderá trazer gratificantes resultados à todos.

As incorporadoras de Minas Gerais que aderiram ao Selo não sentiram a crise porque possuem um grande diferencial para o seu cliente: O CUIDADO COM A SAÚDE.

Conheça mais sobre o Selo no site: www.selocasasaudável.com.br 
Por: Celina Arczynska Lago
       Arquiteta Sustentável
       Consultora do Selo Casa Saudável
       

4 de mai de 2017

Pesquisadora brasileira cria plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria

Matéria-prima é oriunda do cúrcuma, babaçu e urucum.


Pesquisas da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto avançam e busca plástico 100% biodegradável e competitivo com o plástico comum. O resultado inicial é animador. Os testes, que reúne na fórmula resíduos agroindustriais, resultaram em um produto com qualidades técnicas e econômicas promissoras, que se degrada em no máximo 120 dias.

A química Bianca Chieregato Maniglia desenvolveu filmes plásticos biodegradáveis a partir de resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum. E o fato do novo material ser totalmente desenvolvido a partir de descartes da agroindústria faz toda diferença. Ao mesmo tempo, recicla resíduos e é biodegradável.

A matéria-prima é oriunda de material produzido com fontes renováveis e, por isso, não se esgotam. Outra novidade é que a substância pode ser cultivada em qualquer lugar do mundo. Ao contrário, o plástico comum é feito do petróleo.

Bianca Maniglia adiciona outras qualidades ao produto: matéria- prima barata, que não compete com o mercado alimentício e ainda “contém composição interessante com a presença de ativos antioxidantes”.

Essa fórmula com compostos antioxidantes pode ser ainda mais interessante no desenvolvimento de “embalagens ativas”. Embalagem que interage com o produto, capaz de melhorar a qualidade de armazenamento para acondicionamento de frutas e legumes frescos.

Os estudos confirmam caminho certo para a obtenção de um plástico, ou pelo menos um filme plástico, totalmente biodegradável.

Agora, busca-se aplicação de aditivos como a palha de soja tratada, outro resíduo agroindustrial, para melhorar as propriedades destes filmes. A meta é o ganho de maior resistência mecânica e menor capacidade de absorver e reter água.

Fonte: Ciclo Vivo

9 de abr de 2017

Aprenda a fazer uma Composteira caseira reutilizando baldes


A composteira do exemplo foi feita com baldes de margarina, porém podem ser feitas com qualquer tipo de balde. O minhocário econômico e funcional tem custo total de cerca de R$ 60,00.


A composteira caseira é formada por três baldes de plásticos empilhadas. | Foto: Arquivo pessoal/Cleber Almeida

Ter uma composteira caseira é um ótimo jeito de reduzir a quantidade de lixo que iria para os aterros e também uma forma de mudar a relação das pessoas com o lixo que elas geram.

A composteira doméstica decompõe os alimentos por meio da ação de micro-organismos e, com a ajuda de minhocas, transformam os restos de frutas, legumes e verduras em um rico adubo, tanto líquido, como sólido.

Para você que quer ter a sua própria composteira, o CicloVivo separou um passo a passo feito por Cleber Almeida. Esta técnica reutiliza baldes de 15kg de margarina ou manteiga (também chamadas de bombonas). Esses baldes são geralmente comprados por restaurantes e padarias em mercados de atacado, e muito deles acabam doando ou vendendo por um preço baixo. Foi o que aconteceu com Almeida, que foi até a padaria e comprou os seus por R$ 5,00 cada.

Foto: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

O policial, nascido no Paraná, começou a fazer compostagem e a cultivar uma horta para aliviar o estresse do seu trabalho, também encomendou minhocas californianas, a espécie ideal para fazer compostagem. O custo das minhocas, com frete, foi de R$ 45,00. O minhocário econômico e funcional teve custo total de R$ 60,00.

A composteira caseira é formada por três baldes de plásticos empilhadas e interligadas por pequenos furos feitos ao fundo.

O primeiro passo para começar a trabalhar na composteira foi lavar os baldes para retirar os resíduos gordurosos da margarina, que são prejudiciais a todo o processo de compostagem.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

Depois de limpos, faça diversos furos no fundo de dois dos baldes. Neste caso foi utilizada uma broca 6mm para aço, que não deixa rebarbas no plástico.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

É preciso também fazer furos menores, com broca de 3mm ou inferior nas laterais superiores dos três baldes, para que o oxigênio penetre na caixa, e também em uma das tampas, a que ficará no topo da composteira.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

O centro das outras duas tampas devem ser retirados para que as minhocas possam subir e descer livremente pela composteira. Você pode deixar apenas a borda deles para que o balde superior fique suspenso, como pode ser visto na foto abaixo.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

Instale uma torneirinha no fundo do último balde, que servirá para escoamento e armazenamento do chorume, líquido formado durante o processo de decomposição do material orgânico.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

A composteira pronta com três andares deve ficar assim. Caso produza mais resíduos orgânicos do que a composteira possa comportar, é possível aumentar mais andares ao sistema.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

Cleber Almeida se inspirou no tutorial abaixo para fazer sua composteira:


Para saber mais detalhes de como funciona todo o processo da compostagem, confira o Manual de Compostagem Doméstica com Minhocas do grupo Composta São Paulo.

Caso queria aproveitar o húmus e o biofertilizante para começar uma horta orgânica em sua casa, clique aqui.

Por: Mayra Rosa Fonte: CicloVivo

6 de mar de 2017

Minicurso online ensina a construir sistema de captação de água da chuva

Online e gratuitas, aulas vão desde a preparação até dicas de armazenamento.

Em cinco lições, qualquer pessoa estará apta a construir sua própria minicisterna. | Foto: Permacultores Urbanos/Divulgação

Aproveitar a água que cai do céu é uma ação que, em conjunto com outras, reduz consideravelmente o consumo de água potável em uma residência. Entretanto, é preciso instalar um sistema em que seja possível captar, tratar e armazenar este líquido de forma segura. O programa Acessa SP, do governo de São Paulo, disponibiliza um curso online e gratuito que ensina como criar uma minicisterna doméstica.

O interessado aprende porque é importante captar água da chuva e como pode até ganhar dinheiro aprendendo a construir o sistema. Depois desta introdução, o curso ensina como realizar a limpeza do telhado e das calhas. Também indica como escolher o tipo de reservatório para cada necessidade e o local mais adequado para sua colocação. Essa fase de preparação é essencial para o sucesso do sistema.

Em seguida, a construção da minicisterna é ensinada em duas partes. Durante todo o processo há fotos, ilustrações e links que detalham o passo a passo. Por fim, algumas dicas e cuidados com o armazenamento de água e como se prevenir de doenças como dengue e chikungunya. Em cinco lições, qualquer pessoa estará apta a construir seu próprio sistema de captação de água.

Quer fazer o curso? Então acesse aqui.

Fonte: CicloVivo

Edifícios para ambientes áridos captam água da chuva e promovem resfriamento natural

O projeto possui coberturas em forma de bacias que colhem a água da chuva.

O telhado em forma de tigela ajuda na coleta da água de chuva evitando a evaporação. | Foto: BMDesign


O estúdio de arquitetura e paisagismo iraniano BMDesign aborda os climas áridos do seu país de origem como solução arquitetônica para a escassez de água. Eles desenvolveram o projeto de uma comunidade com edificações chamada de Concave Roof (telhado côncavo), um sistema de telhado duplo projetado especialmente para coletar e armazenar água da chuva e promover o resfriamento natural.

Segundo o site ArchDaily, o design foi desenvolvido para ambientes áridos, onde a coleta de água da chuva pode ser complicada devido a taxas de evaporação maiores do que a média e baixa precipitação anual. O sistema de telhado duplo, que inclui um telhado em forma de cúpula sob uma área de captação em forma de tigela, permite que pequenas gotas de chuva que caem no telhado se unam e virem gotas maiores, evitando que evaporem rapidamente.
Imagem: BMDesign

A sobreposição de uma cobertura côncava em cima de uma convexa também promove o resfriamento natural do ar através das sombras e do movimento de ventilação que o formato proporciona, resfriando ambas as coberturas e também o ambiente ao redor.

A área de captação em forma de bacia é inclinada para mover as gotas de chuva em direção a um ponto de coleta central, onde a chuva é canalizada para reservatórios. Os reservatórios são localizados entre as paredes do edifício para ajudar a regular as temperaturas internas.
Imagem: BMDesign

Os arquitetos estimam que, em um edifício maior, como uma escola com 923 metros quadrados de superfície de telhado côncavo, por exemplo, seria possível recolher cerca de 28 metros cúbicos de água da chuva.
Imagem: BMDesign

Os prédios e pátios do conjunto de edifícios também são afundados para promover um resfriamento natural, utilizando a técnica de arquitetura bioclimática, com troca de calor entre as paredes e a terra. Os edifícios seriam organizados em torno de átrios para promover a circulação da comunidade em uma ambiente agradável.
Imagem: BMDesign
Imagem: BMDesign
Imagem: BMDesign

Fonte: CicloVivo

25 de fev de 2017

Manual grátis dá todas as dicas para criar e usar hortas educativas em escolas

Com uma horta escolar, os alunos podem aprender conteúdos das salas de aula de forma lúdica e prática.
As hortas podem promover a alimentação saudável, vinculando isso à educação e aos novos hábitos. | Foto: Rafael Silva/Cohab

O manual “A Escola promovendo hábitos alimentares saudáveis”, feito por pesquisadoras da Universidade de Brasília, a pedido do Ministério da Saúde, traz o passo-a-passo para a introdução de uma horta às atividades escolares. As instruções e aplicações são eficientes para qualquer tipo de instituição e podem ser aplicadas com alunos das mais diversas idades.

A primeira preocupação de projetos que inserem as hortas em escolas é promover a alimentação saudável, vinculando isso à educação e aos novos hábitos. Mas, este tipo de atividade vai muito além disso. Ao mesclar a prática do cultivo de alimentos com conteúdos trabalhados em sala de aula, os alunos podem aprender novos conceitos de forma lúdica e prática, reforçando o conhecimento teórico adquirido e fazendo a ligação entre os livros e a vida real. Segundo o manual, “a horta pode ser um laboratório vivo para diferentes atividades didáticas”, que ainda trazem outras vantagens à comunidade.

Para começar, os primeiros cuidados são com a escolha do local que receberá a horta e com a preparação deste espaço. Apesar de ser uma tarefa simples, o ideal é contar com a ajuda de alguém que já tem experiência nisso. Como nem sempre isso é possível, o manual traz diretrizes para ajudar a escolher o melhor local, bem como as ferramentas usadas na criação do espaço, os cuidados com o canteiro e o preparo das covas.

Na sequência, o guia apresenta as informações sobre o período ideal para o plantio de diversos alimentos e sobre os cuidados necessários para que a horta tenha uma produção abundante e bastante diversificada. O material também mostra quais são as épocas ideais para as colheitas e quais relações os alimentos têm com a saúde, de acordo com os nutrientes próprios de cada um.

Por fim, o guia de hortas escolares dá algumas sugestões de como preparar os alimentos produzidos na horta e quais atividades práticas podem ser feitas com os alunos, coo a aplicação de conteúdos de ciência e matemática, por exemplo.

Clique aqui para baixar gratuitamente o material completo.
Fonte: Ciclo Vivo

24 de fev de 2017

Horta integrada com criação de peixes economiza 90% de água e elimina químicos

Trata-se de um sistema fechado, diferentemente das criações convencionais.

A aquaponia está crescendo em várias partes do mundo. |

A criação de peixes associada ao cultivo de hortaliças, chamada de aquaponia, pode economizar até 90% de água em relação à agricultura convencional e ainda eliminar completamente a liberação de efluentes no meio ambiente, pois trata-se de um sistema fechado, diferentemente das criações convencionais. Motivados por essas vantagens, pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros (SE) têm desenvolvido sistemas de diferentes portes de aquaponia que podem ser de produção doméstica ou mesmo em escala industrial.

Para o pesquisador da Embrapa Paulo Carneiro, o sistema tanto pode ser desenvolvido para consumo próprio, em sistemas caseiros para produção familiar, inclusive no meio urbano, em casa ou varanda de apartamento, desde que receba pelo menos cinco horas diárias de sol, como também com objetivo comercial, em larga escala, com altas densidades de peixes e vegetais. “O manejo é fácil e o produtor tem pouca coisa para monitorar, tanto na produção vegetal quanto de peixes. Hortaliças de ciclo curto, como alface, por exemplo, podem ser colhidas após quatro a seis semanas”, destaca.

O termo aquaponia é derivado da combinação das palavras “aquicultura” (produção de organismos aquáticos) e ‘hidroponia’ (produção de plantas sem solo). Ela é composta por um tanque no qual são produzidos os peixes. Alimentados por ração, eles liberam dejetos ricos em nutrientes que, por sua vez, bombeados para uma parte superior, nutrem os vegetais. As raízes, ao retirar os nutrientes, purificam a água que retorna por gravidade para o local onde são produzidos os peixes.

Carneiro acredita que a aquaponia se tornará popular no Brasil a exemplo do que já acontece há mais de dez anos em vários países, embora ela ainda seja pouco conhecida por aqui. Ele acrescenta ainda que caso haja resistência em abater os peixes, o produtor pode criar peixes ornamentais.

Uma bomba faz a água circular entre o tanque com peixes, cujos dejetos nutrem os vegetais, e devolve a água limpa para o tanque.

Qualidade ímpar

O produtor de vegetais hidropônicos no Município de Socorro, em Sergipe, Luiz Fernando de Araújo, aderiu de forma experimental à produção de alface crespa e roxa na aquaponia e percebeu a diferença em relação à produção hidropônica dos mesmos produtos. “É uma qualidade ímpar. Faz diferença no sabor do alimento, nas folhas e textura”, afirmou. “É fantástico. Maravilhoso.”, complementou. Fernando espera que a linha de pesquisa possa continuar para a produção aquapônica em escala maior, comercial.

“Um projeto como esse funcionaria muito bem no Semiárido”, comenta Genivaldo Monteiro, assessor técnico da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). As casas, sítios e o comércio, na região rural do Semiárido, são muito distantes. A aquaponia produz alimentos saudáveis, com pouco consumo de água e pouco tempo de trabalho”, complementa Genivaldo. “É maravilhoso o quanto pode-se associar ciência e tecnologia com o desenvolvimento social e encontrar soluções para áreas extremas como o semiárido”, disse.

“Promissor”, disse o analista técnico do Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Helenilson de Jesus Oliveira, gestor do Programa de Agronegócio. Ele conta que o Sebrae já trabalhou com o Programa Alimentos Seguros (PAS) que divulga boas práticas de produção, manipulação e armazenamento de alimentos. “O programa deu muito certo”, disse. “Os kits para o produtor custavam cerca de R$ 10 mil e o de aquaponia custa menos de R$ 3 mil e, por meio de parcerias, pode-se implementar um programa junto aos produtores em pouco tempo”, acredita Helenilson.

Além disso, o pesquisador Paulo Carneiro acredita que, no contexto educacional, professores do ensino fundamental e médio podem transformar a aquaponia em uma eficiente ferramenta de ensino em disciplinas como biologia, meio ambiente, física, química, matemática economia e engenharia.


Aquaponia no mundo

A aquaponia está crescendo em várias partes do mundo. Na Alemanha, uma fazenda urbana com uma estufa de 1,8 mil metros quadrados irá produzir anualmente cerca de 35 toneladas de verduras e legumes e 25 toneladas de peixe. Em maio de 2015, os moradores de Berlim poderão comprar os primeiros legumes produzidos no que poderá ser a maior fazenda aquapônica urbana da Europa. Na região de Auvergne, na França, o projeto Osmose pretende produzir cinco mil alfaces e até 200 filés de trutas por semana. Nos Estados Unidos, grandes centros urbanos já produzem peixes e hortaliças em terraços no topo de prédios, economizando em transporte, além de todas as vantagens descritas acima.

Notícia da Agência Emprapa     Via: Ciclo Vivo