Trazer o verde para dentro de casa é uma das maneiras mais agradáveis de transformar os ambientes. E não é preciso ter um grande quintal para isso. Mesmo em apartamentos, varandas pequenas ou áreas com pouco espaço, um jardim vertical pode ser uma excelente alternativa para aproximar a natureza do dia a dia. Além de valorizar a decoração, os jardins verticais aproveitam paredes e espaços que muitas vezes ficariam vazios, criando uma solução funcional, bonita e alinhada aos princípios de uma habitação mais sustentável. Por que investir em um jardim vertical? Em cidades cada vez mais urbanizadas, a presença de plantas nos ambientes pode contribuir para criar espaços mais agradáveis e acolhedores. Um jardim vertical transforma uma simples parede em um elemento vivo, trazendo textura, cor e uma sensação de conexão com a natureza. Entre as principais vantagens estão: melhor aproveitamento dos espaços; valorização estética de paredes internas e externas; possibilidade de cultivar diferentes ...
No topo de um edifício de NYC, 40 mil metros quadrados de verduras e hortaliças
No Brooklyn, em Nova Iorque, encontra-se a maior horta urbana, em forma de telhado vivo, do mundo. Cultivada no topo de um armazém de seis andares construído em 1919, esta autêntica "horta de telhado”, projetada por Bromley Caldari Architects, ocupa 40 mil metros quadrados. A chacára, que encontra-se rodeada de poucos espaços verdes e muito cimento, estabelece um contraste gritante com a paisagem do entorno.
Depois de uma primeira bem sucedida plantação, na primavera passada, os agricultores domingueiros da Brooklyn Grange Farm, que explora este espaço, partiram para a segunda fase da horta, que incluirá 40 variedades de produtos, como tomates, pepinos, erva-doce, alface, espinafres, rúcula, couve-flor, beterraba, feijão, cenouras ou rabanetes, entre outros.
A Brooklyn Grange Farm foi iniciada em 2009 por Ben Flanner, agricultor-chefe do espaço e um apaixonado pela cultura "da-horta-para-a-mesa". Em pouco tempo Flanner formou a sua equipe de agricultores, da qual fazem parte nomes como Chris Parachini e Brandon Roy, donos da pizzaria Roberta’s, Anastasia Plakias, outra veterana de vários restaurantes e a ativista pela alimentação sustentável Gwen Schantz, entre vários outros voluntários.
Numa primeira fase, esta equipe de agricultores socorreu-se do Bromley Caldari, um escritório novaiorquino de arquitetura dedicado à resolução de problemas, e à Acume Capital Partners, uma empresa que reutiliza e renova, de forma sustentável, espaços comerciais na Big Apple.
O solo da Brooklyn Grange foi produzido pela Skyland, uma empresa da Pennsylvania que utiliza matéria composta orgânica e pequenas rochas para encontrar os minerais necessários para o produto crescer de forma saudável. No ano passado a horta foi cultivada durante nove meses. Nos restantes três – o Inverno – foram utilizadas coberturas para proteger as plantações de centeio, trigo, vagens e cravos da Índia.
A Brooklyn Grange, é uma instituição que busca o lucro, mas que incentiva a cultura responsável de alimentos nos centros urbanos. Vários restaurantes e hotéis nova-iorquinos já são clientes da empresa, que pretende agora expandir-se para outros telhados e terraços de Nova York.
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