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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

15 de fev de 2011

Coleta seletiva em condomínios ajuda a preservar o meio ambiente


Todos os prédios podem se tornar ecologicamente corretos sem custo.
Especialista em condomínio tira dúvidas dos telespectadores do SPTV.

Uma tendência mundial no mercado imobiliário são os imóveis que promovem ações a favor do meio ambiente. A coleta seletiva é um começo para outras atividades sustentáveis. Atualmente, são 1.871 condomínios que recolhem o lixo reaproveitável na capital paulista. Em 2009, segundo o Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb), foram coletados 120 mil toneladas de lixo reciclado por dia.
Todo prédio pode se tornar ecologicamente correto sem nenhum custo. Para isso, o síndico deve procurar a empresa que recolhe o lixo no bairro e pedir a instalação de caçambas no prédio. A coleta é feita pela própria empresa, de uma a duas vezes por semana. O lixo reciclado também pode ser descartados em ecopontos encontrados em São Paulo.
O pedido para a coleta seletiva pode ser feito para a Loga (0800-770-1111), Ecourbis (0800-772-797) ou através do 156, isto em São Paulo.
Outras formas
Outras atitudes também podem tornar o condomínio mais verde. O descarte adequado de pilhas e baterias previne a contaminação de solos e lençóis freáticos. O síndico pode montar uma campanha no condomínio e descartar os metais nos lugares adequados.
A calçada verde tem uma faixa gramada ao longo de sua extensão. O grande benefício está em aumentar a permeabilidade do solo. O uso racional da água também é uma medida adequada.
Já o reuso da água ainda não é muito usado no Brasil. O sistema é bastante utilizado por indústrias e novos condomínios. Trata-se da implementação de uma pequena estação de tratamento de água de uso ‘nobre’ (banho e pias) para reutilização em fins ‘menos nobres’, como descargas, lavagens de pisos e outros.
Nem todo morador é a favor
Em um condomínio no Sacomã, na Zona Sul da capital, a ordem é preservar o meio ambiente, mas infelizmente muita gente não tem o costume de separar o lixo. Dos 1.500 moradores, só a metade participa da coleta seletiva, que começou há três anos. Os outros ainda não aceitaram a ideia.
“É muito mais fácil você simplesmente pegar tudo e colocar num saco de lixo e jogar. Tem muito morador contra, que reclama que o caminhão do lixo estraga o asfalto, que vem rato”, comenta a administradora do prédio, Margarete Barbosa.
A dona de casa Rosa Helena Borges Bortari cozinha todos os dias para ela e o filho. É nessa hora que ela produz a maior parte do lixo da família. Depois do almoço, tudo é devidamente separado, com lixo orgânico de um lado e material reciclável de outro. “Todo mundo pensa que jogando tudo junto é mais fácil. Dá mais trabalho. Nada mais justo que a gente separar.”
A funcionária do prédio, Josefa da Silva, sai de andar em andar para recolher os sacos de lixo. “Nem todo mundo separa. Alguns deixam misturado e fica vazando, cheira mal até os andares.”
Fonte: SPTV