A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Ferramenta para resfriar edifícios e recompor a biodiversidade
Observando a capacidade das raízes para crescer ao longo de uma superfície vertical, o botânico francês Patrick Blancpatenteou sua invenção em 1988, chamando-o mur végétal.
Esta aplicação é baseada na constatação de que as plantas não necessitam de terra, uma vez que esta é apenas um meio. Apenas a água e múltiplos nutrientes nela dissolvidos, em conjunto com a luz e dióxido de carbono, são essenciais para as plantas. Aliás, em lugares onde a água é abundante, como nas florestas tropicais, as plantas espalham-se pelos troncos das árvores e pedras dos penhascos, entre outros espaços.
Tais soluções são muito práticas para as cidades, especialmente nas regiões áridas e quentes, além de que, por revestirem as paredes externas dos edifícios, ajudam a resfriá-los e tornam-se um refúgio importante para a biodiversidade, trazendo o natureza para o cotidiano dos cidadãos.
Os elementos que compõem este tipo de intervenção são:
Estrutura metálica: Estrutura monobloco vertical que é a base sobre a qual se estruturam todos os demais elementos do jardim vertical. É constituída por seis torres principais e um sistemade perfis tubulares. Forma uma camada de ar que atua como um sistema de isolamento térmico e acústico muito eficiente.
Painel de suporte: Em espuma de PVC expandido, revestindo a estrutura de metal. Esta camada proporciona rigidez para toda a estrutura tornando-a impermeável.
Camada de irrigação: Composta por uma camada dupla de fibra sintética e uma lâmina de plástico em sua face interna, é fixada por grampos no painel de suporte. É a base de apoio de toda a plantação. O feltro é especial, de modo que não apodrece, ea sua enorme capilaridade permite uma distribuição homogênea da água. As plantas são distribuídas por toda a camada de feltro (a densidade é de cerca de 30 mudas por metro quadrado) e as raízes crescem ao longo dela.
Plantação: é feita inserindo as raízes das mudas entre as duas camadas da manta e fixando-as com grampos.
Alimentação de água e nutrientes e recolhimento de água: uma rede de tubos e bocais de gotejamento, alimentada por uma bomba de água e nutrientes, é fixada sobre a manta de enraizamento. A água de irrigação, enriquecida com nutrientes, é administrada automáticamente a partir do topo da estrutura. A água que escorre pela parede é recolhida por uma calha instalada na base do jardim vertical. Isto irá resolver o problema do excesso de escoamento.
Seu efeito termoisolante reduz o consumo de energia (no inverno, isola o frio e, no verão, atua como um sistema de refrigeração natural) e purifica o ar (partículas poluentes são atraídas para o feltro, onde lentamente se decompõem, tornando-se adubo para as plantas).
Fonte: ecointeligência
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