As tintas convencionais liberam compostos orgânicos voláteis (COVs) — substâncias tóxicas e potencialmente cancerígenas — que continuam sendo emitidas por semanas ou até meses após a aplicação, prejudicando a qualidade do ar interno e a saúde dos ocupantes. As "tintas ecológicas", por outro lado, são formuladas para eliminar ou reduzir drasticamente esses componentes nocivos, oferecendo uma alternativa mais segura para você e para o planeta. O que realmente define uma tinta ecológica? Nem toda tinta à base d'água é ecológica. Para ter esse apelo de verdade, ela precisa: - Ser "livre de COVs" ou ter níveis extremamente baixos; - Não conter solventes derivados do petróleo, metais pesados, formoldeído ou amônia; - Utilizar "pigmentos naturais ou minerais" em sua composição. Geralmente, as linhas ecológicas de marcas conhecidas já trazem essa indicação no nome ou na embalagem e são encontradas facilmente em lojas especializadas. Tintas naturais: tinta ...
Em todo o processo, ele faz questão de destacar as imperfeições naturais dos objetos. | Foto: Brunno Jahara
Brunno Jahara é um nome conhecido quando assunto é design sustentável. Seu trabalho de maior destaque é a coleção “Batucada”, em que ele desenvolveu uma técnica para pintar peças de alumínio sem utilizar tóxicos.
Profissional carioca, Jahara formou-se na Universidade de Brasília e também estudou na Itália. Na ocasião, chegou a trabalhar no Centro de Comunicação e Pesquisa da Benetton, com o designer espanhol Jaime Hayon.
Seu trabalho já foi exposto no Japão e em alguns países da Europa. Por meio de uma técnica em que colore peças de alumínio anodizado sem fazer uso de substâncias tóxicas, ele criou a coleção “Batucada”, que une design e sustentabilidade.
A linha foi lançada no Salão do Móvel de Milão. Durante o evento, o designer exibiu peças como uma luminária com tecnologia LED produzida com materiais de baixo impacto ambiental, que possui cúpulas 100% recicláveis.
Na coleção, também há bandejas, vasos e diferentes objetos. Em todo o processo, ele faz questão de destacar as imperfeições naturais das coisas, e essa característica mistura-se às superfícies marteladas pelo designer.
A ideia de martelar as peças e intitular a linha de “Batucada” foi uma forma de representar a batida de percussão usada em festas de carnaval no Brasil, assim como os instrumentos feitos de latas, panelas de alumínio, entre outros materiais alternativos. “Uso como referências a música, a vida na rua, o dia a dia, as personagens da cidade, materiais diversos”, disse Jahara em entrevista à Revista Casa e Decoração.
Outro trabalho de destaque é a coleção “Vírus aglutinógenos”. É uma série de produtos feitos em plástico reciclado que viraram estampa, joias e outros trabalhos desenvolvidos por meio do mesmo material e com a mesma técnica. Também teve destaque sua participação na maior feira internacional de artes dos Estados Unidos, a Art Basel Miami Beach, onde ele exibiu uma coleção de móveis de madeira reciclada. Com informações do Greenvana.
Via: Ciclo Vivo
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