Imagem Gerada por IA Um ambiente é muito mais do que paredes, móveis, cores e objetos. Cada espaço possui características que podem influenciar a maneira como nos sentimos e nos relacionamos com ele. Quando entramos em uma casa, escritório ou outro local, muitas vezes temos uma impressão imediata: sentimos acolhimento, tranquilidade, desconforto, agitação ou simplesmente vontade de permanecer ou sair. Nem sempre conseguimos explicar racionalmente essa sensação, mas ela faz parte da nossa percepção do ambiente. O ambiente também carrega uma história As pessoas deixam marcas nos lugares onde vivem e convivem. Hábitos, emoções, acontecimentos e a própria maneira como o espaço é utilizado contribuem para criar uma atmosfera característica. Um ambiente onde predominam tranquilidade, organização e cuidado pode transmitir uma sensação muito diferente de um espaço marcado por conflitos, excesso de objetos, desorganização ou abandono. Essa percepção não está apenas relacionada àquilo que p...
Chefes de Estado e governo posam para a foto oficial da Rio+20/Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Na véspera do encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) os cerca de 100 chefes de Estado e governo reunidos no Rio de Janeiro mantêm na quinta-feira, 21 de junho, uma série de discussões em mesas-redondas sobre o documento final a ser anunciado por eles na sexta-feira (22). A exemplo de quarta-feira (20), vários presidentes e primeiros-ministros discursarão. O pronunciamento do presidente de Cuba, Raúl Castro, é um dos mais esperados.
Os líderes se reúnem em quatro grandes debates, em busca de fechar um consenso sobre o documento final, que nos últimos dias dividiu os negociadores dos países em desenvolvimento e os desenvolvidos e gerou muita polêmica. Mas o texto não será modificado, mesmo diante de críticas e apelos. A tendência, segundo os negociadores, é acrescentar, mas sem a possibilidade de exclusão de itens ou de alteração de conteúdo.
Inicialmente, houve uma expectativa de que a versão preliminar, concluída segunda-feira (18), pudesse ser modificada. Mas o secretário executivo da delegação do Brasil na Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, descartou a hipótese.
Contribuições da sociedade civil
Segundo ele, as 30 recomendações encaminhadas pela sociedade civil serão analisadas pelos líderes políticos, mas eventuais mudanças no documento final só ocorrerão daqui a três meses. Reunidos em dez painéis, os integrantes da sociedade civil examinaram os temas-chave do desenvolvimento sustentável, como água, energia, oceanos, novos padrões de consumo, produção e erradicação da pobreza e da fome.
Líderes mundiais retomam o debate na quinta-feira (21)/Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, será criado um fórum para debater as propostas da sociedade civil e as sugestões que foram excluídas do texto final. O embaixador lembrou que a criação do fórum foi estabelecida no documento final.
Os chefes de Estado e governo retomam os debates na quinta-feira (21) em meio às cobranças da presidenta Dilma Rousseff para que os países desenvolvidos cooperem com o desenvolvimento sustentável e apoiem os investimentos, sem rejeitar as propostas alegando dificuldades decorrentes da crise econômica internacional.
Paralelamente, alguns líderes políticos e organizações não governamentais (ONGs) exigem mudanças no rascunho do texto alegando que, como está, ele não atende às suas demandas. As queixas envolvem principalmente a ausência específica de repasses financeiros, a transformação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em organismo autônomo (a tendência é de que o órgão seja apenas fortalecido) e a ampliação da regulação das águas internacionais.
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