A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Foto: Divulgação
Quem for descansar no Hotel Büller, em Maringá, além do relaxamento leva na bagagem de volta uma semente ambiental. É que, após a estadia, o estabelecimento entrega ao hóspede uma garrafa Pet contendo terra fertilizada e instruções sobre a reutilização da embalagem. Além disso, o hotel está construindo um viveiro de plantas para que o visitante participe do plantio no próprio local.
Os cuidados com o meio ambiente no estabelecimento não param por aí, envolvem procedimentos como redução do uso de sacos plásticos, recolhimento seletivo e reaproveitamento de lixo orgânico e inorgânico. Ainda há horta, herbário, trilha ecológica, acessibilidade para pessoas com deficiências e gerador de energia próprio.
Em uma região com mais de 200 meios de hospedagens, o Hotel Büller sempre tentou oferecer o conforto aos hóspedes com o mínimo de danos ao meio ambiente. No entanto, mesmo com piscinas, quadra de tênis e outras comodidades, a ideia de oferecer somente 20 chalés, com a capacidade para 65 hóspedes, quase comprometeu o ideal sustentável da empresa fundada em 1931.
O gerente-executivo do hotel, Rogério Bühler, afirmou que, para preservar a sobrevivência do hotel, começou a pensar em aumentar a área construída da propriedade – 25 mil m² da área total de 175 mil m², o restante é reserva ecológica.
Contudo, após realizar uma consultoria com o Sebrae, o empresário decidiu investir ainda mais na ideia e apostou na sustentabilidade como um diferencial.
Segundo ele, foram abertas novas possibilidades: construir um hotel-escola para suprir a demanda de mão de obra qualificada, sensibilizar ainda mais o hóspede para os cuidados com o meio ambiente e servir como espaço para eventos. Assim, surgiu a ideia da terra fertilizada na garrafa pet e o empresário vislumbrou que o ponto forte do hotel era a proposta de um estilo de vida e não apenas hospedagem.Com informações da Agência Sebrae. Via: Portal EcoD
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