A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O Bosco Verticale faz parte do BioMilano, projeto que pretende erguer um cinturão verde em torno da cidade italiana
(crédito: Divulgação)
A cidade de Milão, Itália, vai ter a primeira floresta vertical do mundo, a Bosco Verticale. A floresta vai estar incluída numa estrutura de 27 andares desenhada pelo arquiteto e professor Stefano Boeri e está sendo identificada como a primeira torre vertical verde a avançar além do mero conceito.
O Bosco Verticale é um sistema que otimiza, recupera e produz energia. Coberto de plantas, o edifício ajuda a balancear o microclima e a filtrar as partículas de pó do ambiente urbano milanês (Milão é uma das cidades mais poluídas da Europa).
A diversidade das plantas – e as suas características – produz umidade, absorve CO2 e as tais partículas de pó, produz oxigênio e protege o edifício da radiação e poluição atmosférica. Todas estas características melhoram a qualidade do espaço e levam à grande economia de energia por ano.
Cada apartamento do edifício terá uma varanda com árvores que se adaptam ao clima da cidade. Estas árvores irão dar sombra no verão e filtrar a poluição da cidade; no inverno, elas permitirão que a luz solar entre nas casas, uma vez que estarão desfolhadas.
A irrigação das plantas será feita através da reutilização das águas cinzas produzidas pelo edifício. Serão ainda construídos sistemas de energia fotovoltaica para promover a autosuficiência da torre milanesa.
De acordo com Boeri, este edifício responde à suburbanização das cidades e desaparecimento da natureza na vida e paisagem dos citadinos. A Bosco Verticale é a primeira proposta para erguer um cinturão verde em torno de Milão, incorporando 60 chacáras abandonadas e que serão revitalizadas para utilização comunitária. O projeto chama-se BioMilano.
Fonte: Portal E/A
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