Trazer o verde para dentro de casa é uma das maneiras mais agradáveis de transformar os ambientes. E não é preciso ter um grande quintal para isso. Mesmo em apartamentos, varandas pequenas ou áreas com pouco espaço, um jardim vertical pode ser uma excelente alternativa para aproximar a natureza do dia a dia. Além de valorizar a decoração, os jardins verticais aproveitam paredes e espaços que muitas vezes ficariam vazios, criando uma solução funcional, bonita e alinhada aos princípios de uma habitação mais sustentável. Por que investir em um jardim vertical? Em cidades cada vez mais urbanizadas, a presença de plantas nos ambientes pode contribuir para criar espaços mais agradáveis e acolhedores. Um jardim vertical transforma uma simples parede em um elemento vivo, trazendo textura, cor e uma sensação de conexão com a natureza. Entre as principais vantagens estão: melhor aproveitamento dos espaços; valorização estética de paredes internas e externas; possibilidade de cultivar diferentes ...
Engarrafamento: cena comum nas principais cidades brasileiras. Foto: marcuslyra
Quando o assunto é a mobilidade urbana, falta no Brasil um conjunto de princípios, instrumentos e ações governamentais que estabeleçam compromissos permanentes e bem delimitados para promover avanços significativos. A opinião é de Otávio Vieira da Cunha Filho, presidente executivo da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU).
Em artigo publicado no jornal Correio Braziliense de segunda-feira, 6 de agosto, Filho citou o aumento significativo dos deslocamentos urbanos individuais com automóveis, que são energeticamente ineficientes e ambientalmente insustentáveis.
"Ano após ano, a indústria automobilística bate recordes de produção e venda de carros. Esse desempenho pouco surpreende, pois uma das iniciativas preferidas pelo governo tem sido a isenção do Imposto sobre a Produção Industrial (IPI) em tempos de crise mundial financeira e de resultados macroeconômicos recessivos", observou o executivo.
"Últimas décadas foram marcadas pela inexplicável ausência de investimentos para o transporte público".
Foto:Wilson Dias/ABr
Os carros de passeio respondem por mais de 65% das emissões dos poluentes no transporte de passageiros em áreas urbanas.
Na opinião dele, o transporte público urbano tem sido negligenciado nas políticas públicas e sobrecarregado com impostos diversos. "Apesar da recente sanção da Lei nº 12.587/2012, que define a Política Nacional de Mobilidade Urbana, e dos recursos voltados para a infraestrutura por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as últimas décadas foram marcadas pela inexplicável ausência de investimentos para o transporte público urbano", criticou.
Segundo Filho, o setor empresarial vê com bons olhos a adoção de avanços tecnológicos, desde que venham associados a políticas claras e duradouras de governo. A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) propõe uma série de ações governamentais em longo prazo para que avanços concretos sejam obtidos. São elas:
Criação de condições para que o atual estágio de desenvolvimento tecnológico (Fase P7 do Programa de Controle de Emissões Veiculares - Proconve) seja amplamente implantado por todo o país;
Monitoramento do progresso dos sistemas BRT em obras e a multiplicação das experiências de sucesso para as cidades de médio porte;
Criação de uma política de avanço tecnológico para o setor;
Desenvolvimento de um programa estratégico em longo prazo e a implantação de incentivos graduais à transição de um combustível para outro para viabilizar a adoção de novas tecnologias.
Segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2011, os carros de passeio respondem por mais de 65% das emissões dos poluentes no transporte de passageiros em áreas urbanas. Ademais, a contribuição dos automóveis particulares é de cerca de 51% do total de emissões de gases de efeito estufa, segundo relatório do Ministério do Meio Ambiente (2009).
Fonte: Portal EcoD
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