A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O novo plástico poderá ser jogado na composteira e se desintegrará em alguns meses/Foto: Inhabitat
Pesquisadores do Imperial College de Londres descobriram uma forma de utilizar os açúcares encontrados em árvores de crescimento rápido e gramíneas para criar um polímero que pode ser usado para fazer plástico. Depois do uso, esse material pode ser jogado na composteira comum e se desintegrará em alguns meses.
Este tipo de plástico biorenovável é diferente dos biopolímeros, já utilizados no lugar do plástico derivado do petróleo. Enquanto o antigo é feito a partir de processos como a fermentação bacteriana ou da introdução de genes bacterianos em plantas, o novo produto é feito a partir da extração de um polímero da glicose encontrada em diversos tipos de plantas, como grama e bambu.
Como essas espécies não utilizam áreas de produção de alimento, seu uso pode ajudar a reduzir a polêmica em torno da utilização de plantas como milho e cana de açúcar – matéria-prima dos biopolímeros.
“Nosso objetivo era encontrar uma maneira de utilizar uma cultura não-alimentar para formar o polímero, pois há questões éticas em torno de usar fontes de alimento para esse fim”, afirmou o responsável pela equipe de pesquisa, Dr. Charlotte Williams.
Os cientistas têm trabalhado no projeto há mais de três anos e só agora começaram a ter bons resultados. Os progressos estão especialmente destacados na redução do consumo de água e energia utilizadas durante o processo de fabricação do plástico. Os pesquisadores acreditam que a economia por chegar 80% em relação ao processo atual.
Outra vantagem da descoberta é a sua capacidade ser compostada em condições normais enquanto os biopolímeros precisam passar por processos especiais de biodegradação. “Os açucares desses novos polímeros, ricos em oxigênio, permitem que ele absorva a água e se degrade em produtos inofensíveis – o que significa que ele pode ser jogado na composteira caseira e utilizado como adubo no jardim”, afirmam os pesquisadores.
Por ser feito a partir de materiais baratos ou residuais, esse material também se destaca economicamente em comparação ao plástico petroquímico.
Novas aplicações
“O polímero tem uma vasta gama de propriedades, que estabelece o campo aberto para um maior número de aplicações que não sejam embalagens plásticas biorenováveis. Suas propriedades degradáveis o tornam ideal para aplicações médicas especializadas, como a regeneração dos tecidos, malhas e entrega de remédios. O polímero mostrou ser atóxico para as células e se decompõe no corpo criando subprodutos inofensivos”, informam.
Agora a equipe do Imperial College está focada no desenvolvimento das características materiais específicas necessárias para a fabricação de embalagem e de produtos da área médica.
“O desenvolvimento do material é muito promissor e eu estou otimista de que a tecnologia pode estar em uso dentro de dois a cinco anos”, diz Williams, que já está trabalhando com um número de parceiros comerciais e se diz disposto a envolver outras pessoas interessadas no material.
Fonte: Portalibahia
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