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Como criar espaços confortáveis e sustentáveis sem desperdiçar recursos

A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...

Fujisawa: A Incrível Cidade Sustentável que esta sendo construída no Japão

 

A arquitetura Japonesa é uma das mais utilizadas hoje em todo o mundo. São vários tipos de construções que contam com um valor cultural e visual muito alto. No Japão, grandes empresas procuram construir edifícios voltados para dois aspectos: a construção voltada para a prevenção a terremotos e a construção sustentável.
Na questão de prevenção a terremotos, uma tecnologia que somente os japoneses utilizam, são molas embutidas sob as barras de sustentação do edifício e as paredes com amortecedores, e em cada divisão do andar há um tipo de mola que quando o prédio balança cada mola entra em acordo uma com a outra, não deixando que paredes entre em contato com si mesma.
Arquitetura Japonesa
A arquitetura tradicional japonesa é fortemente influenciada pela cultura chinesa, que utiliza basicamente em toda sua estrutura a “madeira”.
Com a grande preocupação para se evitar o impacto ambiental, as construtoras procuram substituir materiais, e a tradicional “madeira” começa a ser deixada de lado nas construções, pois muitas delas entram no país procedente das florestas do sudeste asiático, sem o selo verde, onde não há um controle sobre reflorestamento.


Segundo os arquitetos japoneses, quando falamos em sustentabilidade, devemos considerar os aspectos econômico, social e ambiental, buscando soluções que englobem esses fatores, fazendo um melhor gerenciamento de recursos, da eficiência energética, uso racional de materiais, resistência e vida útil de matérias primas, avaliação e redução de impacto ambiental nas obras, inovações tecnológicas e utilização de recursos naturais na iluminação, aquecimento e ventilação de ambientes.
O preço elevado de alguns materiais ecologicamente corretos ainda é um problema na hora de construir.Para as construtoras, é importante saber que vale a pena investir 5% ou 6% a mais nos projetos para reduzir os futuros gastos com condomínio nas contas no final do mês e saber que está fazendo a sua parte na preservação do planeta.

Construindo Fugisawa a cidade sustentável


Um bom exemplo é a empresa Panasonic, que aqui no Brasil só é conhecida pelos seus produtos eletrônicos, mas no Japão suas atividades são bem diversas, uma delas é a “Panahome”, que produz casas pré-fabricadas. A empresa está trabalhando em conjunto com mais oito companhias para construir uma cidade “inteligente e sustentável” no Japão chamada Fujisawa Sustainable Smart Town (Fujisawa SST). O plano é que utilizem antigos complexos de fabricas da própria empresa. A cidade que poderá abrigar mil casas, espalhadas por 200 mil metros quadrados, ficará pronta até 2014.
A construção da cidade, na Província de Kanagawa, situada cerca de 50 km a oeste de Tokyo, faz parte de um projeto de recuperação de áreas devastadas pelo terremoto e tsunami realizado pela empresa Panasonic com mais oito empresas parceiras. A prioridade na “Cidade Inteligente e Sustentável de Fujisawa” será a consciência energética e ecológica.


A iniciativa pretende demonstrar que saber articular tecnologias diversas ajuda na construção de uma cidade verde. Isso contribui para que estas construções sejam mais valorizadas. Nos telhados das casas será embutida uma tecnologia de painéis solares, que fornecem energia para a casa e ainda armazenam a energia não utilizada em uma bateria, própria para este fim, na própria casa.
Já os transportes serão compostos de veículos elétricos. Toda a cidade terá sensores em rede que controlarão a iluminação pública e irão garantir que a energia não seja desperdiçada através de uma “smart grid” (rede elétrica inteligente) local.


Outra idéia é criar um “eixo verde”, com parques e plantio de vegetação ao longo das estradas principais. São várias soluções para alcançar um novo estilo de vida e um novo modelo de desenvolvimento econômico.
O projeto busca criar uma cidade inteligente, que está ligada às redes de energia e de dados desde o inicio. Através destas iniciativas, a cidade como um todo visa reduzir as emissões de CO2 em 70%, em comparação aos níveis de 1990.
A cidade sustentável foi inteiramente planejada a partir de tecnologias verdes modernas. Pretende-se com ela criar outras comunidades tanto no Japão como em outros países, com base neste modelo. O objetivo da Panasonic é receber os primeiros moradores em março de 2014.
Video sobre Fugisawa SST

Assista o video abaixo ( se estiver lendo via RSS ou E-mail clique aqui para ver o video)

Fonte:  Coletivo Verde
Sobre o autor:

Clovis Akira ( @clovisakira )
Contabilista, Consultor em sustentabilidade , Articulista do Jornal Sete e admirador da cultura japonesa.

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