A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Parece uma simples sacola de plástico, mas é na verdade o recipiente para dejetos humanos PeePoo, voltado aos países em desenvolvimento.
Após ser usado, o saco é fechado com um nó e enterrado ou vendido ao próprio fabricante. O revestimento interno de cristais de ureia do saco ajuda a transformar os dejetos em fertilizante.
De acordo com uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 40% da população mundial – ou 2,6 bilhões de pessoas – não tem acesso a instalações sanitárias. A defecação ao ar livre gera contaminação da água e diarreia. Aproximadamente 1,5 milhão de crianças morrem de diarreia todos os anos.
O criador do PeePoo é o arquiteto e professor sueco Anders Wilhelmson.
Durante as viagens de estudo que fez com seus estudantes a países da Ásia e África, ele concluiu que a população urbana que vive em favelas precisa mais de banheiros do que de habitação.
Atualmente, cerca de 6 mil sacos PeePoo são produzidos todos os dias e distribuídos em favelas de Nairóbi, no Quênia.
Wilhelmson estabeleceu um modelo comercial no estilo Tupperware. Eles são vendidos por mulheres da comunidade após receberem algum treinamento. A empresa ainda recompra as sacolas usadas por um terço do valor de venda e transforma os dejetos em fertilizante.
Ele afirma não ser fácil instruir a população local a respeito de hábitos de higiene e saneamento e sobre os benefícios do PeePoo: ”Leva tempo para introduzir um produto novo’’, afirmou Wilhelmson. ”Por isso, estamos realizando festas de bairro e exposições itinerantes, além de propagandas no rádio’’, afirma.
Mas há esperanças. Os toaletes são uma necessidade básica que precisa ser resolvida, afirma, ”Todas as pessoas os utilizam, afinal, o nosso sistema digestivo é idêntico”.
Fonte: The New York Times via Info / Eco4planet
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