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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

8 de out de 2011

Sacola plástica vira “banheiro biodegradável”


Parece uma simples sacola de plástico, mas é na verdade o recipiente para dejetos humanos PeePoo, voltado aos países em desenvolvimento.
Após ser usado, o saco é fechado com um nó e enterrado ou vendido ao próprio fabricante. O revestimento interno de cristais de ureia do saco ajuda a transformar os dejetos em fertilizante.
De acordo com uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU), aproximadamente 40% da população mundial – ou 2,6 bilhões de pessoas – não tem acesso a instalações sanitárias. A defecação ao ar livre gera contaminação da água e diarreia. Aproximadamente 1,5 milhão de crianças morrem de diarreia todos os anos.
O criador do PeePoo é o arquiteto e professor sueco Anders Wilhelmson.
Durante as viagens de estudo que fez com seus estudantes a países da Ásia e África, ele concluiu que a população urbana que vive em favelas precisa mais de banheiros do que de habitação.
Atualmente, cerca de 6 mil sacos PeePoo são produzidos todos os dias e distribuídos em favelas de Nairóbi, no Quênia.
Wilhelmson estabeleceu um modelo comercial no estilo Tupperware. Eles são vendidos por mulheres da comunidade após receberem algum treinamento. A empresa ainda recompra as sacolas usadas por um terço do valor de venda e transforma os dejetos em fertilizante.
Ele afirma não ser fácil instruir a população local a respeito de hábitos de higiene e saneamento e sobre os benefícios do PeePoo: ”Leva tempo para introduzir um produto novo’’, afirmou Wilhelmson. ”Por isso, estamos realizando festas de bairro e exposições itinerantes, além de propagandas no rádio’’, afirma. 
Mas há esperanças. Os toaletes são uma necessidade básica que precisa ser resolvida, afirma, ”Todas as pessoas os utilizam, afinal, o nosso sistema digestivo é idêntico”.
Fonte: The New York Times via Info / Eco4planet