A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Em 2016, a legislação do Reino Unido exigirá que as novas casas construídas sejam energeticamente mais eficientes e neutras no tocante à emissão de carbono. Hoje as residências são responsáveis por 27% da emissão de CO2 dos cinco países que compõem aquele bloco.
Auto-geração de energia
Para auxiliar a alcançar esse objetivo, a empresa Kingspan Lighthouse apresentou a primeira residência que alcança o nível 6 nas exigências impostas pela nova legislação, chamada de Código para Residências Sustentáveis. O nível 6 é o mais alto e significa que a residência é totalmente neutra quanto à emissão de carbono e gera toda a energia de que necessita para que seus moradores vivam confortavelmente.
Para gerar sua própria energia, a casa de dois quartos conta com painéis solares fotovoltaicos e um biodigestor. As paredes têm um isolamento térmico que não apenas protege seus moradores contra o frio do inverno, mas que também impede que a casa perca calor. Quando os moradores estão fora, a energia gerada pode ser enviada para a rede de distribuição da cidade, gerando uma receita extra.
No verão, um equipamento de coleta e direcionamento do vento faz a refrigeração da casa, que conta ainda com um sistema de coleta de água da chuva. Um sistema informatizado informa aos ocupantes quando alguma energia está sendo desperdiçada na casa.
Segundo a empresa, o custo de construção da nova casa ecologicamente correta e auto-suficiente em energia elétrica é cerca de 40% superior ao de uma casa tradicional com as mesmas dimensões.
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