A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Em todo o processo, ele faz questão de destacar as imperfeições naturais dos objetos. | Foto: Brunno Jahara
Brunno Jahara é um nome conhecido quando assunto é design sustentável. Seu trabalho de maior destaque é a coleção “Batucada”, em que ele desenvolveu uma técnica para pintar peças de alumínio sem utilizar tóxicos.
Profissional carioca, Jahara formou-se na Universidade de Brasília e também estudou na Itália. Na ocasião, chegou a trabalhar no Centro de Comunicação e Pesquisa da Benetton, com o designer espanhol Jaime Hayon.
Seu trabalho já foi exposto no Japão e em alguns países da Europa. Por meio de uma técnica em que colore peças de alumínio anodizado sem fazer uso de substâncias tóxicas, ele criou a coleção “Batucada”, que une design e sustentabilidade.
A linha foi lançada no Salão do Móvel de Milão. Durante o evento, o designer exibiu peças como uma luminária com tecnologia LED produzida com materiais de baixo impacto ambiental, que possui cúpulas 100% recicláveis.
Na coleção, também há bandejas, vasos e diferentes objetos. Em todo o processo, ele faz questão de destacar as imperfeições naturais das coisas, e essa característica mistura-se às superfícies marteladas pelo designer.
A ideia de martelar as peças e intitular a linha de “Batucada” foi uma forma de representar a batida de percussão usada em festas de carnaval no Brasil, assim como os instrumentos feitos de latas, panelas de alumínio, entre outros materiais alternativos. “Uso como referências a música, a vida na rua, o dia a dia, as personagens da cidade, materiais diversos”, disse Jahara em entrevista à Revista Casa e Decoração.
Outro trabalho de destaque é a coleção “Vírus aglutinógenos”. É uma série de produtos feitos em plástico reciclado que viraram estampa, joias e outros trabalhos desenvolvidos por meio do mesmo material e com a mesma técnica. Também teve destaque sua participação na maior feira internacional de artes dos Estados Unidos, a Art Basel Miami Beach, onde ele exibiu uma coleção de móveis de madeira reciclada. Com informações do Greenvana.
Via: Ciclo Vivo
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