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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

14 de jan de 2019

Embalagem Biodegradável: vantagens, desvantagens e exemplos

Entenda prós e contras de embalagens de cogumelo, leite, milho e até mesmo as feitas a partir de bactérias

A embalagem biodegradável é um verdadeiro alívio na consciência de quem se preocupa com o meio ambiente, ao menos em um primeiro momento. Mas esse tipo de embalagem também tem desvantagens. Entenda os usos, os prós e contras de cada tipo de embalagem biodegradável.
Embalagem biodegradável

Uma embalagem é considerada biodegradável quando é possível realizar a sua decomposição naturalmente, ou seja, sua biodegradação. A biodegradação é realizada por micro-organismos como bactérias, algas e fungos, que convertem o material em biomassa, dióxido de carbono e água. A vantagem da embalagem biodegradável é que a sua permanência no ambiente é menor do que a permanência das embalagens não biodegradáveis, o que diminui as chances de efeitos nocivos como sufocamentos, entrada na cadeia alimentar, contaminação por disruptores endócrinos, entre outros.
Tipos de embalagem biodegradável

Embalagem de plástico PLA


O plástico PLA, ou melhor dizendo, plástico de poliácido láctico, é um plástico biodegradável que pode ser utilizado como embalagem alimentícia, cosmética, na produção de sacolas, garrafas, canetas, vidros, tampas, talheres, entre outros.

No processo de produção do plástico PLA, as bactérias produzem o ácido lático por meio do processo de fermentação de vegetais ricos em amido, como a beterraba, o milho e a mandioca.

Além biodegradável, a embalagemfeita de plástico PLA é reciclávelmecânica e quimicamente, biocompatível e bioabsorvível; é obtidas de fontes renováveis (vegetais); e, quando descartada corretamente, transforma-se em substâncias inofensivas porque é facilmente degradada pela água.

Quando pequenas quantidades do PLA passam da embalagem para os alimentos e acabam indo parar no organismo, não trazem danos à saúde, pois ele se converte em ácido lático, que é uma substância alimentar segura e naturalmente eliminada pelo corpo.

A desvantagem da embalagem biodegradável de plástico PLA é que, para ocorrer a degradação adequada é preciso que os descartes de plástico PLA sejam feitos em usinas de compostagem, onde há condições adequadas de luz, umidade, temperatura e quantidade correta de micro-organismos e, infelizmente, a maior parte do resíduo brasileiro acaba indo parar em aterros e lixões, onde não há garantias de que o material se biodegrade 100%. E pior, normalmente as condições dos lixões e aterros fazem com que a degradação seja anaeróbia, ou seja, com baixa concentração de oxigênio, gerando a liberação de gás metano, um dos gases mais problemáticos para o desequilíbrio do efeito estufa.

Outra inviabilidade é que o custo de produção de embalagem biodegradável de PLA ainda é elevado, o que torna o produto um pouco mais caro que os convencionais.

E as normas brasileira, europeia e estadunidense permitem a mistura do PLA com outros plásticos não biodegradáveis para melhorar suas características e, ainda assim, se enquadrarem como biodegradáveis.

Para saber mais sobre esse tema dê uma olhada na matéria: "PLA: o plástico biodegradável e compostável".

Embalagem de milho e bactérias


De acordo com um artigo de pesquisadores da Universidade de São Paulo e de pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), esse tipo de embalagem biodegradável é um plástico orgânico feito por meio da biossíntese de carboidratos da cana-de-açúcar, do milho, ou de óleos vegetais de soja e palma.

Assim como a embalagem biodegradável de PLA, a embalagem feita a partir do milho e da biossíntese pela bactérias é biocompatível (não promove reações tóxicas e imunológicas) e biodegradável. Entretanto, esse tipo de plástico não pode ser utilizado como embalagem alimentícia, pois pode contaminar alimentos. Outra desvantagem desse tipo de embalagem é que ela é, em média, 40% mais cara do que as embalagens convencionais. Para saber mais sobre esse tema dê uma olhada na matéria: "Bactérias + milho = plástico".

Embalagem de cogumelo

Imagem: Wine Shipper por mycobond, licenciado sob CC BY-SA 2.0

Essa embalagem biodegradável feita a partir de cogumelos é uma invenção da Ecovative, uma empresa de design.

O produto é feito a partir de raízes de cogumelos crescidas em folhas mortas, húmuse uma variedade de substâncias, que levam a materiais de diferentes texturas, flexibilidade e durabilidade. Além de biodegradável, o material é comestível (mas não é aconselhável ingeri-lo).

As desvantagens da embalagem biodegradável de cogumelos são seu elevado custo e o fato de ser potencialmente competitiva com recursos que poderiam ser utilizados para produzir alimentos. Grandes empresas como a Nestlé dizem não investir em embalagem biodegradável feita de cogumelos por não quererem que sua demanda de embalagens reduza o suprimento de alimentos, principalmente em um contexto de fome global. "Não é bom empacotar nossos produtos em uma embalagem que, em vez disso, poderia ter sido usada para alimentar as pessoas", disse Strauss, chefe de operações da Nestlé dos EUA.
Embalagem de plástico de leite

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) desenvolveu uma embalagem plástica biodegradável, feita a partir de uma proteína do leite capaz de proteger os alimentos da ação degradante do oxigênio. A embalagem pode ser usada em caixas de pizza, queijos ou até mesmo como pacote para sopa solúvel - e pode ser dissolvida junto com o alimento em água quente.

O produto poderia até servir como um substituto para o açúcar usado para revestir flocos de cereais para evitar que eles murchem muito rápido e, além de biodegradável, é comestível. A engenheira química Laetitia Bonnaillie, pesquisadora do USDA, acredita que essa modalidade de embalagem plástica comestível tem potencial para ter sabores ou micronutrientes adicionados a ela.

Entretanto, cabem aqui os mesmos questionamentos feitos em relação às embalagens de fungos: altos custos e empasses sobre destinar recursos para embalagens comestíveis em vez de investir diretamente em alimentos. Além disso, pessoas com alergia à proteína do leite e aquelas preocupadas com os direitos animais, como os veganos, têm se manifestado contra a utilização do produto em larga escala. 
Embalagem de camarão

O Wyss Institute for Biologically Inspired Engineering, em Harvard, extraiu chitosan, um polissacarídeo do camarão e das lagostas, para desenvolver a embalagem biodegradável chamada shrilk. A embalagem pode substituir caixas de ovos e embalagem de verduras. Entretanto, o material é caro e carrega os mesmos impasses de todas as embalagens comestíveis feitas a partir de animais: concorrência com alimentos e questionamentos sobre os direitos animais.
Revestimento de casca de tomate

Cascas que sobram de tomates processados podem servir como revestimento biodegradável de enlatados. Apesar da lata não ser biodegradável, o revestimento é, e a vantagem principal é que ele não é nocivo para a saúde como os revestimentos atuais, de bisfenóis, que são disruptores endócrinos e causam danos à saúde humana e do meio ambiente. Entenda mais sobre esse tema na matéria: "O que são bisfenóis? Conheça os diferentes tipos e os riscos que proporcionam à saúde e ao ambiente".

Chamado Biopac Plus, o revestimento biodegradável está sendo desenvolvido por uma grande empresa agrícola familiar italiana e pode ser utilizado para embalar tomates, ervilhas, azeitonas e todos tipos de alimentos enlatados.
Embalagem oxiobiodegradável

A embalagem oxibiodegradável é feita a partir de plástico comum (derivado do petróleo) com aditivos pró-degradantes, que aceleram a fragmentação do material com ajuda da ação do oxigênio, da luz, da temperatura e da umidade. A biodegradabilidade do material, entretanto, gera controvérsia, pois o tempo de biodegradação (pelos micro-organismos) do plástico fragmentado, ou microplástico, após a degradação química, será o mesmo. 

Francisco Graziano, engenheiro agrônomo, mestre em economia agrária e ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, afirma se tratar de um erro a opção pelo consumo dos oxibiodegradáveis e questiona os riscos da fragmentação do composto em partículas invisíveis a olho nu e das emissões de gases de efeito estufa associadas à degradação, além da contaminação do solo por metais e outros compostos: 

“A tecnologia permite que o plástico se esfarele em pequenas partículas, até desaparecer ao olho nu, mas continua presente na natureza, agora disfarçado pelo reduzido tamanho. Com um sério agravante: quando vier a ser atacado pela ação dos microrganismos, irá liberar, além de gases de efeito estufa, como CO2 e metano, metais pesados e outros compostos, inexistentes no plástico comum. Pigmentos de tintas, utilizados nos rótulos, também se misturarão ao solo”.
Muito além da biodegradabilidade

Combater o desperdício de plástico atualmente envolve mais do que apenas procurar novos materiais. 

Mesmo com o uso de uma embalagem biodegradável, ecológica ou compostável, o descarte e a má gestão desses resíduos não deve ser encorajado. 

Em artigo sobre polímeros publicado na Scielo Brasil, José Carlos Pinto, professor integrante do quadro do programa de engenharia química da COPPE, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, questiona, com relação aos plásticos, a crença de que o ecologicamente correto é ser biodegradável. Ele aponta para a urgência da percepção de que se o material plástico se degradasse do modo como ocorre com alimentos e dejetos orgânicos, o resultante da degradação (por exemplo, metano e gás carbônico) iria parar na atmosfera e em mananciais aquíferos, contribuindo para o aquecimento global e para a degradação da qualidade da água e dos solos. Ele acredita na reversão da poluição gerada pelo material por meio da educação ambiental e de corretas políticas de coleta de resíduos e rejeitos. Descreve também que o fato dos plásticos não se degradarem facilmente se caracteriza em um diferencial que lhes dá a possibilidade de reutilização por muitas vezes, sua reciclabilidade, fator determinante ao enorme potencial de contribuição para a redução no consumo de matérias-primas, energia e racionalização do uso dos recursos naturais disponíveis, que se aproxima do conceito de Economia Circular.

Fonte: Ecycle

17 de out de 2018

Receitas de Adubo Natural

Para manter suas plantas saudáveis não adianta apenas molhar, é preciso também adubá-las. Você pode adubar suas plantas sem uso de nenhum aditivo químico, vejas as receitas e mãos a obra, as plantas agradecem.

1- Borra de café

A borra de café é um dos melhores adubos caseiros, especialmente para plantas de solo ácido como as roseiras, azaleias e mirtilos. Para utilizar você deve dissolver uma colher pequena de borra de café em 2 litros de água e aguar as suas plantas com essa solução. Evite o excesso; suas plantas devem receber essa mistura no máximo a cada 3 semanas.


2- Casca de ovo

Por conter altas doses de cálcio, a casca dos ovos é um dos excelentes adubos caseiros que ajudam a evitar pragas, especialmente em tomateiros e pimenteiras. Também é indicado para árvores frutíferas, rosas e ervas. Basta lavar bem as cascas e deixar secar. Depois, triture-as no liquidificador até formar um pó. Espalhe esse pó, em pequena quantidade, em torno da planta.

E para aplicar no seu jardim, basta uma colher de café em vasos pequenos, e duas ou três nos vasos maiores, que já é suficiente para beneficiar suas plantas. E a adubação pode ser repetida a cada 40 dias, caso seu jardim ainda necessite de uma boa adubação.


3- Casca de banana

O potássio encontrado na casca da banana é muito nutritivo para as plantas, pois facilita o processo de fotossíntese, da osmorregulação da água e também da formação de tecidos mais resistentes na planta. Para utilizá-la, faça um chá da casca de banana: ferva a água e adicione pequenos pedaços da casa, depois abafe. Espere esfriar e molhe suas plantas com esse chá. Você também pode cortar em cubinhos e distribuir junto aos arbustos, árvores, nos xaxins e vasos.


4- Ervas daninhas

A maioria das pessoas pensa que as ervas daninhas são somente prejudicial às plantas, mas elas podem funcionar também como um excelente adubo caseiro. Os nutrientes variam de acordo com a espécie. Por exemplo, a consuela possui altas doses de potássio; a urtiga possui ferro e nitrogênio e o dente de leão é rico em cálcio e magnésio. Para utilizar basta pegar uma bandeja, cobrir com um pano (que funcionará como peneira), colocar as ervas daninhas em cima do pano e então despejar água por cima, o suficiente para cobrir as ervas. Deixe em imersão por 10 dias para fermentar, mexendo um pouquinho todos os dias. Depois desse tempo, aplique as ervas como adubo.


5- Cinzas de madeira

As cinzas de madeira são também um dos ótimos adubos caseiros que podemos oferecer às nossas plantas pois são ricas em potássio e fósforo. Esses nutrientes contribuem para aumentar o aroma e o sabor das flores e frutos. São excelentes também para afastar pragas. Mas cuidado, pois as cinzas de madeira não são recomendadas para plantas de solo ácido. Para utilizar esse adubo você deve diluir a cinza em água e utilizá-la para regar as suas plantas.


6 – Adubo de legumes

As cascas de cenoura, chuchu, batata, abóbora, entre outros também é um excelente adubo caseiro. Corte-as em cubinhos e distribua-os nos vasos e xaxins. Podem ainda ser espalhados em canteiros e jardineiras. Os legumes são ricos em vitaminas e são excelentes para nutrição e beleza das plantas.


7 – Água de jarro

Sabe aquelas flores que estavam no jarro e murcharam? Pois bem, assim que se desfizer das flores, aproveite a água para regar as plantas. Como as flores ficaram na água por alguns dias, a água ficou rica dos nutrientes e estes servem para as plantas.


8 – Água de legumes

Quando for cozinhar legumes, evite colocar sal e gordura na água, assim ela poderá ser utilizada, depois de fria, para regar as plantas. Durante o cozimento, os legumes soltam seus nutrientes na água, são estes vitaminas e sais minerais, que são de fundamental importância para as plantas.





Permacultura - Princípios de Planejamento


Permacultura é um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis e produtivos em equilíbrio e harmonia com a natureza. Surgiu da expressão em inglês “Permanent Agriculture” criada por Bill Mollison e David Holmgren na década de 1970. Hoje propõe uma “cultura permanente”, ou seja uma cultura que visa a nossa permanência neste planeta em harmonia com a natureza.

A permacultura possui três princípios éticos e alguns princípios de planejamento que são baseados na observação da ecologia e da forma sustentável de interação, produção e de vida das populações tradicionais com a natureza, sempre trabalhando a favor dela e nunca contra.

Os Princípios Éticos
Cuidar da terra
Cuidas das pessoas
Compartilhar excedentes

Os permacultores trabalham o viver através dos seus princípios que são uma aplicação prática da ecologia. Todo permacultor tem função de criar solo e armazenar água: que são a base da vida como conhecemos.
Princípios de planejamento

Em seguida estão apresentados os doze princípios de planejamento, que devem sempre estar de acordo com os princípios éticos, pois são guiados por esses.

Os doze princípios de planejamento permacultural foram desenvolvidos ao longo de mais de duas décadas e publicados em 2002 por David Holmgren através do livro “Permacultura: princípios e caminhos além da sustentabilidade”, publicado em português no Brasil em 2013. Segundo Holmgren (2013, p.12),

Os primeiros seis princípios consideram os sistemas de produção sob uma perspectiva de baixo para cima dos elementos, organismos e pessoas. Os demais seis enfatizam a perspectiva de cima para baixo dos padrões e relações que tendem a emergir por meio da auto-organização e coevolução dos ecossistemas.

São eles:

1. Observe e interaja – Sugere que as respostas sejam buscadas a partir da observação de eventos e objetos que se interconectam no desenvolvimento de um fenômeno. Muitas vezes as soluções são encontradas na visualização e correlação com padrões da natureza. Deve-se observar o sistema como um todo – de cima para baixo, relacionando a interdependência dos objetos. A interação deve se dar de baixo para cima – focando pontos que podem influenciar na mudança do sistema como um todo. Por exemplo, algumas plantas que podem ser consideradas como pragas, podem ser indicadores de falta ou excesso de algum nutriente no solo. Em vez de focar o trabalho na retirada dessas plantas, ou pior ainda no uso de herbicidas, pode-se tentar corrigir o solo com composto ou algum pó de rocha. Uma solução mais saudável para quem planta, para quem come e ainda não causa dependência do produtor precisar comprar um produto externo à propriedade – no caso do herbicida. Outra solução, seria observar se a planta “em excesso” pode ser consumida, e interagir dando outro uso para ela através da alimentação ou como planta medicinal.

2. Capte e armazene energia – No atual estado da sociedade industrial, a questão energética é um ponto chave a ser discutido e repensado. A permacultura considera que a sociedade precisa partir para um modo de produção de baixo consumo energético, principalmente externo. Isso perpassa pela questão do que se consome e do quanto e que tipo de energia foi utilizada na produção. Holmgren (2013, p.85) coloca que

Conceitos inapropriados de riqueza nos levaram a ignorar oportunidades de nos valer de fluxos locais e formas renováveis (…), fontes importantes de energia são atualmente pouco utilizadas, mas estão geralmente disponíveis para produzir uma maior autossuficiência pessoal ou local.

É necessário entender como a natureza capta e armazena energia para poder reconstruir o capital natural energético nas paisagens, nas regiões e microbacias, no ambiente doméstico, na cultura e pensar no seu uso apropriado. Não basta somente trocar o uso de combustíveis fósseis por energias renováveis, é necessário, antes reavaliar o nível de consumo. Reduzir para produtos ou serviços que durem mais tempo e repensar a utilidade de cada coisa antes de consumir.

3. Obtenha rendimento – Além de pensar em soluções a longo prazo que melhorem as condições de vida no planeta, é necessário obter um rendimento a curto prazo. As necessidades humanas diárias de alimentação, abrigo, disponibilidade de água, precisam ser supridas. Em nossas práticas cotidianas, devemos “desenhar sistemas e organizar nossas vidas de modo a obtermos rendimento através de meios que otimizem a potência de trabalho útil de tudo o que fazemos” (HOLMGREN, 2013, p.126). Esse rendimento pode ser buscado de uma maneira que seja saudável para as pessoas envolvidas e em harmonia com a dinâmica natural local e regional. Para isso há alguns itens que podem ser considerados:
conservar a energia no sistema – pensando a questão da água por exemplo, pode se criar maneiras de se aproveitar a disponibilidade de água local através da captação de água da chuva, uso das águas provenientes do uso doméstico em banho e cozinha para nutrição de bananeiras através do sistema de tratamento de água com círculo de bananeiras. Em relação ao aquecimento de águas para banho ou pias, em locais ou períodos de frio intenso, pode-se utilizar calor solar ou calor produzido em fogão à lenha;
produzir alimentos de base (bem adaptados ao ambiente local) – é comum em diferentes tipos de ambientes que algumas espécies sejam bem adaptadas, sejam elas nativas ou não, e produzam alimentos que podem servir como base da dieta da população local, como mandioca, batatas, milho, feijões e outros cereais para os povos nativos na América do Sul;
cultivo de espécies rústicas, que trazem rendimento e não precisam de muito cuidado, como forrageiras (para alimentação de animais e/ou uso na compostagem), plantas alimentícias espontâneas, algumas espécies medicinais e madeireiras;
aumentar a fertilidade dos solos para uma maior produção de alimentos com melhor qualidade nutricional. Dentre os itens de consumo humano, os alimentos estão entre os mais primordiais. Investir em um solo fértil é investir em segurança alimentar.

Com os excedentes, pode se pensar em alternativas de consumo ou de comercialização. Por exemplo, as árvores frutíferas costumam trazer uma abundância de frutificação em um período concentrado do ano. O beneficiamento dessas frutas através do feitio de conservas, geleias, chás, frutas secas, sucos e polpas podem trazer um aproveitamento da produção por mais tempo e também uma diversidade maior de alimentos ao longo do ano. Esses excedentes, desde a fruta in natura, até os produtos beneficiados também podem ser comercializados em forma de venda ou troca. Assim como sugere Holmgren, “os excedentes e os excessos podem ser um incentivo para encontrar novos modos criativos de se obter um rendimento” (2013, p.133).

4. Pratique a autorregulação e aceite conselhos (feedbacks) – A autorregulação é um dos objetivos do planejamento de um sistema, ainda que jamais seja totalmente alcançado. Como não temos controle dos inúmeros fatores que envolvem cada processo, por vezes são necessárias interferências ou manutenções. A interação com a natureza pode fornecer feedbacks positivos que contribuem para ampliação da produção ou feedbacks negativos, que podem diminuir a produção, por algum motivo, evitando que o sistema todo entre em colapso. Quando uma população está construindo uma autossuficiência, ela está mais próxima de receber feedbacks que são importantes para a humanidade como um todo, mas que devido ao estilo de vida da sociedade moderna, ficam ocultados para a maioria das pessoas, ou só ganham visibilidade quando ocorre uma catástrofe ou um evento de grande proporção. Holmgren (2013) dá o exemplo do cultivo de um bosque para produção de lenha e consequentemente energia. Uma comunidade buscará utilizar a madeira de maneira adequada para que sempre haja lenha disponível. Já no modelo moderno, o consumidor de energia elétrica que é gerada a muitos quilômetros de distância, fornecida pelas empresas privadas e estatais, não consegue ter noção das consequências que esse sistema trás a curto, médio e longo prazo, como comunidades atingidas pelas barragens, desflorestação, diminuição da fauna, desequilíbrio de ecossistemas inteiros, consequentemente causando êxodo rural, perda de saberes tradicionais, descontrole climático e perda da biodiversidade.

5. Use e valorize os serviços e recursos renováveis – Segundo Holmgren (2013, p.173), o designpermacultural deve ter por objetivo fazer o melhor uso de recursos naturais renováveis para o manejo e a manutenção das produções, ainda que seja necessário lançar mão de alguns recursos não renováveis no estabelecimento do sistema.

Para isso, é necessário anteriormente ao uso dos elementos, se há outras possibilidades de atender a demanda através de estratégias que não consuma elemento algum. Por exemplo quando plantamos arbóreas caducifólias próximas a uma edificação, diminuímos a demanda por energia. Porque no período de verão elas projetarão sombra na edificação, ajudando a manter o ambiente mais fresco e no inverno as folhas caem, proporcionando mais calor solar no ambiente no período frio. Tornando-se assim menos necessário o uso de energia artificial para o controle térmico do ambiente. “É apropriado fazer uso diário relativamente efêmero do sol, das marés, da água e do vento, pois são energias diárias ou sazonalmente renováveis” (HOLMGREN, 2013, p. 175).

6. Não produza desperdícios – A minimização de desperdícios pode se dar através de cinco atitudes: recusar, reduzir, reaproveitar, reparar e reciclar. Vê-se que na sociedade moderna, o discurso ambiental é absorvido somente quando se vê nele uma possibilidade de criar mercados, com produtos e serviços com rotulagem “ambientalmente correta”. Nesse sentido as empresas pouco ou nada falam das quatro primeiras atitudes mencionadas e focam apenas na reciclagem, que sozinha não é capaz de superar os problemas socioambientais gerados pela sociedade de consumo. Um bom exemplo a esse respeito são os produtos gerados com reciclagem de garrafas PET. O consumidor compra, considerando que está fazendo sua parte para a conservação da natureza, quando na realidade todos as quatro atitudes deveriam ser ponto de reflexão antes da compra de qualquer produto. Ao invés da compra de uma camiseta de PET ou qualquer outro produto industrial, o consumidor pode investir por exemplo na compra de produtos em feiras orgânicas, ou em alguma oportunidade que estimule a autossuficiência. Devemos buscar dimensionar nosso consumo e optar sempre por produtos e serviços não industrializados, de produtores locais. Certamente a questão do desperdício e do consumo perpassam por questões de valores sociais e individuais relacionados ao que uma sociedade precisa para ser saudável e ao que os indivíduos precisam para serem felizes. Com a grande mídia induzindo a compra aliada a prazer e felicidade, as pessoas tendem a viver e trabalhar para aumentar o poder de consumo. Ainda que uma readaptação da indústria para modelos menos ofensivos e poluidores seja algo positivo, deve-se aceitar esse momento apenas como uma transição para uma sociedade de baixo consumo e em harmonia com os ciclos naturais. O reaproveitamento dos produtos abundantes é necessário atualmente, mas apenas como medida transitória.

7. Design partindo de padrões para chegar aos detalhes – Esse princípio remete ao desenvolvimento de “uma linguagem de padrões de planejamento em permacultura ao focalizar exemplos de estruturas e organizações que parecem ilustrar o uso equilibrado de energia e recursos” (HOLMGREN, 2013, p. 219). Na busca por uma sociedade adaptada aos ciclos naturais, nossos esforços estarão mais no sentido de adaptar-nos aos padrões naturais locais, que buscar inovações tecnológicas para reparar nossos erros. Dentro disso entram as escalas de planejamento, que na permacultura estão organizadas basicamente através de zonas conforme a intensidade de uso, inclinação do terreno e também na observação dos setores de sol, vento, umidade, água, fogo, dentre outros.

8. Integrar ao invés de segregar – Tanto entre seres humanos, quanto nas relações entre elementos naturais e outros animais, as relações estabelecidas são importantíssimas para a vida e a dinâmica desses grupos. A permacultura acredita que relações cooperativas e simbióticas tendem a contribuir mais do que relações meramente competitivas, na construção de uma sociedade com práticas adequadas em harmonia com a natureza. Holmgren coloca que “nas sociedades tradicionais estáveis, nas quais todos os recursos estão totalmente alocados papéis definidos, obrigações mútuas, contribuições, impostos e outros mecanismos sociais prevalecem sobre os competitivos” (2013, p.269). Um dos grandes exemplos que pode ser utilizado para esse princípio é o uso da criação de galinhas dentro de um sistema agroflorestal, onde a ave pode viver livremente e tem alimento disponível em abundância, bem como fornece adubação do solo através do esterco desse animal.

9. Use soluções pequenas e lentas – A sociedade moderna valoriza a velocidade, seja no transporte, seja na produção, seja nas relações de consumo. Holmgren (2013, p.296) diz que

A ideia de que o mais rápido é melhor na produção agrícola e industrial, no transporte, na comunicação e nas viagens, na alimentação e em quase todos os aspectos da vida está profundamente enraizada como uma norma cultural.

Pequenas e certeiras estratégias de manejo, trazem resultados lentos, mas que podem ser eficazes e duradouros. Esse princípio pode ser aplicado em escala doméstica e pessoal quando buscamos soluções que interfiram em pequena escala, mas que trazem um resultado a longo prazo. Também em escala local e regional quando, por exemplo, o comércio é voltado à produção local de pequenos produtores, que demandem menos deslocamento e velocidade no transporte.

Holmgren, coloca ainda que “a natureza inapropriada da tecnologia moderna deve-se a sua larga escala, a sua natureza centralizada e tecnicamente complexa e a sua inflexibilidade quando aplicada em diferentes ambientes e contextos culturais” (2013, p.296).

10. Use e valorize a diversidade – O planeta que habitamos é composto por uma imensa variedade de espécies animais e vegetais, culturas, solos, que formam diversos biomas e paisagens. Já se conhece as consequências que tem as monoculturas induzidas pelos seres humanos, seja em nível de saúde – em decorrência da baixa variabilidade de nutrientes na dieta alimentar e o alto nível de agrotóxicos, seja em nível de relações entre povos – com guerras e atos violentos que trazem uma imposição de uma cultura sobre outra, principalmente por questões de poder nos territórios. A diversidade é intrínseca naturalmente à nossa vida, e devemos desfrutá-la, aprender com ela e cultivá-la, seja na produção alimentícia, seja no convívio humano. Somente através de um caminho que aceite e proporcione a diversidade, é que se pode garantir segurança alimentar e harmonia nas populações humanas.

11. Use os limites e valorize o marginal – Na natureza, as zonas periféricas – limites e conexões entre um sistema e outro, seja um ambiente, um ecossistema ou um bioma – são pontos ricos em diversidade e energia. É no contato entre a atmosfera e a crosta terrestre que está contida a vida e diversos processos energéticos presentes no planeta Terra. Por exemplo, “os limites terrestres sustentam um número maior de espécies de aves do que qualquer sistema de vegetação, pois os recursos de ambos os sistemas estão disponíveis” (HOLMGREN, 2013, p. 341). Este princípio funciona com base na premissa de que o valor e a contribuição das bordas e os aspectos marginais e invisíveis de qualquer sistema deveriam não apenas ser reconhecidos e preservados, mas que a ampliação desses aspectos pode aumentar a estabilidade e a produtividade do sistema. Por exemplo, aumentando-se a borda entre o terreno e a margem de uma represa pode-se aumentar a produtividade de ambos. Um design que percebe o limite como uma oportunidade e não como um problema tem maiores chances de sucesso e adaptação (HOLMGREN, 2007).

12. Use a criatividade e responda às mudanças – Por mais que o planejamento aconteça de forma mais ampla antes da execução ou no começo, é necessário que ele seja constantemente reavaliado conforme os resultados obtidos. Holmgren (2013) afirma que a permacultura se refere à durabilidade dos sistemas vivos naturais e da cultura humana, mas essa durabilidade depende paradoxalmente em grande medida de flexibilidade e mudança. Alguns fatores que estão fora de previsão podem influenciar em resultados não esperados. Por isso a criatividade se faz necessária para conseguir superar mudanças inesperadas.

Referências Bibliográficas

HOLMGREN, David. Permacultura: princípios e caminhos além da sustentabilidade. / David Holmgren; tradução Luzia Araújo. – Porto Alegre: Via Sapiens, 2013. 416p.

Texto: Leticia dos Santos e Marcelo Venturi

Fonte: Permacultura        Via: Recriar com Você

Construções em COB

O COB é um material de construção composto de argila, areia e palha, similar ao adobe. Sua mistura é a prova de fogo e altamente resistente a abalos sísmicos.

  

As paredes feitas com COB são grossas e servem como massa térmica, fazendo com que a edificação se mantenha quente no inverno e fresca no verão, além de funcionar bem com variações de temperatura mais curtas, fazendo a casa ficar fria de dia e quente a noite.

 

A técnica consiste em moldar as paredes como se fossem uma grande escultura. Com os pés, é feita uma mistura dos componentes, criando uma massa homogênea e plástica que será moldada. Após a mistura, são feitas bolas de argila colacadas uma em cima da outra, assim, levantando as paredes. Além das paredes, existe a possibilidade de criar parte do mobiliário da casa como por exemplo estantes e bancos. O limite é o da imaginação.


Fonte: Ecoeficientes   -   Por: Ana Clara Zorowich

15 de ago de 2018

Empresas Criam Canudos Cosmetíveis


Empresas criam canudos comestíveis
A sustentabilidade está assumindo um grande papel nas relações entre empresas e consumidores. A todo momento, vemos iniciativas de mudanças bastante significativas em desenvolvimento e aplicação de produtos ecologicamente adequados. Agora, duas empresas lançaram linhas de canudos comestíveis, que utilizam produtos naturais.

Vamos abordar neste artigo, este novo e curioso produto, que respeita o meio ambiente e certamente vai conquistar consumidores no mundo inteiro!
Canudos comestíveis: responsabilidade, criatividade e inovação

Desenvolvidos por uma empresa norte-americana e uma espanhola, foram lançados no mercado como duas iniciativas inovadoras. E inclusive com apelo ecológico correto.

Canudos comestíveis são excelentes pedidas para evitar poluição. Ainda trazem satisfação e despertam a curiosidade dos consumidores por poderem degustar o produto.

A empresa Loliware, dos Estados Unidos, já havia inovado com a criação de copos comestíveis, e agora, lança os canudos comestíveis compostos por algas marinhas, em diversos sabores.

Essa empresa é uma startup que consegue recursos via campanhas de crowdfunding, que vem obtendo sucesso por apresentar projetos ecológicos e inovadores, como esses canudos comestíveis em cinco sabores.

O uso da alga marinha permite a absorção de gás carbônico enquanto estão sendo produzidas. Isso contribui para pequena melhora na qualidade do ar e ainda tem a característica de se decompor com facilidade, auxiliando na redução da poluição ao meio ambiente..

Já a empresa Sorbos, da Espanha, também lançou seus canudos comestíveis e biodegradáveis à base de açúcar, gelatina bovina e amido de milho, disponíveis em seis sabores diferentes.

Resultado de imagem para canudos comestiveis feito com algas

Esses canudos tem um prazo de vida útil de 25 minutos, após serem utilizados em bebidas frias (temperatura ambiente) e por uma hora em bebidas geladas, sem alterar o gosto original das bebidas.

Após ser premiada na Espanha em categorias de inovação e sustentabilidade, essa startup vem conseguindo atender os mercados da Alemanha, França, Itália e Portugal.

Muito mais que canudos comestíveis
Os canudos não são os únicos produtos descartáveis que já contam com suas versões comestíveis. Diversos outros produtos já existem ou estão sendo desenvolvidos desenvolvidos com este objetivo. Conheça alguns deles a seguir:
Copos comestíveis

Também lançados pela Loliware, são produzidos à base de caldo de cana evaporado e pectina natural, disponíveis em cinco sabores e são biodegradáveis;
Xícara comestível

Desenvolvida por Venezuelanos para a marca Café Lavazza. Produto composto por açúcar de confeiteiro e tem resistência a temperaturas das bebidas;
Pratos comestíveis

Desenvolvidos na Inglaterra, são compostos por massa de pão e estão disponíveis em oito sabores;
Colheres comestíveis

Criadas à base de arroz, trigo e painço (que necessita de menos água para ser cultivado). Este produto foi desenvolvido por um indiano, também em oito sabores. Não contém conservantes e, caso não sejam comidas, se decompõem entre 4 e 5 dias, após seu uso.

Considerações finais

A Dehon Plásticos apoia iniciativas como esta, pois acredita na importância da responsabilidade ambiental dentro das empresas. Pensando nisso, como forma de fazer a nossa parte e melhorar o impacto de nossos produtos nas empresas e na sociedade, em breve disponibilizaremos aos nossos clientes, a opção de rótulos biodegradáveis.

Além de minimizar o impacto ambiental dos rótulos, essa iniciativa visa tornar os produtos da sua empresa e a imagem da sua Marca, ainda mais valorizados pelos consumidores.

Fonte: Dehonplast

10 de ago de 2018

Groningen: referência holandesa em mobilidade urbana

Ciclistas em Groningen: cidade holandesa é uma das referências no uso da bicicleta. Image © Claudio Olivares Medina, via Flickr. Licença CC BY-NC-ND 2.0

A cidade de Groningen, localizada ao norte da Holanda, é uma referência internacional em mobilidade urbana. Com pouco mais de 200 mil habitantes, Groningen é considerada como a Capital de Ciclismo daquele país – cerca de 61% de todas as viagens na cidade são realizadas através do uso de bicicletas.

Essa mudança de mentalidade remonta à década de 70, quando as cidades holandesas começaram a ser dominadas por carros e as realidades locais foram alteradas. A tendência era realizar reformas em vizinhanças antigas que pudessem dar espaço ao deslocamento de veículos para o centro.


No caso de Groningen, o caminho almejado era diferente. Max Van den Berg, um político local, surgiu com uma proposta revolucionária e que seria definitiva para a configuração atual da cidade: o Plano de Circulação de Tráfego (Traffic Circulation Plan). A princípio, houve muita resistência em relação as suas ideias, principalmente por parte das gerações mais antigas, contudo o Plano foi aprovado e colocado em prática.

Sua principal ideia consistia em dividir a área central da cidade em quatro quadrantes (conforme o mapa abaixo), proibindo os motoristas de cruzar seções. Essa condição implica sair da região central e dar a volta no anel exterior à área para poder chegar a outro quadrante.

Fonte: Genos

A medida se mostrou extremamente eficaz para tornar o centro da cidade um ambiente mais agradável e atrativo para os modos ativos de transporte (caminhada e bicicletas). Viagens que de carro demoravam 12 minutos poderiam ser realizadas, através do uso da bicicleta, em somente dois minutos.

Ou seja, além de diminuir o tempo de viagem, o Plano permitiu descongestionar as áreas centrais de um grande fluxo de veículos, promovendo segurança e conforto para aqueles que optam por formas alternativas de deslocamento na cidade.

Confira o vídeo abaixo, que mostra um pouco sobre a dinâmica de mobilidade na cidade de Groningen.
Fonte:Genos.eco     Via TheCityFix Brasil  e Archdaily

17 de mai de 2018

ENERGIA SUSTENTÁVEL: TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER

Energia Sustentável: Tudo o que você precisa saber

O que é energia sustentável?

A energia sustentável é a energia obtida a partir de recursos inesgotáveis. Por definição, a energia sustentável atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas necessidades.


As principais fontes de energia sustentável

Tecnologias de energia sustentável incluem energia hidroelétrica, energia solar, energia eólica, energia das ondas, a energia geotérmica, a bioenergia, a energia das marés e também as tecnologias destinadas a melhorar a eficiência energética.


Como a energia sustentável pode ajudar nas cidades?

As energias sustentáveis como eólica, solar, hidrelétrica e biomassa - oferecem benefícios substanciais para o nosso clima, a nossa saúde e a nossa economia:


a) Pouca ou nenhuma emissão de gases tóxicos e de aquecimento global

– As fontes de energia sustentável praticamente não emitem gases ou geram resíduos que fazem mal para a nossa saúde. Imagine uma cidade toda com carros elétricos? Como seria a qualidade do ar?!

b) Uma fonte de energia enorme e renovável

– Você sabia que somente o potencial de energia solar no Brasil, se fosse todo aproveitado, seria suficiente para gerar mais de 10 vezes a energia que todos nós consumimos! Sabendo que esta fonte de energia sustentável é renovada anualmente, teríamos energia para sempre sem nos preocuparmos nunca mais.

c) Autoprodução: a independência Energética

- Se você possui um gerador de energia solar em sua empresa ou casa, não precisa mais se preocupar com o preço da sua conta de luz. Você é um autoprodutor e conquistou a sua independência energética.

d) Uma rede de energia mais confiável e segura

– Fontes como a Solar ou Eólica são menos propensas a falhas em grande escala, porque elas são distribuídas e modulares. Os sistemas estão espalhados por uma grande área geográfica (como no telhado das casas ou empresas), de modo que um evento de tempo severo, como uma tempestade em um local específico, não vai cortar a energia para toda uma região.

Os prós e contras da energia sustentável

Solar Fotovoltaica

Contra: Investimento inicial alto, similar ao valor de um carro usado;
Pró: Energia limpa, renovável e abundante a partir do sol
Pró: Alta durabilidade, dura mais de 25 anos;
Pró: Valoriza a sua casa ou marca de sua empresa;
Pró: Permite que você se torne independente energeticamente

Energia Eólica:

Contra: Locais de geração normalmente longes do ponto de consumo. Ex: Parque eólicos afastados de cidades.
Pró: Impacto ambiental mínimo, mas em áreas com aerogeradores alguns acidentes podem acontecer com pássaros.
Pró: Geração de empregos
Pró: Energia Limpa e renovável, proveniente da força dos ventos.
Pró: Preço da energia altamente competitivo


Energia Hidroelétrica:

Contra: Sazonal – quando chove pouco acaba a energia
Pró: Abundante no Brasil e não emite gases do efeito estufa
Pró: O reservatório de água de uma hidrelétrica serve como uma bateria. Armazena água para gerar energia quando é necessário.

Qual é a melhor forma de se utilizar as energias sustentáveis?

Resposta: Em combinação umas com as outras, diversificando a matriz energética. Já temos muitas usinas hidrelétricas e quando chove pouco acaba a energia, ou seja, somos altamente dependentes de chuvas. Se investirmos mais em energia solar e eólica podemos aproveitar estes períodos de secas para gerar a nossa energia com o sol ou o vento e economizar água. Desta forma seria possível equilibrar a balança energética brasileira minimizando ou extinguindo problemas de secas nos reservatórios ou grandes apagões.

A energia sustentável no mundo

Você sabia que:

Em 2012 a Organização das Nações Unidas - ONU elegeu 2012 como o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos, no mesmo ano que aconteceu a Rio+20.
De acordo com um estudo americano do ‘Brookings Institute’, a energia sustentável cria até 3 vezes mais empregos do que os combustíveis fósseis.
De acordo com o mesmo estudo, o salário das pessoas que trabalham com energia sustentável é, em média, 13% maior em relação a média nacional.
O setor de energia sustentável no Brasil está crescendo, em média, 20% ao ano. O de energia solar deve crescer por volta de 300% em 2016 e continuar um crescimento acelerado nas próximas décadas.

Incentivos ao uso da energia sustentável no Brasil

                              
A ANEEL criou em 2012 a RN482/12 que regula o mercado de sistema de energia sustentável conectados na rede elétrica. Desta forma incentivando o uso dessas fontes no Brasil.

Basicamente a regulamentação normativa 482 de 2012 permite você trocar créditos de energia coma a rede da distribuidora, assim produzindo a sua própria energia elétrica e o excesso vira um crédito para ser utilizado em um dia que seu sistema produza pouca energia (como durante a noite que não tem sol ou em um dia que não tenha vento – no caso da eólica).

Este foi sem dúvida o maior e mais importante incentivo ao uso de energias sustentáveis no Brasil. Este sistema de “compensação de créditos” criado pela ANEEL baseia-se nos modelos internacionais utilizados na Europa, EUA, Austrália, Índia e Ásia como um todo.


Fonte: Portal Solar