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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

27 de jun de 2011

Bambu é o principal material utilizado em projeto baseado no movimento da lua

Benjamin Garcia Saxe / Divulgação

            A casa em Playa Avellanas, na Costa Rica, obra do arquiteto costa-riquenho Benjamin Garcia Saxe, foi planejada a partir de um conceito modular, o que proporciona mudanças e ampliações de maneira rápida e simples .

                                               Arquitetura

- Benjamin Garcia Saxe
LocalizaçãoPlaya Avellanas, Costa Rica
Autor (arquitetura)Benjamin Garcia Saxe
Área Construída100 m²
Conclusão da Obrajaneiro de 2011
ProjetoBenjamin Garcia Saxe
ConstruçãoGabriel Garcia Saxe e Construtora Brenes

Projetada para uma cliente muito especial – a própria mãe do arquiteto – a Casa Para Uma Admiradora da Lua (nome traduzido do espanhol) está localizada em Playa Avellanas, na província de Guanacaste, Costa Rica. A construção principia um novo capítulo na história de vida dessa pequena família. O arquiteto Benjamin Garcia Saxe, responsável pelo projeto e também pela construção, conta que, apesar das dificuldades vividas por ambos "nunca deixou de sonhar com um lugar digno onde minha mãe pudesse encontrar a verdadeira felicidade".
Na casa desenhada pelo costa-riquenho Benjamin Garcia Saxe, as portas do tipo camarão permitem escolher o nível de privacidade e iluminação dos ambientes. A circulação de ar é constante, visto que não existem paredes opacas, e o teto tem uma abertura que contribui para a expulsão do ar quente pelo sistema chaminé.
Desgostosa com a vida na cidade, Dona Helen Saxe Fernandez se retirou para o bosque e, por seus próprios meios, construiu uma moradia muito simples, com galhos de árvores, tela e elementos de demolição. O projeto da antiga casa permitia que, desde a cama, ela visse a lua todas as noites. E essa era a maneira que encontrava para estar mais próxima do filho. Mas o medo de que a chuva e o vento derrubassem a moradia, ou que alguém invadisse a sua frágil privacidade, contudo, nunca permitiram a verdadeira tranquilidade.Na casa desenhada pelo costa-riquenho Benjamin Garcia Saxe, as portas do tipo camarão permitem escolher o nível de privacidade e iluminação dos ambientes. A circulação de ar é constante, visto que não existem paredes opacas, e o teto tem uma abertura que contribui para a expulsão do ar quente pelo sistema chaminé.
Ambos módulos são compostos por uma estrutura de bambu em forma de cone que se abre ao céu debaixo de um chapéu de abas largas e protetoras: o teto. Todas as paredes e o forro são feitos como uma espécie de jaula, entretecida com bambu. O efeito é um bosque interno matizado entre luzes e sombras, com diversos graus de privacidade dependendo da hora do dia e da época do ano.Ao desenhar a nova casa, Garcia se inspirou na rotina da moradora para construir um lar de acordo com a sua realidade. O projeto traz o bosque para dentro da casa por meio de um pátio semi-aberto, só que dessa vez promovendo segurança e controle da relação com o exterior. Ao redor desse elemento ajardinado se desenvolvem duas áreas: uma privativa, que contém o dormitório, e outra social, com sala e cozinha.

Orientada à natureza

Dada a orientação da casa, o sol a percorre deixando o quarto submerso nas sombras do bambu durante o período da manhã, movendo-as para o jardim central ao meio-dia e fazendo com que terminem o entardecer na sala e cozinha. Durante as noites, se pode visualizar a lua através de uma abertura no topo do cone que cobre o dormitório. Esse foi um dos poucos -senão a único- desejo de Dona Helen. "O fato de a lua acompanhá-la encurta a distância física entre nós", diz Garcia.
O clima da região de Guanacaste é extremamente quente e seco no verão e com densidade pluviométrica bastante alta durante a estação chuvosa. Para adequar-se a esses extremos, a casa foi construída sobre pilotis, afastando o piso tanto da umidade quanto do calor da radiação solar no solo.
As paredes de cilindros de bambu forradas de juta formam, junto com o forro, uma pele interna. O teto de folhas de zinco configura outra, mais externa. Entre essas duas camadas o ar circula livremente, proporcionando frescor constante aos ambientes. A madeira usada para os pisos dos terraços e colunas foi cortada no terreno da propriedade. O esquema modular e a abundância de materiais facilitariam, no futuro, a expansão da residência.
Todo o bambu necessário à construção foi cortado de uma plantação familiar a poucos quilômetros da obra, durante a lua cheia. Depois de mergulhadas em óleo diesel, as peças foram secadas à sombra. Mais tarde, o material das paredes foi dividido em pedaços de 15 cm e protegido com verniz naval. O conjunto de todas essas centenas de pedacinhos forma painéis translúcidos que dão o caráter principal da casa. (Tania Bertolo, colaboração para o UOL)
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