A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Não é apenas a cor amarela que destaca o edifício italiano, mas sim todas as técnicas sustentáveis aplicadas à construção. | Foto: Shiro Studio
O novo Museu Ferrari foi projetado para ser contemporâneo e sustentável. O local abriga diversos clássicos automobilísticos da marca, que contrastam com a elegância arquitetônica desenhada pelo Estúdio Shiro, situado na capital inglesa, Londres.
Não é apenas a cor amarela que destaca o edifício italiano, mas sim todas as técnicas aplicadas à construção para que ela se tornasse mais eficiente e agradável aos visitantes. O museu conta com sistema energético geotérmico e visual arrojado como o dos carros criados pela marca.
O espaço de exposição é uma ampla sala branca, que oferece a sensação de modernidade e permite o aproveitamento de toda a luz no espaço. O teto do museu é feito em materiais translúcidos, assim as claraboias elevam a intensidade da luminosidade natural a entrar no prédio.
Durante o verão, termo-sensores ativam as janelas na fachada e telhado para permitir que o ar fresco circule pelo museu, aumentando a eficiência energética, ao mesmo tempo em que reduz a energia necessária para manter o museu em funcionamento.
Mais da metade do prédio principal está construído abaixo do solo e a energia geotérmica é utilizada para aquecer e resfriar os espaços. Este é o primeiro edifício da Itália a utilizar esta técnica, que é aliada aos sistemas fotovoltaicos e ao reaproveitamento de água.
Os carros expostos no Museu Ferrari são muito antigos, mas a marca italiana já anunciou um modelo híbrido elétrico, mesmo que o presidente da companhia diga não acreditar que esta seja a alternativa para o futuro da mobilidade. Com informações do Inhabitat.
Fonte: CicloVivo
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