A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Num momento que as mega cidades do mundo estão buscando maneiras de atender às demandas para acomodar sua crescente população, ao mesmo tempo que precisam atender a demanda industrial por solo, dois arquitetos canadenses desenvolveram um plano que pode ser benéfico para todas as cidades que ergueram-se às margens dos oceanos ou rios. Chamado Parallel Networks (redes paralelas), o projeto foi vencedor no Oneprize 2011, um prêmio anual para promover projetos de cidades sustentáveis para o futuro.
O tema para o prêmio deste ano foi o de encontrar um design verde para Nova York e seus canais. Considerando que os recursos hídricos de Nova York são a principal fonte de conectividade entre as atividades econômicas, os arquitetos vencedores, Ali Fard e Ghazal Jafari, apresentaram um projeto que está em sincronia com o novo plano de desenvolvimento de cidades a beira-mar da rede Blue, que deverá ser concretizado até 2020. De acordo com o júri, o Parallel Networks não apenas sintetiza as necessidades econômicas, ambientais e de transportes das cidades, mas também oferece um plano para a recreação dos habitantes.
Historicamente, as grandes cidades do mundo desenvolveram-se nas proximidades de um rio ou do mar. Elas compartilhavam uma relação simbiótica com esses corpos d'água, não apenas no acesso às fontes de água potável e para irrigação, mas também como vias para o comércio internacional, instrumento para a prosperidade das cidades e seus povos. As cidades modernas também precisam evoluir no sentido de uma arquitetura que se integre à orla com planos de desenvolvimento e redefinição da relação entre homem e natureza. Neste sentido, o Parallel Networks poderia ser um exemplo a seguir.
Parallel Networks
O Parallel Networks prevê uma infra-estrutura celular que pode ser de fácil implementação e manutenção, uma vez que cada célula pode ser removida separadamente ou reparada sem afetar o sistema inteiro. As células estão na forma de vagens flutuantes que promoveriam o crescimento com base nas necessidades ao longo de um determinado período de tempo. O principal local da NY Gaia seria localizado na parte superior da Baía de Nova York e produziria energia limpa através dos ventos e do biocombustível obtido a partir do cultivo de algas em larga escala. Também apoiaria atividades relacionadas ao transporte marítimo através do desenvolvimento de recifes artificiais, alimentando outras indústrias de tecnologias limpas.
O projeto considera que o Bronx Blue Terminal, localizado na foz do rio Bronx, será um terminal das barcas, funcionando como ponto nodal de recreação, pesquisa e educação para toda a rede Blue. Ele também irá promover a preservação e regeneração do habitat.
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