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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

30 de jul de 2011

Consumidor aceita pagar mais por produtos feitos com energia limpa

Em pesquisa realizada com 31 mil pessoas espalhadas por todo o mundo, mais da metade dos participantes respondeu que aceita pagar mais por produtos feitos a partir de energia limpa. A conclusão é de uma amostragem encomendada pela dinamarquesa Vestas e realizada durante o mês de maio deste ano.
Em outros questionamentos, 90% das pessoas disseram querer mais produtos que utilizam fontes renováveis, e 79% afirmaram que têm um olhar mais positivo para marcas que produzem usando energia eólica.
“O cidadão e o consumidor estão vindo junto como uma nova parte interessada e engajada no desenvolvimento e em poder influenciar a sociedade nos hábitos de consumo”, afirmou o vice-presidente de marketing da Vestas, Morton Albaek. A empresa atua globalmente na fabricação, instalação, operação e manutenção de turbinas eólicas. 
Fonte:Jornal da Energia                                                  Via: Eco4planet 

Roupa feita com leite é de longa vida

Ok, o trocadilho do título não foi tão criativo quanto a ideia da alemã Anke Domaske, de 28 anos, que criou roupas feitas com leite! Entenda o que faz esse tecido ser melhor que a seda.
As roupas são feitas com leite azedo, então ninguém vai ficar sem leite para priorizarem a criação do tecido. Mais do que isso, ele causa menos impacto ambiental do que a seda, já que não precisa de pesticidas e outros materiais químicos. Na composição do tecido existe apenas um item: Leite.
A equipe alemã conseguiu transformar o leite azedo em algo parecido com um fio. Para chegar nisso eles precisaram retirar toda parte líquida do leite, junto com as proteínas e aí sim moem tudo o que ficou para dar origem aos fios. Sobre a qualidade em comparação com a seda, a criadora tem a falar sobre:
" O leite é sempre preterido porque as pessoas apenas o enxergam como uma comida. Mas você pode fazer muito mais com ele — o leite é um material natural, puro e muito belo. O detalhes especial do leite é que ele tem um toque realmente sedoso. O tecido veste perfeitamente, e é mais barato do que seda."
Os primeiros vestidos serão comercializados pelo valor integral de US$290, mas podem sofrer baixas no preço conforme as compras aumentam.
Fonte: Eco4planet

Lixeira solar manda e-mail quando cheia

Uma nova tecnologia está sendo testada na Irlanda e na Escócia para minimizar o problema do lixo nas cidades.
Na verdade, não é exatamente uma nova tecnologia, somente uma velha ideia repaginada e “esverdeada” com energia limpa.
Várias cidades já instalaram as ‘Big Belly’, lixeiras computadorizadas, movidas a energia solar. Além de compactarem o lixo, o que as faz armazenar oito vezes mais material do que um compartimento normal de mesmo tamanho, elas ainda enviam um e-mail alertando quando precisam ser esvaziadas.
E tudo isso funciona com apenas oito horas de luz por mês. Segundo o Daily Mail, ela foi criada pela Kyron e custa £3.200 (é…carinha).
A ideia é bem bacana: a lixeira demora mais para ficar cheia, o caminhão de lixo roda menos e só sai para a coleta quando precisa, e há uma divisória para material reciclável.

Só precisa agora contar com a educação das pessoas – afinal, o lixo não vai parar lá dentro sozinho.
Fonte: InfoAbril                                                                   Via: Eco4planet 

27 de jul de 2011

Fazendo uma horta em casa (usando garrafas pet)

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Um post no facebook da amiga  Samantha Shiraishi (que escreve, entre outros, o blog todo bacana  A Vida como a Vida quer )me fez pesquisar sobre o uso de garrafas pet em hortas caseiras.  E achei coisas MUITO interessantes. Principalmente em como fazer. Vejam abaixo algumas de minhas descobertas na web:Olhem essa ideia de usar a horta como uma cortina. Legal, né. As garrafas são sustentadas por cordões de aço e ficam uma sobre as outras, assim a água que vai na garrafa de cima passa para a debaixo, até chegar na última que é vazia e recolhe o excesso de água.
Fonte
Fonte

E tem esse daqui feito com uma vara de bambu que segura as garrafas da horta. E se clicar AQUI vai ver todo o processo de como foi feito. 

Como fazer: Clique AQUI

Como fazer : Clique AQUI

Fonte
Aproveitando canos de PVC
E aqui um video ensinando exatamente como fazer. O que espera: mãos a obra !

Como fazer: clique aqui

Recicle, por amor.

Nós sempre pensamos em mil motivos para justificar o bom ato da reciclagem. Mas a ONG Friends of the Earth foi direto ao ponto e, lembrando de seu conterrâneo John Lennon, ela nos mostrou o que realmente importa: O amor.
O vídeo faz parte de uma campanha que pressiona o governo britânico a criar medidas de incentivo à reciclagem. A ONG diz que “se você gosta de um final feliz, diga ao governo que você quer menos lixo e mais reciclagem”.
Lógico, sabemos que as garrafas de leite não vão se apaixonar. Mas o conceito por trás do vídeo é muito bom e vale para chamar a atenção dos mais desavisados.
Fonte: Eco4planet

Governança Corporativa e Sustentabilidade. Ou, como a transparência é verde


A competitividade dos negócios e da busca por investidores vem provocando ao longo dos últimos anos uma mudança significativa na forma de agir e pensar coletivamente dentro das organizações.
O modelo tradicional visando fortemente o lucro às custas do que quer que fosse deixa de ser aceito pelos diversos stakeholders:
  • Funcionários não se sentem confortáveis ao trabalharem em empresas cujas ações possam piorar a vida de outras pessoas ou prejudicar o meio ambiente;
  • Clientes se tornam avessos a produtos cujas fábricas provoquem danos ambientais ou se utilizem de mão de obra inadequada;
  • Fornecedores não querem suas marcas vinculadas a tais tipos de empresas;
  • Governos, preocupados com o futuro da população e da Natureza, exigem práticas adequadas, reparações e investimentos em ações sócio-ambientais;
  • Por essas e outras razões, acionistas passam a pressionar a administração das empresas, afinal, com funcionários desmotivados, clientes avessos, menos fornecedores e pressão governamental, não existe negócio que sobreviva.
Para que tais questões fossem solucionadas, tanto as práticas de Responsabilidade Sócio-Ambiental (RSA) quanto a Governança Corporativa se tornaram aliados da administração e, apesar de diferentes em forma, estão bastante correlacionados.

Transparência força boas ações

Enron e Worldcom quebraram em 2001 levantando a questão das fraudes contábeis e fiscais. Foi um dos aceleradores da Governança Corporativa. Foto: James Nielsen/Getty Images
Governança Corporativa vem justamente como forma de melhorar as relações entre os diversos atores que envolvem a organização e isso se dá, em grande parte, através da transparência e da prestação de contas.
Diversos relatórios, geralmente com formatos pré-estabelecidos, são gerados para que toda a sociedade tenha conhecimento das ações da empresa e seus planos para o futuro, e, se há transparência, é bom que o que será mostrado agrade aos que lerão, por isso, práticas antes limitadas aos bastidores, precisam ser alteradas para que sejam bem aceitas.
Outro aspecto importante da Governança Corporativa é a participação, seja de acionistas minoritários, seja de representantes de classe, do próprio governo, enfim, da sociedade.
Este fator também reforça a orientação às práticas de responsabilidade social e empresarial uma vez que são atores mais preocupados com o reflexo total da empresa na sociedade e menos à busca pelo retorno financeiro.

Foco no Individual vs Foco no Coletivo

É interessante notar como as pessoas, individualmente, vivenciaram nas últimas décadas umamudança drástica na estrutura familiar, base inegável de formação da consciência ética, dos valores, da moral e da cultura.
Cada vez em unidades menores e mais fechadas, e atualmente em núcleos muitas vezes restritos a pais com filhos, apenas casais ou mesmo pessoas solteiras, o que antes servia para a formação de um pensamento coletivo foi se transformando em foco no individual e nas conquistas pessoais.
Tal elemento se torna relevante a partir do momento em que essas pessoas tomam decisões em empresas e passam a pensar apenas no retorno imediato e individual e não nos reflexos a todos aqueles que o rodeiam e ao meio ambiente. É aí que a Governança Corporativa se mostra positiva, pois com mais pessoas e grupos participando, torna-se mais plausível o foco na coletividade, o pensamento para além das fronteiras da organização.

Bom para nós, bom para os negócios

Notando, portanto, o ganho gerado por ações positivas que compreendam desde o uso do papel reciclado à logística reversa dos produtos, passando pela exploração correta dos recursos naturais e respeito pela sociedade, é imperativo às empresas que trabalhem com Responsabilidade Sócio-Ambiental.
Além disso é extremamente justo que divulguem suas ações ao público, o que em nada diminui seus feitos, pois quanto mais as pessoas se utilizarem disso como fator decisivo para a compra, mais as empresas se verão obrigadas a adequar-se aos melhores padrões.
O que se pode notar é uma inicial preocupação financeira como motor da Governança Corporativa, tentando dar voz aos acionistas minoritários, inibir fraudes, evitar conflitos com órgãos governamentais e reguladores ou desrespeito às leis, mas que acaba por refletir em umaadministração voltada para o coletivo, para a igualdade entre as pessoas, para o compromisso com o futuro, notadamente característicos da RSA.
Fonte: Eco4planet                                                                    [Imagem inicial por Sprout-Foundation.org]

25 de jul de 2011

Castelão se destaca pela sustentabilidade

Medidas começam com a utilização de material de demolição
Maquete do novo Castelão
Os estádios que estão sendo reformados ou construídos para abrigar os jogos da Copa 2014 têm em comum o desenvolvimento de estratégias sustentáveis. O Estádio Plácido Aderaldo Castelo, o Castelão, em Fortaleza, Ceará, tem se destacado não só pelo cumprimento do cronograma, mas também pelas medidas que visam um menor impacto ambiental da obra.
O consórcio responsável pela execução do projeto, formado pelas empresas Galvão e Andrade Mendonça, recorreu a uma consultoria contratada especialmente para orientar todo o processo, em ações que começam no canteiro de obras, através da melhor administração dos resíduos sólidos produzidos. Exemplo é a usina de reciclagem, montada dentro do canteiro de obra para reaproveitar o concreto obtido das demolições para ser usado na pavimentação do novo estacionamento. Tal medida deverá impedir o depósito em aterros sanitários de cerca de 75% dos resíduos gerados na construção do estádio.
Também a parte metálica da antiga cobertura, bem como a estrutura de aço do que foi demolido, está sendo destinada à reciclagem. Além disso, os materiais que podem ser reaproveitados estão sendo doados e destinados para seu uso original. Ao todo, mais de treze cidades foram beneficiadas com doações de quase 60 mil cadeiras, placares eletrônicos, gramado e cobertura dos bancos de reservas, entre outros.
De olho no futuro
As equipes de projetos, arquitetônico, hidráulico, elétrico, luminotécnico e de automação, têm trabalhado para construir a sustentabilidade do estádio. Tais inovações farão do Castelão um exemplo de estádio verde, candidato a certificação Leed. No plano nacional, o consórcio responsável pela obra já obteve o certificado ISO 14001.
Utilidades
Com relação às instalações hidráulicas, o Castelão contará com sistema de reaproveitamento da água da chuva para a irrigação do campo e para uso nos sanitários. Além disso, serão utilizados metais e louças com menor consumo de água, como descargas dual flush e torneiras com temporizadores.
Os projetos de elétrica, iluminação e automação também estão sendo pensados para reduzir o consumo de energia nas instalações, com sistema de ar condicionado mais eficiente e sensores de presença para a iluminação, além de outras medidas para evitar o desperdício.
Serão usados na obra portas com selo 100% FSC, de alcance internacional e adotado pelo Conselho Brasileiro de Manejo Florestal, que garante que a madeira extraída vem de florestas de manejo. Tintas, colas e selantes, entre outros materiais usados no dia-a-dia da obra, também estão sendo escolhidos para reduzir os compostos orgânicos voláteis, com vistas a garantir a qualidade do ar e a saúde dos trabalhadores da obra.
O projeto de arquitetura prevê uma cobertura translúcida para evitar o efeito "ilha de calor". Outra novidade diz respeito às reservas de vagas solidárias. O Castelão contará com espaços reservados para carona solidária; carro com combustível renovável e bicicletário para funcionários.
Fonte: e/a                                         Leia Mais

Perspectiva e refúgio num projeto de Andersson Wise Architects

O complexo mistura-se ao entorno, oferecendo perspectiva e segurança
(crédito: Andersson Wise Architects)

As pessoas sempre buscam um refúgio que lhes forneça uma bela vista do horizonte. O geógrafo britânico Jay Appleton já apontava isto em seu livro, The Experience of Landscape, de 1975. As teorias de Appleton inspiraram os arquitetos Arthur Andersson e Chris Wise, de Austin, Texas, na sua concepção de um complexo de quatro edifícios na região noroeste de Montana.
Seus clientes, Connie e Martin Stone, para quem a Andersson • Wise Architects já havia projetado uma casa em Tucson, Arizona, queria tanto perspectiva quanto refúgio em sua casa de campo em Flathead Lake, Montana. Segundo Connie, o casal sentiu que o projeto criaria "um lugar totalmente exclusivo, em que se sentiriam protegidos e junto à natureza."
Descendo um caminho estreito de cascalho através da densa floresta, primeiramente se avista a portaria do empreendimento, de 570 metros quadrados, em seguida, vem área de lazer com seus 1.600 metros quadrados, a casa de hóspedes com 630 metros quadrados, e, mais próximo ao lago, a casa principal com 980 metros. Aqui, os proprietários têm seus quartos, banheiros, sala de estar e dois escritórios.
Revestimento em achas de lenha nas paredes externas
(crédito: Andersson Wise Architects)

Cada um dos edifícios possui sua própria personalidade, mas todos mantém sua intimidade, seus espaços aconchegantes e amplas varandas. Paredes móveis oferecem conexões sem costura entre o interior e o exterior, além de vistas espetaculares do lago.
Enquanto a portaria, a casa de hóspedes e a área de lazer apresentam-se revestidas em cedro esfumaçado e telhados em aço Corten, a casa principal se destaca como a pièce de résistance. Concebida como um objeto escultural na paisagem, oferece um espaço separado para que os proprietários possam refugiar-se da família e convidados.
No lado superior da casa, os arquitetos construíram paredes com achas reutilizadas das espécies coníferas Douglas fir, larício, e outras, produtos do desmatamento no local. Cortados no tamanho padrão de lenha, os troncos são empilhados a seco de cada lado de uma camada de isolamento impermeável, e presos com fixadores cegos.



Cozinha - créditos: Andersson Arquitetos Sábio
Além disso, paredes de granito extraído localmente e um telhado verde, fazem com que a casa ganhe um aspecto de simplicidade refinada.
A casa principal, bem como os outros três edifícios no local, foi estrategicamente posicionada para evitar o bloqueio dos cursos de uma série de rios subterrâneos que correm para o lago.
Espaços aconchegantes e ampos
créditos: Andersson Arquitetos Sábio

Esses fluxos ajudam a irrigar outros espaços que foram artificialmente esculpidos no deserto, como um gramado que desce para a água. "Se eu pudesse escolher uma palavra para descrever os espaços, tanto dentro como fora", diz Connie Stone, "eu usaria o termo puro ". Tudo é resolvido, tudo está correto.

Vasquez Rocks Nature and Interpretive Center

Complexo abordará o tema da gestão ambiental
Edifício se integra à paisagem desértica do entorno
(crédito: Brooks + Scarpa Architects)

Desenhado pelo escritório Brooks + Scarpa architects, de Los Angeles, o Vasquez Rocks Nature and Interpretive Center é um gateway vital para o Los Angeles County Parks, um ativo único do condado. A área natural de alto deserto é uma das mais importantes na região; suas formações rochosas esculturais têm inspirado gerações de visitantes e serviu de cenário para dezenas de filmes de Hollywood e programas de televisão. A sua localização ao longo da Pacific Crest Trail, uma caminhada de 4.250 quilômetros do México ao Canadá, é um ponto de referência inesquecível.
O Nature and Interpretive Center deverá abordar o tema da gestão ambiental, a conservação, o drama visual do seu entorno e as imagens cinematográficas que estes arredores têm inspirado. Através de exposições cuidadosamente integradas, uma narrativa se desenrola, em sincronia com as placas dobradas de forma escultural. O visitante imediatamente agarra o significado da paisagem circundante quando confrontado com uma forma que tão claramente ecoa a paisagem.
Seu interesse e compreensão se aprofundam ao constatar a importância dos processos geológicos e climáticos que deram origem às Rocks, que serão comunicados através de uma série de painéis, exposições mecânicas interativas e programas de audiovisual, enfatizados pela íngreme inclinação da estrutura envolvente.

O teto em balanço oferece sombreamento sem impedir a entrada da luz natural
(crédito: Brooks + Scarpa Architects)
A forma se destina a comunicar drama e intriga, mas também é uma decisão pragmática dadas as condições do local, que otimiza o desempenho da construção e minimiza a necessidade de consumo de energia. A orientação do edifício protege os ocupantes do sol escaldante do verão e admite o baixo sol do inverno, orientando-se, também, para captar a brisa dominante para o resfriamento do edifício.
Os telhados angulados não só têm o objetivo de gerar interesse visual, mas também canalizar a água em um tanque de armazenamento. As saliências ao longo das bordas nordeste e sudoeste favorecem a vista da envolvente paisagem, ao mesmo tempo que protegem o interior dos raios solares. A expressividade da forma do edifício e as alusões de sua materialidade se destinam a reforçar, ao invés de disfarçar, as estratégias sustentáveis do projeto.
Em essência, o novo Vasquez Rocks Nature and Interpretive Center comunica a sensação de que é mais um elemento levemente assentado no solo, mas deixando um impacto significativo sobre o cognitivo do visitante. É ao mesmo tempo visualmente interessante e sutilmente integrado, como se estivesse ali desde que as rochas existem.
A sustentabilidade passiva ocorre através do cuidado com a massa do edifício, colocação de elementos de sombreamento, aproveitamento da luz natural e o uso de isolamento nas paredes e telhados. Grandes projeções dos telhados fornecem zonas de transição de boas-vindas e evitam os ganhos diretos de calor solar. Grandes áreas de vidro fornecem uma conexão com o ar livre e a luz do dia, suficientes para minimizar a necessidade de energia elétrica. Sensores de ocupação controlarão automaticamente o acionamento da iluminação quando o espaço não estiver sendo usado ou quando a luz do dia é suficiente.
A orientação do edifício segue um eixo leste-oeste para maior controle solar. A qualidade do ambiente interior é aumentada ao proporcionar aos ocupantes total controle térmico e de ventilação natural sobre os ambientes, utilizados sempre que possível. Clarabóias operáveis, além de janelas e persianas, induzem o fluxo de ar através do espaço. O condicionamento do espaço se dará através do fornecimento de água por uma bomba de calor operada somente quando as condições exigirem que o sistema seja ativado. Todo o edifício será ligado a um conjunto de placas fotovoltaicas que irão gerar uma parte da carga de energia. A forma do edifício está diretamente relacionada com a direção predominante do vento no local, maximizando a ventilação cruzada natural.
Os idealizadores dizem acreditar que a sustentabilidade ambiental, as preocupações econômicas e o design de qualidade não se excluem mutuamente. A relação simbiótica entre elas, dizem, resulta em novas descobertas e qualidades espaciais que nutrem as pessoas. O Interpetive Center é projetado para ocupar suavemente o solo e satisfazer as necessidades do presente sem comprometer as das gerações futuras.
A insolação no local é monitorada através do mapa mundi e de gráfico mensal. A energia solar total em horas, recebida a cada dia, durante o pior mês de menor insolação do ano, é de aproximadamente 5 horas por dia. Para o local específico de Vasquez Rocks, o sol irá fornecer cerca de 20 kWh / hab /por metro quadrado/dia de energia. O gráfico mostra o comportamento de energia por mês em kWhr por metro quadrado. Uma matriz solar fotovoltaica acima do tanque de água será projetada para fornecer cerca de 3 kW de geração elétrica, ou 13% da carga total do edifício.
A direção do vento no local é do nordeste / leste, em 50% do tempo, e do sudoeste / oeste, em 27% do tempo. Os ventos são tempestuosos e sua velocidade varia muito. A velocidade média para 2009 foi de cerca de 6 quilômetros por hora, com a alta em 55 km/h e a baixa em 1,5 km/h. A forma da construção aproveita a direção predominante do vento, colocando as janelas operáveis nos locais mais favoráveis para induzir a ventilação cruzada natural.
Conservação da água é muito importante para este local, assim como para a maior parte do Sul da Califórnia. Estratégias para minimizar o uso da água incluem instalações de fluxo ultrabaixo ou nenhum fluxo, sistemas de contenção de águas pluviais e cuidadosa classificação e filtragem do escoamento. O paisagismo não exigirá irrigação permanente.
A chuva na área é sazonal e ocorre normalmente nos meses de inverno. A precipitação média anual varia de 13 a 18 cm e em 2009 o total anual foi de 25 cm. Em vez de se abastecer de água potável para todas as atividades, o edifício recolherá cerca de 10.000 litros da água da chuva do telhado em um tanque, para uso geral. O restante da água da chuva será capturado e encaminhado para uma subgrade de retenção do sistema (Drywell).
As temperaturas na região são muito variáveis, de uma alta de mais de 38 graus celsius à mínimas abaixo de -15. As temperaturas médias estão na faixa dos 16 graus. O envelope do edifício será destinado a sanar essas variações de temperatura e proporcionar um ambiente interno confortável. Telhados e paredes serão projetados para valores térmicos superiores, e um eficiente sistema de fornecimento de água através de bomba de calor irá fornecer aquecimento e arrefecimento quando a ventilação natural não for suficiente.

Painéis solares no telhado contribuem para o resfriamento do edifício

Estudo foi realizado por equipe da UC San Diego Jacobs School of Engineering
Os painéis solares inclinados (frente) e em prateleiras, 
criam um forte efeito de resfriamento do telhado

Os painéis solares além de gerar energia, têm a propriedade de arrefecer os edifícios. Esta é a conclusão da pesquisa levada a cabo por uma equipe liderada por Jan Kleissl, professor de engenharia ambiental na UC San Diego Jacobs School of Engineering.

No estudo, a ser publicado na próxima edição da revista Solar Energy, Kleissl e sua equipe divulgam o que eles acreditam ser os primeiros resultados de medições dos benefícios fornecidos pelo resfriamento de painéis solares fotovoltaicos. Usando imagens térmicas, os pesquisadores determinaram que, durante o dia, o teto de um prédio foi de cerca de 5 graus centígrados mais frio, sob os painéis solares, que sob um telhado exposto. À noite, os painéis ajudam a manter o calor interno, reduzindo os custos de aquecimento no inverno.

A Imagem do Google Earth do Laboratório de Sistemas Estruturais de Energia com uma matriz de painel solar inclinado no lado norte e uma matriz de painel solar alinhado com o centro do telhado. Direita: A imagem térmica infravermelho do teto do Laboratório, tomada às 17:10 do dia 19 abril de 2009. A barra de cores mostra as temperaturas em graus Kelvin. A imagem da matriz do painel solar inclinado aparece como uma área fresca no centro da imagem.

Os dados para o estudo foram coletados ao longo de três dias, em abril, no telhado do Laboratório de Sistemas Estruturais de Energia da Jacobs School of Engineering, com uma câmera térmica de infravermelho. O edifício está equipado com painéis solares inclinados em relação ao telhado e painéis solares alinhados a este. Algumas partes do telhado não são cobertas por painéis.
Como os painéis solares brotam, crescentemente, em telhados residenciais e comerciais, torna-se mais importante considerar seu impacto sobre os custos dos edifícios com energia, argumenta Kleissl. Sua equipe apurou que o montante poupado no resfriamento do edifício equivale a um desconto de 5 por cento sobre o custo dos painéis solares , ao longo da sua vida útil. Ou, dito de outra forma, a economia com os custos de resfriamento permite entregar 5 por cento a mais de energia solar à rede.
Os painéis agem como sombreamento do telhado, disse Anthony Dominguez, estudante de graduação líder no projeto. Ao invés do sol batendo no telhado, o que provoca calor a ser absorvido pelo edifício, os painéis fotovoltaicos rebatem o calor solar. Por outro lado, grande parte do calor é removido pelo vento que passa entre os painéis e o teto. Os benefícios são maiores se houver um espaço aberto, onde o ar possa circular entre o edifício e o painel solar, por isso os painéis inclinados para fornecer mais arrefecimento. Além disso, quanto mais eficientes os painéis solares, maior o efeito de resfriamento, afirma Kleissl. Para a construção estudada, os painéis reduziram a quantidade de calor absorvida pelo teto em cerca de 38 por cento. Embora as medições tenham ocorrido durante um período limitado de tempo, Kleissl está confiante que sua equipe desenvolveu um modelo que lhes permite extrapolar suas conclusões para prever os efeitos de arrefecimento ao longo do ano.
Por exemplo, no inverno os painéis manteriam o aquecimento solar do edifício. Mas à noite, eles também mantêm o calor acumulado no interior. Para uma região como a de San Diego, os dois efeitos se anulam mutuamente, de acordo com Kleissl.
A idéia para o estudo surgiu quando Kleissl, Dominguez e um grupo de estudantes de graduação estavam se preparando para uma conferência. Os estudantes decidiram fotografar o telhado com uma câmera de infravermelho térmica. Os dados confirmaram a suspeita da equipe que os painéis solares auxiliavam o resfriamento do telhado do prédio.
"Existem formas mais eficientes para edifícios resfriados passivamente, tais como membranas reflexivas", diz Kleissl. "Mas, se você está considerando a instalação solar fotovoltaica, dependendo das propriedades térmicas do telhado, você pode esperar uma grande redução na quantidade de energia usada para arrefecer edifícios residenciais ou comerciais."
Com financiamento adicional, a equipe afirma que poderá desenvolver uma forma de cálculo que possa ser usada para prever o efeito de resfriamento sobre cada telhado em áreas climáticas específicas. Para aumentar ainda mais a precisão dos seus modelos, os pesquisadores também poderiam comparar dois edifícios idênticos no mesmo bairro, um com painéis solares e o outro sem.O estudo foi financiado por um programa de pesquisas para estudantes de graduação da NASA.