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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

30 de abr de 2011

O primeiro prédio público verde do centro-oeste

Projeto prioriza a máxima eficiência energética do prédio e busca a certificação LEED Ouro.

Redação AECweb


A região centro-oeste do país inaugura seu primeiro prédio público projetado e construído sob a orientação dos critérios da certificação LEED. A obra tem projeto assinado pelo escritório Zanettini Arquitetura, em co-autoria com a arquiteta Sandra Henriques, do TJDFT – poder judiciário do Distrito Federal – e consultoria de sustentabilidade da Sustentax. A execução dos 6,3 mil m² do edifício é da Caenge Engenharia. O projeto priorizou a eficiência energética do prédio, obtida através do máximo aproveitamento da iluminação natural, da ventilação cruzada em todos os ambientes e de recursos como brises na fachada e jardins em todos os pavimentos.


“Cumprimos o desafio de minimizar o impacto ambiental da construção ao projetar ambientes internos e externos que garantem o conforto ambiental do usuário”, afirma o arquiteto Siegbert Zanettini. Segundo ele, o objetivo foi alcançado ao assegurar a eficiência energética do edifício; ao possibilitar a utilização de energia limpa; a economia de água com uso de metais e sanitários adequados; além da reutilização de águas cinzas e pluviais para fins não potáveis como descarga, lavagem de pisos e irrigação de jardins. Com todas essas providências, a obra que já nasceu licitada para a conquista da certificação, busca o LEED Ouro.


SOLUÇÕES

Do terreno, foi retirado o mínimo de vegetação nativa. A implantação do edifício, feita longitudinalmente no eixo noroeste-sudeste, teve um ganho importante: sua circulação horizontal principal cruza diagonalmente os limites do lote, permitindo o máximo aproveitamento da ventilação cruzada e iluminação natural nos ambientes internos. As superfícies envidraçadas norte e sul são protegidas pelos terraços em balanço ou por telas em aço inoxidável, tensionadas e afastadas 80 cm da fachada. O recurso garantiu o sombreamento desejável e o conforto de seus usuários, além da conseqüente economia de energia, pelo abrandamento da carga térmica interior. As superfícies leste e oeste são cegas, evitando a incidência da radiação solar direta e ganhos térmicos indesejáveis oriundos destas orientações.

Complementam as providências em favor da eficiência energética a criação de terraços verdes em todos os pavimentos e, ainda, na cobertura, na laje da garagem e no térreo ajardinado. Efeito colateral e desejado foi a humanização do ambiente de trabalho e a integração do edifico com a natureza do entorno.

A estrutura em aço que se desenvolve em uma malha de 1,25 m x 1,25 m, lajes steel deck, fechamentos e divisórias em drywall, proporcionam espaços e sistemas flexíveis. Esse conjunto proporcionou maior agilidade no processo construtivo e um canteiro de obras mais limpo e, no futuro, vai facilitar eventuais alterações e prolongar a vida útil do edifício com qualidade. O reuso de águas cinzas e pluviais para fins não potáveis como em descarga, lavagem de piso e irrigação; a adoção de metais eficientes; e a instalação de uma estação compacta de tratamento de efluentes completam as boas práticas da edificação. O engenheiro ambiental, Marco Aurélio B. G., da Caenge Ambiental, destaca que “toda a madeira utilizada nas paredes divisórias é comprovadamente proveniente de reflorestamento. As tintas, mantas e colas foram testadas em laboratórios independentes, de forma a garantir que obedecem as normas técnicas mais restritivas de liberação de COV´s (Compostos Orgânicos Voláteis)”.


Segundo ele, a construção buscou atender aos critérios para a certificação LEED durante as diversas etapas da construção. Para isso, os engenheiros da construtora se preocuparam em racionalizar os sistemas construtivos, o que possibilitou a redução de desperdícios e impactos na vizinhança. “Ao todo, foram aplicados 20% de materiais reciclados na obra e 40% de materiais regionais, produzidos em um raio de 800 km de distância do local. Também utilizamos a gestão sustentável de resíduos, garantindo que 75% dos resíduos gerados fossem reaproveitados ou reciclados”, revela Marco Aurélio, finalizando: “Nosso desafio não foi só viabilizar a máxima redução dos impactos ambientais na fase de construção, mas também possibilitar que ganhos efetivos fossem alcançados durante o uso futuro do edifício, seja por meio da maior eficiência energética do edifício e seus sistemas, seja pelo conforto ambiental em ambientes internos, o que permitirá que os usuários tenham um melhor desempenho em suas atividades cotidianas".

Urbanismo sustentável, uma visão sistêmica

Grandes cidades devem compatibilizar o atual crescimento acelerado com um urbanismo sustentável.


Redação AECweb

Com o crescimento das cidades, a engenharia foi se especializando em áreas como transportes, água e esgoto, drenagem, energia. “Meio século depois, concluímos que esse nível de especificidade já não é suficiente para resolver os problemas urbanos. Um bom exemplo é a questão dos congestionamentos, que a engenheira de transportes é incapaz de resolver porque se trata de conseqüência de abordagens mais complexas, como a do uso do solo, plano diretor, adensamento”, ensina o professor Alex Abiko, da Escola Politécnica da USP. Segundo ele, é preciso recuperar a visão sistêmica e, nessa medida, abandonar a especialidade para compreender tecnicamente as cidades num contexto mais amplo. “Esse é o papel do engenheiro urbano, atividade pouco conhecida no Brasil, mas que na França, por exemplo, é a razão de ser de uma escola mantida pela prefeitura de Paris”, diz. Esse profissional, detentor de conhecimento técnico de gestão da cidade – incluindo infraestrutura, serviços urbanos, uso do solo e assim por diante -, se soma ao arquiteto urbanista para pensar e solucionar as demandas.

Demandas que nas grandes cidades brasileiras passaram a ser, até mesmo, dramáticas a partir do crescimento da economia. Para Abiko é preciso entender que crescimento e desenvolvimento são dois conceitos diversos. “Nós estamos vivenciando um momento de crescimento – de construções, da população, da renda per capita, de automóveis -, mas isso não significa que está havendo desenvolvimento. Aliás, o grande desafio é como crescer e, também, se desenvolver. Porque desenvolvimento implica melhoria da qualidade de vida”, explica, acrescentando que ainda é difícil avaliar se isto está acontecendo. Outro desafio é compatibilizar o atual crescimento acelerado com urbanismo sustentável. “Temos uma legislação urbana e urbanística construída através de um processo participativo. Todas as leis que regem o ordenamento territorial, como a do Zoneamento e do Plano Diretor, foram aprovadas, no caso de São Paulo, pela Câmara Municipal e pelo prefeito que elegemos. Portanto, essa é a cidade construída por nós. Acontece que o crescimento está sendo mais acelerado do que a capacidade que toda essa legislação tem de ordenar a realidade”, alerta.

Para Abiko, a questão é política na sua essência. As soluções urbanísticas só virão de consensos negociados entre todos os atores que participam das decisões nas cidades, desde o setor imobiliário e o financeiro, até os técnicos das empresas públicas e privadas, passando por sociedades amigos de bairro. No entanto, não há mobilização ou articulação desses setores que respondam à exigência. “Existem várias ONGs e OSCIPs que estão trabalhando de forma heróica, mas a população não percebe ainda a importância de sua participação. Reclama muito da enchente ou do congestionamento, porém numa escala individual. É preciso um pensar mais coletivo”, receita.

DIAGNÓSTICO E SOLUÇÕES
O crescimento da população urbana nos países em desenvolvimento – e, de novo, São Paulo é um ótimo exemplo – se fez muito rapidamente, sem que houvesse investimentos financeiros públicos e conhecimento técnico para preparar as cidades. “Estamos sempre correndo atrás do prejuízo. Ou seja, essa é uma questão estrutural”, identifica Alex Abiko, que acredita na possibilidade de os dirigentes se anteciparem aos problemas, oferecendo qualidade de vida à população. A referência positiva continua sendo Curitiba que, entre outras ações, equacionou o problema dos transportes com a implantação dos BRTs (Bus Rapid Transit). “Só é possível imaginar os BRTs como solução para alguns bairros de São Paulo, especialmente na periferia da cidade. Aqui, a melhor opção de transporte ainda é o metrô, o que requer investimentos elevados”, afirma.

Ação espontânea de parte das pessoas que vivem em São Paulo combinada à percepção da indústria imobiliária, tem aproximado moradia e trabalho, para evitar grandes deslocamentos. “Temos que caminhar para essa solução”, admite o professor, que continua: “Radicalizando um pouco esse discurso, lembro que nós, brasileiros, estamos muito arraigados ao conceito de casa própria. Por outro lado, o emprego é algo passageiro em nossas vidas. Por que a nossa casa não pode ser passageira? Aliás, já foi assim no passado, até o advento do BNH que trouxe para o país o conceito da casa própria. Esta idéia de morar de aluguel contribuiria para a proximidade da moradia com o trabalho”, recomenda. O ‘teletrabalho’ é outra alternativa que também se dissemina, porém, a banda larga no Brasil ainda tem preço elevado e sua velocidade é muito inferior à de qualquer outro país emergente.

“O que nos leva a concluir que o poder público não está sendo suficientemente ágil para incorporar essas tecnologias à rotina dos cidadãos e influenciar na vida das cidades”, diz o engenheiro urbanista.

Depois do breve ensaio feito há alguns anos, o mercado imobiliário retoma o conceito de empreendimentos de uso misto. “Idéia extremamente simpática, que se contrapõe ao movimento racionalista urbanístico – Brasília é um exemplo – que defende áreas da cidade dedicadas ao trabalho e outras à moradia. Hoje, se consegue o mix de funções num único condomínio, desde que sejam compatíveis”. Na contramão da sustentabilidade que prescreve o mínimo uso do automóvel, em bairros como o Morumbi, Alto de Pinheiros e Jardim Europa só se vai à padaria de carro. Alex Abiko mostra, no entanto, o outro lado, ao lembrar que esses bairros ainda garantem a permeabilidade do solo. E defende o tombamento, impedindo novas construções, para garantir que essas regiões continuem a preservar as raras áreas verdes da cidade. “Não tem uma solução única, a cidade é um ser complexo”, diz.

Para ele, continua válida a já bastante conhecida tese de o poder público incentivar a instalação de indústrias e serviços nos bairros mais afastados, evitando o trânsito de moradores pela cidade. “Mais do que isso, precisamos começar a pensar na gestão da metrópole. Um bom exemplo é o descarte de lixo que, hoje, o município de São Paulo já não tem onde fazer. Qual é a solução? Enviar para outra cidade? Eles vão querer o lixo que o paulistano produz? Claro que não. É preciso, portanto, que tenhamos uma instância de poder metropolitano, com a função de equacionar soluções de acordo com os interesses dos municípios”, comenta, lembrando que o governador Geraldo Alckmin criou uma Secretaria de Negócios Metropolitanos: “uma bela iniciativa, se vai funcionar ou não, só o tempo dirá”. Outra ação nesse sentido foi a legislação, aprovada pelo governo federal, de consórcios de municípios que se reúnem de forma voluntária para resolver questões pontuais, como um problema de drenagem de rio que atravessa os seus territórios.

Abiko conclui alertando que um edifício jamais será sustentável em si mesmo. Para ser ‘verde’, certificado ou não, precisa conversar com o entorno, estar implantado em região de fácil acesso, rodeado por serviços e equipamentos públicos. “Mesmo que seja um ‘green build’, de nada adianta se for construído num lugar que inunda”.

Telhado Verde

Os telhados são partes das edificações ainda muito pouco explorados num projeto arquitetônico. Porém, além de sua função básica de proteção, os telhados também podem ser aproveitados de duas principais maneiras: Como superfície de captação das águas pluviais – que devidamente armazenadas podem ser usadas para regar plantas ou lavar o chão, por exemplo – e como superfície para se plantar gramíneas e/ou outras plantas de pequeno porte.
Na Europa, a alta densidade demográfica (e conseqüente crise ambiental) levou alguns países como a Alemanha e a Suíça a adotarem leis para garantir que ao menos uma parte dos telhados das novas edificações sejam plantados. Isto porque, em cidades muito adensadas, os tetos verdes acabam por cumprir a função que antes tinham as superfícies hoje pavimentadas, absorvendo parte das águas das chuvas – um teto verde absorve aproximadamente 70% da água captada, liberando-a aos poucos – evitando enchentes pela saturação das galerias de águas, melhorando a qualidade do ar, reduzindo os níveis de CO2 e de poeira do ar, liberando vapores de água e contribuindo para a redução dos efeitos de ilhas de calor.
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Para se fazer um teto verde há algumas especificidades técnicas que devem ser cumpridas. A estrutura do telhado - deve se levar em conta o peso do conjunto saturado pela água - a inclinação, a membrana de impermeabilização e anti-raíz, o sistema de drenagem, a espessura e o tipo de substrato, assim como as espécies a serem plantadas devem receber especial atenção, tanto no projeto, quanto na execução.
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Além de melhorar o micro-clima da cidade, há outros benefícios para os moradores e usuários de edifícios com teto verde:
  • Isolamento térmico: No verão, a transmissão de calor pelo telhado pode ser reduzida em mais de 90% se for um teto verde. O mesmo ocorre no inverno, onde é possível observar uma diferença na temperatura de mais de 10°C entre o interior e o exterior. Isto ocorre devido ao colchão de ar dentre a vegetação, à massa térmica da camada de terra, à reflexão dos raios infravermelhos pelas plantas e até à liberação de calorias pelas plantas ao condensar o orvalho da manhã.
  • Isolamento acústico: Apesar da vegetação de um teto-grama absorver apenas 2 - 3dB, por sua vez, uma camada de terra úmida de 12cm de espessura reduz a transferência de som em 40dB, atuando como barreira acústica.
  • Resistência ao fogo: Na Alemanha, os tetos verdes são considerados “telhados sólidos”, que significa que não se queimam e são resistentes ao fogo sempre que a camada de terra tiver ao menos 3cm de espessura.
  • Resistência ao tempo: Alguns tipos de materiais usados em coberturas – à base de piche, madeira ou plástico - se deterioram quando expostas aos raios UV ou quando sofrem grande variação térmica. Estes problemas são eliminados mediante uma cobertura de substrato e vegetação. Quando bem projetados, os tetos verdes têm grande vida útil e dificilmente necessitam de manutenção e reparos.
  • Valorização do imóvel e da paisagem: Não há dúvidas de que os tetos verdes deixam as edificações mais agradáveis internamente e muito mais bonitas externamente. Imaginem agora como seria a paisagem vista pela janela de sua casa se todos os telhados avistados fossem gramados!


    Fonte: Espiralando

Forno solar com timer ganha mais espaço no mercado

sun cook
Sun Cook: aberto e fechado/Foto: Divulgação/ Cellpainel
Não tenha medo de levá-lo para casa porque não há problemas com a alta temperatura. O Sun Cook, forno que possui o mesmo nome da empresa portuguesa que o fabricou, é isolado termicamente por uma estrutura de proteção e o seu transporte é viável, pois o equipamento tem apenas 13 quilos.
O aparelho já havia sido lançado em 2002 como o primeiro forno solar produzido em larga escala do mundo, e as suas inovações tecnológicas e o sistema timer, que funciona através de um relógio solar, são os diferenciais deste produto. 
De acordo com os fabricantes, o forno pode contribuir para a sustentabilidade, já que ele não precisa de combustíveis fósseis ou de qualquer recurso natural, como a madeira. Além disso, por utilizar energia solar, ele não gastar eletricidade, reduzindo os custos de energia do lar.
comida sendo aquecida no forno
Comida sendo aquecida no forno/Foto: Divulgação/Ciclo Vivo
Os alimentos que podem ir ao forno solar são os mesmos que vão aos fornos elétricos, assegurando que estes tenham mais nutrientes do que os que vão aos aparelhos tradicionais. Essa diferença é necessária porque o Sun Cook não funciona com altas temperaturas.
Procedimento
O procedimento no interior do forno é baseado na “ótica ideal” para concentrar os raios solares. Uma série de espelhos curvos direciona a radiação solar para uma chapa onde são colocados os alimentos a serem aquecidos. O equipamento custa pouco mais de 200 euros, e deve colocar Portugal num patamar avançado quanto aos trabalhos óticos nessa área.
o forno solar
O forno solar Sun Cook/Foto: Divulgação/Ciclo Vivo
O forno solar está sendo vendido no site Buy on Future.
Fonte: Redação Ciclo Vivo.                         Via: Redação EcoD


Proteja-se do frio usando PET

As temperaturas no Brasil já estão caindo e você deve estar pensando em comprar uma roupa nova pra se proteger desse inverno. Já pensou nas roupas que usam garrafas PET como matéria-prima?
As marcas Carinhoso e Enfim estão lançando coleções de inverno que, como algumas camisetas de futebol mais modernas, são feitas a partir de garrafas.

As malhas estilosas são feitas totalmente de materiais reciclados.
Fonte: Eco4planet

Petição online contra o novo Código Florestal

A mudança no Código Florestal é um assunto que está tomando cada vez mais atenção do país. Não é pra menos, já que ele tem muitas propostas polêmicas. Se você também não gosta dessa reforma, chegou a hora de você assinar uma petição contra ela!
Foi criada no Avaaz (site especializado em petições digitais) um pedido contra a regulamentação da proposta do Código criada pelo deputado Aldo Rebelo.
A mensagem da petição é essa:

Aos deputados brasileiros:

Nós pedimos que vocês rejeitem as propostas de alteração do Código Florestal Brasileiro que aumentam o desmatamento e anistiam crimes ambientais e favorecem pequenos agricultores. Por favor, protejam o patrimônio natural e o futuro do Brasil.
Para se inscrever é só clicar aqui e colocar seu nome, email, cep e telefone.

28 de abr de 2011

Lace Hill: O edifício verde que é quase um bairro

85 mil m² é o tamanho total do prédio Lace Hill em Yerevan, Armênia. Um colosso verde que abrigaria residências, escritórios, comércios e até espaços de lazer. Tudo isso com o maior charme ecologicamente correto.
Criado pelo escritório de arquitetura e design americano Forrest Fulton, o Lace Hill leva o formato de um monte, por conta do monte Ararat que fica próximo a cidade.
colina artificial é coberta por vegetação da região que conta com um sistema de irrigação com água de reuso.
O espaço interno é liberado para pedestres e ciclistas, já os carros precisam ficar num estacionamento subterrâneo que dá acesso para uma rodovia que liga o lugar a todas as cidades da região.
Você pode clicar aqui para ver mais fotos desse belo projeto.
Fonte: Eco4planet

Abasteça seu carro movido à hidrogênio com xixi - É isso mesmo, xixi.

Carros movidos a hidrogênio sempre aparecem como uma nova possibilidade para acabar com os combustíveis fósseis. Porém essa não é uma matriz de energia das mais baratas. Como resolver isso? Urinando.
É isso que propõe a professora de química e engenharia biomolecular da Universidade de Ohio, Gerardine Botte, que criou uma forma de extrair hidrogênio da urina.
Funciona assim: A urina passa por um processo de eletrílise para extrair hidrogênio e descartar a água, dessa forma o combustível utilizaria menos energia do que a maneira de como é extraído hoje e ainda contribuiria para acabar com os dejetos humanos.
Ela acredita que um Honda Clarity, equipado com células de combustível urina, pode fazer 40 km/litro. Se as células forem usadas numa empresa com 300 funcionários, o sistema de climatização poderia ser alimentado sem necessidade de energia elétrica externa.
Uma ótima notícia, pois o xixi nunca deve acabar e pode ser usado em diversos locais diferentes.
Fonte: Eco4planet

25 de abr de 2011

Modelo alemão de casa ecoeficiente roda a América Latina

A instalação usa tecnologia desenvolvida na Alemanha e vai rodar 13 cidades na América Latina. Além de chamar a atenção de futuros moradores, conceito busca atrair novos investimentos para o mercado ambiental.

 
Parte de contêineres, paredes brancas com vãos livres, vidraças e uma superfície difícil de ser identificada a longa distância. Assim é descrito o objeto exposto em pleno Parque Ibirapuera, em São Paulo.
A construção é, na verdade, um protótipo de casa que convida os transeuntes do parque a conhecer um conceito de moradia que combina energias renováveis e eficiência energética. Batizada como "Casa Alemã", o espaço foi elaborado com tecnologias desenvolvidas naquele país e traz soluções que poderão ser aplicadas na construção civil brasileira.
Apesar de São Paulo não ser exatamente conhecida por positivos aspectos ambientais – é cortada por dois rios com trechos poluídos e mal cheirosos e concentra um dos trânsitos mais pesados do mundo, o que prejudica a qualidade do ar – a cidade foi escolhida para abrir o roadshowque passará por outras 12 cidades na América Latina.
“Inegavelmente, São Paulo é a maior cidade na América do Sul em termos de avanço tecnológico e preocupação ambiental. Tenho certeza de que São Paulo é a cidade que tem o nível de conscientização mais alto”, justifica Ricardo Ernest Rose, diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha.
A casa ideal
O projeto desenvolvido pela Universidade Técnica de Darmastadt foi vencedor do Solar Decathlon, promovido pelo governo dos Estados Unidos – concurso que reconhece melhores ideias de casas, que só usam o sol como fonte energética. E veio parar na América Latina por iniciativa do ministério alemão da Economia e apoio da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha.
Além dos painéis fotovoltaicos – superfície difícil de ser reconhecida de longe, por ser ainda pouco utilizada no Brasil – a casa traz soluções arquitetônicas e técnicas que permitem o uso eficiente e econômico de energia.
Uma das características mais atraentes da construção: ela gera mais energia do que consome e o excesso é armazenado em baterias. O isolamento das paredes e janelas também ajuda a manter a temperatura interna agradável, além de um sistema de ventilação inteligente.
Seria possível?
“Não é uma coisa para você copiar exatamente. O que fica claro é o seguinte: precisamos absorver mais o conceito de utilização dos recursos naturais, de espaços onde se penetre mais ar e mais luz, por exemplo. (...) A fotovoltaica está começando ainda no Brasil, ainda não temos fabricantes, mas deveremos ter em breve”, analisa Ricardo Ernest Rose, lembrando que o Brasil, México e Argentina são os maiores mercados ambientais no continente.
O secretário de Habitação do estado de São Paulo, Lair Alberto Krähenbühl, adianta a novidade: “Tudo o que você vê aqui a gente tem condição de fabricar no Brasil. Fui procurado por dois empresários, que querem arrumar uma área de 50 mil metros para montar uma fábrica de células fotovoltaicas e aquecedores solares. Acho que teremos oportunidade de trazer muita coisa para cá a médio prazo.”
Krähenbühl lembra que algumas iniciativas estaduais já estimulam o uso racional de fontes renováveis, como a instalação de aquecedores solares em casas populares construídas pelo governo.
“Evidentemente você não pode importar uma casa como essa, não compensa. Mas de uma coisa você pode ter certeza: nós seremos eles amanhã”, diz o secretário, que vê com otimismo o Brasil, no futuro, como difusor de tecnologias como as já usadas na Alemanha.
Fonte: DW-World

Projeto cria Casa Flutuante Sustentável e Autosuficiente

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Grande parte dos centros urbanos cresce em áreas próximas a rios, lagos e outras fontes de água. Portanto, por que não pensar em casas ecológicas adequadas a esses ambientes? Foi isso o que fizeram os profissionais do Heck Yes Design: uma casa auto-suficiente planejada para locais aquáticos.
Uboat é uma residência flutuante capaz de gerar sua própria energia e produzir sua própria água potável. Todo o barco é alimentado por três painéis solares de 180 Watt 16 Volt e a temperatura interna é regulada por meio de um sistema geotérmico, que troca o calor da água com o chão de casa – e vice-versa.
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Para resolver os problemas de saneamento, o barco está equipado com um sanitário especial, que queima os resíduos em vez de enviá-los ao esgoto. Já para produzir água que será utilizada nos afazeres domésticos, os futuros donos da casa terão duas opções.
A primeira é coletar a água da chuva em um recipiente especial localizado no barco, filtrá-la e utilizá-la como água potável. Em sua capacidade máxima, o tanque é capaz de fornecer água para a casa durante um ano.
casa-02.jpg
Já para a água cinza (usada para lavar a área externa da casa e carros, na descarga, etc), o barco utiliza uma bomba que traz a água do local onde está flutuando para dentro de casa.
Um desenho que preza pela iluminação e ventilação natural compõe o ambiente interno. Assim, quarto, sala, banheiro e cozinha se integram de forma simples, eficiente e sustentável.
Os criadores não informaram o que será feito com os resíduos sólidos produzidos pelos moradores nem se o projeto sairá do papel.
Fonte: EcoD  

24 de abr de 2011

Governo do Japão vai usar escombros do terremoto para produzir energia

Escombros da tragédia em Fukushima estão próximos de virarem 
energia para os japoneses/Foto: M1K3Y

Os escombros deixados pelo terremoto seguido pelo tsunami, de março, no Japão, serão usados para a produção de energia no país. A decisão foi tomada pelo Ministério da Agricultura, que anunciou a queima da madeira dos restos de construções para gerar energia elétrica, uma das maiores necessidades dos japoneses.

Pelos cálculos dos especialistas, deverão ser queimados cerca de 2 milhões de toneladas de madeira que vão gerar 200 mil quilowatts de energia. Com a decisão, o governo japonês espera compensar o déficit energético, estimado para os meses de julho, agosto e setembro, quando aumenta o uso do ar condicionado.

O material vai ser queimado em seis fábricas de geração de energia elétrica da região de Tóquio e do Nordeste do Japão. O governo japonês estima um déficit máximo de 15 milhões de quilowatts nas zonas que eram abastecidas pela Tokio Electric Power Co (Tepco) – empresa responsável pela administração da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, onde houve acidentes radioativos.

Apenas para a compra de máquinas e a remoção de escombros o governo japonês calcula que irá gastar 2,5 milhões de euros. Além disso, as autoridades japonesas limitaram o consumo de energia em 25% em todo país. O Japão, país energeticamente dependente do exterior, importa por dia quatro milhões de barris de petróleo.
Fonte: EcoD

20 de abr de 2011

SUSTENTABILIDADE GERA ECONOMIA

O Condomínio Passaredo em Jacarepaguá, através de seus condôminos, implantou horta, orquidário, viveiro de mudas, compostagem, minhocário, venda de adubo e húmus, coleta seletiva e de óleo de cozinha, aulas de alfabetização e educação ambiental, no condomínio.
A longa lista de iniciativas se tornou realidade pelas mãos dos dez moradores que integram o seu Centro de Meio Ambiente. Criado em 2007, o projeto já recebeu três prêmios por suas práticas sustentáveis.

Vista do "barracão" em março de 2007

Vista da área que deu lugar a implantação da horta em março de 2007

Uma das fundadoras do grupo, Aparecida França conta que a proximidade do Passaredo com a Pedra Branca, importante área de preservação, serviu de estímulo: - O condomínio estava crescendo muito, e sentimos que os moradores não estavam valorizando o entorno.
Usamos o antigo almoxarifado para construir o centro.
Nessa época, pagávamos pela remoção dos montes de folhas e galhos. Passamos a recolher esse material, compramos um triturador e começamos a fazer a compostagem.
Hoje, nós vendemos adubo em embalagens de 20 quilos. A receita vai para o próprio centro.
Um outro projeto do grupo, a alfabetização de adultos que trabalham no Passaredo, acabou ampliando o trabalho de compostagem. Em 2009, a iniciativa rendeu ao centro um prêmio de R$ 10 mil do Secovi. Com o dinheiro, eles puderam comprar um triturador de folhas de grande porte e incrementar o processo de produção de adubo.
Também com restos coletados no condomínio, o grupo criou o viveiro de mudas.

- Nós pegamos o lixo de jardim das casas e plantas descar tadas ou doadas.
Depois, as mudas são usadas para fazer o paisagismo das áreas comuns - conta o arquiteto Ricardo França, que projetou a sede do centro. - Mais de 1.500 m² de jardins já foram cobertos assim.
A bióloga e voluntária Mônica Borobia destaca que, além dos benefícios ambientais, as práticas trazem economia para o condomínio.
Em dezembro de 2009, foi retomado o trabalho de coleta seletiva no condomínio, em parceria com uma cooperativa de catadores de Vargem Grande.
Já a coleta de óleo é feita mensalmente, por uma empresa credenciada.

- Toda semana, a cooperativa passa de porta em porta. Só não recolhe lixo orgânico e de banheiro. Para aproveitar o lixo orgânico, precisamos de estrutura maior. Quem sabe no futuro? - sugere Mônica.
Projetos em gestação é o que não falta no Centro de Meio Ambiente. O próximo a ganhar forma será o de aulas para crianças sobre a economia de recursos como água e energia elétrica.
Fonte: O Globo
Leia Mais: CMAPassaredo

Escritório Verde – Uma fantástica e possível obra sustentável

Escritório Verde_3D-1 com placas
Hoje quando se fala em sustentabilidade muitas coisas nos vêm à cabeça, mas podemos defini-la de uma forma bem simples, como algo que desenvolvemos no presente e que tem a capacidade de se manter e gerar suas próprias condições para sobreviver e não prejudicar o futuro das próximas gerações. Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que ele seja:
· ecologicamente correto
· economicamente viável
· socialmente justo
· culturalmente aceito
Curitiba é uma cidade inovadora, que preza boas atitudes e busca excelência em seus empreendimentos, sendo assim não poderia ser diferente: a cidade irá receber nos próximos meses seu primeiro empreendimento sustentável e inédito no Paraná.
Escritório Verde_3D-2 - Copy-3 - 10 out 10
O Escritório Verde foi um projeto idealizado e elaborado pelo Professor Dr. Eloy Casagrande Jr. da UTFPR (Universidade Tecnológica do Paraná) que também será seu coordenador e promete, a partir desta obra e dos projetos envolvidos nela, revolucionar a construção civil.
A empresa responsável pela construção desta obra é a EcoStudio - Soluções Sustentáveis que, juntamente com mais de 40 empresas doadoras de todo o material e serviços necessários, formam esta parceria de sucesso. Todas as empresas foram previamente selecionadas levando em consideração suas tecnologias, materiais e serviços, de acordo com os princípios da sustentabilidade. Assim a relação Escola-Empresa muda de verdade e torna este um projeto de sucesso que abrigará um ambiente de aprendizado e também de divulgação das empresas que trabalham em conjunto para inovar na criação deste escritório. Tudo isso agregado ao "selo" da UTFPR.
Na área da pesquisa sobre a edificação, grande parte dos estudos previstos envolve alunos de mestrado e doutorado e abordam a quantificação do estoque de carbono que este tipo de construção proporciona, além de sua eficiência energética, térmico-acústica, economia no uso da água, comportamento dos materiais ecológicos, entre outros. Também se analisará a curva de rendimento da construção aliada à sustentabilidade, demonstrando a economia de uso da edificação durante seu tempo de vida útil.
A construção do Escritório Verde será a sede do CRIE Curitiba - Centro Regional de Integração Expertise de Educação para o Desenvolvimento Sustentável - um centro que visa promover a educação para a sustentabilidade. Este local foi aprovado pela Universidade das Nações Unidas (UNU), e compõe uma rede de mais de 80 centros no mundo inteiro. As pessoas interessadas em construção sustentável poderão agendar visitas para conferir de perto todas as vantagens deste tipo de projeto. Ainda no mesmo local, irá funcionar a primeira empresa Junior interdisciplinar da UTFPR, onde estudantes de vários cursos formarão uma equipe capaz de atender demandas externas de projetos socioambientais. O Escritório Verde ainda será responsável pela implantação dos programas ambientais da universidade e funcionará em uma edificação modelo de um escritório comercial sustentável de cerca de 150 m².
O escritório começou a ser construído no final de janeiro deste ano e tem como meta ser finalizado em apenas 2 meses, garantindo a certificação de construção sustentável AQUA (Alta Qualidade Ambiental), conduzida pela Fundação Vanzolini, da USP de São Paulo. A obra fica localizada na Av. Silva Jardim, entre a Rua Des. Westephalen e a Av. Mal. Floriano Peixoto.
Hoje a construção civil é o setor de maior responsabilidade no consumo de recursos naturais extraídos, entre 15 e 50% do total. “Exceto a madeira, todos os materiais usados na construção civil convencional são emissores de gases que aumentam o aquecimento global. Somente o cimento é responsável por cerca de 5% das emissões mundiais de gases estufa – duas vezes a quantidade atribuída à aviação”, explica o professor.
Esta será também a primeira edificação autônoma solar do Paraná, ou seja, uma edificação com energia totalmente renovável, que ainda deverá gerar energia suficiente para alimentar um carro elétrico. Haverá ainda um sistema de coleta e uso da água da chuva para os vasos sanitários e toda a limpeza, sem contar com o controle de qualidade do ar. As janelas ganharão esquadrias em madeira e vidro duplo. A iluminação natural será peça chave para o posicionamento de portas e janelas e toda a iluminação artificial ainda necessária será feita com lâmpadas de LED. A base do piso elevado será de plástico reciclado com acabamento em madeira certificado. Todo mobiliário seguirá a mesma linha ecológica da construção. Ainda aliada a um sistema construtivo mais rápido e de resíduos praticamente zero, a edificação terá duas áreas com telhado verde, isto é, com o telhado coberto por plantas.
O local será construído através do sistema de modelo a seco, com madeira Wood-frame, que além de modular é rápido e com resíduo zero, pois estoca o carbono ao invés de emiti-lo. Tudo isto graças a tecnologia utilizada pela empresa TecVerde Engenharia, que criou um "sanduíche" de painéis de madeira em estrutura de pinus tratado, com uma manta em PET reciclado para fazer o isolamento térmico e outra manta feita através de pneus reciclados para garantir o conforto acústico dos ambientes.
As paredes levaram duas semanas para serem montadas e sairão prontas da fábrica direto para o local da obra, onde levarão mais duas semanas para serem erguidas. Logo em seguida entram as instalações elétricas e hidráulicas e depois os acabamentos. Tudo isso comprova que edificações planejadas podem ser construídas em pouco tempo e de acordo com as leis da sustentabilidade.
O uso de tecnologias que se enquadram nos princípios da construção sustentável, isto é, que não agridem o meio ambiente, proporciona economia de energia e água e melhor qualidade de vida aos seus usuários.
“Teremos uma vitrine no meio urbano, onde todos poderão ver as vantagens da construção sustentável”, conclui Eloy.
Fonte: Vitrine ADC