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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

29 de ago de 2016

MODA SEM CRUELDADE- COURO VEGANO FEITO DE ABACAXI

A surpreendente ideia do Couro Vegano feito de Abacaxi é uma alternativa sustentável e sem crueldade aos animais.
As confecções de peças de roupas, sapatos, objetos, revestimento de banco de carros, móveis, entre outros, podem substituir o couro animal pelo o vegano sem perder a textura e aparência, pois são as mesmas.





Essa nova técnica, inventada pela designer espanhola Carmem Hijosa, é conhecida como Piñatex, e é totalmente livre do uso de animais. Assista ao vídeo abaixo para entender como funciona:

A inspiração da designer veio de técnicas filipinas que utilizam fibras de folhas no vestuário. O material biodegradável é incrivelmente maleável e pode ser customizado facilmente.





Carmem tem utilizado o tecido para fazer bolsas e tênis, tornando o couro de planta uma alternativa ética.






Fonte: Collectively     Via: Divaholic

24 de ago de 2016

Política dos 5 R's e Consumo Consciente


A politica dos 5Rs, são as possíveis acções práticas que no dia a dia, podem reduzir o impacto no meio ambiente, através do estímulo ao consumo consciente. São elas:


1 - Repensar os hábitos de consumo
Pense na real necessidade da compra daquele produto, antes de comprá-lo.
Depois de consumi-lo, separe as embalagens, matéria orgânica e óleo de cozinha usado.
Deite no lixo apenas o que não for reutilizável ou reciclável.
Evite o desperdício de alimentos.
Use produtos de limpeza biodegradáveis.
Prefira embalagens de papel e papelão.
Adquira produtos recicláveis ou produzidos com matéria-prima reciclada, durável e resistente.
Utilize lâmpadas economizadoras e pilhas recarregáveis ou alcalinas. Mude seus hábitos de consumo.


2- Recusar produtos que prejudicam o meio ambiente e a saúde

Compre apenas produtos que não agridem o meio ambiente e a saúde.
Fique atento ao prazo de validade e escolha as fábricas e empresas que têm compromissos com a ecologia.
Evite o excesso de sacos plásticos e embalagens.
Tenha sempre uma sacola de pano para transportar suas compras.
Evite comprar "aerossóis" e lâmpadas fluorescentes, bem como produtos e embalagens não recicláveis e descartáveis.


3 - Reduzir o consumo desnecessário

Esta prática significa consumir menos produtos, dando preferência aos que tenham maior durabilidade e portanto, ofereçam menor potencial de resíduos e de desperdício de água, energia e recursos naturais.
Escolha produtos com menos embalagens ou embalagens econômicas, priorizando as reutilizáveis.
Leve a sua alcofa para as compras e adquira produtos a "granel".
Faça bijouterias, brinquedos e presentes personalizados reutilizando materiais.
Invente novas receitas e reaproveite de forma integral os alimentos.
Alugue equipamentos.
Edite textos no computador e quando não for possível evitar a cópia ou a impressão, faça-as frente e verso. 
Diga não ao consumismo!


4 - Reutilizar e recuperar ao máximo antes de deitar pró lixo!

Amplie a vida útil dos produtos e do aterro sanitário, economizando a extração de matérias-primas virgens.
Crie produtos artesanais e alternativos a partir da reutilização de embalagens de papel, vidro, plástico, metal, etc. Utilize os dois lados do papel e conceba blocos de papel-rascunho. 
Ofereça vários tipos de oficinas de sucata.
Dê objetos que possam servir a outras pessoas.

5 - Reciclar materiais

O processo de reciclagem reduz a pressão sobre os recursos naturais, economiza água, energia, gera trabalho e renda para milhares de pessoas. 
Pratique os quatro primeiros Rs e o que restar, separe para a o eco-ponto das embalagens de vidros.

RECICLE, REPENSE, RECUSE, REUTILIZE e REDUZA!!!!
Fonte: Eco-Pinhal

Exposição em Brasília celebra o uso da madeira na construção


Nest We Grow / Faculdade de Projeto Ambiental UC Berkeley + Kengo Kuma & Associates. 
Image © Shinkenchiku-sha

A exposição aconteceu de novembro a dezembro do ano de 2015 no Espaço Angatu, sede do WWF-Brasil, a mostra "Arquitetura da Madeira no Século XXI" apresentou a reprodução de construções sustentáveis feitas com madeira espalhadas pelo mundo inteiro. Forão 11 maquetes de residências, ateliês, capelas, pavilhões, bibliotecas, passarelas, museus, pontes, vinícolas, edifícios e casas de árvore de diversos locais do Brasil e do mundo, feitas, em sua maioria, por estudantes de arquitetura. 

A exposição celebrou o potencial da madeira na construção civil, que tem baixa poluição e durabilidade maior. Segundo especialistas, não existem muitos materiais com qualidade, duração e contemporaneidade para a construção de estruturas. A madeira, no entanto, reúne todos esses quesitos. Em terremotos, abalos sísmicos e, até mesmo, durante incêndios, ao contrário do que muitos pensam, as estruturas de madeira são muito mais resistentes e demoram mais para serem abaladas. Além das maquetes, o público pôde conferir 24 painéis com textos e fotografias que mostraram como utilizar a madeira para construir diversos tipos de estruturas.

As obras retratadas vieram de diversos países: Japão, Chile, Estados Unidos, Áustria, Nova Zelândia, Suíça e Inglaterra. Elas mostraram casas em árvores, restaurantes, centros comunitários, escritórios, apartamentos, estúdios de fotografia, vinícolas, pontes, museus e passarelas construídos com madeira e concebidos em função das especificidades técnicas deste material.
Fonte: Archdaily

18 de ago de 2016

Sustentabilidade: paisagismo ornamental e os jardins comestíveis

Um dos maiores desafios para o paisagismo contemporâneo é a incorporação de elementos hortenses aos jardins, principalmente àqueles fora do ambiente doméstico. As hortas já saíram de moda várias vezes. Mas, atualmente, com a crise econômica mundial, a ideia de cultivar o seu próprio alimento e praticar a sustentabilidade tem ganhado mais adeptos. Jardins comestíveis já são comuns em países da Europa desde a época renascentista, quando os franceses passaram a utilizar as hortas também como ornamento. E, agora, este resgate da cultura da jardinagem voltada para a alimentação saudável pode ir além do movimento cultural para a transformação dos espaços públicos.
Os jardins hortícolas além de belos possuem também a função de fornecer alimento.

Nos Estados Unidos muitos estão investindo na criação de jardins hortícolas como hobby e também como opção de negócio. A pessoa ícone desta campanha é a primeira-dama Michelle Obama. Há alguns anos ela mandou plantar nos jardins da residência oficial, a Casa Branca, diversas espécies de plantas comestíveis que são consumidas em banquetes presidências. Ela mostrou ao povo americano que investir em sementes, adubos e água para o cultivo de alimentos valia mais a pena do que os jardins ornamentais. E seu exemplo tem dado bons resultados. Mesmo nos estados mais ricos, como o da Califórnia, existem pessoas cultivando edible gardens. O movimento Path to Freedom e o Kitchen Gardeners International são redes de incentivo aos pequenos horticultores urbanos e às pessoas que querem aderir à esta nova visão sobre o papel dos jardins.

Michele Obama ensina que o cultivo de hortas pode ser mais que um simples hobby, mas um reforço à renda familiar em tempos de crise.
+ Jardins hortícolas pelo mundo

Na arquitetura veem-se exemplos de jardins utilitários em projetos de diferentes épocas. Os complexos e exuberantes Jardins de Villandry, no Castelo de Villandry, na França, do século dezesseis, mostram a harmonia artística entre técnica e natureza. Das novas zonas implantadas na década de 1920 duas são dedicadas à horta decorativa e ao jardim aromático. No total são setenta mil espécies comestíveis diferentes na propriedade.

A rigidez das estruturas geométricas dos caminhos de Villandry contrasta com as formas livres e assimétricas dos vegetais, o que torna seus jardins ainda mais fascinantes. Deste mesmo modo, também se têm as áreas produtivas no Palácio Nacional de Sintra, em Portugal. Um projeto, implantado mais recentemente, vem lutando contra a perda da biodiversidade local e pela promoção do uso de certas espécies na divulgação da herança cultural portuguesa.

A beleza arquitetônica do Palácio de Villandry é ressaltada por um jardim repleto de diferentes cores e aromas.

Em 2010 o escritório Hoerr Schaudt Landscape Architects, de Chicago, apresentou um belo projeto para o Gary Comer Youth Center. Este é um bom exemplo de jardim utilitário. O edifício da escola, localizada em um bairro com pouco acesso a espaços ao ar livre, ganhou uma cobertura verde. Para o terraço, os arquitetos propuseram um espaço dedicado à agricultura urbana. O objetivo é, através da grande variedade de material vegetal, promover o plantio customizado como ferramenta de ensino. Deste modo, os jovens são incentivados a alimentarem melhor seus corpos e mentes, a instigar seus sentidos e atrair o equilíbrio psicológico.
Crianças e jovens podem aprender, no meio escolar, a importância de se respeitar a natureza e manter uma alimentação saudável.
+ As vantagens dos jardins comestíveis

Os jardins são locais onde o plantio geralmente serve para embelezar o entorno das edificações. Porém, eles podem ser ainda mais úteis. Pode-se aliar a função paisagística às necessidades diárias das famílias. As hortas são uma excelente ideia para jardins funcionais. Nelas, pode haver espécies destinadas tanto à estética quanto ao fornecimento de alimentos. A ideia é, justamente, unir estas duas vertentes, promovendo, dentro do lar, mais respeito e participação por aquilo que se consome.
Ao redor do mundo, já existem muitas ações sociais promovendo a jardinagem em espaços urbanos.

Nos centros urbanos existem muitas áreas com bons espaços para a criação de jardins comestíveis. Para aqueles que moram em apartamento o desafio parece maior, mas não é impossível. Muitas empresas vêm apostando em vasos e nichos especiais para sacadas, terraços e ‘jardins verticais’. Em locais pequenos podem-se plantar temperos, ervas, legumes e pequenas mudas de espécies frutíferas. Além de proporcionar uma bela decoração, incentiva a boa alimentação e deixa um aroma agradável nos ambientes.
Em um jardim hortícola pode-se plantar hortaliças, flores comestíveis, trepadeiras e frutas.
+ O Repolho no paisagismo ornamental

Da espécie Brassica Oleraceae, com altura em torno de 35 cm e folhas dispostas em roseta, o ‘repolho ornamental’ é uma planta oriunda da região do Mediterrâneo e da Ásia Menor. Embora seja semelhante ao repolho crespo comum, esta espécie possui folhas muito mais duras e por isso não é apropriada para a gastronomia. Mas este repolho é bem resistente, principalmente ao frio, desde que o solo seja drenado, irrigado, iluminado e enriquecido com matéria orgânica.
Os repolhos de jardim pode apresentar cores como o rosa, o azul, os verdes, o creme e o púrpura.
O repolho ornamental fica muito bonito plantado individualmente em vasos ou em canteiros, intercalado com flores coloridas.

Muitos jardineiros utilizam esta planta ornamental para formar maciços densos em canteiros, vasos ou jardineiras. A multiplicação do repolho de jardim é feita através de sementes. E por perder parte da sua beleza, com o passar do tempo, sua troca é necessária em intervalos bienais ou anuais. A textura diferenciada, as flores amareladas em forma de espiga e as diferentes colorações da planta, que vão desde o rosa ao azul, tornam esta folhagem muito interessante para a decoração. Não é a toa que podemos ver, atualmente, a sua utilização em diversos projetos de paisagismo.

Casa sustentável de papelão fica pronta em 24h e dura 100 anos

Imagine uma casa sustentável feita de papelão, que é construída em tempo recorde (apenas 1 dia), pode ser transportada para qualquer lugar e tem uma durabilidade incrível de 100 anos. Pois é, este projeto existe!

Vista do projeto: parece ótimo morar nessa casa, não é mesmo?

Casa sustentável de papelão: existe mesmo?

Sim, e o responsável por isso é o estúdio de design holandês Fiction Factory. Embora existam apenas 12 unidades fabricadas atualmente – todas na Europa – os responsáveis querem popularizar o conceito para o mundo inteiro.

Com durabilidade de 100 anos e garantia de 50, essa casa é três vezes mais sustentável que as populares de alvenaria, e tem um baixo custo, cerca de 25 mil euros (91 mil reais). Além de móvel, ela é montada em blocos passo a passo e fica pronta em cerca de 24 horas. O tamanho é variável e ela ainda pode ser desmontada sem problemas.

Mas como ela pode durar tanto tempo sendo de papelão? Segundo os desenvolvedores, o segredo para a casa sustentável resistir a ventos e chuvas é uma supercola que une as diversas camadas do material, coberto posteriormente com madeiras ou outra opção mais resistente à escolha do proprietário.

E para quem pensa que o imóvel é desconfortável, está muito enganado: é possível fazer tudo dentro da casa, tarefas normais do dia a dia como tomar banho e descansar. O vídeo a seguir mostra um pouco do seu processo de produção:


Dê uma olhada nestas fotos e conheça mais sobre essa proposta inspiradora:
O interior da casa é bem bonito e aconchegante
A casa sustentável de papelão é móvel e pode ser desmontada facilmente
Dá para trabalhar, dormir e viver normalmente na casa de papelão
Fonte: Wikkelhouse     Via: Blog da Arquitetura