A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Já havia postado sobre esse prédio em 22/09/2009, mas com a Rio+20 resolvi reforçar, pois ainda temos muito que aprender.
O “30 St Mary Axe” é um edifício londrino que facilmente se destaca dentre os demais. Seu formato peculiar e seus 180 metros de altura despontam em meio à arquitetura clássica e conservadora típica da capital inglesa. É o sétimo arranha-céu mais alto de Londres, com 40 andares. Pertence à Swiss Reinsurance Company, mais conhecida por Swiss Re – uma das maiores companhias de seguros e resseguros do mundo, operante em mais de 30 países. Todos esses atributos já bastariam se não fosse por uma característica especial da edificação: ela recebe informalmente o nome de Gherkin, que significa “pepino” em inglês. O motivo de tal apelido é bem nítido; ovalado e comprido, o prédio é tão exótico que chegou a ser criticado pela mídia inglesa antes do início de sua construção. Por sua semelhança, é constantemente comparado com a Torre Agbar, que fica em Barcelona, na Espanha.
O projeto arquitetônico do Gherkin (“Pepino”) foi elaborado por ninguém menos que Norman Foster, renomado arquiteto inglês conhecido mundialmente por seu estilo ousado e visionário. Além da sede da Swiss Re, Foster também foi incumbido de desenhar a Prefeitura de Londres, o Estádio de Wembley e a Ponte do Milênio (Millennium Bridge), fora os seus trabalhos na França, Espanha, China, Alemanha e Estados Unidos.
Construído entre 2001 e 2004, o “30 St Mary Axe”, apesar de criticado inicialmente, ganhou inúmeros prêmios na área, como o RIBA Stirling Prize, da Royal Institute of British Architects. Infelizmente, não é permitida a visitação do interior do edifício. Esse privilégio só é concedido aos curiosos uma vez ao ano, por meio de um projeto inglês denominado Open-City.
O arranha-céu foi tão polêmico e prestigiado que sua construção acabou sendo retratada em um videodocumentário chamado Building the Gherkin (Construindo o Gherkin, em tradução literal). Dirigido e escrito por Mirjam von Arx, o filme foi lançado em 2005 e retrata a história da elaboração do projeto a partir de três pontos de vista distintos: o de John Coomber (CEO da Swiss Re), Peter Rees (planejador da cidade de Londres) e do próprio Norman Foster. Um compilado de quase 100 horas de filmagens.
Para conhecer um pouco mais sobre o “Edifício Pepino” e o documentário Building the Gherkin, separamos dois vídeos ao final dessa notícia que ilustram muito bem a genialidade arquitetônica dessa obra de Norman Foster.
O Gherkin
O documentário
Fonte: mcadoffices
Comentários
Postar um comentário