A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Energia eólica é renovável e de pouco impacto ambiental/Foto: sparktography
Tida atualmente por boa parte dos especialistas como a fonte energética mais promissora do mundo, a energia eólica é produzida através dos ventos. Ela é uma fonte renovável de energia, limpa e está disponível em diversas regiões do planeta.
Para a avaliação do potencial eólico de uma determinada região é necessária uma coleta de massas de ar feita com precisão e qualidade, capaz de fornecer um mapeamento adequado.
Como funciona
A força dos ventos gira uma hélice gigante conectada a um gerador que produz eletricidade. Quando vários mecanismos como esse, também conhecidos como turbinas de vento, são ligados a uma central de transmissão de energia, temos então uma central eólica. Já a quantidade de energia produzida por uma turbina varia de acordo com o tamanho de suas hélices, sem esquecer, é claro, da intensidade dos ventos na região em que está instalada.
As hélices têm o formato de asas de aviões e usam o mesmo sistema de aerodinâmica. Em movimento, elas ativam um eixo que está ligado à caixa de mudança. Por meio de uma série de engrenagens, a velocidade do eixo de rotação aumenta. O eixo de rotação está conectado ao gerador de eletricidade que com a rotação em alta velocidade gera energia. Um aerogerador consiste num gerador elétrico movido por uma hélice, que por sua vez é movida pela força do vento. A hélice pode ser vista como um motor a vento e a quantidade de eletricidade gerada depende de quatro fatores:
• da quantidade de vento que passa pela hélice
• do diâmetro da hélice
• da dimensão do gerador
• do rendimento de todo o sistema
Não é só a velocidade dos ventos que conta. Também é importante que eles sejam regulares, não sofram turbulências e nem estejam sujeitos a fenômenos climáticos como, por exemplo, os tufões. A explicação é de Everaldo Feitosa, vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica.
Economia
Atualmente, o mercado da energia eólica já movimenta cerca de US$ 2 bilhões anuais em todo o planeta. Um dos empecilhos atuais para a instalação das centrais eólicas é o fato de que a energia gerada por essa alternativa costuma custar entre 60% e 70% a mais que a mesma quantidade oriunda de uma usina hidrelétrica. No entanto, financiamentos (sobretudo estatais) em todo o mundo têm conseguido reduzir esses valores.
Houve um crescimento de 28,8% na produção dessa fonte energética em 2008, no comparativo com 2007, segundo dados da Global Wind Energy Council (GWEC). As instalações deste segmento geram 120,8 gigawatts (GW), equivalentes a nove vezes a capacidade instalada da Usina de Itaipu. O que isso significa? Esta potência quantitativa evitará que 158 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) sejam emitidos na atmosfera. Até o mês de junho de 2009, os principais produtores de energia eólica no mundo são:
1º Estados Unidos;
2º Alemanha;
3º Espanha,
4º Portugal
5º China
6º Áustria
7º Suécia
Brasil
Descontadas as reservas florestais e as cidades, onde não se poderiam erguer turbinas, pode-se dizer que o potencial de geração de energia eólica no Brasil é de 30 mil megawatts, o equivalente a potência de duas hidrelétricas do tamanho da Itaipu. No entanto, esse potencial é subutilizado. O Brasil tem hoje apenas 218 MW de capacidade instalada em parques eólicos no Ceará, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. O maior deles está no município gaúcho de Osório, que produz 150 megawatts. Quando o assunto é a participação eólica no consumo mundial de energia eólica, o Brasil aparece na 10º colocação, com 0,23%.
Países com maior participação eólica no consumo de energia elétrica - em porcentagem total:
1º Dinamarca – 21,4%
2º Espanha – 8,8%
3º Portugal - 7%
4º Alemanha – 7%
5º Índia – 1,7%
6º Inglaterra – 1,5%
7º Itália - 1,3%
8º Estados Unidos – 0,8%
9º França – 0,7%
10º BRASIL – 0,23%
Fonte: Portal EcoD
Comentários
Postar um comentário