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Como criar espaços confortáveis e sustentáveis sem desperdiçar recursos

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Pesquisadores desenvolvem plástico que se decompõe na composteira

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O novo plástico poderá ser jogado na composteira e se desintegrará em alguns meses/Foto: Inhabitat

Pesquisadores do Imperial College de Londres descobriram uma forma de utilizar os açúcares encontrados em árvores de crescimento rápido e gramíneas para criar um polímero que pode ser usado para fazer plástico. Depois do uso, esse material pode ser jogado na composteira comum e se desintegrará em alguns meses.
Este tipo de plástico biorenovável é diferente dos biopolímeros, já utilizados no lugar do plástico derivado do petróleo. Enquanto o antigo é feito a partir de processos como a fermentação bacteriana ou da introdução de genes bacterianos em plantas, o novo produto é feito a partir da extração de um polímero da glicose encontrada em diversos tipos de plantas, como grama e bambu.
Como essas espécies não utilizam áreas de produção de alimento, seu uso pode ajudar a reduzir a polêmica em torno da utilização de plantas como milho e cana de açúcar – matéria-prima dos biopolímeros.
“Nosso objetivo era encontrar uma maneira de utilizar uma cultura não-alimentar para formar o polímero, pois há questões éticas em torno de usar fontes de alimento para esse fim”, afirmou o responsável pela equipe de pesquisa, Dr. Charlotte Williams.
Os cientistas têm trabalhado no projeto há mais de três anos e só agora começaram a ter bons resultados. Os progressos estão especialmente destacados na redução do consumo de água e energia utilizadas durante o processo de fabricação do plástico. Os pesquisadores acreditam que a economia por chegar 80% em relação ao processo atual.

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Outra vantagem da descoberta é a sua capacidade ser compostada em condições normais enquanto os biopolímeros precisam passar por processos especiais de biodegradação. “Os açucares desses novos polímeros, ricos em oxigênio, permitem que ele absorva a água e se degrade em produtos inofensíveis – o que significa que ele pode ser jogado na composteira caseira e utilizado como adubo no jardim”, afirmam os pesquisadores.

Por ser feito a partir de materiais baratos ou residuais, esse material também se destaca economicamente em comparação ao plástico petroquímico.
Novas aplicações
“O polímero tem uma vasta gama de propriedades, que estabelece o campo aberto para um maior número de aplicações que não sejam embalagens plásticas biorenováveis. Suas propriedades degradáveis o tornam ideal para aplicações médicas especializadas, como a regeneração dos tecidos, malhas e entrega de remédios. O polímero mostrou ser atóxico para as células e se decompõe no corpo criando subprodutos inofensivos”, informam.
Agora a equipe do Imperial College está focada no desenvolvimento das características materiais específicas necessárias para a fabricação de embalagem e de produtos da área médica.
“O desenvolvimento do material é muito promissor e eu estou otimista de que a tecnologia pode estar em uso dentro de dois a cinco anos”, diz Williams, que já está trabalhando com um número de parceiros comerciais e se diz disposto a envolver outras pessoas interessadas no material.

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