A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Projeto é de Jesse Reiser e Nanako Umemoto
As aberturas na pele de concreto permitem visão exterior, iluminação natural e efeito chaminé
(crédito: Imre Solt, Reiser + Umemoto, and Sebastian Opitz)
O edifício O-14 está situado no coração do centro de negócios de Dubai. O concreto shell não só forma a estrutura do edifício, mas também cria uma fachada rendada aberta à luz, ar e vista para o exterior. Os 21 andares de escritórios personalizados foram executados sem as barreiras convencionais de colunas e paredes. No térreo, lojas exclusivas ligam o prédio ao passeio da orla da Business Bay's, combinando a eminente cultura de compras de produtos sofisticados com entretenimento popular. No subsolo, quatro níveis de estacionamento acomodam mais de 400 carros.
As aberturas na pele de concreto são moduladas em função dos requisitos estruturais, vista para o exterior, e exposição ao sol e a luminosidade. Um espaço de quase um metro de profundidade entre a pele e o invólucro principal cria um efeito chaminé, fenômeno pelo qual o ar quente é projetado para cima, resfriando a superfície dos vidros das janelas atrás da pele perfurada. Esta técnica solar passivo funciona como um componente natural para o sistema de climatização do O-14, reduzindo assim o consumo de energia.
Os espaços são livres de barreiras e favorecidos pela iluminação natural
(crédito: Imre Solt, Reiser + Umemoto, and Sebastian Opitz)
Segundo os idealizadores, a solução proporcionou uma redução de cerca de 30% nos gastos com a energia do ar condicionado. Este é apenas um dos muitos aspectos inovadores do projeto do edifício. Uma vez que os vidros são blindados, eles não precisam ser de alto desempenho, embora a equipe tenha especificado vidros coloridos que deixam a impressão de estar mais recuados atrás da fachada.
Além disso, a proteção solar oferecida pelo cilindro curvilínea exterior reduziu as despesas de resfriamento por cerca de 30 por cento. Uma vez que o vidro é blindado, não precisam ser de alto desempenho, embora a equipe especificado vidros coloridos que parecem recuar mais atrás da fachada.
Fonte: Portal EA
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