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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

9 de abr de 2017

Aprenda a fazer uma Composteira caseira reutilizando baldes


A composteira do exemplo foi feita com baldes de margarina, porém podem ser feitas com qualquer tipo de balde. O minhocário econômico e funcional tem custo total de cerca de R$ 60,00.


A composteira caseira é formada por três baldes de plásticos empilhadas. | Foto: Arquivo pessoal/Cleber Almeida

Ter uma composteira caseira é um ótimo jeito de reduzir a quantidade de lixo que iria para os aterros e também uma forma de mudar a relação das pessoas com o lixo que elas geram.

A composteira doméstica decompõe os alimentos por meio da ação de micro-organismos e, com a ajuda de minhocas, transformam os restos de frutas, legumes e verduras em um rico adubo, tanto líquido, como sólido.

Para você que quer ter a sua própria composteira, o CicloVivo separou um passo a passo feito por Cleber Almeida. Esta técnica reutiliza baldes de 15kg de margarina ou manteiga (também chamadas de bombonas). Esses baldes são geralmente comprados por restaurantes e padarias em mercados de atacado, e muito deles acabam doando ou vendendo por um preço baixo. Foi o que aconteceu com Almeida, que foi até a padaria e comprou os seus por R$ 5,00 cada.

Foto: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

O policial, nascido no Paraná, começou a fazer compostagem e a cultivar uma horta para aliviar o estresse do seu trabalho, também encomendou minhocas californianas, a espécie ideal para fazer compostagem. O custo das minhocas, com frete, foi de R$ 45,00. O minhocário econômico e funcional teve custo total de R$ 60,00.

A composteira caseira é formada por três baldes de plásticos empilhadas e interligadas por pequenos furos feitos ao fundo.

O primeiro passo para começar a trabalhar na composteira foi lavar os baldes para retirar os resíduos gordurosos da margarina, que são prejudiciais a todo o processo de compostagem.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

Depois de limpos, faça diversos furos no fundo de dois dos baldes. Neste caso foi utilizada uma broca 6mm para aço, que não deixa rebarbas no plástico.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

É preciso também fazer furos menores, com broca de 3mm ou inferior nas laterais superiores dos três baldes, para que o oxigênio penetre na caixa, e também em uma das tampas, a que ficará no topo da composteira.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

O centro das outras duas tampas devem ser retirados para que as minhocas possam subir e descer livremente pela composteira. Você pode deixar apenas a borda deles para que o balde superior fique suspenso, como pode ser visto na foto abaixo.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

Instale uma torneirinha no fundo do último balde, que servirá para escoamento e armazenamento do chorume, líquido formado durante o processo de decomposição do material orgânico.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

A composteira pronta com três andares deve ficar assim. Caso produza mais resíduos orgânicos do que a composteira possa comportar, é possível aumentar mais andares ao sistema.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

Cleber Almeida se inspirou no tutorial abaixo para fazer sua composteira:


Para saber mais detalhes de como funciona todo o processo da compostagem, confira o Manual de Compostagem Doméstica com Minhocas do grupo Composta São Paulo.

Caso queria aproveitar o húmus e o biofertilizante para começar uma horta orgânica em sua casa, clique aqui.

Por: Mayra Rosa Fonte: CicloVivo

6 de mar de 2017

Minicurso online ensina a construir sistema de captação de água da chuva

Online e gratuitas, aulas vão desde a preparação até dicas de armazenamento.

Em cinco lições, qualquer pessoa estará apta a construir sua própria minicisterna. | Foto: Permacultores Urbanos/Divulgação

Aproveitar a água que cai do céu é uma ação que, em conjunto com outras, reduz consideravelmente o consumo de água potável em uma residência. Entretanto, é preciso instalar um sistema em que seja possível captar, tratar e armazenar este líquido de forma segura. O programa Acessa SP, do governo de São Paulo, disponibiliza um curso online e gratuito que ensina como criar uma minicisterna doméstica.

O interessado aprende porque é importante captar água da chuva e como pode até ganhar dinheiro aprendendo a construir o sistema. Depois desta introdução, o curso ensina como realizar a limpeza do telhado e das calhas. Também indica como escolher o tipo de reservatório para cada necessidade e o local mais adequado para sua colocação. Essa fase de preparação é essencial para o sucesso do sistema.

Em seguida, a construção da minicisterna é ensinada em duas partes. Durante todo o processo há fotos, ilustrações e links que detalham o passo a passo. Por fim, algumas dicas e cuidados com o armazenamento de água e como se prevenir de doenças como dengue e chikungunya. Em cinco lições, qualquer pessoa estará apta a construir seu próprio sistema de captação de água.

Quer fazer o curso? Então acesse aqui.

Fonte: CicloVivo

Edifícios para ambientes áridos captam água da chuva e promovem resfriamento natural

O projeto possui coberturas em forma de bacias que colhem a água da chuva.

O telhado em forma de tigela ajuda na coleta da água de chuva evitando a evaporação. | Foto: BMDesign


O estúdio de arquitetura e paisagismo iraniano BMDesign aborda os climas áridos do seu país de origem como solução arquitetônica para a escassez de água. Eles desenvolveram o projeto de uma comunidade com edificações chamada de Concave Roof (telhado côncavo), um sistema de telhado duplo projetado especialmente para coletar e armazenar água da chuva e promover o resfriamento natural.

Segundo o site ArchDaily, o design foi desenvolvido para ambientes áridos, onde a coleta de água da chuva pode ser complicada devido a taxas de evaporação maiores do que a média e baixa precipitação anual. O sistema de telhado duplo, que inclui um telhado em forma de cúpula sob uma área de captação em forma de tigela, permite que pequenas gotas de chuva que caem no telhado se unam e virem gotas maiores, evitando que evaporem rapidamente.
Imagem: BMDesign

A sobreposição de uma cobertura côncava em cima de uma convexa também promove o resfriamento natural do ar através das sombras e do movimento de ventilação que o formato proporciona, resfriando ambas as coberturas e também o ambiente ao redor.

A área de captação em forma de bacia é inclinada para mover as gotas de chuva em direção a um ponto de coleta central, onde a chuva é canalizada para reservatórios. Os reservatórios são localizados entre as paredes do edifício para ajudar a regular as temperaturas internas.
Imagem: BMDesign

Os arquitetos estimam que, em um edifício maior, como uma escola com 923 metros quadrados de superfície de telhado côncavo, por exemplo, seria possível recolher cerca de 28 metros cúbicos de água da chuva.
Imagem: BMDesign

Os prédios e pátios do conjunto de edifícios também são afundados para promover um resfriamento natural, utilizando a técnica de arquitetura bioclimática, com troca de calor entre as paredes e a terra. Os edifícios seriam organizados em torno de átrios para promover a circulação da comunidade em uma ambiente agradável.
Imagem: BMDesign
Imagem: BMDesign
Imagem: BMDesign

Fonte: CicloVivo

25 de fev de 2017

Manual grátis dá todas as dicas para criar e usar hortas educativas em escolas

Com uma horta escolar, os alunos podem aprender conteúdos das salas de aula de forma lúdica e prática.
As hortas podem promover a alimentação saudável, vinculando isso à educação e aos novos hábitos. | Foto: Rafael Silva/Cohab

O manual “A Escola promovendo hábitos alimentares saudáveis”, feito por pesquisadoras da Universidade de Brasília, a pedido do Ministério da Saúde, traz o passo-a-passo para a introdução de uma horta às atividades escolares. As instruções e aplicações são eficientes para qualquer tipo de instituição e podem ser aplicadas com alunos das mais diversas idades.

A primeira preocupação de projetos que inserem as hortas em escolas é promover a alimentação saudável, vinculando isso à educação e aos novos hábitos. Mas, este tipo de atividade vai muito além disso. Ao mesclar a prática do cultivo de alimentos com conteúdos trabalhados em sala de aula, os alunos podem aprender novos conceitos de forma lúdica e prática, reforçando o conhecimento teórico adquirido e fazendo a ligação entre os livros e a vida real. Segundo o manual, “a horta pode ser um laboratório vivo para diferentes atividades didáticas”, que ainda trazem outras vantagens à comunidade.

Para começar, os primeiros cuidados são com a escolha do local que receberá a horta e com a preparação deste espaço. Apesar de ser uma tarefa simples, o ideal é contar com a ajuda de alguém que já tem experiência nisso. Como nem sempre isso é possível, o manual traz diretrizes para ajudar a escolher o melhor local, bem como as ferramentas usadas na criação do espaço, os cuidados com o canteiro e o preparo das covas.

Na sequência, o guia apresenta as informações sobre o período ideal para o plantio de diversos alimentos e sobre os cuidados necessários para que a horta tenha uma produção abundante e bastante diversificada. O material também mostra quais são as épocas ideais para as colheitas e quais relações os alimentos têm com a saúde, de acordo com os nutrientes próprios de cada um.

Por fim, o guia de hortas escolares dá algumas sugestões de como preparar os alimentos produzidos na horta e quais atividades práticas podem ser feitas com os alunos, coo a aplicação de conteúdos de ciência e matemática, por exemplo.

Clique aqui para baixar gratuitamente o material completo.
Fonte: Ciclo Vivo

24 de fev de 2017

Horta integrada com criação de peixes economiza 90% de água e elimina químicos

Trata-se de um sistema fechado, diferentemente das criações convencionais.

A aquaponia está crescendo em várias partes do mundo. |

A criação de peixes associada ao cultivo de hortaliças, chamada de aquaponia, pode economizar até 90% de água em relação à agricultura convencional e ainda eliminar completamente a liberação de efluentes no meio ambiente, pois trata-se de um sistema fechado, diferentemente das criações convencionais. Motivados por essas vantagens, pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros (SE) têm desenvolvido sistemas de diferentes portes de aquaponia que podem ser de produção doméstica ou mesmo em escala industrial.

Para o pesquisador da Embrapa Paulo Carneiro, o sistema tanto pode ser desenvolvido para consumo próprio, em sistemas caseiros para produção familiar, inclusive no meio urbano, em casa ou varanda de apartamento, desde que receba pelo menos cinco horas diárias de sol, como também com objetivo comercial, em larga escala, com altas densidades de peixes e vegetais. “O manejo é fácil e o produtor tem pouca coisa para monitorar, tanto na produção vegetal quanto de peixes. Hortaliças de ciclo curto, como alface, por exemplo, podem ser colhidas após quatro a seis semanas”, destaca.

O termo aquaponia é derivado da combinação das palavras “aquicultura” (produção de organismos aquáticos) e ‘hidroponia’ (produção de plantas sem solo). Ela é composta por um tanque no qual são produzidos os peixes. Alimentados por ração, eles liberam dejetos ricos em nutrientes que, por sua vez, bombeados para uma parte superior, nutrem os vegetais. As raízes, ao retirar os nutrientes, purificam a água que retorna por gravidade para o local onde são produzidos os peixes.

Carneiro acredita que a aquaponia se tornará popular no Brasil a exemplo do que já acontece há mais de dez anos em vários países, embora ela ainda seja pouco conhecida por aqui. Ele acrescenta ainda que caso haja resistência em abater os peixes, o produtor pode criar peixes ornamentais.

Uma bomba faz a água circular entre o tanque com peixes, cujos dejetos nutrem os vegetais, e devolve a água limpa para o tanque.

Qualidade ímpar

O produtor de vegetais hidropônicos no Município de Socorro, em Sergipe, Luiz Fernando de Araújo, aderiu de forma experimental à produção de alface crespa e roxa na aquaponia e percebeu a diferença em relação à produção hidropônica dos mesmos produtos. “É uma qualidade ímpar. Faz diferença no sabor do alimento, nas folhas e textura”, afirmou. “É fantástico. Maravilhoso.”, complementou. Fernando espera que a linha de pesquisa possa continuar para a produção aquapônica em escala maior, comercial.

“Um projeto como esse funcionaria muito bem no Semiárido”, comenta Genivaldo Monteiro, assessor técnico da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec). As casas, sítios e o comércio, na região rural do Semiárido, são muito distantes. A aquaponia produz alimentos saudáveis, com pouco consumo de água e pouco tempo de trabalho”, complementa Genivaldo. “É maravilhoso o quanto pode-se associar ciência e tecnologia com o desenvolvimento social e encontrar soluções para áreas extremas como o semiárido”, disse.

“Promissor”, disse o analista técnico do Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Helenilson de Jesus Oliveira, gestor do Programa de Agronegócio. Ele conta que o Sebrae já trabalhou com o Programa Alimentos Seguros (PAS) que divulga boas práticas de produção, manipulação e armazenamento de alimentos. “O programa deu muito certo”, disse. “Os kits para o produtor custavam cerca de R$ 10 mil e o de aquaponia custa menos de R$ 3 mil e, por meio de parcerias, pode-se implementar um programa junto aos produtores em pouco tempo”, acredita Helenilson.

Além disso, o pesquisador Paulo Carneiro acredita que, no contexto educacional, professores do ensino fundamental e médio podem transformar a aquaponia em uma eficiente ferramenta de ensino em disciplinas como biologia, meio ambiente, física, química, matemática economia e engenharia.


Aquaponia no mundo

A aquaponia está crescendo em várias partes do mundo. Na Alemanha, uma fazenda urbana com uma estufa de 1,8 mil metros quadrados irá produzir anualmente cerca de 35 toneladas de verduras e legumes e 25 toneladas de peixe. Em maio de 2015, os moradores de Berlim poderão comprar os primeiros legumes produzidos no que poderá ser a maior fazenda aquapônica urbana da Europa. Na região de Auvergne, na França, o projeto Osmose pretende produzir cinco mil alfaces e até 200 filés de trutas por semana. Nos Estados Unidos, grandes centros urbanos já produzem peixes e hortaliças em terraços no topo de prédios, economizando em transporte, além de todas as vantagens descritas acima.

Notícia da Agência Emprapa     Via: Ciclo Vivo

23 de fev de 2017

Película colocada sobre o telhado promete substituir ar-condicionado com zero consumo de energia

Nos dias quentes é impossível abrir mão de um bom ar-condicionado para suportar as altas temperaturas, seja em casa, no trabalho ou em qualquer outro lugar. Não é verdade?


Por outro lado, não é todo mundo que tem o luxo de possuir um aparelho de ar-condicionado. Alguns por motivos financeiros, outras, mais preocupadas com o meio ambiente, porque o ar-condicionado emite gases causadores do efeito estufa (CO² e HFC), ambos ligados ao aquecimento global.

Para a alegria de muitos, surgiu uma alternativa acessível a todos os bolsos, mais “verde” e tão eficiente quanto ao famoso ar-condicionado tradicional. A invenção é de dois pesquisadores da Universidade do Colorado, que fica nos EUA. Ronggui Yang e Xiabo Yin criaram uma película que é capaz de refrigerar ambientes sem a necessidade de usar gás refrigerador e energia elétrica. O estudo foi publicado na revista Science.

Como a funciona película?

A película atua no processo de filtragem dos raios solares que incidem sobre a atmosfera da Terra. A atmosfera permite que alguns comprimentos de onda vermelha, que trazem o calor, escapem para o espaço sem nenhum obstáculos. O que os cientistas Yan e Yin fizeram, foi a conversão do calor indesejado em radiação infravermelha no comprimento exato de onda que o planeta manda de volta.

Já o filme criado pelos cientistas é feito de polimetilpentano, que por sua vez é um plástico transparente encontrado no comércio e vem com adição de pedrinhas de vidro. Revestido com prata em apenas um dos lados, o material é transformado em lâminas com espessura de 50 milionésimos de metro.

Fabricação da película.

Quando a película é colocada sobre um telhado, o lado prateado fica do lado de baixo. Assim, a luz solar é refletida pelo lado prateado através do plástico, o que impede o aquecimento do ambiente. Além do mais, o calor interno também é liberado para a atmosfera.

O poder de refrigeração da película chega aos 93 watts por metro quadrado. À noite, por exemplo, sua capacidade é ainda maior. De acordo com os pesquisadores, cerca de 20 m² do filme são suficientes para manter a temperatura de uma casa comum em 20°C em um dia em que os termômetros marcam 37°C.A Revista “The Economist”, informa que o filme pode ser produzido usando métodos tradicionalmente empregados pela indústria e com custo em torno de 50 centavos de dólar por m².



31 de jan de 2017

Engenheiro cria sistema natural para tratar esgoto

Projeto de faculdade apresenta bons resultados para tratamento de esgoto para localidades que não possuem saneamento básico


ReproduçãoProjeto faz uso de bananeiras para aumentar a purificação.
Problema crônico e ainda distante de soluções a curto e médio prazo, o tratamento de esgoto não é uma realidade em diversos municípios brasileiros, principalmente aqueles mais carentes de estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil. Com isto, muito da dignidade humana é deixada de lado e muitas doenças podem ser provocadas pelo contato com água contaminada. Crianças e idosos são os que mais sofrem com a falta de saneamento básico nos bairros ondem moram.
Para tentar amenizar esta situação, um engenheiro brasileiro chamado Jonas Rodrigo dos Santos criou um sistema natural para tratar esgoto que tem a capacidade de retirar quase todas as impurezas da água e assim evitar a contaminação de mananciais e a proliferação de doenças.

Como funciona o sistema natural para tratar esgoto?

São cinco fases principais de limpeza dentro do sistema natural para tratar esgoto, começando pela fossa séptica e tanque de zona de raízes, este último dividido em quatro fases de filtragem: filtro de pedras grosas, de pedra brita, de pedrisco e filtro com carvão ativado. Para deixar o tratamento de esgoto ainda mais completo, o sistema natural do engenheiro Jonas conta com taiobas e bananeiras para aumentar a purificação.
ReproduçãoSistema completo
Para chegar ao modelo final, o engenheiro realizou testes em efluente com 8,3 mil miligramas de material sólido por líquido. Após a passagem da água pelo sistema, o resultado foi de apenas 170 miligramas por litro, ou seja, em um nível que pode ser enviado para córregos ou lagos com total segurança, já que não provoca mais contaminação. Esta central de pequeno porte para tratamento de esgoto foi instalada na propriedade de Denílson José dos Santos (pai do engenheiro) na região rural de Capanema, Paraná.
“Um projeto deste porte não se faz sozinho, eu tive muita ajuda, muito apoio para a realização desse projeto. Uma delas foi do meu pai, pois tudo foi aplicado na propriedade dele, que custeou toda a instalação, ele que arcou com a parte financeira”, afirmou Jonas.

Da faculdade para sociedade

O projeto do sistema natural para tratar esgoto foi desenvolvido por Jonas durante a faculdade de Engenharia Ambiental em Foz do Iguaçu. A ideia, inclusive, foi finalista do Prêmio ANA 2014 de Pesquisa e Inovação Tecnológica. A premiação é realizada pela Agência Nacional das Águas a cada dois anos e tem como objetivo valorizar as melhores soluções que promovam melhorias em projetos para conservação e preservação das reservas hídricas no Brasil.