A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Quando um terremoto de magnitude 6.3 atingiu Christchurch, na Nova Zelândia, em fevereiro, a catedral da cidade construída em 1864 veio abaixo. Enquanto muitos milhões de dólares e anos de trabalho não podem ser dispendidos, o arquiteto japonês Shigeru Ban vai construir um substituto temporário – com papelão.
A estrutura terá 24m de altura, quase a mesma altura da catedral original; a capacidade será de 700 pessoas; e será usada pela comunidade e por grupos musicais. O formato de A dos tubos que formarão a catedral tem uma explicação simples, garantir resistência, e também passam por um tratamento contra água e fogo.
Apesar do papelão, os tubos não ficam nada leves, pesando 500Kg cada, e serão construídos localmente, assim como a janela de vidro na frente. O alicerce será feito com contêineres.
Para que ninguém duvide da capacidade disso tudo dar certo, lembro que o arquiteto Shigeru Ban já é conhecido por usar papelão em seus projetos, por ser reciclável e muito resistente (depois de tratado). Em seu currículo está outra igreja de papelão em Kobe, no Japão, depois do terremoto de 1995. Esta foi desmontada e reciclada em 2005.
A estrutura de US$ 3,5 milhões deve ficar pronta antes do terremoto completar um ano, em 22/02/2012 – falta apenas à câmara municipal de Christchurch decidir o local da a construção. Assim como a japonesa, esta igreja pode ficar na cidade por dez anos ou até a igreja anglicana original ser reconstruída.
Fonte: The Telegraph via Architectizer, Gizmodo e Eco4planet
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