A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Apesar dos problemas climáticas essa foto ficou muito bonita, mostrando uma diversidade de cores na natureza interessante.
Foram analisadas as temperaturas médias dos verões a partir de 1951. Foto: B4bees
"As mudanças climáticas que estão aqui são piores do que pensávamos". A afirmação é do diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa (agência espacial dos Estados Unidos), James Hansen, que atribuiu a onda de calor no Texas em 2011, a da Rússia em 2010 e a da Europa em 2003 ao aquecimento global causado pelas emissões de gases estufa provenientes da ação humana.
De acordo com o novo estudo do cientista, o percentual de temperaturas elevadas, que atinge a superfície terrestre no verão, subiu de 1% nos anos anteriores a 1980 para 13% nos períodos recentes. A pesquisa foi publicada na revista da Academia de Ciências dos Estados Unidos e antecipada pelo jornalThe New York Times.
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O mais importante é olhar as estatísticas e ver que a mudança é grande demais para ser natural”
James Hansen, cientista
Hansen confessou que foi muito otimista em 1988, quando esteve presente no Senado norte-americano para analisar o assunto. "[Há] um panorama obscuro sobre as consequências do aumento contínuo da temperatura impulsionado pelo uso de combustíveis fósseis. Tenho uma confissão a fazer: fui muito otimista", admitiu à BBC Brasil.
O pesquisador reforçou que as recentes ondas de calor estão vinculadas às mudanças climáticas e que a nova análise estatística realizada por ele e outros cientistas da Nasa mostra claramente esse vínculo. "O mais importante é olhar as estatísticas e ver que a mudança é grande demais para ser natural", frisou o cientista.
Foram analisadas as temperaturas médias dos verões a partir de 1951. Com o resultado, os pesquisadores chegaram a conclusão de que os verões apontados como extremamente quentes se tornaram mais frequentes. Desde 2006, cerca de 10% da superfície em terra no Hemisfério Norte têm registrado temperaturas extremas a cada verão.
"É pouco provável que as ações para reduzir as emissões de gases alcancem os resultados necessários enquanto o público não reconhecer que as mudanças climáticas causadas pela ação humana estão ocorrendo", alertou Hansen, que reforçou a necessidade de "perceber que haverá consequências inaceitáveis se não forem tomadas ações eficazes para desacelerar esse processo."
Os resultados provocaram uma divisão imediata entre cientistas. Segundo o New York Times, especialistas sugerem que Hansen apresentou argumentos estatísticos fracos para sustentar seu trabalho.
Fonte: Portal EcoD
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