A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Assista ao vídeo e conheça os projetos sustentáveis que estão ajudando a garantir o futuro da Amazônia.
Uma das peculiaridades do filme Amazônia Eterna são os depoimentos de representantes indígenas que vivem na região, gravados no idioma original das tribos. Para traduzir o dialeto para português, o projeto conta com a contribuição do videoartista e membro da tribo Ikpeng, Karané Txicão. A tarefa árdua, que rendeu dez longas horas de trabalho, foi feita na ilha de edição da Giros. A escolha do tradutor pela produção do documentário não se deu por acaso. Nascido na tribo Ikpeng, Karané desenvolveu ao longo de sua trajetória uma relação íntima com a produção audiovisual. Em 1997, quando tinha apenas 15 anos de idade, descobriu o cinema ao participar de uma oficina de vídeo no Posto Indígena Diauarum, no Xingu. Na ocasião, ele acalentava o sonho de se tornar ator, mas a oficina não oferecia aulas de atuação. Karané então decidiu aproveitar a oportunidade para aprender a operar a câmera e passou a participar da produção de filmes voltados para comunidade Ikpeng.
A índia Airé, da tribo Ikpeng, falou sobre o projeto de reflorestamento da mata ciliar do Xingu/Foto:Reprodução
Seu currículo conta com participação no filme “Moyngo, o sonho de Maragareum”, que aborda uma festa de sua tribo chamada Moyngo. Também trabalhou na produção dos filmes “Das crianças Ikpeng para o mundo”, que participou de festivais nacionais e internacionais, e “Pirinop, meu primeiro contato”, o qual ofereceu a Karané a oportunidade de trabalhar pela primeira vez com edição. Seu último filme fala dos cantos do Yumpuno e mostra a importância desse ritual para o povo Ikpeng. Graças ao conhecimento acumulado, Karané é hoje coordenador da MAWO, um espaço de formação, pesquisa, registro e divulgação da cultura Ikpeng.
Fonte: Amazônia Eterna
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