A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Projeto do escritório londrino usa elementos da cultura islâmica
Enquanto a envoltória do edifício relaciona-se com o vernáculo regional, o interior é contemporâneo
(crédito: Cortesia Foster and Partners)
O Banque Marocaine du Commerce Exterieur (BMCE) é um dos principais bancos do Marrocos. Incentivado pelo desejo de traduzir sua larga experiência aos clientes, o banco encomendou uma série de agências emblemáticas. Seu design segue uma abordagem modular e temática, com variações de escala e paisagismo, em resposta aos diferentes locais. Enquanto as agências em Casablanca e Rabat refletem seus sites compactos nos centros financeiro e cívico na costa do Marrocos, a agência de Fez tem detalhes sutis que expressam a herança artesanal da cidade.
Cada edifício é introduzido através de uma colunata e encimado por uma cúpula. O intradorso da abóbada é processado em tadelakt, uma técnica de gesso local, e o exterior é revestido em zellige - uma telha cerâmica tradicional. Estruturalmente as construções compreendem uma armação de concreto reforçado, com repetidos compartimentos sobre uma grade modular. As baias são envolvidas por painéis de vidro com telas profundas para proporcionar sombra e segurança. As telas são feitas de um aço inoxidável de baixo teor de ferro, e projetadas para permanecer frias ao toque, seguindo um desenho geométrico com base em padrões islâmicos.
A forma de cúpula desce para o hall criando um banco escultural curvilíneo
(crédito: Cortesia Foster and Partners)
A combinação de telas e pilares de pedra das fachadas dá a aparência de solidez, de acordo com as paredes esculpidas, frequentemente decorativas, num estilo refinado predominante no Marrocos árabe. Enquanto a envoltória do edifício relaciona-se com o vernáculo regional, o interior é contemporâneo. A forma de cúpula desce para o hall criando um banco escultural curvilíneo - uma característica distintiva de cada agência - que varia de largura conforme o tamanho do edifício.
Um arranjo simples e funcional divide, por igual, a pegada retangular entre o hall e as áreas de apoio. A grade modular emoldura os espelhos d´água, em torno do exterior do edifício, invertendo a forma do riad marroquino, com o seu pátio central. As agências são projetadas para serem eficientes em termos energéticos, combinando a tecnologia moderna com séculos de métodos de controle de temperatura passiva. Um exemplo é a utilização de arrefecimento geotérmico , em que o ar fresco é arrastado para um tubo que circunda a estrutura abaixo do solo e arrefecido naturalmente antes de ser liberado para o sistema de ventilação do edifício.
Cliente: BMCE Bank (Banque Marocaine de Commerce Exterieur), Najib Benabdallah, Younes Benchaaboun
Arquitetos: Foster and Partners
Co-arquitetos: Amine Mekouar, Empreinte d'Architecte
Fonte: Portal EA
Comentários
Postar um comentário