A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O sistema Desenhe Plante transforma as paredes em hortas e jardins verticais sem gastar muito dinheiro e nem precisar de muito espaço, usando garrafas PET e outros materiais reaproveitados. Apostando em estratégias de design e arquitetura sustentável, o método criado pelo jovem empreendedor Irineu Costa Junior dá nova vida aos espaços cinza encontrados na cidade, e pode ser montado tanto pelos especialistas da empresa, como por pessoas com conhecimentos básicos de jardinagem.
O projeto surgiu com a tendência crescente dos jardins e hortas verticais pelo mundo, mas o idealizador apostou em materiais mais democráticos para a elaboração destas áreas verdes. “Percebi que poderia unir a reutilização de garrafas PET com a ornamentação e cultivo de hortaliças em jardins verticais comparáveis aos construídos por renomados arquitetos”, diz Costa Junior, que aposta em diferentes desenhos nas suas criações.
Com o aproveitamento de materiais para a construção dos módulos verdes, o sistema garante uma economia de até 40% em relação aos jardins verticais convencionais. Além das garrafas PET, estas intervenções também utilizam outros recursos de design sustentável, como iluminação em LED e irrigação programável realizada por uma torneira simples. “Não estamos falando de um jardim artesanal como aqueles feitos de PET, em casa. O Desenhe Plante permite o plantio e instalação em paredes de alvenaria em boas condições, além da possibilidade de se fazer vários desenhos sem a necessidade de replantar os vegetais”, explica o idealizador.
Diversas plantas podem ser cultivadas nos módulos verdes verticais – o ideal é respeitar as características de cada ambiente, como a iluminação e as influências climáticas. Assim, vale apostar tanto em hortaliças que exigem cuidados mais simples e podem ser utilizadas na cozinha, como em plantas ornamentais.
Os locais que recebem pouca luminosidade, por exemplo, são indicados para o plantio de orquídeas e samambaias. Além disso, uma das vantagens do sistema é a ocupação de espaços versáteis. “Os módulos são excelentes para aplicação em quintais de casas, sacadas de apartamentos e jardins de inverno. Assim, você dará um destino digno a suas garrafas de refrigerante e também contribuir com as cooperativas de catadores da sua região”, completa o empreendedor.
A sede do projeto Desenhe Plante fica localizada em Sorocaba, interior de São Paulo, mas os trabalhos também são realizados na capital paulista e em todo o país – é o caso de um jardim em desenvolvimento em Curitiba. Costa Junior também explica que tem disponibilidade para fazer as instalações pessoalmente em outras partes do Brasil.
Fonte: CicloVivo Por Gabriel Felix
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