A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Pensar em uma casa que estivesse inserida no contexto arquitetônico e prático da região onde seria construída, que fosse modular e pudesse ser montada, transportada e reutilizada de forma prática e eficaz, e que aproveitasse ao máxima as técnicas de eficiência energética, como uso de ventilação natural, aproveitamento solar, aproveitamento da água, tratamento de resíduos e materiais sustentáveis.
Foi com isso em mente que as arquitetas do Blaanc, em parceira com o arquiteto João Caeiro, projetaram a Emerging Ghana – uma casa modulada feita especialmente para os moradores do Gana.
A casa é versátil e pode crescer sempre que a renda permitir ou que a família aumentar. Todos os materiais utilizados na construção, como paredes de terra socada, madeira Dahoma e bambu, são naturais da região e podem ser encontrados sem dificuldades pelos moradores. Além disso, os próprios moradores e vizinhos poderão ajudar na construção, gerando renda para a comunidade e dando uma nova capacitação aos habitantes.
A eficiência energética ficará por conta de algumas soluções de baixo impacto que, além de reduzir o consumo, irão melhorar o conforto térmico no local. Um design que favorece a entrada da luz natural, com a construção profunda, voltada para o sul, e beirais largos que garantem sombra nas laterais da casa reduzem a necessidade de climatização ou iluminação artificiais.
Um aquecedor solar no telhado garante água quente para cozinha e banheiros sem uso de eletricidade. A água da chuva também é coletada e reutilizada no jardim e horta – que proverá alguns alimentos e auxiliará no sustento da família. Uma pequena fossa séptica será construída para gerir os resíduos da família e uma composteira transformará o lixo orgânico em adubo.
Projeto premiado
Tantos benefícios fizeram do projeto o vencedor do concurso Open Source House, organizado pela ONG que busca alternativas de moradia dignas, acessíveis e sustentáveis para populações de países em desenvolvimento.
"O objetivo do concurso era projetar uma habitação sustentável, flexível e de baixo custo, destinada à classe média de Gana”, afirmam os vencedores. Com planos de ser construída ainda em 2010, a casa completa custará em torno de US$12.500,00.
Fonte: Portal EcoD
Fonte: Portal EcoD
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