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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

13 de dez de 2017

Australiano transforma espaço de 60 m² em fazenda urbana

A plantação no quintal produz anualmente 70 quilos de vegetais e 161 quilos de frutas.23 de novembro de 2016 • Atualizado às 09 : 40

“As pessoas não têm noção do que é possível fazer em espaços pequenos." 

A agricultura urbana é uma das soluções para garantir a segurança alimentar no mundo. Este é o pensamento do permacultor australiano Geoff Lawton. Como um dos grandes incentivadores do plantio em pequenos espaços, ele mostra que é possível produzir diversos tipos de alimentos em áreas muito pequenas. Para provar a eficiência deste conceito, o especialista mostrou o exemplo criado por um de seus alunos, que produz centenas de quilos de frutas, legumes e ervas medicinais em sua própria residência.

Angelo Eliade é um farmacêutico que vive na cidade de Melbourne, na Austrália. Estudante de permacultura, ele levou quatro anos para transformar um jardim comum em uma verdadeira fazenda urbana. Externamente a casa é exatamente igual às residências vizinhas, com um pequeno gramado à frente. No entanto, ao abrir o portão, o que se vê é um terreno altamente fértil espalhado por apenas 60 metros quadrados.

“Você pode transformar qualquer propriedade, de qualquer situação para a absoluta abundância”, explica Lawton. A casa em Melbourne comprova isso. No quintal de Eliade são produzidos anualmente 70 quilos de vegetais e 161 quilos de frutas. Entre as opções estão: limões, maçãs, figos, cereja, pêssego, uva, banana, feijão, pepino, batata, alface, cenoura, alho, cana-de-açúcar, entre outras coisas. 

O farmacêutico explica que não é necessário ter um conhecimento profundo do assunto ou ser um especialista para começar a plantar. No entanto, é preciso se interessar pelo tema para entender o funcionamento e a relação entre as espécies e o solo.

Uma das principais dicas do australiano consiste em manter sempre a variedade na produção. Mesmo plantando em um espaço pequeno, é possível ter muitas espécies diferentes crescendo juntas. Atentando às características de cada uma delas, é possível planejar onde serão plantadas para que uma ajude a outra a se desenvolver melhor.

Ele ainda lembra que nada do plantio deve ser descartado. Os resíduos do cultivo são excelentes para serem aproveitados como adubo orgânico, oferecendo mais nutrientes para manter o solo sempre saudável. Segundo ele, a principal diferença entre ter um jardim comum e um sistema deste tipo é que a natureza passa a controlar o ambiente sozinha, o que traz inúmeros benefícios à biodiversidade local. Outra prática do permacultor é utilizar a água da chuva captada em seu telhado para irrigar seu jardim.


O projeto do australiano começou há quatro anos, com a ajuda de Geoff Lawton, desde então, Eliade percebeu algumas mudanças importantes em sua vida, principalmente relacionadas à sua própria saúde. Ele diz que passou a ter hábitos e um estilo de vida muito mais saudáveis, além de saber exatamente o que está comendo e ter a certeza de que os alimentos não estão contaminados com agrotóxicos e pesticidas.

“As pessoas não têm noção do que é possível fazer em espaços pequenos. Isso pode acontecer em qualquer lugar, basta entender o potencial e o funcionamento”, explicou Lawton.

O permacultor disponibiliza gratuitamente em seu site vídeos educativos que ensinam os conceitos de permacultura e direcionam as pessoas interessadas em iniciarem seus próprios plantios. Clique aqui para acessar a página e ter mais informações.

Por Thaís Teisen 
Fonte: CicloVivo

12 de dez de 2017

Casa na Colômbia feita com sacos de terra mantém ambiente naturalmente fresco

Construída pelo arquiteto colombiano Jose Andres Vallejo, a casa foi feita no sistema superadobe.21 de novembro de 2017 • Atualizado às 15 : 40

A forma orgânica arredondada de La Casa Vergara foi criada através do empilhamento de uma série de sacos de terra tubulares. | Foto: Jose Andres Vallejo


La Casa Vergara é uma residência em forma de cúpula construída com o sistema bioconstrutivo ‘earthbag’ que utiliza sacos de terra (ou sacos de areia) na construção.

Construída em Bogotá em 2011 pelo arquiteto colombiano Jose Andres Vallejo a residência usa a terra tradicional para criar uma residência naturalmente fresca com um impacto ambiental suave. Coberto com acabamento de concreto, a construção de terra não é apenas rentável, mas também resistente a terremotos e alagamentos.


O edifício emprega uma prática antiga que foi recentemente atualizada para projetar casas mais modernas. Vallejo construiu a casa usando o sistema chamado superadobe, que foi originalmente inventado pelo arquiteto iraniano Nader Khalili e usa três elementos principais para criar espaços de vida flexíveis – terra, sacos tubulares e arame farpado. Com apenas US $ 28 por metro quadrado, o baixo custo é complementado por seu suave impacto ambiental, tornando-se uma solução arquitetônica promissora para áreas de baixa renda.

A forma orgânica arredondada de La Casa Vergara foi criada através do empilhamento de uma série de sacos tubulares repletos de terra. Com o uso de uma moldura de madeira, o formato exterior foi construído com sacos de tamanhos variados em formato de cúpula, bem como uma sala retangular adjacente.


Os sacos foram cobertos com uma mistura de cimento por dentro e por fora para selar e proteger contra a umidade, juntando. Os quartos foram acabados com vigas expostas de madeira sustentável, bem como uma série de claraboias para fornecer iluminação natural ao interior.

Uma vez pintada, a estrutura de terracota parece uma casa moderna, proporcionando uma solução sustentável para habitação que pode ser personalizada com interiores exclusivos.

Ficou inspirado? Que tal construir uma casa usando um método semelhante chamado ‘earthbags’? Clicando aqui você encontra todo o passo a passo.

Fonte: CicloVivo

11 de dez de 2017

10 perguntas que você sempre quis fazer sobre casa container


Acabaram as férias. Aproveitamos bastante – e ainda temos mais dias para aproveitar o descanso do trabalho convencional -, mas o blog não podia ficar mais tempo sem atualização, não acham? Se bem que os demais canais (não nos segue neles ainda? Aff) continuaram sendo atualizados, principalmente o Instagram e o Facebook.

E sabem o que mais não deixou de ser atualizado? A caixa de e-mails com diversas perguntas sobre casas containers. O tema é novo no Brasil e por isso normal que as pessoas tenham dúvidas sobre esse tipo de construção.

Já antecipo que, apesar do container, todo o resto é basicamente igual a qualquer outra construção: aberturas, pisos, coberturas etc.

Mas, para acabar de vez com as perguntas mais comuns sobre o tema, pedi para minha arquiteta (que está fazendo minha casa container), Livia Ferraro, da Ferraro Container Habitat, esclarecê-las. Afinal, ainda que eu pesquise o tema, nada melhor do que uma profissional do gabarito dela para sanar todas as dúvidas.

Com a palavra, a profissional especializada no tema:

A Arquitetura sempre foi concebida a partir de princípios básicos como a estaticidade, a estabilidade e a durabilidade. As vertiginosas mudanças econômicas, sociais e culturais de hoje solicitam novas alternativas de planejamento espacial fundamentadas em conceitos como a mobilidade, a flexibilidade, a mutabilidade, a instantaneidade, a criatividade e a reciclagem.

No Brasil ainda predomina o sistema construtivo da alvenaria convencional: um sistema artesanal com mão de obra altamente desqualificada, alto consumo de energia e desperdício de materiais. Apesar deste panorama, já surgem algumas iniciativas visando à mecanização e à minimização do impacto ambiental que estes processos acarretam.

Surge então uma nova tendência nesta década: a utilização de containers marítimos como matéria prima para uma construção modular, mais prática e instantânea.

Esta unidade construtiva atende perfeitamente quando consideramos a necessidade atual de minimização do impacto ambiental. As “Containers Cities” que as regiões portuárias brasileiras se tornaram configuram imensos depósitos de containers sucateados a céu aberto e representam o potencial adormecido que temos em nosso país e que não se pode ignorar. Itajaí, cidade catarinense localizada a 90km de Florianópolis é hoje uma das principais regiões no país com este cenário. A apropriação deste material visa dar destino correto a estes containers e melhorar a auto-estima desta população, que passa a enxergar o que antes era visto como lixo em um enorme potencial de negócios.

Excelente como matéria prima, uma obra com containers diminui significativamente a produção de resíduos, reduzindo de 30% (em obra convencional) para 1% de desperdício. São três caçambas de entulho contra um saco de lixo, comparativamente. O container reefer, adotado neste projeto, é um material altamente resistente, produzido com aço cortain, alumínio e um isolante térmico bastante eficiente. Foi projetado para o transporte naval e para receber água salgada diariamente. Sua fácil manutenção garante a durabilidade por gerações quando em terra firme.

Os custos de obra deste sistema são similares aos de uma construção convencional, porém com algumas vantagens: por se tratar de uma “caixa pronta”, a arquitetura modular a partir de containers representa uma obra muito mais rápida. A economia que uma obra neste sistema pode gerar vem, portanto, do tempo reduzido desta construção: uma obra finalizada em menos tempo retorna mais rápido o seu investimento.

Um sistema mais mecanizado onde se envolvem empresas especializadas e não uma mão de obra desqualificada resulta em uma maior previsibilidade de orçamento, evitando gastos desnecessários ou surpresas no orçamento.

Por se tratar de uma estrutura mais leve que a alvenaria, reduz significativamente a carga nas fundações, otimizando desta forma o direcionamento dos custos dentro da obra.

Outro fator economicamente favorável é de ordem conceitual: por se tratar de algo inovador e sustentável, uma edificação em containers gera uma mídia espontânea bastante intensa, favorece a disseminação da proposta e se torna um marco para o local onde se insere.

10 perguntas que todo mundo sempre faz:

1. Não esquenta?

Utilizamos os containers do modelo Reefer, usados para transporte de carga refrigerada. Já vem com um isolamento de fábrica altamente eficiente, dispensando o uso de ar condicionado.

2. É mais barato?

O valor final de uma obra em container se equivale ao de uma construção convencional, com algumas vantagens.[O barateamento vai depender dos demais materiais utilizados e utilização de produtos alternativos]


3. E quanto à durabilidade?

O container é um material projetado para transporte marítimo em condições bastante adversas. Em um terreno, se feita a manutenção adequada, pode durar gerações.

4. No caso de um raio atingir o container, por ser uma caixa metálica, existe algum risco?

Um container funciona pelo mesmo princípio da Gaiola de Faraday: um condutor, quando carregado, tende a espalhar suas cargas uniformemente por toda a sua superfície. Se esse condutor for uma esfera oca, por exemplo, os efeitos de campo elétrico criados no interior do condutor acabam se anulando, obtendo assim um campo elétrico nulo. É o mesmo princípio dos aviões e dos carros, contrariando o pensamento popular de que são os pneus que fazem essa proteção.


5. E se o container transportou material tóxico ou radioativo?

Antes da compra, é pesquisado o histórico de cada container. Este histórico indica o tipo de carga e os itinerários de cada unidade. Também é solicitado um laudo, emitido pelo serviço público federal no próprio porto antes que o container seja liberado. Este laudo atesta que o container está livre de qualquer resíduo ou radiação.

6. O material do container é inflamável?

A camada isolante de poliuretano se localiza no interior entre as chapas metálicas interna e externa do container, permanecendo completamente isolado. O poliuretano utilizado é anti-chamas.


7. Não vou me sentir oprimido dentro de um container, como em uma lata de sardinhas?
Por se tratar de um espaço compacto, surge o desafio de trabalhar bem a ergonomia e conforto deste espaço. O mobiliário projetado de forma a ser eficiente, os revestimentos aplicados e a cobertura vegetal aliados aos recortes nas chapas para favorecer a ventilação, a iluminação e a circulação são recursos utilizados para a “humanização” deste material, fazendo com que se torne um espaço bastante confortável, apesar de compacto.

8. Como é feito o transporte e instalação?

Por se tratar de um material que possui dimensão padrão para transporte, pode ser transportado através de caminhão ou navio. Chegando ao local de instalação é necessário um guindaste ou caminhão munk para retirá-lo do caminhão e colocá-lo no chão. A fundação é bastante simples por conta do peso reduzido de um container com relação à alvenaria e dependendo das condições do terreno, bastam blocos de concreto para apoiá-lo.

A partir daí, são feitos todos os cortes nas chapas, as instalações hidro-sanitárias e elétricas (que podem ser embutidas ou aparentes) e os acabamentos como piso, pintura, conexões entre módulos. É um processo bastante simplificado e rápido.


9. É seguro contra roubos?

O container é produzido com um aço altamente resistente. Suas portas originais são projetadas a fim de manter o módulo estanque, quando fechado. Para abri-lo é necessário um maçarico. Na instalação os containers são afixados na fundação, evitando que possam ser transportados a qualquer momento.

10. Quais são as características do container Reefer?

– Painéis e portas em aço inoxidável, evitando corrosões.

– Os painéis externos podem ser em alumínio ou aço, dependendo do modelo.

– O isolamento térmico é feito com poliuretano de alta densidade na espessura de 10cm.

– O piso é uma grelha em alumínio, permitindo um colchão de ar abaixo do piso instalado.

– Suportam até 35.000kg de carga/ Tara de 4.000kg

1 de nov de 2017

Conheça 23 acomodações ecológicas inacreditáveis em todo o mundo

Desde um contêiner reciclado até uma casa feita de palha, há experiências para todos os gostos.

Casa na árvore na Tailândia. | Foto: Divulgação

Comemorando o Dia Mundial do Turismo (27), que tem como tema o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, o Airbnb destaca 23 acomodações sustentáveis em todo o mundo.

Desde um contêiner reciclado até uma casa feita de palha, esta lista busca expandir a perspectiva de viver em uma casa ecologicamente sustentável. Além disso, é possível completar a viagem com experiências locais, que guiam pela bela natureza oferecida nas várias cidades.


Outra maneira de praticar o turismo sustentável na plataforma é com as experiências de Impacto Social, onde 100% da receita vai para organizações sem fins lucrativos que promovem as atividades, ou escolher uma das hospedagens na Índia, como parte da parceria do Airbnb com a Associação das Mulheres Autônomas -, que tem como objetivo capacitar as mulheres que vivem nas áreas rurais da Índia.

América Latina

Cabana Floripa – Santa Catarina, Brazil

Criativamente construída usando materiais recicláveis, como garrafas de vidro, o espaço é brilhante e colorido, além de ecológico.

Elqui Domos – Coquimbo, Chile

Aproveite os céus estrelados do Vale de Elqui nesta residência que vem com um telhado retrátil acima da sua cama, de modo que você possa observar as estrelas de modo aconchegante.

Bird Island – Placencia, Belize


Viva na natureza nesta ilha privada, onde você pode nadar ou mergulhar entre águas cristalinas com um belo recife de corais intocado.

Beach Home – Yucatán, Mexico


Totalmente dependente da energia solar e eólica, esta casa ecologicamente sustentável fica ao longo da costa com vistas espetaculares para o mar.

Eco Design Home – Buenos Aires, Argentina


Usando materiais e técnicas sustentáveis, esta propriedade planeja reduzir sua pegada de carbono, com um jardim orgânico e utensílio de compostagem para reciclagem em casa, de modo completo.

Ásia e Pacífico

The Container – Tasmania, Australia


Viver em uma casa de luxo que foi reciclada a partir de um container com uma visão surpreendente da Tasmânia.

Little Greenie, Eco-house – Golden Bay, New Zealand


A Little Greenie foi a primeira e única casa na Nova Zelândia a receber uma classificação de 90% de energia eficiente, com vista para Golden Bay.

Treehouse – Chiang Mai, Thailand


Se você quer estar perto do centro da cidade, mas também cercado pela natureza, experimente esta casa da árvore situada em Chiang Mai, que oferece um santuário silencioso, mas também com conveniência.

Bamboo Villa – Lombok, Indonesia


Esta eco-villa é construída inteiramente a partir de bambus e oferece vistas deslumbrantes do mar e o pôr-do-sol do Lombok do Sul.

Strawbale House – Hokkaido, Japan


Feito de palha e situado no meio dos campos de batata, adentrar e se envolver com a natureza começa na porta da frente.

Traditional Stone House – Jeju, South Korea


Construído com pedras e aninhado entre jardins, montanhas e mar, esta casa será o seu refúgio em Jeju.

Eco-friendly Treehouse – Kerala, India


No meio de uma plantação de cardamomo, esta casa da árvore pretende misturar a agricultura e o ecoturismo. Adormeça ao canto de cigarras onde mais de 45 espécies de aves chamam de casa.

Gauriben’s Homestay – Gujarat, India


Este casa é parte da parceria do Airbnb com a Self Employed Women’s Association (SEWA), o maior sindicato de mulheres da Índia, onde você pode aprender com as mulheres da SEWA locais sobre a vida da antiga vila de Bakutra.

Europa

Pyramid Cottage – Laugarvatn, Iceland


No meio da famosa Rota do Círculo de Ouro, esta casa única foi construída para refletir a paisagem islandesa, enquanto também funciona de forma sustentável usando energia geotérmica e água natural primaveril.

Eco-Design House – Catalunya, Spain


Este casa futurista foi construída em 2012 e é altamente eficiente em termos de energia – sendo fresca no verão e quente no inverno.

Eco-friendly Farmhouse – Tuscany, Italy


Como parte de uma fazenda orgânica que repousa em uma colina ao longo da paisagem cênica do norte de Lucca, esta fazenda com energia solar possui seu próprio forno de tijolos onde você pode assar sua própria pizza, a partir do zero.

Birch Cottage – Ballyroney, United Kingdom


O Green Tourism Gold, esta casa de campo tem fontes de energia totalmente renováveis.

Houseboat – Amsterdam, The Netherlands


Esta casa flutuante de 3 andares está alinhada por um dos muitos canais famosos de Amsterdã, permitindo que você experimente uma vida moderna na Holanda, mas também a vida na água.

América do Norte

Off-grid itHouse – California, USA


Lindamente projetado e 100% alimentado por painéis solares, esta casa pode ser encontrada em uma remota região do vale californiano, oferecendo-lhe um refúgio sereno do resto do mundo.

Cob Cottage – British Columbia, Canada


Parecendo uma casa de gnomo fora de um conto de fadas, esta casa foi cuidadosamente esculpida com materiais locais, sustentáveis e compartilha a terra com ovelhas, jardins e pomares.

Off-grid Adobe dome – Texas, USA


Uma cúpula privada construída em terra que é inteiramente alimentada por energia solar e tudo que você precisa em uma pequena casa, com quarto, sala, sala de jantar e cozinha.

Off-grid Treehouse – Oregon, USA


Com uma arquitetura de Torre de Vigia e construída no início dos anos 1900, esta casa fica a mais de 12 metros de altura. É o espaço ideal para observar o nascer do sol e se aconchegar sobre a Floresta Nacional Umpqua.

Geodesic Dome – Connecticut, USA

Feita como um ninho na floresta e parte de fazenda orgânica, esse lar é o equilíbrio perfeito entre conforto e aventura.
Fonte: Ciclo Vivo

PROFESSOR DE ARTE APOSENTADO CONSTRÓI CASA COM APENAS R$ 600,00

Michael Buck, um professor de arte aposentado da universidade de Oxfordshire, na Inglaterra, em seus plenos 59 anos de idade decidiu usar seu tempo livre para inovar e nos presentear com mais um belo exemplo de arquitetura sustentável de baixo custo. Com um orçamento de 150 libras (Cerca de 600 reais), o professor utilizou os princípios básicos da construção em COB para levantar uma pequena moradia no jardim de sua casa. A construção hoje serve como inspiração para qualquer um que sonha com uma casa própria.

Antes de começar a construção, Buck passou cerca de dois anos coletando materiais locais que pudessem ser reaproveitados. Entre eles, pedaços de ferro, madeira, vidros retirados das janelas de um caminhão abandonado e até mesmo o assoalho de um barco abandonado por um vizinho.

A casa tem um estilo natural e pode ser a solução ideal para quem deseja uma vida mais simples. Seu interior é aquecido por um fogão à lenha que enquanto cozinha, produz calor suficiente para o conforto dos habitantes da casa. Já a água utilizada vem de um pequeno riacho que corre na proximidade do local.

O objetivo de Buck era mostrar que para se morar não é necessário pagar uma fortuna e nem viver escravo de hipotecas. “A casa não tem custo para a terra , você só precisa da terra para construí-la. Eu queria mostrar que as casas não precisam custar tanto. Vivemos em uma sociedade em que passamos a vida para pagar nossas hipotecas.”


Com cerca de R$600,00, o professor aderiu aos princípios básicos da construção em COB para construir uma pequena moradia no jardim de sua casa. COB é um material de construção composto por terra, areia e palha, similar ao adobe. O COB é a prova de fogo, resistente a atividade sísmica e com custo quase nulo. Pode ser usado para criar formas artísticas, esculturais e tem sido divulgado recentemente pelos movimentos de ecológicos, como a permacultura e a bioconstrução.

Antes de colocar o projeto em prática, Michel Buck passou cerca de dois anos selecionando materiais que pudessem ser reaproveitados. Como exemplo, temos: madeira, assoalho de um barco abandonado na vizinhança, vidros retirados das janelas de um caminhão também abandonado e pedaços de ferro.


Para quem deseja uma vida mais simples, este estilo de casa pode ser a solução ideal! A água utilizada pelos habitantes da casa é proveniente de um pequeno riacho que passa pela vizinhança. O interior da casa é aquecido por um fogão à lenha que, além de auxiliar na cozinha, gera calor suficiente para o conforto dos moradores da casa.

O intuito de Buck era ensinar e provar que, para se morar, não é necessário gastar muito e, muito menos, viver escravizado pelas hipotecas:

“A casa não tem custo para a terra , você só precisa da terra para construí-la. Eu queria mostrar que as casas não precisam custar tanto. Vivemos em uma sociedade em que passamos a vida para pagar nossas hipotecas.”

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Fonte: Construir

18 de ago de 2017

O que são Sistemas Solares Passivos?


Os Sistemas Solares Passivos são os sistemas utilizados para captar e acumular o calor da energia solar diretamente. São chamados passivos porque não tem nenhum dispositivo eletro-mecânico para recircular o calor, isso acontece por conta dos princípios físicos básicos de condução, radiação e convenção de calor.

Conheça diferentes estratégias:

Ganho Direto – O sistema mais simples que consiste na captação de energia do Sol através de vidros que permite que o calor entre e impedem que o calor saia. Estas janelas devem ser dimensionadas e orientadas de acordo com a orientação em relação a trajetória solar e tipo de uso do ambiente.


Muro Trompe – Um muro construído com tijolos e concreto, pintado de preto. Para melhorar a captação, instala-se uma superfície de vidro para que produza o efeito invernadeiro. O vidro permite que a luz do Sol atravesse e o muro aqueça, emitindo raios ultra violetas que não podem atravessar o vidro. Por esse motivo a temperatura se eleva no Muro e na camada de ar existente entre o muro e o vidro. Podem ser instalados furos embaixo e em cima para que o ar entre diretamente da camada de ar aquecida ao ambiente.

Invernadero – Neste caso o espaço entre o muro e o vidro é habitável, fazendo com que sejam diminuídas as perdas de calor do interior ao exterior.

Estanques Solares – Em algumas regiões é possível usar a superfície teto para acumular calor porém é necessária a instalação de dispositivos móveis para não deixar que o ar escape durante a noite.

Coletores solares – É um sistema mais complexo que, através de uma camara de vidro fechada, posicionada na fachada ensolarada, capta o calor no ar ou na água e esse calor é transferido para uma camada abaixo do piso através de um sistema de serpentina. Aquecendo o ambiente naturalmente.


Fechando o Ciclo na Construção


Um edifício, além de ser uma estrutura física composta por elementos distintos, também é uma espécie de “máquina viva”, onde as pessoas desenvolvem suas atividades diárias, os eletrodomésticos consomem energia e a temperatura deve se regular.

Os impactos que eles produzem sobre o meio ambiente são muito variados, e os problemas existentes causados pelos processos relacionados a construção são inúmeros, como o aquecimento global, a redução da camada de ozônio, a perda dos habitats naturais e da biodiversidade, a erosão dos solos e a liberação de contaminantes tóxicos.

Os fatores que influenciam em um edifício, durante as fases de sua vida útil, se estabelecem durante os processos de projeto e construção. Por tanto, as decisões tomadas nesses momentos determinam o consumo de recursos e energia durante as etapas futuras. Logo, os aspectos que devem ser levados em conta se agrupam em cinco categoriais principias, sendo elas o controle de consumo de energia, o consumo de materiais, o consumo de água, a gestão de residuos e o controle de ruídos.

Uma abordagem útil seria projetar o futuro edifício como uma nova entidade, viva e saudável, criando uma parte integrante do local, de modo que os sistemas sejam um ciclo fechado e sustentável.
Fonte: Ecoeficientes