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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

27 de mar de 2015

Condomínio italiano possui uma verdadeira floresta em seus terraços


O arquiteto italiano Luciano Pia é o responsável por um projeto que prova que a natureza e o ambiente urbano podem combinar perfeitamente. Ele planejou um “condomínio-floresta”. A estrutura combina apartamentos com terraços repletos de árvores.

O edifício foi construído na cidade italiana de Turim. Sua estrutura é feita em aço e madeira. Todos os andares possuem terraços únicos, que se espalham por toda a fachada e são repletos de vasos gigantes com diferentes tipos de vegetações. O condomínio troca a ideia de moradias criadas como blocos fechados por espaços permeáveis, mutáveis e habitáveis.


De acordo com os detalhes do projeto, a estrutura conta com 150 árvores altas que, juntamente com outras 50 plantas. Esta vegetação produz 150 mil litros de oxigênio por hora. Durante à noite elas são capazes de absorver até 200 mil litros de dióxido de carbono.


Este formato cria um microclima ideal no interior, atenuando os extremos de calor durante o verão e frio no inverno. A madeira, colocada de forma irregular nos terraços, filtra parte dos raios de sol, mas, ao mesmo tempo deixa a luz entrar parcialmente nas casas.


Quem olha de fora consegue perceber a floresta que cerca o edifício. Mas, este não é o único diferencial da estrutura. O prédio, que possui 63 unidades residenciais, recebeu diversas soluções para minimizar seu impacto ambiental. Entre elas estão: isolamento térmico, paredes ventiladas, proteção contra a luz solar direta, sistemas de calefação que usam a água subterrânea, coleta de água de chuva, armazenamento e reuso para a irrigação.


As árvores usadas no telhado verde são de alturas diversas, que vão de 2,5 a nove metros de altura. De acordo com o arquiteto, quando toda a vegetação estiver em plena floração, os moradores sentirão como se vivessem em uma casa na árvore.

Fonte: CicloVivo

24 de mar de 2015

Fazenda urbana oferece alimentos frescos e oportunidades sociais


A Vertical Harvest é um projeto que deve mudar a realidade da agricultura urbana na cidade norte-americana de Jackson Hole. Construída dentro de um prédio de três andares, a estrutura servirá como uma estufa hidropônica gigante, fornecendo alimentos frescos e um novo negócio para a comunidade local.

O projeto é fruto do incansável trabalho de duas mulheres: Penny McBride e Nona Yehia. Durante cinco anos amadureceram a ideia, correram atrás de parceiros, patrocinadores e agora estão cada vez mais perto de transformar o sonho em realidade.

O escritório de arquitetura E/Ye é o responsável pelo projeto. De acordo com o desenho, o prédio contará com uma área construída média de quatro mil metros quadrados. O local será usado para o cultivo de diferentes espécies, que serão comercializadas na própria comunidade local. A expectativa é de que sejam produzidos anualmente 8,1 mil quilos de folhas verdes, duas mil toneladas de ervas e vinte toneladas de tomates.

Imagem: Divulgação

Além de ser referência em agricultura urbana, o Vertical Harvest quer ser referência em outras áreas. Osite do projeto deixa bem claro que a missão vai além do plantio. A fazenda deve ser usada para impactar positivamente o meio ambiente e a comunidade. O local fornecerá alimentos frescos, mas também dará suporte a pessoas com deficiência, capacitando-as para trabalhar e serem incluídas no mercado de trabalho. O último ponto apresentado pelos idealizadores é a implementação de expansão de programas e iniciativas nutricionais e educacionais dentro da Vertical Harvest.

O intuito não é usar a estrutura visando o lucro. Os ganhos financeiros serão apenas os necessários para cobrir as despesas, pagar os impostos e colaborar para o desenvolvimento local.

Fonte: CicloVivo

20 de mar de 2015

Florianópolis inaugura primeira creche totalmente sustentável


Na última quinta-feira (19), a Prefeitura de Florianópolis (SC) inaugurou sua primeira creche sustentável. A unidade, que está localizada no bairro Costeira do Pirajubaé, tem capacidade para atender 200 crianças.

Com 1.182 m², o prédio da Creche Municipal Hassis possui pátio coberto, refeitório com varanda, banheiros e dez salas para atividades infantis. Mas, sua melhor característica é ser totalmente voltada para os princípios sustentáveis. 

A creche é autossuficiente em relação ao consumo de eletricidade, graças aos painéis solares que geram toda a energia necessária para o local. O sistema é ainda interligado à rede pública, de forma que, se for gerada mais energia do que o consumido, o excesso pode ser injetado na rede da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina).

Foto: Petra Mafalda/PMF

O aproveitamento solar também é útil para o aquecimento de água. Para isso, foi equipado um sistema composto por coletores (placas) e reservatório térmico (boiler) para que a água possa ser utilizada em chuveiros, cozinha e lavanderia.

Ainda foi instalado um sistema que coleta água da chuva para fins não potáveis, como em torneiras de jardim e vasos sanitários. A unidade também conta com domus de lâmina acrílica no teto, o que contribui para que a iluminação natural incida durante a maior parte do dia.

Foto: Divulgação ALESC

Outras preocupações contribuem para a creche ser inovadora: os itens dentro da creche são de baixo consumo, não foram usados tintas tóxicas, foi colocado um piso tátil para deficientes visuais, entre outras soluções de acessibilidade, há um bosque com espécies nativas e árvores frutíferas, além de um “teto vivo” que será usado para trabalhos manuais com os alunos.

A prefeitura municipal garante que seguiu todos os critérios necessários para receber o selo LEED. Só pós passar por uma avaliação, a unidade saberá se ganhará o certificado de construção sustentável.

A obra custou R$ 4,4 milhões, sendo R$ 2,5 milhões oriundos do governo federal – 1,8 milhão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e R$ 695 mil do Salário-Educação. O Banco Interamericano de Desenvolvimento contribuiu ainda com R$ 1,9 milhão.

Foto: Divulgação/Gisele Jacques 

Foto: Divulgação/ Ricardo Medeiros

Foto: Petra Mafalda/PMF

Foto: Divulgação/PMF


Fonte: CicloVivo

18 de mar de 2015

O que é uma Piscina Biológica – Veja exemplos.

Piscina Biológica

As piscinas biológicas ou ecológicas podem ser descritas como um sistema no qual não são utilizados cloro ou outros produtos químicos para o tratamento de sua água. De uma forma natural e sustentável, as plantas aquáticas substituem os filtros e químicos habitualmente associados à limpeza das piscinas convencionais. As plantas garantem a limpeza e a manutenção da própria piscina biológica, através da libertação de oxigênio que caracteriza o processo de fotossíntese. Algumas das plantas aquáticas utilizadas para a filtragem da água são as Nenúfares ou Ninféias. Porém a espécie da planta depende do clima do local onde será feito o projeto. Sempre é aconselhável procurar um especialista. 

Foto: Elle

A piscina natural é dividida em 2 áreas, uma para o banho propriamente dito e outra para a purificação biológica com as pedras e as plantas. 

No esquema abaixo, um exemplo de detalhe da construção de uma piscina ecológica: 

Imagem: http://www.naturalpoolsnz.com/concept.html 

Vantagens e desvantagens de uma piscina biológica: Vantagens: – A vantagem principal em construir uma piscina ecológica ou biopiscina é a ausência de cloro. Não necessita de produtos químicos. – Tempo e custos de manutenção reduzidos. – Como a piscina biológica não requer equipamentos elétricos, não existem custos energéticos. – As piscinas biológicas ajudam a equilibrar o ecossistema, eliminando a presença de insetos indesejados. – Promoção da biodiversidade (fauna e flora). – Apesar do seu aspeto natural e da existência de plantas aquáticas, as piscinas biológicas não atraem mosquitos. Desvantagens: – Custo inicial elevado. Somados todos os custos o valor de uma piscina ecológica fica em torno de 20% a mais que os modelos convencionais. – Pode haver a existência de animais anfíbios na zona das plantas aquáticas e que podem ocasionalmente surgir na zona de banhos.

piscina ecológica


piscina ecológica

Foto: Elle, ABC Piscinas Via: Sustentarqui

17 de mar de 2015

Designer espanhola produz couro ecológico com sobras de abacaxi


Uma alternativa aos tradicionais tecidos disponíveis no mercado foi desenvolvida pela espanhola Carmen Hijosa. A designer encontrou uma maneira de aproveitar um subproduto da colheita do abacaxi para produzir fibras de tecido sustentável.

O material é composto pelo caule e folhas do abacaxi, restos que geralmente não são aproveitados. O processo é simples: as folhas passam pelo descasque - onde parte do subproduto gera um fertilizante natural -, e as fibras são separadas e encaminhadas para o processo industrial e assim tornar-se um produto têxtil.

Foto: Divulgação

O resultado é um tecido semelhante ao couro, que pode ser tingido, impresso e tratado para se ter diferentes tipos de textura, podendo ser utilizado na criação de sapatos, bolsas, estofados, entre outras peças. Para produzir um metro quadrado de tecido são necessários cerca de 480 folhas, o que é equivalente ao subproduto de 16 abacaxis.

Nem sempre a sustentabilidade foi uma preocupação para Carmen, que trabalhou na década de 90 como consultora na indústria de artigos de couro das Filipinas. Mas, foi durante esse trabalho que a designer teve contato com as fibras de abacaxi e teve a ideia de fundar uma empresa, a Ananas Anam. A invenção do tecido foi patenteada com o nome de Piñatex.

Foto: Divulgação

Em entrevista ao The Guardian, Carmen afirma que o couro está virando artigo de luxo, pois há menos animais disponíveis do que demanda. Além de ser uma alternativa aos produtos oriundos de origem animal e de petróleo, a designer afirma que seu produto é baseado na preocupação social e ecológica. Ela garante que o ciclo é de aproveitamento e não está usando mais terras para plantar e produzir o material. 

O tecido de abacaxi foi lançada em dezembro do ano passado em Londres. Um tênis da marca Puma está entre as peças apresentadas.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Fonte: CicloVivo