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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

27 de jun de 2012

Cornell Plantations Welcome Center

Refrigeração passiva e aquecimento solar para a certificação LEED Prata

O novo edifício confunde-se com a paisagem do entorno
(crédito: Divulgação)
O Jardim Botânico da Universidade de Cornell fica próximo a uma estrada que serpenteia um desfiladeiro profundo e estreito, passando por alguns dos mais ousados elementos da arquitetura no campus. Mas, ao contrário das formas concretas acrobáticos do Herbert F. Johnson Museum of Art, de 1973, o centro de visitantes recentemente concluído é uma presença discreta e quase invisível na paisagem . "É quase como uma redoma de vidro que desceu e capturou um pouco do jardim", diz Jon Neuert, sócio da Baird Sampson Neuert, de Toronto. "Você pode literalmente ver através do edifício." A empresa projetou as instalações da Cornell Plantations, no campus Ithaca em New York.
Mas para além de toda a sua preocupação com o meio ambiente, o Brian C. Nevin Welcome Center reúne uma gama de utilidades, como banheiros e bebedouros, alojadas em uma estrutura de 550 metros quadrados, além das áreas de orientação e exposições. Além disso, foi necessário criar acessos para portadores de necessidades especiais à sala de aula, um café e espaço para eventos. O objetivo era a conquista da certificação LEED Prata. 

A equipe de design implantou a estrutura de aço de dois andares entre uma colina incrustrada em uma ladeira e um prédio do século 19, usado para pesquisas e funções administrativas. A empresa de paisagismo Halvorson Design Partnership trabalhou com gramíneas baixas, pontuadas por plantações mais esculturais, incluindo equinácea e falso índigo.

Uma ponte com largura suficiente para acomodar um caminhão de bombeiros, desemboca em uma alameda para pedestres que leva ao centro de boas-vindas, onde continua em linha reta através da construção de um conjunto de portas de vidro, antes de desembocar nos jardins dos fundos. A parte fechada é alcançada através de um átrio de pé direito duplo. Uma série de vitrines de vidro, com mapas e informações sobre o jardim botânico, separa o caminho até a recepção, um café e uma loja de presentes que se abre para um terraço. Escadas paralelas levam ao interior e exterior da fachada norte do projeto, no segundo andar do edifício onde está a sala de aula, que se abre para uma área plana no topo da colina.

A sala de aula é o único espaço climatizado do projeto, usando um sistema de refrigeração passiva. A área entre a antiga escola e o centro de boas-vindas possui um microclima próprio que a torna mais fria no verão do que outras partes do site. Na fachada oriental foram instaladas janelas mecanicamente controladas. Juntamente com as clarabóias do átrio e uma fileira de janelas operáveis no teto, elas criam um efeito de chaminé, puxando o ar resfriado.


Grelhas curvas de ipê também contribuem para a climatização do projeto, oferecendo sombreamento no verão e permitindo a entrada da luz durante os invernos frios de Ithaca. O edifício combate o frio através de um sistema de aquecimento de piso radiante, alimentado por caldeiras de alta eficiência e por  coletores solares térmicos instalado sobre um telhado verde. Durante o primeiro inverno de vida do edifício, os coletores responderam satisfatoriamente por 12 a 15 por cento das suas necessidades de aquecimento. 
A combinação de refrigeração passiva e aquecimento solar, dispositivos de baixo fluxo nos banheiros, e uso de pedra de origem local, entre outras características, colocam o projeto em vias de exceder os requisitos do cliente, com possibilidade de receber a certificação LEED Platinum.
Mas com cerca de um ano de uso, algumas distorções foram apresentadas no dia-a-dia do edifício. A sala de conferências do segundo andar apresentou deficiências na circulação do ar no verão e os arquitetos elaboraram planos para adicionar ar condicionado para esse espaço. O cliente também adicionou sombreamento adicional para as fachadas envidraçadas com o objetivo de reduzir o brilho no inverno e conter o ganho de calor solar no verão
.


Principais parâmetros
Localização: Ithaca, New York
Área: 550 m2
Conclusão: Janeiro de 2011
Custo: US$ 5,68 milhões 
Utilização anual de energia adquirida (com base em simulação): 2.065 MJ/m2, redução de 39% a partir do caso base
Pegada de carbono anual (previsto): 144 kg CO2/m2
Fonte: Greensource            Via: Portal EA

Foster and Partners cria nova identidade para banco do Marrocos

Projeto do escritório londrino usa elementos da cultura islâmica

Enquanto a envoltória do edifício relaciona-se com o vernáculo regional, o interior é contemporâneo
(crédito: Cortesia Foster and Partners)
O Banque Marocaine du Commerce Exterieur (BMCE) é um dos principais bancos do Marrocos. Incentivado pelo desejo de traduzir sua larga experiência aos clientes, o banco encomendou uma série de agências emblemáticas. Seu design segue uma abordagem modular e temática, com variações de escala e paisagismo, em resposta aos diferentes locais. Enquanto as agências em Casablanca e Rabat refletem seus sites compactos nos centros financeiro e cívico na costa do Marrocos, a agência de Fez tem detalhes sutis que expressam a herança artesanal da cidade.
Cada edifício é introduzido através de uma colunata e encimado por uma cúpula. O intradorso da abóbada é processado em tadelakt, uma técnica de gesso local, e o exterior é revestido em zellige - uma telha cerâmica tradicional. Estruturalmente as construções compreendem uma armação de concreto reforçado, com repetidos compartimentos sobre uma grade modular. As baias são envolvidas por painéis de vidro com telas profundas para proporcionar sombra e segurança. As telas são feitas de um aço inoxidável de baixo teor de ferro, e projetadas para permanecer frias ao toque, seguindo um desenho geométrico com base em padrões islâmicos.

A forma de cúpula desce para o hall criando um banco escultural curvilíneo
(crédito: Cortesia Foster and Partners)
A combinação de telas e pilares de pedra das fachadas dá a aparência de solidez, de acordo com as paredes esculpidas, frequentemente decorativas, num estilo refinado predominante no Marrocos árabe. Enquanto a envoltória do edifício relaciona-se com o vernáculo regional, o interior é contemporâneo. A forma de cúpula desce para o hall criando um banco escultural curvilíneo - uma característica distintiva de cada agência - que varia de largura conforme o tamanho do edifício.

Um arranjo simples e funcional divide, por igual, a pegada retangular entre o hall e as áreas de apoio. A grade modular emoldura os espelhos d´água, em torno do exterior do edifício, invertendo a forma do riad marroquino, com o seu pátio central. As agências são projetadas para serem eficientes em termos energéticos, combinando a tecnologia moderna com séculos de métodos de controle de temperatura passiva. Um exemplo é a utilização de arrefecimento geotérmico , em que o ar fresco é arrastado para um tubo que circunda a estrutura abaixo do solo e arrefecido naturalmente antes de ser liberado para o sistema de ventilação do edifício.

Cliente: BMCE Bank (Banque Marocaine de Commerce Exterieur), Najib Benabdallah, Younes Benchaaboun
Arquitetos: Foster and Partners
Co-arquitetos: Amine Mekouar, Empreinte d'Architecte
Fonte: Portal EA

Arena PGE em Gdansk


A Arena homenageia história e geografia local, com seus históricos estaleiros
(crédito: Divulgação)
A Arena PGE em Gdansk, uma das principais sedes da Eurocopa 2012, virou um cartão de visitas para a Polônia e, também, para os arquitetos do RKW. O estádio, inaugurado no verão de 2011, orienta-se para duas cenas típicas da região. Por um lado a sua forma e cor emulam o  âmbar típico do lugar. A arquitetura parece projetar-se em forma arredondada a partir da água, da areia e do vento.
A cobertura de policarbonato empresta leveza, transparência e luminosidade âmbar à fachada. Para isso, a concha brilhante exterior é composta por uma série de seis variedades de módulos coloridos de diferentes formatos que, combinados, criam um gradiente homogêneo de cor. Isto dá à instalação esportiva com seus mais de 43.000 assentos a sua identidade histórica.
O segundo aspecto à qual se orienta é a forte indústria da construção naval e seus estaleiros como locais importantes da modernidade cultural polonesa. Não se pode esquecer que aqui nasceu o Solidariedade, primero dos fortes movimentos operários que questionaram os regimes stalinistas do Leste Europeu. Por conseguinte, a estrutura de suporte de filigranas da arena remete-nos ao casco de um navio com as suas nervuras e pranchas. O resultado é uma arena multiuso que cumpre com os critérios da UEFA, não somente no que diz respeito à duração da Eurocopa 2012, proporcionando um cenário único junto ao Mar Báltico, mas que, graças aos seus muitos recursos e acessibilidade, se estabelecerá permanentemente como um local ideal para shows e outros grandes eventos.

Fonte: RKW Arquitetura                 Via: Portal EA

Pavilhão solar do Porto Olímpico de Barcelona tem emissão zero de CO2


80 módulos solares instalados no telhado fornecem 25 MWh por ano
(crédito: Divulgação)
O edifício de madeira foi construído em apenas um mês, por ocasião da celebração em Barcelona da conferência sobre cidades inteligentes, a SmartCity Expo & Congresso Mundial, realizado em novembro passado. O pavilhão foi concebido pelo Instituto Avanzado de Catalunya e construído pela empresa Visoren para a Endesa.

A Schott Solar, que patrocinou o projeto, apresenta o Pavilhão de 154 metros quadrados como uma alegoria das duas ideias chave que saíram do SmartCity & Expo 2011. A saber: "que os municípios tornem compatíveis entre si dados, redes e circuitos de informação, produtos, água, energia e, inclusive, mobilidade, hoje separados, possibilitando o intercâmbio global" e que evoluam para a produção "local e autônoma ", o que significa que os futuros cidadãos transformarão suas casas em produtoras de energia renovável e, por sua vez, as cidade em fábricas de produtos para consumo próprio.

Uma das intenções é divulgar a eletromobilidade urbana
(crédito: Divulgação)

O edifício conta com 80 módulos solares patrocinados pela Schott Solar, instalados no telhado, capazes de gerar 25 MWh por ano. De acordo com a empresa, o pavilhão precisa, em média, cerca de 4.100 kWh / mês, de modo que a seu balanço de poluentes é "zero emissões de CO2." O pavilhão será utilizado até o final de 2012 como centro de controle, local de encontro para grupos de discussão e laboratório para pesquisas e inovação, aberto a terceiros no âmbito do projeto Endesa SmartCity Barcelona, onde estão sendo investidos, de acordo com a Schott, cem milhões de euros.

Em seu showroom são apresentadas várias iniciativas “SmartCity" da Endesa, que vão desde o desenvolvimento da eletromobilidade, juntamente com a infra-estrutura correspondente de estações de carregamento e gerenciamento remoto de energia através de medidores digitais inteligentes, até a iluminação pública eficiente . Segundo o diretor da División Catalunya Centro de Endesa, Alex Fabregas, "este pavilhão mostra aos cidadãos, empresas e instituições públicas como essas novas tecnologias podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida."

Fonte: Portal EA

21 de jun de 2012

8 maneiras de fazer um jardim vertical


Os jardins verticais têm conquistado espaço no paisagismo brasileiro. Eles foram criados para amenizar a falta de áreas verdes nos centros urbanos e também para modificar a paisagem de locais com espaços pequenos.
O jardim vertical é um sistema que pode revestir qualquer tipo de parede ou muro interna ou externamente. Os sistemas podem possuir irrigação automatizada por gotejamento ou o cuidado pode ser feito manualmente, dependendo do tamanho.

A fachada externa verde é uma ótima forma de revitalizar edifícios e combater as ilhas de calor urbano. No caso de paredes internas, a parede verde pode purificar e limpar o ar, pois retém compostos orgânicos voláteis (COV), materiais particulados, fumaça de cigarro, além de manter o conforto térmico agradável.

Oito sistemas de jardins verticais que já chegaram ao mercado brasileiro. Cada um deles possui características específicas.

1. Blocos Pré-Moldados

O método de bloco pré-moldado foi criado pela empresa Neo Rex. Eles existem em dois modelos: bloco de concreto fundido, com jardineiras contínuas, e o bloco de concreto socado, com jardineiras em zigue-zague. “Ambos os modelos podem ser instalados rente a muros impermeabilizados ou até sem nenhum apoio, pois os blocos têm nichos para passar vigas de sustentação” explica Roberto Hess, diretor da empresa em entrevista à Revista Natureza. Veja como eles funcionam:


2. Técnica Wall Green

O sistema Wall Green é vendido em kits, que deve ser montado por um sistema de encaixe e forma uma estrutura com capacidade para receber 18 plantas. O sistema modular é do tipo faça você mesmo, e você pode compor jardins verticais ou horizontais, da maneira que preferir. A estrutura é de plástico injetado e pode ser fixada em diferentes tipos de superfícies. O vaso e o sistema de regas precisam ser adquiridos separadamente. O kit pode ser comprado pelo site da Thermogreen.


3. Green Wall Ceramic

A técnica da empresa Green Wall Ceramic utiliza blocos cerâmicos que podem ser fixados em paredes em muros utilizando argamassa. É necessário descascar a pintura da parede para que o bloco seja fixado mais facilmente. Após a instalação é necessário impermeabilizar o painel com produtos atóxicos, como os utilizados em reservatórios de água, para não prejudicar as plantas. As jardineiras podem ser pintadas ou receberem outro tipo de acabamento. Para painéis grandes, é necessário instalar um sistema profissional de irrigação por gotejamento.


4. Treliças e Vasos

Para construir este jardim vertical é necessário primeiramente chumbar uma treliça metálica à parede ou muro. Depois disso é só pendurar vasos meia lua à treliça. A treliça metálica precisa ser tratada para resistir às intempéries. Se o jardim for grande e alto, será preciso investir em um sistema de irrigação. Também pode ser utilizada a tela de alambrado, que já vem pronta e tratada, para utilizar este método. O paisagista Alex Hanazakié especialista na técnica.


5. Técnica PET

Este método, desenvolvido pelo arquiteto Marcelo Rosenbaum, reutiliza garrafas plásticas para compor um lindo jardim vertical. A sugestão é ideal para casas que não têm grandes áreas para jardins. Além disso, se torna também uma solução para os resíduos, que deixam de ser descartados e ganham uma utilidade diferente da original. As garrafas ficam suspensas, amarradas em cordas de varais. Clique aqui para ver o passo a passo.


6. Fibra de Coco

Esta técnica é perfeita para espaços pequenos como varandas e apartamentos. Por ser confeccionada por um material natural, parte dela pode ficar aparente, sem prejudicar o visual. Deve-se impermeabilizar a parede que vai receber o painel antes. O painel de fibra de coco pode ser parafusado na estrutura. A empresa Coquimcomercializa as peças para todo o Brasil.


7. Técnica Vasos Meia Lua

Este sistema é ideal para decorar pequenos espaços. “A distribuição dos vasos depende do estilo e do gosto particular” explica a ceramista Vanisa Cury à Revista Natureza. Utilizar vasos do mesmo material é uma boa solução para garantir a harmonia do jardim vertical, porém não existem regras. No site do paisagista Bruno Carettoni também é possivel encontrar muitas ideias.


8. Técnica Quadro Vivo

Os quadros verdes foram desenvolvidos pela paisagista Gica Mesiara. É só escolher um local iluminado na casa e trazer o verde para dentro. O quadro é fixado com parafusos e buchas. A estrutura é vedada para evitar vazamentos e umidade, o sistema de rega pode ser computadorizado ou manual.


Outra ideia interessante é fazer jardins reutilizando palletes (veja aqui), blocos de concreto (veja aqui) ou sapateira (veja aqui).
Fonte: Ciclo Vivo

EcoD Básico: Evento Sustentável


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Olimpíadas de Londres é a primeira a receber o certificado ISO 20121/Foto: Divulgação

É comum associar a sustentabilidade apenas ao aspecto ecológico, como a preocupação com os resíduos pós-atividades, porém para a realização de um evento sustentável também é necessário o desenvolvimento de um equilíbrio entre as perspectivas sociais, econômicas, culturais, políticas.

O organizador de um evento sustentável deve ter a preocupação de analisar desde o local escolhido para a realização da atividade e valor cobrado pela inscrição da mesma, até a seleção dos fornecedores e o destino dos resíduos gerados. Entenda:
Local: a escolha do lugar para a realização do evento engloba o gasto de energia e a emissão de CO2. Opte por locais que tenham iluminação natural, verifique se o sistema de refrigeração de ar é eficiente do ponto de vista energético. Além disso, é importante evitar o uso de geradores, pois consomem combustíveis fósseis e emitem CO2. O local também deve ter fácil transporte para as pessoas;
Acesso: o evento deve ser democrático, por isso, a entrada pode ser um fator que leva a exclusão. É necessário atentar-se para o valor cobrado para a inscrição da atividade;
Fornecedores: para a conseguir atingir todos os públicos na hora de escolher o valor do acesso ao evento, é preciso tomar cuidado com as decisões tomadas ao longo do planejamento da atividade. As empresas escolhidas devem se preocupar com os impactos ambientais e fazer orçamentos acessíveis;
Cooperativas locais: além de movimentar a economia local, também podem reduzir os custos do evento. Nos momentos de lazer, a opção por artistas locais e comidas típicas valorizam a região;
Resíduos: o organizador deve pensar em reduzir os resíduos desde o planejamento - imprimir apenas o necessário, escolher brindes de material reciclável ou reciclado, usar materiais (copos, pratos...) reutilizáveis. Durante o evento, os detritos devem ser destinados de forma correta, separando os recicláveis para enviar à cooperativas de coleta seletiva e doar o que pode ser útil a outras pessoas. O ato ajuda a diminuir o impacto ambiental.
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Para ser um evento sustentável o planejamento deve ter equilíbrio social, econômico, cultural, político e ecológico/Foto: luana_mercurio

Com o objetivo de auxiliar promotores verdes, a ABNT Brasil instituiu a norma internacional sobre sustentabilidade na gestão de eventos (ISO 20121). O certificado, que entrou em vigor no dia 15 de junho, terá a primeira representação nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012.

A iniciativa propõe mudanças em todas as etapas de um planejamento verde. Um dos pontos defendidos no documento é a participação efetiva de organizadores e do público, de forma que todos tenham consciência que fazem parte do projeto de sustentabilidade, além de seguir os padrões das plataformas sociais, econômicas, ecológicas, culturais e políticas. O documento também aponta que os eventos devem deixar um legado para a região onde é realizado.

Outras certificações

A Certificação Ibev de Sustentabilidade de Eventos está alinhada com a norma ISO 20121 de Gestão Sustentável de Eventos. Além disso, ela foi desenvolvida a partir de critérios e normas ambientais, responsabilidade social, empresariais, trabalhistas e de segurança brasileiras e dessa forma está adequada às necessidades e condições de nosso país.

Segundo a certificação Ibev, a sustentabilidade de um evento deve ser entendida como um processo sistêmico de melhoria contínua. Ou seja, é necessário o desenvolvimento de sistemas de aferição, controle e correção das ações, para que o próximo evento seja mais sustentável que o anterior. No entanto, todos os esforços empregados devem, prioritariamente, enfatizar e buscar a conscientização e o engajamento de todos os públicos envolvidos.

A BS 8901 é uma norma British Standards também destinada à indústria de eventos com a finalidade de auxiliá-la a operar de modo mais sustentável. Ela requer que as organizações identifiquem e compreendam os efeitos que suas atividades tem no meio ambiente, na sociedade e na economia, tanto dentro da organização como na economia em geral; e coloquem em prática medidas para minimizar os efeitos negativos.

Esta certificação compartilha princípios comuns de normas de outros sistemas de gestão como ISO 9001 (Gestão da Qualidade), ISO 14001 (Gestão do Meio Ambiente) e OHSAS 18001 (Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional), incluindo a abordagem PDCA.

O Green Building Council Brasil optou por disseminar no mercado o sistema de certificação Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) adaptado a realidade brasileira. O comitê LEED está dividido em cinco subcomitês temáticos, que abordam os cinco critérios de avaliação da ferramenta: Materiais e Recursos (MR), Energia e Atmosfera (EA), Espaço Sustentável - Site (SS), Qualidade Ambiental Interna (EQ) e o Uso Racional da Água (WE).
Fonte: Portal EcoD

Casa de plástico reutilizado é apresentada na Rio+20


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A utilização de plástico na construção reduz em até 80% o uso de madeiras/Fotos: Divulgação

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) também é utilizada como palco de apresentações de projetos sustentáveis. Um exemplo é uma casa feita de plástico reutilizado, projetada pela empresa cearense de engenharia Impacto Protensão, que garante redução de até 80% do uso de madeiras nas obras.

Além de ter um preço mais acessível, cerca de 40% mais barata do que a convencional, e de rápida montagem, a habitação de plástico, reutiliza o material danificado evitando o seu descarte na natureza. E com ele é possível erguer casas, hotéis, salas de aula, escritórios e até banheiros.

Outra vantagem do material é a logística, segundo o engenheiro civil Valter Bastos, uma pessoa pode montar a casa, utilizando apenas um manual.

Projetos
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O Hotel Vale das Nuvens foi o primeiro hotel feito com placas de plástico reciclado do mundo

Segundo o portal G1, a empresa Impacto Protensão foi responsável pela construção do Hotel Vale das Nuvens, na cidade de Guaramiranga (CE), a primeira unidade hoteleira feita com placas de plástico reciclado do mundo.

Atualmente o projeto gira em torno de um banheiro familiar, que pode ser montado em seis minutos, direcionado para localidades de difícil acesso.

Já a casa, participa do projeto Subversão, da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), onde foram realizadas todas as certificações como a parte térmica, acústica, e até testes contra incêndio. Um aditivo acrescentado junto ao plástico tornou a casa não inflamável.

No Ceará já é possível encontrar salas de aula, canteiros de obras, postos de saúde, tudo feito de plástico. A empresa busca parcerias para poder montar outras peças como estação de tratamento de plástico, telhas ecológicas e até painéis de energia solar.
Fonte: Portal EcoD

Líderes terão dia de negociações sobre polêmicas do documento final da Rio+20

Chefes de Estado e governo posam para a foto oficial da Rio+20/Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Na véspera do encerramento da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) os cerca de 100 chefes de Estado e governo reunidos no Rio de Janeiro mantêm na quinta-feira, 21 de junho, uma série de discussões em mesas-redondas sobre o documento final a ser anunciado por eles na sexta-feira (22). A exemplo de quarta-feira (20), vários presidentes e primeiros-ministros discursarão. O pronunciamento do presidente de Cuba, Raúl Castro, é um dos mais esperados.

Os líderes se reúnem em quatro grandes debates, em busca de fechar um consenso sobre o documento final, que nos últimos dias dividiu os negociadores dos países em desenvolvimento e os desenvolvidos e gerou muita polêmica. Mas o texto não será modificado, mesmo diante de críticas e apelos. A tendência, segundo os negociadores, é acrescentar, mas sem a possibilidade de exclusão de itens ou de alteração de conteúdo.

Inicialmente, houve uma expectativa de que a versão preliminar, concluída segunda-feira (18), pudesse ser modificada. Mas o secretário executivo da delegação do Brasil na Rio+20, embaixador Luiz Alberto Figueiredo Machado, descartou a hipótese.

Contribuições da sociedade civil 

Segundo ele, as 30 recomendações encaminhadas pela sociedade civil serão analisadas pelos líderes políticos, mas eventuais mudanças no documento final só ocorrerão daqui a três meses. Reunidos em dez painéis, os integrantes da sociedade civil examinaram os temas-chave do desenvolvimento sustentável, como água, energia, oceanos, novos padrões de consumo, produção e erradicação da pobreza e da fome.

Líderes mundiais retomam o debate na quinta-feira (21)/Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, será criado um fórum para debater as propostas da sociedade civil e as sugestões que foram excluídas do texto final. O embaixador lembrou que a criação do fórum foi estabelecida no documento final.

Os chefes de Estado e governo retomam os debates na quinta-feira (21) em meio às cobranças da presidenta Dilma Rousseff para que os países desenvolvidos cooperem com o desenvolvimento sustentável e apoiem os investimentos, sem rejeitar as propostas alegando dificuldades decorrentes da crise econômica internacional.

Paralelamente, alguns líderes políticos e organizações não governamentais (ONGs) exigem mudanças no rascunho do texto alegando que, como está, ele não atende às suas demandas. As queixas envolvem principalmente a ausência específica de repasses financeiros, a transformação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em organismo autônomo (a tendência é de que o órgão seja apenas fortalecido) e a ampliação da regulação das águas internacionais.

Fonte: Portal EcoD

11 de jun de 2012

GHERKIN: O PRÉDIO PEPINO


Já havia postado sobre esse prédio em 22/09/2009, mas com a Rio+20 resolvi reforçar, pois ainda temos muito que aprender.
Gherkin

O “30 St Mary Axe” é um edifício londrino que facilmente se destaca dentre os demais. Seu formato peculiar e seus 180 metros de altura despontam em meio à arquitetura clássica e conservadora típica da capital inglesa. É o sétimo arranha-céu mais alto de Londres, com 40 andares. Pertence à Swiss Reinsurance Company, mais conhecida por Swiss Re – uma das maiores companhias de seguros e resseguros do mundo, operante em mais de 30 países. Todos esses atributos já bastariam se não fosse por uma característica especial da edificação: ela recebe informalmente o nome de Gherkin, que significa “pepino” em inglês. O motivo de tal apelido é bem nítido; ovalado e comprido, o prédio é tão exótico que chegou a ser criticado pela mídia inglesa antes do início de sua construção. Por sua semelhança, é constantemente comparado com a Torre Agbar, que fica em Barcelona, na Espanha.

O projeto arquitetônico do Gherkin (“Pepino”) foi elaborado por ninguém menos que Norman Foster, renomado arquiteto inglês conhecido mundialmente por seu estilo ousado e visionário. Além da sede da Swiss Re, Foster também foi incumbido de desenhar a Prefeitura de Londres, o Estádio de Wembley e a Ponte do Milênio (Millennium Bridge), fora os seus trabalhos na França, Espanha, China, Alemanha e Estados Unidos.

Construído entre 2001 e 2004, o “30 St Mary Axe”, apesar de criticado inicialmente, ganhou inúmeros prêmios na área, como o RIBA Stirling Prize, da Royal Institute of British Architects. Infelizmente, não é permitida a visitação do interior do edifício. Esse privilégio só é concedido aos curiosos uma vez ao ano, por meio de um projeto inglês denominado Open-City.
O arranha-céu foi tão polêmico e prestigiado que sua construção acabou sendo retratada em um videodocumentário chamado Building the Gherkin (Construindo o Gherkin, em tradução literal). Dirigido e escrito por Mirjam von Arx, o filme foi lançado em 2005 e retrata a história da elaboração do projeto a partir de três pontos de vista distintos: o de John Coomber (CEO da Swiss Re), Peter Rees (planejador da cidade de Londres) e do próprio Norman Foster. Um compilado de quase 100 horas de filmagens.
Para conhecer um pouco mais sobre o “Edifício Pepino” e o documentário Building the Gherkin, separamos dois vídeos ao final dessa notícia que ilustram muito bem a genialidade arquitetônica dessa obra de Norman Foster.

O Gherkin

O documentário

Fonte: mcadoffices

UM PRODUTO CHEIO DE VIDAS



Decorar a casa com objetos sustentáveis é sinônimo de conscientização e estilos arrojados. Móveis de madeira reaproveitada, tecido de garrafa PET e tinta à base de terra. Artigos como estes já não são mais considerados “coisas de hippies”. “Muitos achavam isso pelo fato do produto ser mais artesanal. Mas hoje as peças são muito bem acabadas”, afirma a arquiteta Maira Del Nero, ao ressaltar que a tecnologia permitiu um design e um acabamento capazes de enganar muitas pessoas sobre a real procedência deste tipo de produto.

Existe uma infinidade de peças sustentáveis, que vão de mesas e cadeiras a enfeites e utensílios domésticos. A madeira está presente em vários destes itens e possui diferentes procedências, todas sustentáveis. A de demolição normalmente é usada para a produção de portas e assoalhos, além de mobiliários. A madeira de manejo é certificada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e é originada de árvores brasileiras. “As áreas de manejo são aquelas em que algumas árvores já estão maiores e, por isso, formam uma sombra que impede o crescimento das menores. Por isso estas árvores são podadas, o que faz com que a floresta se renove constantemente”, explica a arquiteta.
Outra madeira certificada é a do selo norte-americano FSC (sigla em inglês para Forest Stewardship Council) e tem desde a extração até a fabricação do produto legalizada. As madeiras de redescobrimento são aquelas de árvores que caíram naturalmente. “O maior uso desta madeira é em peças menores”. Já a madeira de poda urbana é aquela de árvores podadas, depois de todos os trâmites legais necessários.

Outros materiais

Os móveis feitos de bambu também estão em alta. “Há um tempo estes móveis eram feitos por meios totalmente artesanais e, por isso, não tinham muita versatilidade. Hoje, o material é feito por um sistema industrializado, o que permite um design bem arrojado, com curvas”, afirma a arquiteta. O bambu pode ser usado para diversos fins, como pisos, revestimento de parede e poltronas.

Existe também uma infinidade de fibras naturais. “São fibras de bananeira e palha de arroz. É possível formar várias tramas”, explica Maira. Este material pode ser usado em móveis com base de madeira ou metal ou, ainda, fazer todo o produto apenas com a fibra.
Os tecidos também fazem parte da lista dos ecoprodutos. Eles podem ser feitos de algodão orgânico, com tingimento natural e casulos de seda descartados. Até os carpetes estão mais sustentáveis. “Tem carpete feito de carpete reciclado e também com resina vegetal em substituição aos derivados de petróleo”.

Aumento

Para o presidente do Polo Arqdec, André Luís Fernandes, as vendas de madeira certificada tendem a aumentar, apesar do preço dos produtos, que ainda são altos. “As pessoas estão tomando consciência desta realidade e a tendência é de que cada vez mais haja um aumento da oferta em favor da demanda”, diz. Fernandes, cuja formação é em Biologia, acredita que a opção por este produto é um reflexo da conduta pessoal. “Esta questão está muito ligada às minhas raízes e vem de encontro à necessidade do planeta. Quem se preocupa em comprar estes produtos é porque se sente bem e sabe que está colaborando com o meio ambiente”.

O presidente do Polo Arqdec destaca ainda a criatividade ao se optar pela madeira reaproveitada. “Uma madeira que seria queimada como lenha é transformada em um móvel e reutilizada, isso é um ganho para a natureza”, afirma ele. Para Fernandes, o desenvolvimento deste mercado ainda enfrenta algumas barreiras. “A produção envolve um montante considerável de investimentos e, por isso, é mais limitada. Mas, daqui a alguns anos, daremos risada da dificuldade que enfrentávamos para consumir estes produtos”, finaliza.

Gerador eólico produz até 1.200 litros de água por dia

Parece apenas um gerador eólico, mas trata-se de um equipamento capaz de produzir água líquida a partir da humidade do ar/Foto: Reprodução

As tecnologias sustentáveis também podem criar alternativas para ampliar o acesso à água - um dos problemas enfrentados em boa parte do mundo por conta da má distribuição e da escassez. Um exemplo inusitado foi divulgado recentemente: é um gerador eólico capaz de produzir até 1.200 litros de água por dia, de acordo com informações do G1 Natureza.

Fabricado pela empresa francesa Eolewater, o catavento gerador de energia aciona um sistema de refrigeração que, ao resfriar o ar, condensa a umidade presente na atmosfera. Dessa forma, a tecnologia retira água do ar em áreas remotas, sem acesso a energia elétrica.

Um protótipo dessa máquina funciona desde outubro de 2011 em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, e consegue retirar até 800 litros de água do ar por dia, mesmo estando em uma região desértica.

Akatu lista dicas para redução dos impactos do seu consumo nas Mudanças Climáticas

Usar a bicicleta é uma alternativa de baixo impacto no ambiente/Foto:David Corral-Abad

Todo produto que consumimos possui etapas que começa na extração de matérias-primas e termina no descarte do produto, e todas elas geram emissões de gases. Para reduzir esses poluentes lançados na atmosfera, é aconselhável fazer escolhas de consumo que privilegiem o máximo de aproveitamento dos produtos evitando desperdícios e, assim, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa. Além disso, o consumidor também tem a opção de escolher comprar mercadorias em empresas que se preocupam em reduzir os impactos da produção sobre as mudanças climáticas.

Pequenas ações podem ser feitas no dia a dia por cada um de nós no intuito de transformar a realidade atual. A Akatu listou três dicas essenciais para que você possa seguir e, então, contribuir na diminuição dos impactos do seu consumo nas Mudanças Climáticas.

Dicas
Procure saber de onde vem o que você compra. Produtos da sua região chegam mais rápido e frescos aos pontos de venda. E por andar menos de caminhão, são mais baratos e geram menos emissão de gases.
Adote, na cozinha, receitas que aproveitem integralmente os alimentos e reduzam o seu desperdício. Além de gerar economia, será menor o volume de lixo orgânico que vai se decompor, reduzindo assim a emissão de gás metano, um dos mais potentes na geração do efeito estufa.
Use o carro com consciência, utilizando-o apenas em trajetos em que não há boa alternativa de transporte público e quando não é possível fazer o trajeto a pé ou de bicicleta. Usar bicicleta ou ir a pé por percursos mais curtos são alternativas de baixo impacto no ambiente e que contribuem para um estilo de vida mais saudável. Pegar carona com os amigos também é uma opção. Com tudo isso, há menos congestionamentos, menos poluição e menor contribuição para o aquecimento global.

Com informações da Akatu     Via: Portal EcoD

Armazém abandonado em Chicago é transformado em prédio verde

O antigo armazém recebeu certificação Leed Platinum/Imagens: James Steinkamp

Transformar um armazém abandonado, que remonta o ano de 1908, em um prédio com eficiência energética e iniciativas verdes, foi o que fez a empresa de arquitetura Solomon Cordwell Buenz, em Chicago, nos Estados Unidos. O projeto desafiador transformou a sede da Walsh Construção, uma das maiores empresas de construção da cidade, no primeiro prédio local a usar tecnologia solar térmica e telhado verde, segundo informou o portal Inhabitat.


Na construção, os designers e arquitetos minimizaram os desperdícios a partir da reutilização dos tijolos demolidos da parede exterior. Já no telhado verde, usaram sistemas para economizar água, o que inclui a retenção da água da chuva para ser usada na irrigação durante o verão.


O prédio também possui dupla descarga de baixo fluxo nos banheiros, além de incorporar a ventilação natural no interior do edifício e a controlabilidade térmica via ventiladores de teto para as áreas abertas do escritório.


Todo o compromisso com a sustentabilidade rendeu ao projeto a certificação Leed no nível Platinum e a qualificação Energy Star.

4 de jun de 2012

Edificações inteligentes

Computação em nuvem auxilia na conectividade

Modelo quebra dependência física entre usuário e o local da infraestrutura
(crédito: NT Editorial)
 Fabio Benussi Prandini
 O conceito de Cloud Computing (Computação em Nuvem) tem o potencial de transformar o mercado de edificações inteligentes, criando diferentes nichos de negócios para provedores de serviços e integrando soluções em aplicações de fácil utilização pelos usuários.
Primeiro vamos aos conceitos básicos sobre o que é Cloud Computing: Cloud Computing ou “Computação em Nuvem” é um modelo de computação onde a infraestrutura (Servidores, Storage, Rede, Backup, etc),  pode estar em qualquer lugar e o usuário passa a acessá-la de forma remota. Este modelo é a quebra da dependência física que existia entre usuário e o local onde fica a infra-estrutura, portanto os custos de implantação tendem a ser baixos. Geralmente é contratado como um serviço entre o provedor da infra-estrutura de TI e o usuário que acessa os serviços requeridos via web browser.

No mercado de edificações inteligentes o conceito tem avançado muito nestes últimos anos, especialmente em aplicações para monitoramento de energia remoto “multissite” onde a grande maioria dos provedores de solução de controle e gerenciamento de demanda dispõe de sistemas web com transmissão de dados através da tecnologia GSM, conforme Figura 2.

Integração
Atualmente existem milhares de aplicativos web para funções diversas tais como ERP, CRM, Gestão de Projetos, etc, cada um com diferentes desenvolvedores. No entanto, existe uma tendência de integração entre esses serviços de forma sinérgica, por exemplo, temos diversos sistemas de CRM (Customer Relationship Management) que integram-se a sistemas de ERP (Enterprise Resource Planning), conforme Figura 3.
No caso dos sistemas de automação e gerenciamento de energia que, por vezes, dispõem de um servidor web para acesso remoto da aplicação, não raro esbarram na indisponibilidade deste acesso por parte da edificação em função desta utilizar redes privadas, conforme Figura 4.
Por isso muitas vezes esses sistemas adotam a utilização de uma rede GSM à parte para transmissão de dados para um servidor externo que poderá prover os serviços (SaaS) de monitoramento e gerenciamento do sistema de energia e automação.
As redes privadas (Clouds Privadas) são aquelas onde não é permitido o acesso externo para proteger os dados e o próprio sistema. Já as redes híbridas permitem que o usuário tenha acesso à Internet e, ao mesmo tempo, tenha acesso à rede interna protegida. Nesse modelo podemos adotar o conceito de cloud computing com integração de serviços.
A integração de sistemas através da Nuvem pode ser muitas vezes mais simples devido à utilização de padrões de TI e relativa disponibilidade de mão-de-obra qualificada neste mercado, ao contrário do que acontece muitas vezes quando temos que integrar diretamente em campo sistemas de automação tidos como sistemas abertos e que necessitam de gateways e ferramentas específicas que requerem qualificação e geram alto custo de execução. 
Esta arquitetura pode trazer muitas vantagens tanto ao usuário final como ao fornecedor. Para implantar um Sistema de Supervisão para gerenciar diversos sites o investimento inicial costuma ser alto, ou ainda quando existe a necessidade de monitorar uma instalação por curto prazo para um eventual diagnóstico, pode ser vantajoso, em tais casos, o cliente contratar o software como um serviço mensal. Para o fornecedor isso pode ser atrativo, pois pode viabilizar e criar novas oportunidades de negócio, integrando dados provindos dos hardwares de automação com sistemas e serviços dos mais variados segmentos.
Fabio Benussi Prandini - Diretor da Nimbo Sistemas
Fonte: Portal EA

Eficiência energética em empreendimentos sustentáveis

Preocupação vem do fato do setor imobiliário ser responsável pelo consumo de 41% de energia

Marcos Casado é gerente técnico do Green Building Council Brasil
(crédito: GBC Brasil)
Marcos Casado
O selo LEED está presente em 132 países desenvolvendo o mercado de construções sustentáveis. Trata-se de um selo que comprova a sustentabilidade de um empreendimento por meio da comprovação de uma série de critérios que visam a redução dos impactos ambientais durante a obra e operação. Como o próprio nome já sugere, Leadership in Energy and Environmental Design, um desses critérios é a eficiência energética. Essa preocupação vem do fato de o setor imobiliário ser responsável pelo consumo de 41% da energia elétrica gerada.
Em um empreendimento que adote medidas sustentáveis, o consumo de energia tem uma redução média de 30%. Para atingir esse patamar, mitigar os impactos no meio ambiente e obter o selo LEED, as empresas devem pensar de forma verde já em seus projetos, desde a implantação até a escolha de envoltórias, sistemas, equipamentos e materiais eficientes. O Green Building Council Brasil, organização que fomenta a indústria da construção sustentável no país, tem acompanhado a evolução dos fabricantes de produtos para atender essa demanda.
O mercado tem hoje uma série de tecnologias que podem ser empregadas nos projetos a preços pouco ou nada superiores aos convencionais que não trazem economia de energia. No caso de produtos com um custo inicial superior, há o retorno desse investimento durante a operação com a economia de energia. Para atender o critério de eficiência energética do LEED o primeiro cuidado deve ser reduzir o consumo. Após a redução de tudo o que for possível, deve se pensar na geração ou compra de energia de fontes renováveis e, posteriormente, na garantia de que durante a operação haja uma boa gestão desses recursos. 
Como exemplos de soluções que podem ser adotadas em uma obra visando a eficiência energética, podemos citar: utilização de recursos naturais como a ventilação e a iluminação natural; uso de equipamentos eficientes como lâmpadas, motores, geradores, elevadores eficientes, equipamentos de ar condicionado, escritório e linha branca; aquecedor solar e geradores eólicos e fotovoltaicos; sensores de presença para acionamento e desligamento automático; entre outros. 
No setor elétrico brasileiro temos ainda alguns desafios. Para que o setor elétrico possa colaborar de maneira efetiva com o movimento, temos ainda que adaptar normas e regulamentações para facilitar e promover cada vez mais a possibilidade de compra e geração local ou externa de energia de fontes renováveis como eólica, fotovoltaica, etc. Como já vem acontecendo com a energia eólica, o aumento da demanda fará que cada vez mais tenhamos preços competitivos nessas fontes. Outro desafio é abrir a compra dessas fontes para os pequenos consumidores. Além da redução do consumo e da diminuição dos impactos ambientais, algumas medidas podem também trazer vantagens para a melhoria da qualidade ambiental interna. 

O aproveitamento da iluminação natural e vistas externas, por exemplo, promove um melhor bem estar aos usuários por trazer a conectividade do interior com o exterior, diminuindo a irritação nos olhos e o descanso natural da retina, sem a necessidade de consumo de energia artificial.

Um estudo realizado nos Estados Unidos mostra que um maior controle individual de iluminação promove ganhos de 6,7% de produtividade, maior controle de temperatura traz ganhos de 3,6% e a renovação do ar, controle de umidade e filtros eficientes reduzem em média 42% os sintomas de gripes, resfriados e outros males respiratórios. Os números do movimento de construções sustentáveis nos mostram que a demanda por esses materiais deve aumentar ainda mais em um curto espaço de tempo.
Hoje o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking mundial de empreendimentos em processo de certificação LEED. Nos três últimos meses o USGBC recebe o registro de mais de um projeto por dia útil do Brasil. Porém, a construção sustentável representa 1% do mercado de construção civil. Em países onde o conceito já é usado há mais tempo este percentual já é de 10%, mostrando o quanto podemos crescer. A construção sustentável veio para ficar, talvez um pouco tarde, mas com o engajamento de toda a sociedade, revendo nossas ações e atitudes, certamente alavancará a formação de uma nova cultura baseada na visão sistêmica preconizada pela sustentabilidade.
Marcos Casado - Gerente técnico do Green Building Council Brasil
Fonte: Portal EA

Refrigeração passiva e aquecimento solar para a certificação LEED Prata

Elas podem ser as protagonistas de uma residência. Principalmente quando são inteligentes, ou seja, planejadas para se destacar não só pela beleza, mas também pela eficiência. Montadas com elementos modulares pré-fabricados ou com projetos feitos sob medida, as cozinhas trazem equipamentos com design moderno que facilitam a execução de tarefas. A disposição dos utensílios também contribui para deixar a cozinha mais esperta e proporcionar todo o conforto para quem curte fazer refeições especiais. Veja: A LCD Cuccina da Treselle faz parte de uma linha de armários que já vem a TV camuflada na porta de um dos módulos. Quando o aparelho está desligado, passa despercebido (Fotos: Divulgação) Na cozinha da Bontempo, as gavetas são abertas com um leve toque A designer de interiores Roberta Devisate utilizou armários que simplificam e facilitam a organização da cozinha, com gavetas que possuem espaços definidos para cada utensílio O projeto da arquiteta Estela Netto possui gavetas com freios que facilitam a vida do usuário. Além disso, o forno embutido é outro recurso que traz mais conforto aos usuários, pois possui uma altura ergonômica ideal, se comparado ao forno tradicional



O novo edifício confunde-se com a paisagem do entorno
(crédito: Divulgação)
O Jardim Botânico da Universidade de Cornell fica próximo a uma estrada que serpenteia um desfiladeiro profundo e estreito, passando por alguns dos mais ousados elementos da arquitetura no campus. Mas, ao contrário das formas concretas acrobáticos do Herbert F. Johnson Museum of Art, de 1973, o centro de visitantes recentemente concluído é uma presença discreta e quase invisível na paisagem . "É quase como uma redoma de vidro que desceu e capturou um pouco do jardim", diz Jon Neuert, sócio da Baird Sampson Neuert, de Toronto. "Você pode literalmente ver através do edifício." A empresa projetou as instalações da Cornell Plantations, no campus Ithaca em New York.
Mas para além de toda a sua preocupação com o meio ambiente, o Brian C. Nevin Welcome Center reúne uma gama de utilidades, como banheiros e bebedouros, alojadas em uma estrutura de 550 metros quadrados, além das áreas de orientação e exposições. Além disso, foi necessário criar acessos para portadores de necessidades especiais à sala de aula, um café e espaço para eventos. O objetivo era a conquista da certificação LEED Prata. 


A equipe de design implantou a estrutura de aço de dois andares entre uma colina incrustrada em uma ladeira e um prédio do século 19, usado para pesquisas e funções administrativas. A empresa de paisagismo Halvorson Design Partnership trabalhou com gramíneas baixas, pontuadas por plantações mais esculturais, incluindo equinácea e falso índigo.

Uma ponte com largura suficiente para acomodar um caminhão de bombeiros, desemboca em uma alameda para pedestres que leva ao centro de boas-vindas, onde continua em linha reta através da construção de um conjunto de portas de vidro, antes de desembocar nos jardins dos fundos. A parte fechada é alcançada através de um átrio de pé direito duplo. Uma série de vitrines de vidro, com mapas e informações sobre o jardim botânico, separa o caminho até a recepção, um café e uma loja de presentes que se abre para um terraço. Escadas paralelas levam ao interior e exterior da fachada norte do projeto, no segundo andar do edifício onde está a sala de aula, que se abre para uma área plana no topo da colina.


A sala de aula é o único espaço climatizado do projeto, usando um sistema de refrigeração passiva. A área entre a antiga escola e o centro de boas-vindas possui um microclima próprio que a torna mais fria no verão do que outras partes do site. Na fachada oriental foram instaladas janelas mecanicamente controladas. Juntamente com as clarabóias do átrio e uma fileira de janelas operáveis no teto, elas criam um efeito de chaminé, puxando o ar resfriado.



Grelhas curvas de ipê também contribuem para a climatização do projeto, oferecendo sombreamento no verão e permitindo a entrada da luz durante os invernos frios de Ithaca. O edifício combate o frio através de um sistema de aquecimento de piso radiante, alimentado por caldeiras de alta eficiência e por  coletores solares térmicos instalado sobre um telhado verde. Durante o primeiro inverno de vida do edifício, os coletores responderam satisfatoriamente por 12 a 15 por cento das suas necessidades de aquecimento. 
A combinação de refrigeração passiva e aquecimento solar, dispositivos de baixo fluxo nos banheiros, e uso de pedra de origem local, entre outras características, colocam o projeto em vias de exceder os requisitos do cliente, com possibilidade de receber a certificação LEED Platinum.
Mas com cerca de um ano de uso, algumas distorções foram apresentadas no dia-a-dia do edifício. A sala de conferências do segundo andar apresentou deficiências na circulação do ar no verão e os arquitetos elaboraram planos para adicionar ar condicionado para esse espaço. O cliente também adicionou sombreamento adicional para as fachadas envidraçadas com o objetivo de reduzir o brilho no inverno e conter o ganho de calor solar no verão.




Principais parâmetros



Localização: Ithaca, New York



Área: 550 m2



Conclusão: Janeiro de 2011



Custo: US$ 5,68 milhões 



Utilização anual de energia adquirida (com base em simulação): 2.065 MJ/m2, redução de 39% a partir do caso base



Pegada de carbono anual (previsto): 144 kg CO2/m2

Fonte: Greensource   Via: Portal EA