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O primeiro prédio público verde do centro-oeste

Projeto prioriza a máxima eficiência energética do prédio e busca a certificação LEED Ouro.

Redação AECweb


A região centro-oeste do país inaugura seu primeiro prédio público projetado e construído sob a orientação dos critérios da certificação LEED. A obra tem projeto assinado pelo escritório Zanettini Arquitetura, em co-autoria com a arquiteta Sandra Henriques, do TJDFT – poder judiciário do Distrito Federal – e consultoria de sustentabilidade da Sustentax. A execução dos 6,3 mil m² do edifício é da Caenge Engenharia. O projeto priorizou a eficiência energética do prédio, obtida através do máximo aproveitamento da iluminação natural, da ventilação cruzada em todos os ambientes e de recursos como brises na fachada e jardins em todos os pavimentos.


“Cumprimos o desafio de minimizar o impacto ambiental da construção ao projetar ambientes internos e externos que garantem o conforto ambiental do usuário”, afirma o arquiteto Siegbert Zanettini. Segundo ele, o objetivo foi alcançado ao assegurar a eficiência energética do edifício; ao possibilitar a utilização de energia limpa; a economia de água com uso de metais e sanitários adequados; além da reutilização de águas cinzas e pluviais para fins não potáveis como descarga, lavagem de pisos e irrigação de jardins. Com todas essas providências, a obra que já nasceu licitada para a conquista da certificação, busca o LEED Ouro.


SOLUÇÕES

Do terreno, foi retirado o mínimo de vegetação nativa. A implantação do edifício, feita longitudinalmente no eixo noroeste-sudeste, teve um ganho importante: sua circulação horizontal principal cruza diagonalmente os limites do lote, permitindo o máximo aproveitamento da ventilação cruzada e iluminação natural nos ambientes internos. As superfícies envidraçadas norte e sul são protegidas pelos terraços em balanço ou por telas em aço inoxidável, tensionadas e afastadas 80 cm da fachada. O recurso garantiu o sombreamento desejável e o conforto de seus usuários, além da conseqüente economia de energia, pelo abrandamento da carga térmica interior. As superfícies leste e oeste são cegas, evitando a incidência da radiação solar direta e ganhos térmicos indesejáveis oriundos destas orientações.

Complementam as providências em favor da eficiência energética a criação de terraços verdes em todos os pavimentos e, ainda, na cobertura, na laje da garagem e no térreo ajardinado. Efeito colateral e desejado foi a humanização do ambiente de trabalho e a integração do edifico com a natureza do entorno.

A estrutura em aço que se desenvolve em uma malha de 1,25 m x 1,25 m, lajes steel deck, fechamentos e divisórias em drywall, proporcionam espaços e sistemas flexíveis. Esse conjunto proporcionou maior agilidade no processo construtivo e um canteiro de obras mais limpo e, no futuro, vai facilitar eventuais alterações e prolongar a vida útil do edifício com qualidade. O reuso de águas cinzas e pluviais para fins não potáveis como em descarga, lavagem de piso e irrigação; a adoção de metais eficientes; e a instalação de uma estação compacta de tratamento de efluentes completam as boas práticas da edificação. O engenheiro ambiental, Marco Aurélio B. G., da Caenge Ambiental, destaca que “toda a madeira utilizada nas paredes divisórias é comprovadamente proveniente de reflorestamento. As tintas, mantas e colas foram testadas em laboratórios independentes, de forma a garantir que obedecem as normas técnicas mais restritivas de liberação de COV´s (Compostos Orgânicos Voláteis)”.


Segundo ele, a construção buscou atender aos critérios para a certificação LEED durante as diversas etapas da construção. Para isso, os engenheiros da construtora se preocuparam em racionalizar os sistemas construtivos, o que possibilitou a redução de desperdícios e impactos na vizinhança. “Ao todo, foram aplicados 20% de materiais reciclados na obra e 40% de materiais regionais, produzidos em um raio de 800 km de distância do local. Também utilizamos a gestão sustentável de resíduos, garantindo que 75% dos resíduos gerados fossem reaproveitados ou reciclados”, revela Marco Aurélio, finalizando: “Nosso desafio não foi só viabilizar a máxima redução dos impactos ambientais na fase de construção, mas também possibilitar que ganhos efetivos fossem alcançados durante o uso futuro do edifício, seja por meio da maior eficiência energética do edifício e seus sistemas, seja pelo conforto ambiental em ambientes internos, o que permitirá que os usuários tenham um melhor desempenho em suas atividades cotidianas".

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