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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

29 de dez de 2011

Tinta solar transforma luz do sol em energia elétrica


A tecnologia para se produzir uma tinta com capacidade de célula solar, ou seja, uma tinta que, colocada sobre materiais específicos, seja capaz de gerar eletricidade, já existe. Por mais ficção científica que isso possa parecer, aplicar um conjunto de quatro tintas distintas (e com propriedades específicas) sobre uma placa de metal é uma alternativa para aquelas grandes e pesadas placas solares que usamos hoje.
Essa tecnologia, porém, possui alguns problemas. A durabilidade de uma placa de metal dessas pode ser questionada – ainda que uma das camadas de tinta seja uma “protetora”. Por enquanto, não existe um método para se reaplicar a tinta após a manufatura dessas placas. O maior problema, entretanto, é o alto custo de uma tecnologia como essa.
Para a questão financeira, alguns pesquisadores da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, dizem ter uma solução. Segundo os cientistas, eles conseguiram “um grande avanço” para a produção de tinta barata. Usando nano-partículas produtoras de energia e misturando-as com um composto que se espalharia mais fácil, eles criaram uma tinta solar que pode ser aplicada a qualquer superfície condutora sem nenhum equipamento especial.
A taxa de conversão ainda é mais baixa do que a que se consegue com as células solares comerciais, mas essa tinta pode ser feita com um custo baixo e em largas quantidades. Os pesquisadores, agora, buscam uma maneira de aumentar a eficiência da conversão luz-eletricidade, mas se mostram bastante otimistas.
Fonte: Info                         Via: Eco4planet 

Projeto de lei em Beirute transforma tetos em jardins


A cidade de Beirute, no Líbano, pode ser a primeira no mundo a ter a obrigadoriedade de plantar jardins nos tetos de seus prédios.
A capital, que é uma verdadeira selva de concreto, possui apenas 0,8 metro quadrado de espaço verde por pessoa, bem abaixo da recomendação da Organização Mundial de Saúde, de 12 metros quadrados por pessoa.
Um decreto municipal requisitando que cada construção tenha seu próprio jardim de telhado, algo com algumas árvores e plantas em um espaço físico, seria uma solução imediata e rápida para a questão ambiental da cidade.
Os tetos podem abrigar também plantas que crescem bem na região, como oliveiras, plantas de pimenta e outras que seriam úteis para a população. Os jardins poderiam servir de complemento às compras de alimentos dos moradores, e também ajudariam a limpar o ar da cidade e diminuir a temperatura da sua ilha de calor.
Arquitetos da região defendem que até os muros da cidade podem ser utilizados para crescimento de áreas verdes. As “paredes vivas” já são mais comuns em Londres, e podem ajudar até a combater a poluição da cidade.
Fonte: Info    Via: Eco4planet

Tênis converte seus passos em energia para dispositivos eletrônicos


Usar os movimentos cotidianos do corpo humano para abastecer eletrônicos não é uma ideia nova, mas até agora basicamente não saiu do papel. Uma das formas mais promissoras é usar nossos passos através do peso exercido sobre o calçado a cada pisada. Depois do estudo da Universidade de Princeton, agora é a vez da Universidade de Wisconsin desenvolver um protótipo.
Chamado de InStep Nanopower, o calçado teria uma sola especial com duas bexigas de plástico (uma no calcanhar e outra na altura dos dedos), conectadas entre si (imagem acima). A cada passo dado, o impacto carrega os eletrodos do metal líquido que está nas bexigas, criando assim uma corrente elétrica.
Mais pisadas geram mais energia e vão se armazenando na bateria, também na sola do calçado. Basta conectar então algum dispositivo eletrônico através da porta micro-USB para transferir a carga, como um player de música ou celular. Corredores com seus fones de ouvido vão adorar isso.
Os criadores Tom Krupenkin e J. Ashley Taylor procuram investidores para fazerem o protótipo se tornar produto e finalmente chegar ao mercado.

Residencial Sayab, de Luis De Garrido

Um marco da sustentabilidade em Cali


Foto aérea do resultado final
(crédito: Divulgação)
O complexo residêncial Sayab foi escolhido como o mais sustentável da Colômbia, tendo recebido a Medalha de Ouro de responsabilidade ambiental. Recentemente ele foi eleito, também, como a melhor referência em arquitetura residencial sustentável nas Américas.

O prêmio foi outorgado pela prestigiosa Fundação América Sustentável, o que faz do Sayab uma referência internacional em arquitetura sustentável e habitação social. O ambicioso empreendimento foi projetado pelo renomado arquiteto Luis de Garrido, uma das maiores referências internacionais em arquitetura sustentável, e construído pela IC Pré-Fabricados.

O prêmio foi concedido devido às características únicas do conjunto, cujos objetivos estão resumidos em seu próprio nome: Sayab significa "fonte natural de vida", em dialeto maia.

As principais características do Sayab são:

- Alto nível de sustentabilidade
- Alto nível bioclimático, dispensa aquecimento ou resfriamento mecânicos
- Iluminação e ventilação naturais
- Baixo consumo de energia
- Baixíssima geração de resíduos
- Criação de áreas verdes, com uma superfície que é o dobro da terra ocupada
- Promoção das relações sociais
- Triplo nível de segurança
- Uso de materiais biodegradáveis 
- Industrialização e pré-fabricação de todos os componentes
- Uso de componentes reutilizáveis e reparáveis
- Ciclo de vida infinito
- Baixo custo de manutenção
- Preço baixo

Pátio interno que proporciona iluminação e ventilação naturais
(crédito: Divulgação)
Objetivos e soluções arquitetônicas

O Sayab está localizado no bairro de Gratamira em Cali, Colômbia. A região permite alto nível de adensamento, e é destinada à habitação de estrato 4 na Colômbia (habitação social). O complexo residencial é composto por quatro blocos principais, com um total de 345 apartamentos, e vários centros sociais e comerciais. Existem dois tipos básicos de apartamentos: simples, com aproximadamente 72 m2, e duplex, com uma área de aproximadamente 103 m2.

Para aproveitar ao máximo a área de construção permitida e minimizar o impacto no preço final dos apartamentos, o empreendimento foi dividido em quatro blocos com orientação Leste-Oeste. Cada um destes blocos é formado, por sua vez, pela união de dois blocos lineares, separados por um pátio longitudinal coberto. Isso impede que a radiação solar direta penetre no interior das habitações, e, portanto, não as sobreaqueçam pelo efeito estufa.

Cada bloco tem dois núcleos de comunicação vertical, e o acesso à habitação é feito através de diferentes galerias perimetrais em torno do pátio central coberto.

Os blocos têm uma estrutura muito simples de arquitetura, a fim de minimizar os custos e aproveitar ao máximo o processo de componentes pré-fabricados. Apesar dessa suposta simplicidade, não há dois apartamentos iguais em todo o complexo, uma vez que todas as fachadas são diferentes umas das outras e, portanto, todas têm varandas diferentes. Para enfatizar a diferença e fornecer alguma complexidade ao todo, as varandas são pintadas com cores diferentes.

Os blocos têm aberturas em vários lugares da fachada, como pátios cobertos em diferentes alturas, proporcionando transparência ao todo. Além disso, esses pátios geram um novo conjunto de microclimas no prédio, melhorando as relações de vizinhança e de convivência. O interior dos blocos cria e mantém uma grande bolsa de ar fresco, que é insuflado continuamente em todos os apartamentos.

O complexo residencial tem 4 tipos de áreas verdes, localizadas em diferentes locais: O espaço exterior dos blocos, os pátios interiores, os pátios perimetrais entre os apartamentos, e os telhados dos blocos. No total, a área verde duplica a da superfície ocupada pelo empreendimento.

As habitações são flexíveis e permitem diferentes estruturas arquitetônicas para atender às necessidades particulares de cada ocupante em potencial.


1. Alto nível de sustentabilidade

O complexo tem um projeto sustentável de alto nível, estando fielmente em conformidade com os 38 indicadores do desenvolvimento sustentável que Luis De Garrido estabeleceu para sua atividade profissional.

Otimização de recursos, naturais e artificiais
    - Nível de utilização dos recursos naturais
    - Nível de utilização de materiais duráveis
    - Nível de utilização de materiais recuperados
    - Reutilização dos materiais utilizados
    - Nível de reciclagem
    - Capacidade de reparação dos materiais utilizados
    - Nível de utilização de materiais reciclados
    - Reciclagem dos materiais utilizados
    - Nível de utilização dos recursos utilizados

Consumo de energia reduzido
     - Energia consumida na obtenção de materiais
     - Energia consumida no transporte de materiais
     - Energia consumida no transporte de mão de obra
     - Energia consumida no processo de construção
     - Energia consumida pelo edifício ao longo da sua vida útil
     - Nível de adaptação tecnológica para as necessidades humanas
     - Eficiência energética do projeto arquitetônico bioclimático
     - Nível de inércia térmica do edifício
     - Energia consumida no processo de demolição ou desmantelamento do edifício
             
Promoção de fontes de energia natural
    - Nível de utilização tecnológica baseada em energia solar
     - Nível de utilização tecnológica baseada em energia geotérmica
     - Nível de utilização tecnológica de energia renovável baseada no ecossistema natural

Redução de resíduos e emissões
    - Nível de resíduos e emissões gerados na produção de materiais de construção
    - Nível de resíduos e emissões gerados no processo de construção
    - Nível de resíduos e emissões gerados na manutenção do edifício
    - Nível de resíduos e emissões gerados na demolição do edifício

Melhoria da qualidade de vida para os ocupantes do edifício
    - Emissões nocivas ao ecossistema natural
    - Emissões nocivas para a saúde humana
    - Número de doenças dos ocupantes do edifício
    - Satisfação e bem-estar dos ocupantes do edifício

Redução da manutenção e custos do edifício
    - Nível de adequação entre a durabilidade dos materiais e seu ciclo de vida funcional
    - Recursos consumidos pela construção em suas atividades diárias
    - Energia consumida pelos equipamentos tecnológicos do edifício
    - Energia consumida na acessibilidade do edifício
    - Energia residual consumida pelo edifício quando não está ocupado
    - Nível da necessidade de manutenção predial
    - Nível da necessidade de tratamento de emissões e resíduos gerados pelo edifício
    - Custo econômico na construção do edifício
    - Ambiente social e econômico

2. Alto nível bioclimático, que dispensa aquecimento ou resfriamento

O que torna especial o projeto do Sayab é a capacidade dos edifícios de se autorregularem sem o uso de dispositivos mecânicos para o condicionamento térmico. O edifício mantém-se estável em todos os momentos, a uma temperatura média em torno de 22ºC - 23ºC, embora a temperatura exterior em Cali varie em torno de 30ºC durante todo o ano. Isto foi conseguido através do uso de determinadas estratégias bioclimáticas e maximizando a inércia térmica dos edifícios.

3. Ventilação e iluminação naturais

O ótimo projeto bioclimático dos edifícios permite a iluminação natural de todos os cômodos dos apartamentos, enquanto houver luz do Sol. Portanto, nenhum espaço necessita de iluminação artificial durante o dia.

Por outro lado, os materiais utilizados são transpiráveis, garantindo a ventilação natural de todos os cômodos dos apartamentos, mesmo com as janelas fechadas. O conjunto possui um sistema de ventilação natural que mantém as casas constantemente resfriadas sem necessidade de dispositivos que funcionam à base de energia.

4. Baixíssimo consumo de energia

A única energia consumida pelas famílias é aquela necessária para os aparelhos e para a iluminação artificial à noite. Além do mais, tanto os aparelhos utilizados quanto os sistemas de iluminação são energeticamente eficientes.

5. Baixo nível de geração de resíduos

Para a construção do Sayab foram usadas avançadas técnicas industriais baseadas em painéis pré-fabricados de concreto reforçado. Isso eliminou a geração de resíduos durante a construção do edifício.

Por outro lado, o Sayab não gera resíduos ou emissões durante seu funcionamento diário, com exceção dos poucos resíduos orgânicos e domésticos gerados pelos ocupantes. Neste sentido, cada bloco tem uma Unidade Técnica de Resíduos, que executa a coleta seletiva para maior eficiência de transporte e tratamento.

6. Geração de áreas verdes, com duplicação da área ocupada

O Sayab tem uma área de parque que duplica sua superfície. As áreas verdes estão organizados em torno do espaço envolvente dos edifícios, nos telhados, nos pátios internos e nos diversos pátios em níveis. Tudo o que é retirado da natureza a ela retorna em dobro. 

7. Promoção de relações sociais

O projeto de todos os espaços públicos, semipúblicos e privados foi orientado para otimizar as relações sociais dos moradores. Foram estabelecidas áreas sociais, de lazer e de reunião em diferentes níveis dos edifícios. São especialmente procuradas as áreas verdes nos pátios e nos telhados ajardinados.

8. Triplo nível de segurança 

O Sayab possui três níveis de segurança: 1) acesso ao conjunto por duas portarias com vigilância 24 horas por dia; 2) o acesso a cada bloco separadamente; 3) o acesso à cada apartamento. O teto ajardinado oferece uma garantia de segurança adicional, servindo como berçário e área de recreação para as crianças, com segurança e privacidade adicionais.

9. Uso de materiais biodegradáveis e saudáveis


Todos os materiais, sem exceção, foram cuidadosamente escolhidos para prejudicar a saúde das pessoas e do meio ambiente.

10. Industrialização e pré-fabricação de todos os componentes

O complexo residencial foi construído utilizando um avançado sistema industrializado. Todos os componentes, sem exceção, foram projetados um por um, produzidos na fábrica e montados a seco na obra. Mesmo a estrutura de apoio é feita de painéis de concreto pré-fabricados reforçados.

Os painéis pré-fabricados foram projetados e fabricados um a um, incluindo a montagem, âncoras e todas as instalações que necessitam correr em seu interior. Uma vez na obra, estes painéis são montados, encaixando-se entre si em alta velocidade através de um engenhoso sistema baseado na fusão de três hastes de metal existentes em cada uma de suas faces. Como resultado, cria-se uma armação flexível entre todos os painéis, resultando em uma estrutura desmontável de grande inércia térmica e alta resistência a terremotos. As várias instalações são executadas dentro dos componentes estruturais, de modo que a montagem da estrutura implica, ao mesmo tempo, na montagem de todas as instalações do edifício.

Industrialização e pré-fabricação de todos os componentes do Sayab permitiram uma redução significativa no preço, uma enorme velocidade de construção, e, também, a obtenção do nível mais alto possível de sustentabilidade.

11. Utilização de componentes reutilizáveis e reparáveis

Todos os componentes do Sayab, incluindo a sua própria estrutura de suporte, são pré-fabricados e montados a seco. Isto permite-lhes ser removidos, restaurados, reparados e re-utilizados quantas vezes se fizer necessário.

12. Absoluta possibilidade de desmontagem

Devido ao sistema industrial pré-fabricado utilizado, se for necessário, pode-se remover todos os componentes dos edifícios, sem gerar qualquer tipo de resíduo. Seus componentes podem ser utilizados para construir o edifício em outros lugares, ou podem ser usados para construir um outro tipo de edifício.

13. Ciclo de vida infinita

Todos os componentes podem ser desmontados, reparados ou ser substituídos por novos, de forma contínua. O resultado é que o edifício pode ter um ciclo de vida útil indefinido.

14. Baixa manutenção

Devido ao sistema de construção, à qualidade dos materiais e do número limitado de dispositivos utilizados, a necessidade de manutenção do edifício é mínima. Minimizando, portanto, os custos de manutenção.

15. Preço baixo

Apesar do conceito arquitetônico avançado, e do enorme número de inovações, o preço dos apartamentos no Sayab é idêntico ao de qualquer outro de padrão e características semelhantes. O preço de venda do apartamento de 72 metros quadrados é de cerca de 84.000 reais.

Por todas estas características, o Sayab tornou-se referência internacional em arquitetura sustentável e habitação social.

Residencial Sayab 
Desenvolvedor e construtor: IC Pré-fabricados
Arquiteto: Luis De Garrido
Localização: Cali, Colômbia
Custo total do projeto: cerca de R$ 14.500.000,00
Fonte: Portal EA

Feliz Ano Novo

Desejo a todos que participaram de alguma maneira desse blog, um ano repleto de mudanças positivas, viagens, mais esperanças, e liberdade de expressão. Que cada um possa se conscientizar das mudanças necessárias para uma vida melhor. Ano 2012 - vibração da energia do número 5 - que significa tudo que escrevi acima em seu lado positivo. No negativo não interessa, pois cada vez mais, devemos focar no lado positivo da vida, e o negativo, deixamos de lado, buscando sempre mudar nossos pensamentos e atitudes, assim estaremos vibrando de maneira a fluir positivamente nessa energia de crescimento e mudanças!
Recados



Recados
Muita Luz e Amor a todos!


Celina Lago

21 de dez de 2011

Wildpoldsried, pequena cidade alemã, é campeã em energias renováveis

Solar, eólica, hidrelétrica e biomassa rendem US$ 5,7 mi por ano

Cidade gera 320% mais energia do que consome
(crédito: Divulgação)
Enquanto o governo alemão mostra a intenção de encerrar as atividades de suas usinas nucleares, por pressão do incidente em Fukushima, e anuncia a construção de cerca de 4.500 quilômetros de linhas de transmissão para as novas fontes de energia renovável, um pequeno vilarejo vive a experiência de produzir energia 321% além da que necessita.  A pequena Wildpoldsried, localidade agrícola no estado da Baviera, está faturando anualmente perto de US$ 5,7 milhões com energia renovável.
Parte da energia vem das turbinas eólicas
(crédito: Divulgação)
Não é nenhuma surpresa que o país que, ano após ano, pouca importância conferiu à competição Decathlon Solar  (para produzir balanço positivo de energia através de casas solares), seja o lar de uma aldeia tão eficiente em termos energéticos. A iniciativa verde do vilarejo começou em 1997 quando o conselho municipal decidiu que era necessário construir novas indústrias, mantendo as iniciativas locais, como forma de trazer novas receitas sem criar nenhuma dívida.
Nos últimos 14 anos, a comunidade equipou nove novos edifícios comunitários com painéis solares, construiu quatro biodigestores (o quinto está em construção) e instalou sete turbinas eólicas, sendo que já conta com mais duas a caminho. Na pequena cidade, 190 domicílios particulares têm painéis solares, além de o distrito se beneficiar de três pequenas centrais hidrelétricas, controle ecológico de cheias e um sistema natural de tratamento de esgoto.
Todos estes sistemas verdes fazem com que, apesar de ter uma população de apenas 2600 habitantes, Wildpoldsried produza energia 321 % a mais do que necessita, gerando 4,0 milhões de euros (US$ 5,7 milhões) em receitas anuais com a venda do excedente à rede nacional. Pequenas empresas têm se desenvolvido no vilarejo especificamente para fornecer serviços para as instalações de energia renovável.
As metas verdes da cidade têm sido tão bem sucedidas, ao longo dos anos, que foi criada uma declaração de princípios, a WIR-2020 - Wildpoldsried Innovativ Richtungsweisend (Liderança Inovadora Wildpoldsried). O conselho local espera que isto inspire os cidadãos a fazer a sua parte para a conservação ambiental e incentive as empresas a criarem empregos verdes.
Como resultado do seu sucesso, Wildpoldsried recebeu inúmeros prêmios nacionais e internacionais por suas iniciativas para a conservação de energia renovável. O conselho convida,ainda, conselhos de outras localidades para aprender como iniciar seu próprio programa.
Após o desastre de Fukushima, Zangerle, o prefeito, foi até mesmo convidado a realizar turnês mundiais. Ele esteve na Romênia, em Berlim e na região do Mar Negro para falar sobre como esses lugares podem transformar suas comunidades e ganhar dinheiro no processo. Em sua opinião, a mitigação das mudanças climáticas só pode ser implementada, na prática, em conjunto com os cidadãos e com os conselhos municipais. “O modelo não pode partir de cima. Por isto nós passamos muito tempo conversando com os nossos visitantes sobre como motivar o conselho municipal (e o prefeito) para começar a pensar de forma diferente. Quando mostramos as melhores práticas de um modelo em movimento, muitos vêem os benefícios imediatamente”, diz ele.
Fonte: Inhabitat                                                 Via: Portal EA

Pi, a casa do futuro

Projeto será apresentado no Decathlon Solar 2012

Projeto deverá gerar mais energia do que a que consome
(crédito: Divulgação)
O Grupo de Energia e Construção da Universidade de Zaragoza, Espanha, está projetando um protótipo de habitação sustentável que produz mais energia do que consome, além de não gerar resíduos.  A Casa Pi, como vem sendo chamada, será exibida na Decathlon Solar 2012, uma competição internacional em que as universidades projetam e constroem casas autossuficientes em energia.
O grupo é dirigido pelo Professor José Antonio Turégano, especialista em projetos de habitações e bairros bioclimáticos, e coordenado pelo doutorando Alejandro del Amo, que concentra seus estudos na área de energias renováveis e sua aplicação residencial. Ambos pertencem ao Grupo de Energia e Construção e têm a colaboração de uma equipe multidisciplinar de arquitetos, engenheiros, biólogos, químicos e designers da Universidade de Zaragoza, cada qual contribuindo dentro de sua área de conhecimento.
Durante a última fase da competição, que acontece de 3 a 9 de setembro de 2012 em Madri, a casa será aberta à visitação pública, enquanto se desenvolve a competição em torno dos temas que compõem o concurso: arquitetura, engenharia e construção, eficiência energética, equilíbrio de energia elétrica, conforto ambiental, operação da casa, comunicação e sensibilização social, industrialização e viabilidade de mercado, inovação e sustentabilidade. A competição terá três tipos de pontuação: por tarefas concluídas, medição in loco e avaliação do júri.
Desenho cilíndrico
A Casa Pi, que encontra-se em fase de projeto, é uma casa do tipo unifamiliar em formato cilíndrico. Esta forma foi a escolhida por permitir que se construa mais espaço interno com menor número de paredes expostas às condições climáticas.
A casa está dividida em dois pisos, com uma área de 70 metros quadrados no térreo e outra de 50 metros quadrados no piso superior. O térreo concentra as áreas habitáveis: quartos, cozinha, banheiro e sala de estar. Um pequeno quintal abrigará dois lagos para a fitodepuração, um sistema de eliminação de águas residuais através de pântanos onde se desenvolvem certas plantas aquáticas.
O primeiro andar, um grande vão livre, tem metade de seu espaço ocupado pelas instalações e a outra por um terraço coberto por um teto de placas fotovoltaicas com cerca de 10 KW de potência. Este andar orbitará a trajetória solar de maneira a captar o máximo de radiação possível, maximizando a produção de energia solar fotovoltaica.
Os criadores do Casa Pi, concebida como a habitação ecológica e sustentável para o futuro próximo, planejam instalar o protótipo na Universidade de Zaragoza, onde será utilizada como uma bancada de testes práticos para pesquisadores e empresas. 
Fonte: Portal EA

Parque Olímpico


Vista geral do projeto
(crédito: Divulgação)
Em 19 de agosto, foi divulgado o projeto vencedor do Concurso Internacional para o Plano Geral Urbanístico do Parque Olímpico Rio 2016, coordenado pela Empresa Olímpica Municipal em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). Desenvolvido pela consultoria inglesa AECOM, o projeto define como serão ocupados os espaços públicos, praças e parques, além da disposição das instalações permanentes e temporárias e dos futuros empreendimentos imobiliários a serem construídos na área.
Neste primeiro momento, o plano é conceitual. Seu detalhamento será feito ao longo dos próximos meses pela AECOM em conjunto com os entes envolvidos na construção do parque. Segundo o IAB, o projeto vencedor se destacou para a comissão julgadora “por conta do conceito de operação, o acesso separado para atletas e público, a logística do sistema de transportes, a viabilidade de execução e uma via exclusiva para estacionamento. Já no legado que o projeto deixará para a cidade, os destaques foram a preservação ambiental, a viabilidade de manutenção e a preservação da lagoa da região”.
Modo Jogos Olímpicos
Modo Legado
O Plano Geral Urbanístico define como será ocupada a área do Parque Olímpico, os espaços públicos, praças e parques, além da disposição das instalações permanentes e temporárias e dos futuros empreendimentos imobiliários a serem construídos na área. O detalhamento do plano, por meio do Projeto Executivo, será feito ao longo dos próximos meses pela AECOM em conjunto com os entes envolvidos na construção do parque.
Os projetos para cada uma das instalações a serem construídas no parque, permanentes ou temporárias, serão objeto de concursos subsequentes, também a serem realizados pela Prefeitura do Rio de Janeiro em parceria com o IAB. O Instituto dos Arquitetos do Brasil anunciou ainda um acordo com o Comitê Organizador Rio 2016 para a realização de outro concurso para escolher o projeto do novo campo de golfe a ser construído na cidade para os Jogos Olímpicos.
A AECOM, que também foi a responsável pelo Plano Geral Urbanístico do Parque Olímpico dos Jogos Londres 2012, receberá um prêmio de R$ 100.000.
Assim como em Londres, o projeto da AECOM para o Rio contempla a utilização do parque durante e após os Jogos. No modo “Jogos Olímpicos”, o projeto assegura as melhores condições para a realização e operacionalização da competição esportiva. No modo “Legado”, garante a viabilidade dos novos empreendimentos de forma sustentável.

A proposta urbanística também contempla a transição do modo “Jogos Olímpicos” para o modo “Legado”; a preservação das qualidades ambientais do sítio, com destaque para a recuperação ecológica da lagoa; a priorização da permeabilidade do solo; acessibilidade universal; a integração dos projetos municipais previstos para o entorno; a priorização de inovações tecnológicas sustentáveis; a conexão entre os futuros equipamentos, esportivos ou não, através dos espaços públicos; o atendimento aos compromissos previstos na Candidatura Rio 2016; e a segurança.
Em 2016, o Parque Olímpico será o coração dos Jogos. Com área de 1.180.000 metros quadrados, vai abrigar disputas de 10 esportes olímpicos (basquete, judô, taekwondo, lutas, handebol, hóquei sobre a grama, tênis, ciclismo, esportes aquáticos e ginástica) e 11 paraolímpicos (basquete em cadeira de rodas, rugby em cadeira de rodas, bocha, judô, vôlei sentado, goalball, futebol de 5, futebol de 7, tênis em cadeira de rodas, ciclismo e natação). No local, também será construído o Centro Principal de Imprensa (MPC, na sigla em inglês) e o Centro Internacional de Transmissões (IBC, na sigla em inglês), onde trabalharão cerca de 20 mil jornalistas credenciados.
Mais de três milhões de ingressos serão vendidos para competições a serem disputadas no parque, que receberá cerca de 200 mil espectadores por dia.
Após os Jogos, instalações esportivas e novas construções formarão uma área que será referência de planejamento e sustentabilidade para a cidade. O Plano Geral Urbanístico libera, no mínimo, 60% da área para empreendimentos futuros. As novas instalações esportivas permanentes estão concentradas em torno dos já existentes, construídas para os Jogos Pan-americanos e Parapan-americanos Rio 2007 – Centro Aquático Maria Lenk, Velódromo Olímpico e Arena Olímpica. Após os Jogos, este grupo de construções formará o primeiro Centro Olímpico de Treinamento da América do Sul e se tornará referência na descoberta e desenvolvimento de talentos esportivos.

O britânico Adam Williams, diretor associado da AECOM, revelou ter buscado “inspiração nos elementos da cidade. Quisemos levar a experiência adquirida em Londres, onde também foi importante planejar o parque para durante e depois dos Jogos, assim como a transição entre esses dois momentos”.
O concurso reuniu 60 trabalhos de escritórios de 18 países. Com sete integrantes, o júri foi formado por representantes da Prefeitura do Rio, da União Internacional de Arquitetos, do Instituto dos Arquitetos do Brasil, do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 e do Governo Federal
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Fonte: Portal EA

Comércio já pode ter iluminação 100% LED

Economia de energia pode chegar a 90%, em relação às lâmpadas incandescentes

Por: 
Por: Marcos de Oliveira Santos
Se há pouco o uso dos LEDs em larga escala era um sonho, hoje o uso desta tecnologia é uma realidade. Segundo dados da Abilux (Associação Brasileira da Indústria da Iluminação), estima-se que o mercado dos diodos emissores de luz cresça entre 20% e 30% todo ano. Especificamente com relação a iluminação comercial, seu uso deve aumentar 30% este ano, como calcula pesquisa realizada pela Groom Energy e a Greentech Media Research.
Este crescimento se deve, muito, por conta das novas tecnologias que a cada momento são desenvolvidas e disponibilizadas no mercado. Para se ter uma ideia, há pouco menos de dois anos, os LEDs para uso comercial poderiam ser utilizados apenas como forma de decoração e meios de sinalização, já que os produtos com esta tecnologia ainda não haviam avançados o suficiente para suprir outras necessidades. Entretanto, hoje, já é possível usá-los em quase tudo, desde iluminação geral do comércio, até de forma localizada, em vitrines ou no PDV. Ou seja, podemos ter lojas, restaurantes, hotéis etc. (estabelecimentos comerciais), iluminados 100% com LEDs de boa qualidade.
Este avanço no campo dos diodos emissores de luz (sigla em inglês para os LEDs) traz muitas vantagens para o consumidor, não apenas por conta da flexibilidade de aplicações que esta tecnologia possui, mas também devido ao seu alto índice de reprodução de cores (IRC), essencial para mostrar as reais características do que está sendo comercializado. Isso sem contar sua altíssima durabilidade, o que evita constantes trocas de lâmpadas.
Em termos de economia de energia, os LEDs também se mostram vantajosos, já que permitem um baixo consumo de energia, tendo vida extremamente longa (até 25.000h). Isto significa possibilidades de economia que ficam entre 70% e 90% em cada lâmpada quando comparamos lampLEDs às incandescentes. Outra vantagem refere-se ao meio ambiente, já que o fato de os LEDs durarem bastante reduz os volumes de dejetos e conservam os recursos naturais, além de diminuírem as emissões de CO2, revertendo também o efeito estufa.
Tipos de LEDs
Quando falamos de “iluminação com tecnologia LED”, muitas pessoas fazem uma pequena confusão, acreditando que todos os produtos com esta tecnologia são capazes de iluminar absolutamente tudo. Isto não é verdade. Tudo depende do objetivo para o qual o LED em questão foi desenvolvido. Em um ambiente comercial, por exemplo, existem lâmpadas com esta tecnologia que foram elaboradas especificamente para iluminação geral, outras para destaque e algumas apenas decorativas. Resumindo: LED é a tecnologia na qual podem ser feitos vários produtos.
Claro que, de uma maneira geral, todas as lampLEDs possuem uma durabilidade muito maior do que a das tecnologias anteriores (incandescentes, fluorescentes ou halógenas). Porém, cada uma delas apresenta características diferentes. Vale dizer que, assim como outros produtos, questões como vida útil e segurança estão intimamente ligadas à empresa responsável pela confecção dos LEDs, o que reforça ainda mais a importância de sempre optar por tecnologias de qualidade garantida.
Marcos de Oliveira Santos - Engenheiro eletricista, graduado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), gerente de marketing da OSRAM do Brasil para a linha de LEDs Profissional
Fonte: Portal EA

Fontes alternativas na climatização

Energia solar, geotermia e biomassa ganham mercado

Eco Hotel Pousada do Parque: uso de energia solar térmica
(crédito: Divulgação Eco Hotel)
Por:Ana Paula Basile Pinheiro
Fontes renováveis e abundantes de energia ganham mercado nas ações para conter o aquecimento global. A América Latina foi em 2010 a segunda região do mundo que mais investiu no setor das energias renováveis, com aumento de 39% com relação ao ano anterior, segundo um relatório da Organização das Nações Unidas.
O Brasil ocupa um lugar de destaque no cenário mundial no uso de fontesrenováveis de energia. De acordo com os dados do Boletim de Economia e Política Internacional do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) 46% da energia consumida no país vem de fontes renováveis.  Ainda segundo o IPEA, o país só alcançou este estágio graças à produção de eletricidade por hidrelétricas, que corresponde a 15% do total de energia renovável, uso de lenha e carvão vegetal (comum nas termelétricas) com 12% e, sobretudo, à utilização de produtos da cana-de-açúcar que corresponde a 16%. Outras fontes renováveis de energia respondem por 3%. Já o etanol representa, hoje, mais de 90% do fornecimento mundial de biocombustíveis líquidos e é produzido, fundamentalmente, a partir da cana-de-açúcar. Essas porcentagens englobam a utilização em diversos setores como transporte – sendo este o principal, indústria, comércio e edificações.
O Brasil prevê investimentos cada vez mais crescentes nessa área e o setor de ar condicionado está consolidando este crescimento através de projetos bem planejados e considerando o racionamento de energia. 
Existem já no mercado vários sistemas de climatização que utilizam no seu funcionamento fontes renováveis de energia.De acordo com José Carlos Felamingo, diretor da Union Rhac, o potencial de utilização é muito grande, se considerarmos que temos disponível o  sol abundante, a biomassa e outras formas de energia, que facilmente podem ser transformadas em “água gelada”, que é o elemento principal dos sistemas de AVAC de médio e grande porte. O elemento “transformador” dessas formas de energia em “frio”, segundo Felamingo, é o ciclo ou chiller  por absorção, pois ele usa o calor para fazer o “frio”.

No caso do sol, o calor é obtido diretamente por coletores solares que aquecem a água; no caso da biomassa, a obtenção do calor pode ser direta, através da queima da biomassa e consequente produção de vapor ou água quente, ou indireta, produzindo-se o metano (CH4) que será utilizado como combustível para queima nos chillers por absorção, obtendo-se, nesse caso, uma melhor eficiência do processo.
“Temos inúmeras formas de geração de energias renováveis, como exemplo, a queima de lenha (Eucalipto, Pinus, etc.) ou seus subprodutos (serragem, aparas, etc.), ou ainda a vinhaça (subproduto das usinas de álcool), o lixo e o esgoto urbanos, estes últimos, todos com tecnologias disponíveis para produção de energia através dos biodigestores que produzem o gás metano (CH4), que queimado produz energia na forma de calor (vapor, por exemplo) ou ainda como combustível para motogeradores ou turbinas, na produção direta de  energia elétrica. Daí a produzir o “frio”, para os sistemas de ar condicionado, é um pulo”, comenta Felamingo.
Para Danilo Werneck, diretor da DW Engenharia, o Brasil está numa fase de crescimento, mas ainda sem investimento necessário em infraestrutura para garantir a manutenção deste crescimento.  Segundo ele, no cenário do desempenho energético dos edifícios, os projetistas têm importante papel: “A utilização de energia renovável tem seu papel nos projetos de climatização, porém, é preciso ter o cuidado de não exagerar na dose para evitar tecnologia que venha a ser obsoleta em pouco tempo, pois nos países desenvolvidos este assunto, apesar de ser bem utilizado, ainda demanda de novas tecnologias e os custos são bem diferentes dos custos do Brasil”. Ele ressalta que estes países já desempenharam antes um papel de alto consumo descontrolado e sem qualquer cuidado ambiental para a sociedade e conscientemente vêm acertando com novas medidas e cuidados com o meio ambiente e, nesta conjuntura, cabe aos países em desenvolvimento contribuírem dentro do possível, mas não arriscar em tecnologia que não seja viável ou aplicável.
“Outros sistemas de menor custo de implantação deveriam ter prioridade, pois em muitos casos vemos a possibilidade de utilização de recuperadores de calor, ciclos economizadores, resfriamento entálpico, etc., e temos grande dificuldade devido ao custo e a consciência ambiental, que ainda não é forte o suficiente para garantir do investidor tal benefício para todos em termos ecológicos”, diz Werneck.

Owens Corning de Rio Claro - SP:  sistema de produção de água gelada, com chiller por absorção por água quente, que aproveita o calor de duas chaminés
Climatização: potencial de aplicação
Na opinião do engenheiro e consultor em Geração Renovável, Sustentabilidade e Energia, Marcelo Sousa, embora as fontes renováveis de energia ainda representem altos custos de investimento, as alternativas na climatização começam a surgir. Basicamente com a energia solar e geotermia. Há enorme potencial para ambas as fontes em regiões litorâneas onde há bons índices de irradiação solar, e onde a maresia e índices de umidade são sempre um ponto de atenção na eficiência dos projetos de climatização.   
“Para o uso da energia solar há alguns incentivos, como isenção de IPI e de ICMS. Sem dúvida que estas isenções auxiliam potenciais projetos, mas não são suficientes. Em termos de energia solar térmica, por exemplo, algumas cidades têm editado leis com o objetivo de aumentar a participação da fonte em nossa matriz. Mas está muito limitado a aquecimento de água para banho, economizando energia elétrica em chuveiros. É preciso ampliar os horizontes e tornar estas leis mais abrangentes, permitindo economizar energia elétrica em outras aplicações como em sistemas de climatização. Para a geotermia ainda não há incentivos”, diz Sousa.
A geotermia, por exemplo, em seu formato mais simples é aplicável no rejeito no calor ou obtenção de calor para a climatização do ambiente. Hoje, os grandes sistemas de climatização costumam utilizar torres de resfriamento para rejeito de refrigeração ou bomba de calor para aquecimento. Isso demanda espaço para instalação, consumo extra de energia elétrica, consumo de água em torres, produtos químicos, além dos custos com manutenção. No ciclo frio, além dos pontos citados, a geotermia permite trabalhar com temperatura de condensação mais baixa quase que independente da temperatura externa. Isso também aumenta a eficiência de equipamentos como resfriadores de líquidos (chillers).  No ciclo quente, o uso do calor da terra aumenta a eficiência do sistema de aquecimento do ambiente.
A energia solar tem duas formas de aplicar. A solar térmica, assim como biomassa, pode ser utilizada para gerar calor para uso em sistemas com equipamentos de absorção ou adsorção, que utilizam água quente ou vapor para gerar água gelada para a climatização.
A solar fotovoltaica (energia elétrica) pode ser integrada diretamente aos quadros de alimentação dos equipamentos, principalmente se estes funcionam com tecnologias de variação de velocidade dos motores.
A geotermia e a biomassa podem atender 100% da energia em suas respectivas aplicações. A energia solar, por sua natureza intermitente, precisa trabalhar em conjunto com outra fonte de energia.
Sousa diz que no Brasil há poucos projetos que utilizam o conceito da geotermia, sendo em geral de pequeno porte. São projetos com as chamadas bombas de calor geotérmicas para aplicações residenciais e piscina de clubes, utilizando a terra diretamente como fonte de energia ou um lago. Em sua maioria na região Sul do país e visando o aquecimento. “Há um projeto em fase de estudos na região Norte que pode ser o primeiro projeto de maior porte do país, para uso da geotermia no rejeito de calor do sistema de climatização”, revela Sousa.
No caso da climatização solar, o custo é o principal fator limitador. Na climatização geotérmica, o impacto do custo é um pouco menor, carece de mais informações e integração entre as áreas de geofísica e climatização para gerar as informações como gradientes de temperatura e características do solo, para a concepção dos projetos.
Em ambos os casos, a necessidade de área física, espaço, também é um fator que pode limitar a implantação de projetos.
Werneck acrescenta que, além da falta de informações disponíveis de temperaturas de solo, água, etc., ao longo do ano e histórico climático para a aplicação da energia geotérmica, ainda é o custo de implantação, manutenção e operação do sistema o maior limitador.
“A geotermia na minha ótica deve ser mais utilizada em locais mais frios (Sul do país), pois o uso em aplicação para resfriamento requer um alto custo de implantação, e o custo de manutenção e operação ainda não temos informações, mas sabemos que é bem superior ao convencional, dada a falta de material nacional e mão de obra especializada no país. A utilização de água para ajudar no ciclo de refrigeração proveniente de rios, mar ou lagos estão sendo utilizados, mas além de elevado custo de implantação, ainda não temos o retorno quanto ao impacto ambiental e custos de O&M”, alerta Werneck.
Felamingo explica que o “combustível” do chiller por absorção é o calor nas suas diversas formas: água quente, vapor ou mesmo a queima de biomassa ou seu subproduto, o gás metano (CH4).  O calor do sol (solar), o calor do subsolo (geotermia), e a biomassa - e aí devemos incluir o lixo e o esgoto, são fontes renováveis de “combustível” para os chillers por absorção, e que podem ser utilizadas direta ou indiretamente para a produção de “frio”.
“Nas aplicações das energias renováveis os chillers por absorção, quando comparados aos chillers por compressão (elétricos), têm coeficientes de performance - COP- bem menores, portanto não podem e não devem ser analisados só por esse ângulo, mas devemos ter em mente que estamos transformando energia, na forma de calor, que tem menor “nobreza” do que a energia elétrica, em “frio”. E por outro lado, deixamos de consumir  kWs elétricos que pode ser utilizados em outros processos ”, explica o diretor da Union Rhac.
“O primeiro limitador para a aplicação são os custos mais altos, pois ainda são soluções que têm menores demandas, logo custam mais caro inicialmente, embora tenham retorno em curto período de tempo. Segundo, podemos citar o desconhecimento das tecnologias disponíveis; terceiro, cito a preferência que os engenheiros têm por soluções consagradas e que não demandam muito tempo para saírem do papel e o risco de engenharia é menor. Em outras palavras, falta coragem para muita gente”, comenta Felamingo.
Benefícios e exemplos de utilização
O principal benefício, diz Sousa, é a economia de energia. Ele lista outros como a redução de consumo de combustíveis fósseis, em algumas regiões, e redução de custo de manutenção em algumas aplicações.
“Há benefícios intangíveis atrelados às políticas de sustentabilidade, como redução de emissão de gases do efeito estufa e auxílio na obtenção de certificações de edifícios verdes, como LEED, ACQUA, dentre outras”, informa Sousa.
Ele cita alguns exemplos de aplicação:
- Climatização com uso de biomassa na Veracel Celulose S.A., em Eunápolis (BA). A instalação possui uma central de cogeração com uso de licor negro e casca de madeira e o sistema de ar condicionado composto por dois chillers de absorção de 2813 kW (800TR).
- Climatização com uso de energia solar térmica no Eco-Hotel Pousada do Parque, em Cuiabá (MT). A climatização dos quartos é feita via parede radiante. O sistema de ar condicionado possui um chiller de adsorção de 17,5 kW (5TR), mais sistema com 36 m2 de coletores solares.
Uma aplicação típica de climatização geotérmica é em sistemas de ar condicionado localizados em áreas onde há alto índice de umidade. A umidade reduz a eficiência das torres de resfriamento, aumentando o consumo de energia dos equipamentos e também o seu desgaste mecânico. Em uma aplicação na região Norte pode-se chegar a eliminar o uso de torres de resfriamento. Com isso, reduz-se o consumo de energia de torres, consumo de água, uso de produtos químicos para tratamento de água e seus custos, redução de consumo de energia de chillers por trabalharem com temperatura de condensação mais baixa, e redução de manutenção anual em condensadores, pois o circuito de resfriamento passará a ser fechado.
Como exemplo de climatização com uso de geotermia, Sousa descreve dois casos em residências, ambos na Região Serrana do Rio de Janeiro. Um possui equipamento tipo split system, com um loop geotérmico embaixo do jardim. Este loop é usado para rejeitar calor no verão e para "obter" calor no inverno. No mesmo conceito, há uma instalação com equipamento tipo chiller, com loop geotérmico, também utilizado para refrigerar no verão e aquecer no inverno.
Felamingo acrescenta que embora quase sempre apresentem maior custo inicial e prazo de implantação, a utilização de energias renováveis tem retorno certo do investimento, em médio prazo, com economia de energia e financeira, e benefícios para o país, como: redução da demanda de energia elétrica, aproveitamento de resíduos industriais, que antes eram rejeitados, e mesmo o lixo  e esgoto urbanos, antes relegados a planos inferiores, hoje são vistos como uma riqueza energética a parte.
“Como exemplo, implantamos um sistema de produção de água gelada, com chiller por absorção por água quente, que aproveita o calor de duas chaminés, na cidade de Rio Claro – interior de São Paulo. A capacidade é de 773,5 kW (220 TR). Calor que antes era jogado fora, agora é utilizado para gerar “frio”, diz Felamingo.
Trata-se da produção de água gelada que atende o processo produtivo na Owens Corning de Rio Claro - SP. O sistema recupera calor da descarga de duas chaminés do processo produtivo. Os gases quentes cedem calor para os recuperadores que, por sua vez, aquecem água que irá “levar o calor” até o chiller por absorção. Esse calor é o insumo energético para que o chiller por absorção trabalhe e produza o “frio”.
“Costumo dizer que o “lixo térmico”, antes descarregado para a atmosfera, agora faz uma parte do “frio”, antes gerado por chillers elétrico (energia nobre!)”, complementa Felamingo.
Ele acrescenta que no Japão, depois do Tsunami, com as consequências que todos conhecemos, a produção de energia elétrica através de usinas atômicas ficou ainda mais problemática, com isso o uso dos chillers por absorção aumentou significativamente. No setor do AVAC, a cada 100 TR produzidas sem uso da eletricidade, são aproximadamente 80 kW  de energia elétrica que deixamos de produzir, e que podem ser utilizados noutros sistemas onde a energia elétrica é inevitável. Lixo e esgoto também podem ser aproveitados para a produção de gás metano (CH4), que será utilizado como combustível nos chillers por absorção para fazer o “frio” (água gelada), depois utilizados no condicionamento de ar ou em processos industriais.
“Nosso setor, conhecedor e convencido das tecnologias alternativas, e unido, pode mostrar a conveniência disso ao usuário final e ao governo. Se produzirmos o “frio” alternativamente e a partir de energias renováveis, deixamos de utilizar energia elétrica. Portanto, nada mais justo para quem se dispõe a utilizar  essas tecnologias, que exista um incentivo financeiro e/ou fiscal, pois nem sempre os custos de implantação dos sistemas alternativos são convidativos”, conclui Felamingo.
Climatização com uso de biomassa na Veracel Celulose S.A., em Eunápolis (BA): central de cogeração com uso de licor negro e casca de madeira
Fontes renováveis de energia  
 Solar: Inesgotável, a energia solar pode ser usada para a produção de eletricidade através de painéis e células fotovoltaicas. No Brasil, a quantidade de sol abundante durante quase todo o ano estimula o uso deste recurso. Existem duas formas de utilizar a energia solar: ativa e passiva. O método ativo se baseia em transformar os raios solares em outras formas de energia (térmica ou elétrica) enquanto o passivo é utilizado para o aquecimento de edifícios ou prédios, através de concepções e estratégias construtivas. Esta aplicação é mais comum na Europa, onde o frio demanda opções para a calefação. Os painéis fotovoltaicos são uma das mais promissoras fontes de energia renovável. A principal vantagem é a quase total ausência de poluição. No entanto, a grande limitação dos dispositivos fotovoltaicos é seu baixo rendimento. Outro inconveniente são os custos de produção dos painéis, elevados devido à pouca disponibilidade de materiais semicondutores.
Biomassa: Divide-se em biomassa sólida, líquida e gasosa. A biomassa sólida tem como fonte os produtos e resíduos da agricultura (incluindo substâncias vegetais e animais), os resíduos das florestas e a fração biodegradável dos resíduos industriais e urbanos. A biomassa líquida existe em uma série de biocombustíveis líquidos com potencial de utilização, todos com origem nas chamadas "culturas energéticas". São exemplos o biodiesel, obtido a partir de óleos de colza ou girassol; o etanol, produzido com a fermentação de hidratos de carbono (açúcar, amido, celulose); e o metanol, gerado pela síntese do gás natural. Já a biomassa gasosa é encontrada nos efluentes agropecuários provenientes da agroindústria e do meio urbano. É achada também nos aterros de RSU (resíduos sólidos urbanos). Estes resíduos são resultado da degradação biológica anaeróbia da matéria orgânica e são constituídos por uma mistura de metano e gás carbônico. Esses materiais são submetidos à combustão para a geração de energia.
Geotérmica: Essa energia é gerada pelo calor proveniente do interior da Terra, que é transportado para uma usina e transformado em eletricidade. A temperatura da crosta terrestre aumenta em média 1º C a cada 30 metros de profundidade. Em alguns lugares essa variação ocorre a cada 10 metros ou até menos. A água dos lençóis freáticos, entrando em contato com rochas subterrâneas a altas temperaturas, se aquece, aflorando na superfície em temperaturas elevadas. Em algumas regiões do planeta a água aparece em temperaturas superiores a 60°C, seja na forma de jato d’água (gêiseres) ou na forma de lagos.
Energia das Marés
Em qualquer locar a superfície do oceano oscila entre pontos alto e baixo, chamados marés, a cada 12h e 25m. Em certas baías essas marés são amplificadas grandemente. Elas podem também criar ondas que movem a velocidade de até 18m por minuto. Teoricamente tanto a energia cinética como a energia potencial dessas marés poderiam ser aproveitadas. A atenção recentemente foi focada na energia potencial das marés. As gigantescas massas de água que cobrem dois terços do planeta constituem o maior coletor de energia solar imaginável. As marés, originadas pela atração lunar, também representam uma fonte energética. Em conjunto, a temperatura dos oceanos, as ondas e as marés poderiam proporcionar muito mais energia do que a humanidade seria capaz de gastar - hoje ou no futuro, mesmo considerando que o consumo global simplesmente dobra de dez em dez anos. O problema está em como aproveitar essas inesgotáveis reservas. Apesar das experiências que se sucederam desde os anos 60, não se desenvolveu ainda uma tecnologia eficaz para a exploração comercial em grande escala, como aconteceu com as usinas hidrelétricas, alimentadas pelas águas represadas dos rios. A idéia de extrair a energia acumulada nos oceanos, utilizando a diferença da maré alta e da maré baixa, até que não é nova. Já no século XII havia na Europa moinhos submarinos, que eram instalados na entrada de estreitas baías — o fluxo e o refluxo das águas moviam as pedras de moer. Mas os pioneiros da exploração moderna das marés foram os habitantes de Husum, pequena ilha alemã no mar do Norte.  Ali, por volta de 1915, os tanques para o cultivo de ostras estavam ligados ao mar por um canal, onde turbinas moviam um minigerador elétrico durante a passagem da água das marés; a eletricidade assim produzida era suficiente para iluminar o povoado. No Brasil, que não prima por marés de grande desnível, existem três lugares adequados à construção dessas usinas: na foz do rio Mearim, no Maranhão, na foz do Tocantins, no Pará, e na foz da margem esquerda do Amazonas, no Amapá. O impacto ambiental seria mínimo, pois a água represada pela barragem não inundaria terras novas, apenas aquelas que a própria maré já cobre.
Fonte: Portal EA