A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Tanta gente querendo uma gotinha de água e o Brasil desperdiçando. Vamos utilizar a água de forma consciente, evitando o desperdício.
O Brasil perde, ao ano, R$ 7,4 bilhões por falta de infraestrutura relacionada ao uso da água no território. Falta de investimentos e de manutenção dos sistemas já instalados são algumas das causas que fizeram o especialista em eficiência energética e da água, Airton Gomes, concluir o desperdício de recursos.
O consultor avaliou todos os gastos de acordo com as informações do relatório de 2008 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), que cobriu 4.561 municípios, e alertou que dos 7,4 bilhões de reais, apenas R$ 4,4 bilhões ainda podem ser recuperados.
O SNIS analisa a produção, o tempo médio de abastecimento de 20 horas por dia, consumo autorizado não faturado e a estimativa de perdas reais e aparentes na realização do seu relatório anual.
Porém, para existir esta recuperação, grandes incentivos orçamentários deverão ser feitos nos sistemas de saneamento do país até a universalização dos serviços de água e esgoto previsto para 2015.
Uma maior fiscalização e manutenção das redes antigas de abastecimento merecem ser realizadas para impedir ligações clandestinas (os popularmente conhecidos como “gatos”) e os erros de medição, creditando um total de R$ 10 bilhões em recursos do governo.
Para Gomes, as empresas brasileiras estão perdendo dinheiro com a falta de preocupação com os sistemas de abastecimento da água. Para reverter a situação, medidas urgentes devem ser tomadas para que o custo da redução da perda não se torne maior do que o resultado alcançado.
Falta de estrutura
Segundo o especialista, o grande número de sistemas de abastecimento instalados desde a década de 60 até hoje (de 500 para 5, 5 mil neste ano) pode ter sido responsável pela falta de organização do país quanto ao uso da água.
"Tem um caminhão de dinheiro, mas o setor demora de 4 a 5 anos para se reestruturar. Não tem quem faça projetos. Ou seja, não é uma questão apenas de dinheiro, pois não há quadro técnico.", destacou o consultor, que criticou também a grande quantidade de novas obras que vem sendo construídas.
Em relação ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o especialista analisou que os sistemas de abastecimento antigos foram preteridos às novas obras de infrestrutura, que traz mais visibilidade política as autoridades do setor. “Passamos décadas construindo sistemas. É preciso mudar a cultura de obras. Em tempos de PAC, só se pensou nisso", afirmou Gomes.
Já para o secretário nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Leodegar Tiscoski, o governo está sim preocupado com a sustentabilidade do sistema a longo prazo. Segundo o secretário, o PAC 2 terá uma linha de crédito específica para a diminuição desses desperdícios de verbas para os antigos sistemas.
As informações são do Estadão
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