A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Fonte foto: Planeta Sustentável
Uma parceria entre a Home Depot Foundation (THDF) e a Habitat for Humanity International irá construir cinco mil casas sustentáveis até 2013. O detalhe é que cada casa custará US$ 8 mil (cerca de R$ 14 mil), sendo US$ 3 mil para que tenha os padrões Energy Star e outros US$ 5 mil para ser utilizado nos mais rigorosos critérios de construção verde.
O anúncio foi feito na última quarta-feira, 8 de setembro, e revelou ainda que filiados de 42 estados espalhados pelos Estados Unidos receberão as 2.400 casas que serão construídas entre 2010 e 2011. O projeto, que teve início em 2009, irá investir US$ 30 milhões nas construções sustentáveis.
Até o momento já foram erguidas 1.500 casas em todo o país – todas adequadas aos critérios do programa, que incluem uso de matérias-primas eficientes e duráveis durante o processo de construção, dispositivos de conservação de água e energia, tintas e revestimentos livres de substâncias tóxicas e sistema de isolamento e ventilação natural de alta performance.
Segundo o comunicado, os primeiros resultados mostram que já é possível verificar benefícios nas construções verdes.
Dados da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos revelam que as casas erguidas pelo programa podem ter uma economia de 30% em relação à casa semelhantes tradicionais.
Sustentáveis e acessíveis
“Nós acreditamos que casas saudáveis são o bloco de construção para comunidades mais prósperas, acessíveis e ambientalmente sadias”, afirmou o presidente da THDF, Kelly Caffarelli. Ele disse ainda que o objetivo da parceria com a Habitat for Humanity é levar os benefícios financeiros e ambientais para as construções verdes e as famílias mais necessitadas.
“Ao mostrar que uma construção ecológica e uma manutenção eficiente podem manter o dinheiro da família dentro da carteira, nós esperamos que isso sirva de exemplo e tenha um efeito cascata em todo o país”, afirmou.
Ela ainda lembrou que, no início, poucos acreditavam que seria possível construir casas que fossem ao mesmo tempo sustentáveis e acessíveis. “Acho que isso acontece porque quando as pessoas ouvem o termo ‘construção verdes’ elas logo pensam em casas caras, cobertas por painéis solares, pisos de bambu e um design que faz com que elas pareçam naves espaciais. Em outras palavras, casas que a maioria das pessoas não gostaria ou não poderia construir”.
A grande questão, segundo Caffarelli, é que a definição de “sustentável” é bem diferente disso. “Para nós, uma ‘casa verde’ é simplesmente aquela construída com materiais ecológicos, isolamento e pintura não-tóxicos, que utilizem torneiras que poupem água e equipamentos com eficiência energética. E já que nosso objetivo principal é fornecer casas para famílias trabalhadoras, queremos que elas sejam acessíveis de serem adquiridas e mantidas em longo prazo”, conclui.
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Fonte: Verde Capital
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