Translate

Google Translate
Arabic Korean Japanese Chinese Simplified Russian Portuguese
English French German Spain Italian Dutch

Quem sou eu

Minha foto

Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

Fale Conosco

- Deixe seu comentário ou envie um e-mail: celinalago@hotmail.com
- Se desejar receber as novidades do site seja um seguidor que o envio é automático.
- A sua participação é muito importante. Só assim, unidos conseguiremos reverter o processo de destruição planetária pelo qual estamos passando e encontrar um equilíbrio saudável.

Muita Luz e Amor,

Celina Lago

14 de dez de 2011

Os benefícios do Light Steel Frame

LSF se destaca pela matemática precisa, responsável pelo encaixe perfeito dos perfis de aço leve

Itens usados no LSF, como perfis de aço e revestimentos de proteção contra intempéries, são prontamente entregues em qualquer estado brasileiro por fornecedores qualificados
(crédito: Divulgação Construtora Micura)
Heloisa Pomaro
O crescimento do número de construções e projetos em execução em Light Steel Frame (LSF) em diversos estados brasileiros suscita novo olhar e um urgente comprometimento da construção civil nacional e de suas principais lideranças com essa realidade – leia-se aqui, em particular, os órgãos fiscalizadores como Conselhos Regional de Arquitetura (Creas), institutos e sindicatos ligados ao setor, à arquitetura e engenharia.
A oferta de um novo e rico leque de construções alternativas à alvenaria, em que se destacam as construções em LSF pela rapidez na entrega, alta durabilidade dos imóveis e o viés sustentável obtido pelo uso de materiais secos, avalizados por selos verdes, e a utilização racional da mão de obra empregada, ainda não tem recebido um tratamento adequado tanto de quem fiscaliza, quanto de quem projeta o fim dos flancos deixados pelas políticas habitacionais do passado.
A arquitetura e a engenharia brasileira estão mudando. A tecnologia e novas pesquisas no modo de projetar e produzir casas, edifícios, condomínios, enfim, vieram agregar elementos modernos e eficazes na busca de edificações seguras e sustentáveis. Mas, esse processo novo e definitivo para a história do construir no Brasil carece da adoção de critérios e normas técnicas, urgentemente.
Tenho sido instada a discorrer sobre o avanço da busca por este sistema alternativo construtivo e, principalmente, a prestar assessoria e consultoria a construtores e/ou consumidores de várias cidades brasileiras, e a formar engenheiros e arquitetos por meio da Mic Tech, uma das primeiras empresas especializadas na capacitação profissional em Light Steel Frame.
Ao acompanhar o desenvolvimento desta nova tecnologia construtiva nos principais municípios e capitais do País, identifico, com preocupação, alguns caminhos inseguros adotados por construtores ainda desinformados e pela popularização dos materiais básicos desse modo de construção que, utilizados inadvertidamente, sem o acompanhamento e sem um correto projeto executivo, colocam em risco a vida dos usuários de casas, prédios, galpões e indústrias edificadas em LSF, num primeiro momento. E, em um segundo patamar, menos doloso mas também perigoso para o próprio mercado, o uso do próprio sistema construtivo no Brasil.
Explico melhor o porquê de cobrar, neste artigo, em especial, os organismos fiscalizadores, conselhos, sindicatos, institutos, órgãos fiscalizadores em suma, fundamentais para a melhor ordenação e utilização em projetos em massa do LSF.
As perspectivas de crescimento da construção civil no Brasil, embaladas pelo déficit estrondoso de moradias e toda uma teia de construções inexistentes para suprir esse mágico mercado consumidor que se constituiu agora o Brasil com a falência de outrora grandes economias – lojas, shoppings, aeroportos, galpões industriais e comerciais – e pela urgência deflagrada pela proximidade das competições internacionais (Copa do Mundo e Jogos Olímpicos) foram prontamente assimiladas pelos principais fabricantes da matéria-prima básica do LSF. Tanto é assim que todos os itens usados para levantar um edifício –aço, lãs minerais ou de pet, placas cimentícias, etc – são prontamente entregues em qualquer estado brasileiro, por fornecedores altamente qualificados e interessados no sucesso desse nicho.
Sistema é caracterizado pela utilização racional da mão de obra
(crédito: Divulgação Construtora Micura)

Na mesma velocidade de atendimento a esse promissor filão do mercado construtivo, a partir de uma alternativa eficiente, segura e limpa à obsoleta alvenaria, foram sendo disseminadas nos canteiros de obras as benesses do LSF.
Hoje, ao prestar consultoria sobre esse sistema construtivo, constato as primeiras e gravíssimas patologias causadas em construções feitas por pessoas inabilitadas ou, então, pela falta do uso dos materiais corretos, de um projeto executivo planejador por um profissional que conheça esse sistema.
A genialidade da construção em Light Steel Frame encontra-se na matemática precisa, responsável pelo encaixe perfeito dos perfis de aço leve, parafusos, lã mineral ou de pet e placas, que resultam na sustentabilidade da obra com recursos altamente diferenciais como o conforto térmico e acústico.
Assim como em outras opções construtivas, o uso de pouco aço ou a escolha de um parafuso inadequado para a montagem de toda a estrutura, por exemplo, irá redundar em um preço final do projeto mais barato, entre 10% e até 20%, abaixo do mercado, mas de qualidade altamente duvidosa. Pior do que isso, neste tipo de edificação é impossível recorrer ao famigerado “jeitinho”, à improvisação.  Essas são palavras infundadas em uma obra de LSF porque, como em qualquer outro sistema construtivo, esse tipo de prática coloca em risco a vida de quem for morar ou frequentar o ambiente, provoca falhas e patologias inaceitáveis.
Insisto em alertar que qualquer projeto com um preço muito abaixo do mercado precisa despertar a desconfiança do construtor – que, em geral, contrata terceiros para a execução do projeto – e do consumidor final.
Não existe milagre nas construções alternativas.
Diante das denúncias de moradias e estabelecimentos com problemas estruturais, faz-se urgente a adoção de uma política de fiscalização mais intensa de organismos como Creas, Conselho de Arquitetura e Urbanismo.
O problema é que por se tratar de uma nova alternativa construtiva no Brasil – que chega com um atraso histórico, é bom lembrar - esbarra na falta de um modelo padronizado para ser seguido pelo mercado.
Apenas para contemporizar, vale lembrar que o LSF nasceu no século XIX – para se ter uma ideia, em 1933, foi apresentado um protótipo de uma casa com perfis de aço na Feira Mundial de Chicago, nos Estados Unidos, criada para substituir o “Wood Frame”, a típica casa americana. A oferta em abundância do aço contribui para o aperfeiçoamento da técnica tradicional utilizada pelos norte-americanos.  Mas, somente agora, essa alternativa apresenta-se como um meio viável para o combate ao déficit habitacional no Brasil.
É preciso criar, com urgência, os parâmetros para o uso dessa alternativa e assim nortearmos com segurança e equilíbrio o crescimento da demanda pelo LSF.
Assim como acontece com as plantas populares em alvenaria, a partir de uma articulação desses organismos, defendo como fundamental a criação de cinco, seis modelos prontos, com o respectivo projeto executivo a serem ofertados a famílias interessadas em ter uma casa durável, com muito mais conforto térmico e acústico, robusta e sem instabilidades – todos os recursos oferecidos pelo LSF, além da rapidez na entrega desse imóvel – em no máximo três meses, dependendo da metragem escolhida.
As vantagens da padronização do sistema ainda não foram bem assimiladas pelo mercado brasileiro.
Com essa padronização e a oferta de casas-modelo, as facilidades para a construção e a aprovação de financiamento – hoje, em fase muito melhor do que há dois, três anos, mas ainda assim burocrática, reduziria o tempo projetado para o combate ao déficit habitacional em uma velocidade tacanha.
De um lado constatamos a rápida assimilação da indústria sobre as vantagens e o potencial do LSF, mas ainda patinamos na formação profissional. As universidades somente agora começam a buscar a capacitação e a oferecer aos seus alunos a disciplina do LSF, às vezes, tratada ao lado de outras opções construtivas.
Além das universidades, as escolas de formação de mão de obra intermediária começam a se movimentar e oferecem os cursos de montagem. O apagão da mão de obra na construção civil como um todo é um dos mais emblemáticos problemas do setor. E a falta de profissionais nos canteiros de obra deve-se a uma falha na formação profissional. Outra falha que não me canso de apontar.
Boa notícia
Ao fechar mais um ciclo com os dias finais deste 2011 e a expectativa com o aproximar de 2012, apesar das preocupações com os rumos da construção  em LSF, há motivos para apostar em um crescimento real na ampliação do total de projetos executados.
Tanto pelo crescimento da procura por cursos que tenho ministrado por meio da MicTech (www.mictech.com.br) como pelas conquistas importantes com a construção, por exemplo, da primeira agência da própria Caixa Econômica Federal (CEF) em LSF.
Vitrine para novas construções a partir dessa moderna tecnologia, a agência bancária construída por meio dessa moderna tecnologia em Brasília, e entregue há pouco tempo, celebra uma grande conquista para os defensores dessa linha construtiva.
Na entrega da obra no Distrito Federal, o prazo de construção da unidade, enxutos quatro meses, foi destaque no discurso do vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Paulo Roberto dos Santos. Algo que temos defendido na Revista Sistemas Prediais há tempos, começa a ser concretizado por meio de um dos braços mais importantes do governo federal – a própria CEF - para o amadurecimento do LSF no País.
Em palavras próprias, Paulo Roberto dos Santos, sintetizou, da seguinte forma,  a conquista obtida ao apostar neste modelo: "A construção da nova sede levou quatro meses ao invés dos oito meses previstos. Utilizamos uma nova tecnologia que garantiu que houvesse o mínimo de resíduos de material de construção".
A redução de perdas de materiais de construção e a possibilidade de se abreviar o tempo para entrega do imóvel e custos com uma série de outros elementos vitais para a economia global – água, energia elétrica, mão de obra, entre outros – são os principais ganhos do LSF.
Com o conhecimento já obtido por algumas pioneiras e responsáveis construtoras, não há como admitir um tratamento leviano para com futuro do LSF no Brasil. Por isso é que volto a defender, com insistência até, a necessidade de se colocar na agenda da política habitacional brasileira mecanismos mais eficientes e responsáveis no tratamento que será dado a esse sistema nos próximos anos. Nós temos uma excelente oportunidade de oferecer casas melhores, construções mais duráveis. Mas, para isso, há de se tratar corretamente a implantação do LSF em larga escala.
Fonte: Portal EA