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Como criar espaços confortáveis e sustentáveis sem desperdiçar recursos

A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...

SUSTENTABILIDADE GERA ECONOMIA

O Condomínio Passaredo em Jacarepaguá, através de seus condôminos, implantou horta, orquidário, viveiro de mudas, compostagem, minhocário, venda de adubo e húmus, coleta seletiva e de óleo de cozinha, aulas de alfabetização e educação ambiental, no condomínio.
A longa lista de iniciativas se tornou realidade pelas mãos dos dez moradores que integram o seu Centro de Meio Ambiente. Criado em 2007, o projeto já recebeu três prêmios por suas práticas sustentáveis.

Vista do "barracão" em março de 2007

Vista da área que deu lugar a implantação da horta em março de 2007

Uma das fundadoras do grupo, Aparecida França conta que a proximidade do Passaredo com a Pedra Branca, importante área de preservação, serviu de estímulo: - O condomínio estava crescendo muito, e sentimos que os moradores não estavam valorizando o entorno.
Usamos o antigo almoxarifado para construir o centro.
Nessa época, pagávamos pela remoção dos montes de folhas e galhos. Passamos a recolher esse material, compramos um triturador e começamos a fazer a compostagem.
Hoje, nós vendemos adubo em embalagens de 20 quilos. A receita vai para o próprio centro.
Um outro projeto do grupo, a alfabetização de adultos que trabalham no Passaredo, acabou ampliando o trabalho de compostagem. Em 2009, a iniciativa rendeu ao centro um prêmio de R$ 10 mil do Secovi. Com o dinheiro, eles puderam comprar um triturador de folhas de grande porte e incrementar o processo de produção de adubo.
Também com restos coletados no condomínio, o grupo criou o viveiro de mudas.

- Nós pegamos o lixo de jardim das casas e plantas descar tadas ou doadas.
Depois, as mudas são usadas para fazer o paisagismo das áreas comuns - conta o arquiteto Ricardo França, que projetou a sede do centro. - Mais de 1.500 m² de jardins já foram cobertos assim.
A bióloga e voluntária Mônica Borobia destaca que, além dos benefícios ambientais, as práticas trazem economia para o condomínio.
Em dezembro de 2009, foi retomado o trabalho de coleta seletiva no condomínio, em parceria com uma cooperativa de catadores de Vargem Grande.
Já a coleta de óleo é feita mensalmente, por uma empresa credenciada.

- Toda semana, a cooperativa passa de porta em porta. Só não recolhe lixo orgânico e de banheiro. Para aproveitar o lixo orgânico, precisamos de estrutura maior. Quem sabe no futuro? - sugere Mônica.
Projetos em gestação é o que não falta no Centro de Meio Ambiente. O próximo a ganhar forma será o de aulas para crianças sobre a economia de recursos como água e energia elétrica.
Fonte: O Globo
Leia Mais: CMAPassaredo

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