A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Design modernista dos anos 1950 e 1960 são referência
Com referências no design modernista do Eastern Long Island dos anos 1950 e 1960, a Amagansett House mescla simplicidade funcional com conservação de energia. Para atender aos objetivos dos clientes, uma família com dois filhos pequenos, o arquiteto criou uma casa térrea de três quartos, energeticamente eficiente, com abundância de luz e ar.
As janelas tipo clerestory operáveis fornecem luz e ar abundantes(crédito: Michael Moran)
Conceito do projeto e soluções
A construção de 580 metros quadrados, coberta por um telhado de tábuas de cedro amarelo do Alasca, em lâminas e sulcos, foi projetada para aproveitar a brisa de verão do oceano, através de grandes janelas operáveis no lado sul, enquanto as janelas tipo clerestory operáveis em ambos os lados, norte e sul, ajudam a puxar o ar para o interior da casa.
Janelas clerestory também percorrem ao longo dos lados leste e oeste da casa, permitindo que a luz avance transversalmente em todas as direções da casa. Os espaços interiores são abertos e organizados com armários embutidos revestidos em verniz faia.
Uma laje de concreto isolada, de 40 centímetros de espessura, cria um piso interior que resfria a casa no verão. Tubos radiantes inseridos no interior da laje aquecem a casa no inverno. Outros elementos de energia eficiente do projeto incluem uma orientação leste-oeste, isolamento de alto valor R, telhado em balanço, brises e ventiladores de teto em vez de ar-condicionado. O telhado em balanço e os brises trabalham em conjunto bloqueando o sol de verão, mas permitindo a entrada do sol de inverno.
Os decks exteriores de ipê, com 3 centímetros de espessura, fornecem áreas ao ar livre para reuniões, protegidas com guarda-corpo de aço inoxidável com corrimão também em ipê. O telhado invertido da casa cria uma percepção de leveza, como se a casa estivesse alçando vôo.
Arquitetura: Francois de Menil ArchitectLocal: Amagansett, NYData: 2010Área: 580 metros quadradosEngenharia estrutural: Liam O’Hanlon Engineering, PCPaisagismo: James C. Grimes Land DesignSistemas mecânicos, elétricos e hidráulicos: Plus Group, PLLCIluminação: OneLux Studio, LLCConstrutores: Bulgin and AssociatesFotos: Michael MoranFrançois de Menil Arquitetos
Fonte: Portal E/A
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