A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Um jardim vertical de 166 metros de altura será erguido no One Central Park, novo empreendimento residencial de Sydney, na Austrália. Projetado por Patrick Blanc, o inventor do conceito do jardim vertical, e pelo arquiteto francês Jean Nouvel, a intervenção ecológica foi inspirada numa falésia e vai cobrir metade da fachada do edifício, se transformando na parede viva mais alta do mundo em janeiro do ano que vem.
O jardim vertical será formado por 190 espécies de vegetais nativos, mais 160 variações de plantas exóticas, as quais ajudarão não só a mitigar as emissões de carbono na cidade, mas também a diminuir a temperatura interna nos apartamentos convencionais e penthouses do edifício. O suporte para as plantações será um tapete verde de 6,4 km2, que se estenderá por terraços como extensões do prédio residencial.
Segundo os idealizadores, o projeto tem como objetivo integrar a paisagem natural e a construção civil, apostando em medidas de design revolucionário, segundo informa o site portuguêsGreensavers. Sendo assim, a construção foi inspirada nas Montanhas Azuis, região montanhosa nas imediações de Sydney – o local abriga complexa biodiversidade e foi declarado como patrimônio mundial em 2010.
Além da presença do jardim vertical mais alto do mundo, o One Central Park também abrigará um sistema de espelhos automáticos, os quais acumulam os raios solares, e, depois, direcionam a luz aos vegetais, a fim de incentivar o crescimento mais rápido. Ao escurecer, a estrutura externa se transforma numa instalação de arte iluminada com LED, material que, além do baixo impacto, oferece longa duração. O empreendimento vai abrigar 624 apartamentos convencionais e 38 penthouses.
Fonte: CicloVivo
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