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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

29 de mai de 2015

Casa-móvel produz sua própria energia e pode ir para qualquer lugar do mundo


A Ecocapsule é a casa ideal para quem sempre sonhou em viver de maneira independente e viajar o mundo, ao mesmo tempo em que preza pelo conforto de um lar. Criada pelo escritório eslovaco Nice Archtects, esta pequena residência atende a todos esses desejos e vai além: é sustentável.

Um dos grandes destaques desta casa é o fato de não necessitar da energia fornecida pelas redes de transmissão. Sua superfície é coberta por placas fotovoltaicas e uma pequena turbina eólica, com 750 watts. Juntas, as duas estruturas garantem toda a energia necessária para o seu funcionamento. Para garantir o abastecimento, independente das condições ambientais, os criadores também usaram uma bateria que armazena o excedente energético para uso posterior.


Apesar de pequena, a Ecocapsule possui todos os elementos essenciais necessários para uma estadia prolongada confortável, sem a necessidade de recargas ou reabastecimento. De acordo com os arquitetos responsáveis pelo projeto, ela abriga confortavelmente dois adultos.


Esta casa-móvel é capaz de oferecer o mesmo tipo de conforto disponível em uma residência tradicional. Os moradores contam com torneiras, chuveiro quente e banheiros equipado com vasos sanitários com descarga. A água, assim como a energia, também é obtida de maneira sustentável. Sua forma esférica é otimizada para recolher a água da chuva e do orvalho. O recurso passa por um filtro e pode ser usado para o consumo humano. O mesmo sistema serve para limpar água de outros mananciais.


Segundo os criadores, a Ecocapsule se encaixa em qualquer contêiner de tamanho padrão e também pode ser transportada através de reboque para qualquer lugar do mundo.


Fonte: CicloVivo

20 de mai de 2015

PROJETO REALIZADO EM SESTO - ITÁLIA - COLINA DOLOMITAS

Plasma Studio - DOLOMITENBLICK HOUSE - External Photography

O edifício está localizado em uma encosta, nas Dolomitas, na borda de uma área residencial. O volume foi, em parte, determinada pelos elementos funcionais necessários para hospedar seis apartamentos independentes, com um núcleo comum de circulação. Uma incisão formal, marca o principal acesso e a divisão das unidades, dividindo o volume principal em duas metades. Além de suas conotações funcionais, esta incisão torna-se o elemento definidor do edifício. De ambos os lados do corte, uma tira se desdobra para formar a balaustrada de uma varanda generosamente coberta que se funde com a topografia circundante. Dando seguimento a encosta íngreme e natural com cada andar, as tiras e fachada saltam para trás.

Plasma Studio - DOLOMITENBLICK HOUSE - External Photography

PROGRAMA

O edifício abriga seis generosos apartamentos de férias, todos voltados para o sol do sul e para a vista panorâmica das Dolomitas. Cada unidade é projetada para maximizar a privacidade através de (1) a divisão do volume de construção em duas partes, e (2) através das balaustradas escalonadas que bloqueiam os espaços de esplanada de vista da unidade de cima e de transeuntes. Cada apartamento goza de uma extensão da sala de estar interna através de um terraço-solar frontal coberto, e com vista frontal, que termina em um pequeno jardim privado. Madeira de larício local define áreas de estar internas e externas. Uma visão máxima do chão ao teto permite ganho solar a habitação. Sombras projetadas pelas varandas surgem minimizando o superaquecimento durante o verão.

A circulação principal, uma continuação da incisão formal, é muito compacta onde foi utilizada a mesma madeira local em larício, da fachada.

Plasma Studio - DOLOMITENBLICK HOUSE - External Photography

MATERIAL

Situada na borda de uma área residencial com uma aparência muito eclética, foi criado um volume que cresce fora de sua topografia circundante e em harmonia com ele, se limitando ao uso de material local, quase que um código vernacular: madeira de larício e cobre pré-oxidado. Tanto o cobre quanto a madeira lariço estão sujeitas a uma mudança natural em sua cor pela influência atmosférica do sol, chuva e neve. Por empréstimo das fazendas vizinhas com seus tons escuros, as fachadas de madeira lariço queimadas pelo sol, o edifício se integra ao ambiente natural.

Plasma Studio - DOLOMITENBLICK HOUSE - External Photography

Foi dada atenção à concepção das balaustradas de cobre que decorrem da topografia natural, e envolvem o prédio com seu entorno na incisão central, descolando novamente e terminando mais uma vez na topografia circundante. Quando descascando, as folhas de metal, divididas em faixas horizontais, descrevem uma curvada geometria hiperbólica parabolóide. Aqui, o conhecimento do artesão é mostrado em toda sua extensão.

Plasma Studio - DOLOMITENBLICK HOUSE - External Photography

O cobre escuro rodeia o volume por todos os lados. As tiras formam uma segunda pele, oferecendo abrigo e definindo o telhado como uma continuação da fachada e do volume geral da construção. A forma do telhado por si só, desenhada com bases na regulamentação de planejamento local, permite apenas um telhado inclinado para este lote específico do edifício. Ligeiramente deformado, ele se funde com o conceito de design dos Arquitetos, bem como com a tradicional tipologia do telhado inclinado; não apenas através da repetição, mas sim explorando o seu potencial escondido.

Plasma Studio - DOLOMITENBLICK HOUSE - Internal PhotographyPlasma Studio - DOLOMITENBLICK HOUSE - Internal Photography
Plasma Studio - DOLOMITENBLICK HOUSE - Internal PhotographyPlasma Studio - DOLOMITENBLICK HOUSE - Internal PhotographyPlasma Studio - DOLOMITENBLICK HOUSE - External Photography
Plasma Studio - DOLOMITENBLICK HOUSE - Internal PhotographyPlasma Studio - DOLOMITENBLICK HOUSE - Internal PhotographyPlasma Studio - DOLOMITENBLICK HOUSE - External Photography

Construída em Sesto, Itália em 2012 com uma área de 1500m², em parceria com: Eva Castro, Holger Kehne, Ulla Inferno.
ARQUITETOS: David Preindl e Ulla Inferno 
EQUIPE: Nicoletta Gerevini, Peter Pichler, Daniela Walder, Maya Shopova
ASSESSORIA: Erlacher Andreas (Engenharia de Estruturas), Alfred Jud (Fire Safety e Serviços), Georg Mutschlechner (Serviços de Engenharia), Ralf Pellegrini (Security Management), Sulzenbacher Ursula (Engenharia Geológica), Hertha Hurnaus (Fotografia)
Fonte: Plasma Studio

13 de mai de 2015

COB na bioconstrução

COB é das inúmeras técnicas construtivas milenares que utilizam a terra/barro como matéria prima não renovável, porém reutilizável.

beiral alrgo na casa de cob
Casa natural, de formas orgânicas, feita com COB
 
É o método mais indicado nas construções naturais e sustentáveis em que se deseje usar mais as formas orgânicas e escultóricas, pois plasticidade que o material oferece permite muita facilidade de trabalha-lo e modela-lo livremente com as mãos.
 
Clique aqui para ver mais imagens de construções feitas com COB.
 

triplex joao de barro
Condomínio Triplex de casa do pássaro João de Barro

 
O COB é um material produzido com a mistura de apenas terra/barro + areia + palha seca e água, tal qual é feita a casa do grande mascote dos bioconstrutores - o João de Barro; havendo também aqueles que acrescentem opcionalmente um pouco de Cal na mistura básica do COB.

Provador de roupas de forma espiral da loja Life is Good feito com COB 

 
Os ingredientes  são misturados com os pés, formando uma massa de excelente plasticidade que serve tanto para se construir manualmente uma casa inteira, formando paredes grossas que funcionam como massa térmica; como pode ser usado para revestimento de paredes e para ser modelada, criando-se formas e relevos artísticos e esculturais lindíssimos.
 
casa de cob e telado verde
Casa natural feita com COB e telhado verde
 
O COB assemelha-se ao Adobe, mas enquanto este é usado para fazer tijolos, o COB é usado para esculpir paredes desde a fundação até o teto.
 
Casinha de barro, galhos e ramos, vidros e garrafas reutilizadas!
Casinha natural feita sobre uma base de pedras locais e uma estrutura trançada de galhos, além de vidros e garrafas de vidro reutilizadas e COB, do Blog Quiero Barro

O COB é anti-terremoto, não pega fogo e é um material tido como bioclimático, já que suas paredes grossas funcionam como massa térmica, equilibrando a temperatura interior e mantendo naturalmente o ambiente mais fresco no verão e mais aquecido no inverno.
 
paredes de cob

Supreendentemente, o material permanece estável em climas úmidos e de muitas chuvas. E desde que seja bem cuidado, o COB não se deteriora facilmente.
 
Foto panorâmica do interior da casa feita em COB por Brian Liloia na Ecovila The Dancing Rabbit - EUA

Tem um custo muito, muito baixo mesmo, permitindo-se gastar quase zero com esse tipo de construção.


2 de mai de 2015

Amsterdã quer ter 100% de sua frota de ônibus elétrica até 2025


Amsterdã é internacionalmente conhecida por sua estrutura cicloviária. Mas, a cidade holandesa também quer ser referência em transporte coletivo de qualidade e ambientalmente correto. De acordo com a imprensa local, todos os ônibus públicos do município serão elétricos até o ano de 2025.

A informação foi divulgada pela empresa GVB, responsável pela frota de ônibus em Amsterdã. De acordo com a companhia os 40 primeiros ônibus serão substituídos por veículos elétricos dentro dos próximos dois anos.

As balsas, transporte alternativo muito utilizado na cidade, também ganharão motores elétricos. “Este projeto significa que nós estamos dizendo adeus a projetos-piloto e de comportamento simbólico”, explicou o vereador Abdeluheb Choho à imprensa local, em referência à ação colocada em prática no município.

De acordo com o jornal Dutch News, Amsterdã não é a primeira cidade da Holanda a demonstrar interesse em sistemas mais eficientes energeticamente. Em Brabant, por exemplo, já foram testados os ônibus elétricos em pequena escala. A empresa responsável pelos ônibus em Limburg também se comprometeu em fornecer 300 novos ônibus elétricos para serem usados no transporte coletivo local.

Fonte: CicloVivo

22 de abr de 2015

Casa sustentável em Brasília segue os conceitos da permacultura


Em tempos de falta d’água, a autossuficiência hídrica pode ser considerada uma conquista valiosa. Em busca dessa independência e de uma vida com maior integração com a natureza, há 17 anos o bioarquiteto Sérgio Pamplona vive em um sítio, localizado em Brasília, onde toda a água consumida é captada da chuva.

Outros conceitos da bioarquitetura, como o uso de materiais e iluminação naturais, também foram empregados no projeto do sítio Nós na Teia. O espaço ainda serve como um centro de pesquisas em sustentabilidade e oferece cursos regulares de práticas como permacultura e manejo de água.

O sítio conta com uma estrutura complexa de captação e reaproveitamento de água, mas segundo Pamplona, algumas das práticas para economizar podem ser adotadas também em residências comuns. Veja algumas delas:

- Santa chuva


Toda a água usada na casa e nas dependências do sítio é captada da chuva. Seis reservatórios no próprio sítio garantem um armazenamento 80 mil litros de água. Apenas nos meses de seca na região (inverno), a água de caminhão-pipa pode ser necessária para uma emergência. O próximo objetivo do bioarquiteto é se tornar 100% autossuficiente.

- Louças limpas sem água corrente


No intuito de poupar água, as louças sujas são lavadas sem água corrente. Os utensílios são lavados em três pias: uma para lavagem; outra para enxágue com água pura; e uma terceira para um segundo enxágue em uma solução com água, limão (para desengordurar) e água oxigenada (para desbacterizar).

- Sanitário seco


No sanitário seco (sanitário compostável) não é preciso dar descarga. As necessidades são cobertas com serragem e vão para dois reservatórios lacrados. Enquanto um dos reservatórios enche, o outro vai se transformando em um composto para adubagem. Detalhe: ao contrário do que se imagina, o banheiro não tem cheiro.

- Irrigação


A água captada da chuva irriga todo o terreno, incluindo pequenos lagos e plantações ao redor da casa. Mesmo a água usada no vaso sanitário da casa (usado em caso de emergência) é utilizada para alimentação de bananeiras. A água da lavanderia e da cozinha também é usada na irrigação de plantas.

A tentativa de criação de uma casa sustentável não fica apenas na questão da água. Sérgio também utiliza materiais reciclados para a construção da casa (como pneus na entrada e garrafas de vidro na parede, que proporcionam iluminação natural durante o dia) e tenta poupar energia elétrica com o design da moradia. O bioarquiteto dá cursos para quem deseja aprender mais sobre permacultura e sustentabilidade, confira aqui.

Por Edgard Matsuki e Gustavo Gomes, do Portal EBC.   Via: Ciclo Vivo