Pular para o conteúdo principal

Cornell Plantations Welcome Center

Refrigeração passiva e aquecimento solar para a certificação LEED Prata

O novo edifício confunde-se com a paisagem do entorno
(crédito: Divulgação)
O Jardim Botânico da Universidade de Cornell fica próximo a uma estrada que serpenteia um desfiladeiro profundo e estreito, passando por alguns dos mais ousados elementos da arquitetura no campus. Mas, ao contrário das formas concretas acrobáticos do Herbert F. Johnson Museum of Art, de 1973, o centro de visitantes recentemente concluído é uma presença discreta e quase invisível na paisagem . "É quase como uma redoma de vidro que desceu e capturou um pouco do jardim", diz Jon Neuert, sócio da Baird Sampson Neuert, de Toronto. "Você pode literalmente ver através do edifício." A empresa projetou as instalações da Cornell Plantations, no campus Ithaca em New York.
Mas para além de toda a sua preocupação com o meio ambiente, o Brian C. Nevin Welcome Center reúne uma gama de utilidades, como banheiros e bebedouros, alojadas em uma estrutura de 550 metros quadrados, além das áreas de orientação e exposições. Além disso, foi necessário criar acessos para portadores de necessidades especiais à sala de aula, um café e espaço para eventos. O objetivo era a conquista da certificação LEED Prata. 

A equipe de design implantou a estrutura de aço de dois andares entre uma colina incrustrada em uma ladeira e um prédio do século 19, usado para pesquisas e funções administrativas. A empresa de paisagismo Halvorson Design Partnership trabalhou com gramíneas baixas, pontuadas por plantações mais esculturais, incluindo equinácea e falso índigo.

Uma ponte com largura suficiente para acomodar um caminhão de bombeiros, desemboca em uma alameda para pedestres que leva ao centro de boas-vindas, onde continua em linha reta através da construção de um conjunto de portas de vidro, antes de desembocar nos jardins dos fundos. A parte fechada é alcançada através de um átrio de pé direito duplo. Uma série de vitrines de vidro, com mapas e informações sobre o jardim botânico, separa o caminho até a recepção, um café e uma loja de presentes que se abre para um terraço. Escadas paralelas levam ao interior e exterior da fachada norte do projeto, no segundo andar do edifício onde está a sala de aula, que se abre para uma área plana no topo da colina.

A sala de aula é o único espaço climatizado do projeto, usando um sistema de refrigeração passiva. A área entre a antiga escola e o centro de boas-vindas possui um microclima próprio que a torna mais fria no verão do que outras partes do site. Na fachada oriental foram instaladas janelas mecanicamente controladas. Juntamente com as clarabóias do átrio e uma fileira de janelas operáveis no teto, elas criam um efeito de chaminé, puxando o ar resfriado.


Grelhas curvas de ipê também contribuem para a climatização do projeto, oferecendo sombreamento no verão e permitindo a entrada da luz durante os invernos frios de Ithaca. O edifício combate o frio através de um sistema de aquecimento de piso radiante, alimentado por caldeiras de alta eficiência e por  coletores solares térmicos instalado sobre um telhado verde. Durante o primeiro inverno de vida do edifício, os coletores responderam satisfatoriamente por 12 a 15 por cento das suas necessidades de aquecimento. 
A combinação de refrigeração passiva e aquecimento solar, dispositivos de baixo fluxo nos banheiros, e uso de pedra de origem local, entre outras características, colocam o projeto em vias de exceder os requisitos do cliente, com possibilidade de receber a certificação LEED Platinum.
Mas com cerca de um ano de uso, algumas distorções foram apresentadas no dia-a-dia do edifício. A sala de conferências do segundo andar apresentou deficiências na circulação do ar no verão e os arquitetos elaboraram planos para adicionar ar condicionado para esse espaço. O cliente também adicionou sombreamento adicional para as fachadas envidraçadas com o objetivo de reduzir o brilho no inverno e conter o ganho de calor solar no verão
.


Principais parâmetros
Localização: Ithaca, New York
Área: 550 m2
Conclusão: Janeiro de 2011
Custo: US$ 5,68 milhões 
Utilização anual de energia adquirida (com base em simulação): 2.065 MJ/m2, redução de 39% a partir do caso base
Pegada de carbono anual (previsto): 144 kg CO2/m2
Fonte: Greensource            Via: Portal EA

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Casas Sustentáveis

Diversos modelos e ideias ou projetos de casas sustentáveis bem legais! Divirta-se e apreciem os modelos sem moderação! Captação de água e circulação de ar que mantém a temperatura agradável.  Ideias para aplicar em casas já construídas! Telhado verde! Tendência e obrigatoriedade em alguns países! Este modelo apresenta novas tecnologias! Lâmpadas com energia eólica! Captação de água e armazenamento. Fonte: Bioconservation

AQUECEDOR SOLAR DE ÁGUA FEITO COM TUBOS DE PVC

PROJETO EXPERIMENTAL solução barata para aquecer água para banho Nota:  Aquecedor Solar de Água com o coletor solar feito com tubos de PVC: Criação, pesquisa e desenvolvimento por Edison Urbano. Obs.: Esse projeto foi baseado na tecnologia do ASBC - Sigla que caracteriza o Aquecedor Solar de Baixo Custo, projeto originalmente elaborado pela equipe da ONG Sociedade do Sol que, para a confecção do seu coletor térmico solar, usa placas alveolares de PVC (normalmente usadas para construções de forros). ÍNDICE INTRODUÇÃO Energia Elétrica - consumo sustentável. Formas simples para economizar energia elétrica. Estudo do consumo de energia elétrica por um chuveiro elétrico Explicações gerais do projeto experimental do Aquecedor Solar de água feito com tubos de PVC próprios para água potável. Aprendendo a dimensionar um Aquecedor Solar feito com tubos de PVC. MONTAGEM do(s) COLETOR(es) MONTAGEM do COLETOR feito com TUBOS de PVC Obs.: as medidas podem ser alt

Como Assentar um Piso Drenante?

O piso drenante não é apenas um piso pré moldado em placas de concreto drenante, é na verdade um sistema que engloba os materiais de assentamento formando uma escala granulométrica que drena as águas pluviais para o solo. As placas de piso não podem ser assentadas diretamente sobre a terra, pois a mesma irá entupir os vazios da placa de concreto evitando o correto funcionamento. A placa drenante deve ser assentada em um colchão drenante da seguinte forma de acordo com o manual técnico da Segato Pisos do Brasil: -Espalhar sobre o solo compactado uma camada de brita de aproximadamente 12cm de espessura. -Sobre a camada de brita, espalhar uma camada de Areia de aproximadamente 7cm de espessura. -Fazer colocação das placas usando uma linha de nylon para orientar no alinhamento e nivelamento. -A colocação tem que ser feita de forma que as peças fiquem travadas. Seguindo essas regras, teremos um piso ecologicamente correto podendo participar dos projetos com princípios