A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Não que isso surpreenda alguém, mas a NASA construiu o mais sustentável entre todos os prédios do governo federal dos EUA. Vamos dar uma olhada nesta construção experimental ultra-verde, uma estação espacial na Terra, apelidada de Base da Sustentabilidade.
A Base da Sustentabilidade abrirá as suas portas em maio deste ano – apenas dois anos depois da construção iniciada. Esta semana, tivemos a oportunidade de comparecer ao Autodesk Sustainability Summit e ouvir de algumas pessoas envolvidas no processo como foi o planejamento desta obra da NASA, que fica em Moffett, Califórnia.
A NASA tinha uma lista de exigências para cumprir com seu prédio US$ 20.6 milhões no Ames Research Center: um ambiente de trabalho saudável, excelente qualidade do ar e iluminação natural, baixo consumo de energia e a mais difícil de todas as exigências: status LEED Platina enquanto exemplo de sustentabilidade.
Um dos maiores desafios para a AECOM foi entender como usar o teto da construção como uma fonte de energia – uma das exigências da NASA. Qualquer que fosse o sistema utilizado, ele teria que funcionar em climas que iriam de 15ºC pela manhã a 38º à tarde, e depois de volta. A solução: painéis de radiação de teto nos escritórios, painéis de aquecimento nas paredes laterais e pisos elevados para oferecer acesso fácil às instalações. Em espaços que não sejam de escritório, que nem sempre estarão ocupados, a AECOM escolheu pisos de concreto radiante e ventilação natural.
A tecnologia projetada pela NASA presente na construção inclui os controles inteligentes de do prédio, um sistema indutivo de monitoramento que detecta quando algo não está funcionando e um sistema de reciclagem de água por osmose que foi originalmente projetado para a Estação Espacial Internacional.
O local usará 90% menos água potável do que um prédio convencional do mesmo porte. A Base de Sustentabilidade da NASA também criará 22% mais energia do que consumirá, graças a uma combinação de painéis solares, um dispositivo de célula combustível e um sistema geotermal que enviará água naturalmente resfriada do solo para painéis de teto no interior da construção.
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Por Ariel Schwartz - Fast Company
Fonte: Gizmodo
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