A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
A nova técnica permite a criação de tecidos de painéis solares elaborados com fibras ópticas. Foto: [luis]/Flickr
Cientistas da Universidade da Pensilvânia desenvolveram painéis solares flexíveis e portáteis, elaborados com fibra óptica. As pessoas poderão até mesmo “vestir” os painéis, que deverão ser utilizados para carregar aparelhos eletrônicos.
Uma experiência realizada pelo químico John Badding e sua equipe de pesquisadores, conseguiu integrar um conjunto de células solares no interior das fibras ópticas. A inovação tecnológica permite que sejam criados os tecidos solares – painéis fotovoltaicos, flexíveis e maleáveis que podem ser colocados em qualquer lugar.
De acordo com Badding, a nova técnica pode revolucionar os métodos de microgeração de energia limpa. “Como a fibra óptica tem flexibilidade, é possível criar tecidos a partir do material. Por isso, os painéis são dobráveis e podem até mesmo ser vestidos”, anima-se o pesquisador.
Além de contribuir para a geração de energia limpa, o dispositivo representa um avanço da tecnologia das fibras ópticas e do silício, uma das matérias-primas utilizadas na indústria da informática e na produção deste tecido fotovoltaico. Através do experimento, os cientistas descobriram que não será mais necessário unir a fibra óptica com os chips dos aparelhos eletrônicos, já que o silício poderá ser agregado aos próprios fios condutores.
Até agora, é provável que o material seja utilizado apenas para recarregar dispositivos móveis. No entanto, John Badding acredita que já é possível criar tecidos fotovoltaicos de maior comprimento. “Já desenvolvemos tecidos solares bem extensos, mas, agora, podemos criar uma estrutura maior que dez metros”, completa Badding.
Futuramente, os cientistas esperam agregar circuitos eletrônicos inteiros dentro das fibras ópticas, a fim de diminuir os problemas de conexão entre as fibras e os aparelhos eletrônicos. Com informações do Phys.org.
Via: CicloVivo
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