A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Foto: Agência Senado
Uma audiência pública para debater a importância da agricultura sustentável para o Código Florestal foi realizada na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), em Brasília, na quarta-feira, 5 de outubro. A reunião contou com opiniões de especialistas.
O consenso do encontro revelou que a legislação deverá combinar mecanismos de comando e controle com regras de premiação àqueles que preservam os recursos naturais e de incentivos para a recomposição de áreas protegidas que foram desmatadas.
Conheça as opiniões dos especialistas:
Gerd Sparovek – O professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ) defendeu o passivo ambiental (constituído em 80% por ocupações irregulares com pastagem). Segundo Sparovek, o problema pode ser solucionado a partir do isolamento da área degradada para a regeneração natural.
O professor enfatizou que o código deve manter a necessidade de restauração das Áreas de Proteção Permanente (APPs) na maioria dos casos, contrariamente ao proposto no texto que veio da Câmara, pretendendo regularizar áreas consolidadas nessas regiões.
Celso Manzatto – Chefe da Embrapa Meio Ambiente, Manzatto sugeriu um modelo agrícola de baixo carbono ou agricultura verde com a inclusão de sistemas de produção.
O especialista indicou o plantio direto e integração lavoura-pecuária-floresta, com baixa emissão de gases de efeito estufa, o que pode manter áreas de reserva legal e APPs, para o avanço na produtividade agrícola.
O chefe da Embrapa sinalizou a necessidade de ampliar a eficiência de práticas convencionais para redução do consumo de insumos escassos, caros ou ambientalmente danosos, assim como a adoção de insumos biológicos.
Maria Christina Motta Gueorguiev – A advogada do Escritório Pinheiro Neto Advogados comentou sobre a necessidade de que o projeto seja modificado para inserir regras de remuneração por serviços ambientais. De acordo com Maria Christina o Código Florestal é uma legislação “guarda-chuva” para as demais leis que poderão detalhar sistemas de compensação florestal.
A especialista apresentou aos senadores as vantagens da manutenção de áreas florestadas, como a conservação dos recursos hídricos, a melhoria da qualidade do ar e a manutenção da biodiversidade. Maria Christina frisou que todos os aspectos são essenciais para o avanço da agricultura e para a sustentabilidade.
Código Florestal
Após a reunião, os senadores debateram sobre mecanismos de pagamento por serviços ambientais aos produtores rurais que mantiverem áreas florestadas em suas propriedades. O projeto ainda será votado na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).
Segundo o senador Luiz Henrique, relator do PLC 30/2011, o texto pronto para a votação no Plenário deve estar pronto em novembro.
Com informações da WWF Via Redação Eco D - Via: Eco4planet
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