A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O projeto Helsinki Plant Tram, realizado na capital da Finlândia, garantiu o passe livre no sistema de transporte público aos usuários que doassem mudas de plantas. Entregues na linha de bondes, principal meio de locomoção coletiva da cidade, as plantas deram origem a um jardim urbano itinerante com estrutura de materiais reciclados, erguida com a colaboração dos próprios habitantes.
Fotos: Divulgação/planttram
O engajamento dos finlandeses fez a gratuidade do transporte público valer por apenas três dias – tempo suficiente para angariar todas as plantas que compõem a área agrícola, cuja estrutura foi inspirada numa montanha russa e montada somente com materiais encontrados no lixo, como caixas e ripas de madeira. A obra, que durou pouco mais de cinco dias, foi projetada pelo escritório britânico Wayward Plants, que reúne designers e paisagistas especializados em sustentabilidade.
Além de doarem as plantas para garantirem a passagem gratuita no sistema de transporte público, muitos habitantes de Helsinki também se engajaram na construção da área verde, instalada numa usina desativada de energia e gás em Suvilahti, região nordeste da capital finlandesa. O local, que antes abrigava uma usina de energia não renovável, se transformou num ícone de agricultura urbana, área de convivência, pista de skate e patinação. Veja o vídeo:
O jardim urbano também ganhou uma estação de bonde, montada em um contêiner reutilizado. Em agosto, a área verde sediou um festival de música e arte contemporânea, com duração de cinco dias. Em 2012, Helsinque havia recebido o título de Capital Mundial do Design.
Fotos: Divulgação/planttram
Os finlandeses que se engajaram na construção do jardim foram estimulados a revitalizar algumas partes da cidade, apostando na criação de espaços de convivência e na agricultura urbana, técnica que provê melhorias não só para o meio ambiente, como também para a alimentação e para a saúde das pessoas que entram em contato com o plantio e consomem os produtos que vêm diretamente da terra.
Por Gabriel Felix - Via: CicloVivo
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