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Nova entidade busca referências para profissional de sustentabilidade

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Até abril de 2011, o profissional que atua na área de sustentabilidade deverá começar a ter referências éticas e técnicas para sua atuação no mercado.
É esta a meta da primeira assembleia geral da recém-criada Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade, explicou um de seus idealizadores, Marcus Nakagawa, consultor de educação para sustentabilidade e gestão.
Mas o desafio é complexo: primeiro é necessário definir quem é este profissional.
“O tema sustentabilidade é necessariamente multidisciplinar e transversal”, explicou. “Não é só gestão ambiental e nem responsabilidade social corporativa. O profissional pode estar trabalhando em várias áreas em governos, empresas e ONGs, desde um gerente de compras até um comunicador. É um tema amplo, portanto é preciso buscar uma definição”.
Há mais de uma década trabalhando nas várias áreas da sustentabilidade desde a faculdade de propaganda e marketing, Nakagawa percebeu, em 2009, que profissionais atuando com o tema sustentabilidade necessitavam de apoio institucional para o guiar no dia-a-dia, pois apesar de da crescente presença da questão nos vários ramos econômicos e governamentais, o profissional se encontrava sozinho na hora de discutir questões chave para sua atuação.
“Percebi que muitos se sentiam isolados”, lembrou. “Muitas vezes os profissionais se deparavam com alguns interesses que tinham que acatar, mas que não defendiam.”
Serão três as ações principais da associação: conectar os profissionais; difundir conhecimento e criar um código de conduta para estes profissionais com referências éticas e técnicas.
Lançada no dia 21 de fevereiro, com um debate sobre o perfil deste profissional, a associação conta com um grupo gestor de 20 profissionais divididos em três grupos de trabalho para discutir estes temas e buscar meios de financiar a associação.
“Tem que ter inovação neste tema”, lembrou Nakagawa explicando que entre as modalidades inclui crowd financing – doações pequenas individuais dispersas pela população por meio web.

Apesar da questão da sustentabilidade, desenvolvimento sustentável e responsabilidade socioambiental de empresas e governos estarem em proeminência, os profissionais desta área ainda carecem de uma representação formal ou referências para sua atuação.

Nos Estados Unidos, foi lançada a Sociedade Internacional de Profissionais de Sustentabilidade (ISSP em inglês) entre 2007 e 2009. Na Espanha, a Associação Interdisciplinar de Profissionais do Meio Ambiente (APROMA) e desde 2001, existe uma cátedra patrocinada pela Unesco, na universidade Michel de Montagne (França), para treinamento e desenvolvimento sustentável. Enquanto isso no Brasil, existem movimentos para regulamentar a profissão de gestor ambiental em nível nacional e para pagamento de serviços ambientais em São Paulo.
Além disso, já existem vários núcleos de estudos e de pesquisa em sustentabilidade em universidades como a Fundação Getúlio Vargas e a Fundação Dom Cabral enquanto inúmeras faculdades já oferecem em suas grades graduação e pós-graduação matérias e foco de pesquisa abordando a sustentabilidade socioambiental.
Para Nakagawa, a ideia é poder melhorar as práticas das empresas, ONGs e governos voltadas para a sustentabilidade dando conectando, educando e apoiando os profissionais atuando nesta área.
“É um sonho do grupo gestor que atuação das empresas e dos governos em relação ao meio ambiente e a sociedade acreditamos que essa é a melhor reposta para que a mudança aconteça”

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