A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O programa Minha Morada foi implantado na área do complexo Oziel/Monte Cristo/Gleba B a partir da realização de um Curso de Pedreiros, patrocinado pelo Instituto Votorantim, o curso ajudou a desenvolver vínculos locais e a envolver a associação que passou a contar com a colaboração de um agente de desenvolvimento local e hoje divulga os serviços através de uma embaixatriz.
A região no qual o "Minha Morada" atua tem aproximadamente 12 mil moradores, distribuídos em 3.500 unidades habitacionais. A renda da população varia entre um e cinco salários mínimos. A área, em processo de regularização fundiária, apresenta intensa dinâmica de construção, a maioria sem nenhum assessoramento.
O projeto-piloto do Programa minha Morada na área do Complexo Oziel/monte Cristo/Gleba B, iniciou o atendimento a um grupo de famílias pensando em metodologia de atuação para que as experiências possam ser replicadas em outras regiões do país. A fim de agilizar o deslocamento dos profissionais, elaboração dos projetos, o acompanhamento das obras, as visitas técnicas e reuniões com os moradores são realizadas em um mesmo dia, racionalizando os custos dos serviços.
A iniciativa visa não só qualificar a constução de casas auto-geridas, mas também trazer mais qualidade de vida à população. "É visível como um cômodo sem janela interfere na auto-estima das pessoas, sem falar na insalubridade" diz Joice (uma das fundadoras do Arquitetas da Comunidade).
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