A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Para a maioria dos arquitetos, o prédio dos sonhos é aquele que consume zero de energia. Mas os profissionais do Arte Charpentier Architects queria mais e decidiram construir o primeiro edifício que gera mais energia do que consome.
Do projeto aos materiais, passando pelo comportamento do usuário, a Torre Elithis aplica as últimas técnicas de desenvolvimento sustentável e consegue produzir seis vezes menos gases do efeito estufa que os prédios comuns.
Construída em Dijon, na França, o prédio foi totalmente planejado com base em uma ideologia sustentável que prega a escolha de materiais com a partir do seu impacto ambiental, o uso da energia solar, de iluminação e ventilação naturais e conscientização e participação de seus usuários na economia e uso consciente de energia.
A torre, que originalmente era apenas um desafio teórico iniciado por Thierry Bievre, Diretor Geral da Elithis Engenharia, é feita de madeira e possui isolamento feito com material reciclado. O prédio também possui 330 painéis solares e um protetor solar para remover o excesso de calor e permitir a entrada de luz natural. As emissões do escritório ainda são recuperadas e reutilizadas dentro da própria torre.
Espalhando a ideia
A Elithis Engenharia não quer que sua proeza energética passe despercebida, por isso a empresa instalou 1.600 sensores de energia em todo o prédio e projetou um letreiro público que informa o seu consumo energético diário.
Por ser o primeiro laboratório de ativos ambientais desse tipo no mercado, cientistas, pesquisadores e universidades também são convidados a visitar o edifício e avaliar as informações recolhidas no projeto.
E a melhor parte talvez ainda esteja por vir: o prédio de 10 andares e 16 mil metros quadrados custou US $ 10 milhões – preço relativamente baixo para os padrões desse tipo de construção e comparável ao de edifício tradicional. É mais uma prova de que edifícios verdes também podem ser acessíveis.
Fonte: Portal EcoD
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