A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
Há 12 anos o governo tenta, sem sucesso, conter a degradação
Foto: Angus MacRae
Um dos monumentos mais famosos do mundo e considerado uma das Novas 7 Maravilhas do Mundo está seriamente ameaçado pela poluição. Foi o que revelou o National Environment Engineering Research Institute da Índia, que publicou um comunicado afirmando que o mármore do Taj Mahal continua em processo de descoloração causado pela contaminação do ar e da água locais.
A degradação do monumento pela fumaça dos carros que circulam pelo local, pelos geradores de diesel e também pelas águas poluídas do rio Yamuna, que fica a apenas alguns metros do mausoléu, não é novidade. Desde 1998 a Suprema Corte da Índia tenta reduzir os índices de poluição na região próxima ao Taj Mahal. De acordo com o jornal The Telegraph, mais de £ 90 milhões já foram investidos para recuperar o famoso mármore branco da sujeira local.
Nos últimos 12 anos, diversas estratégias de contenção da sujeira foram aplicadas na região, como a substituição de riquexós a diesel por outros de energia menos poluente, construção de um pipeline de gás para trazer energia limpa à cidade, alargamento de estradas e manutenção do tráfego a uma distância de 500 metros do monumento.
Até uma substância utilizada por mulheres no sul da Ásia para limpar a pele, chamada “Multani Mitti”, já foi usada na esperança de tirar as impurezas do mármore. A atitude chamou a atenção de moradores e guias turísticos, que se queixaram que o produto deixou a fachada ainda mais amarelada.
Problema persiste
Apesar de todas as medidas, o túmulo construído no século XVII pelo imperador Shah Jahan para a sua mulher Mumtaz Mahal continua a degradar-se. De acordo com o novo estudo, os índices de poluição no local aumentaram drasticamente nos últimos 12 anos.
A cidade de Agra, onde o mausoléu foi construído, também cresce em tamanho, população e industrias, assim como o transito caótico local.
Segundo o Dr. JS Pandey, do National Environment Engineering Research Institute, a cidade precisa de uma ação abrangente para deter a poluição causada por construções não-autorizadas e sem planejamento, que prejudicam ainda mais o Taj Mahal.
“Não há dúvida de que isso é causado pela poluição do ar e do ambiente, da chuva ácida. As medidas tomadas até agora para conter o problema não funcionaram. Há muitas construções, ampliações, crescimento não-planejado. Precisamos de um modelo unificado, um plano de desenvolvimento urbano integrado”, afirmou ao The Telegraph.
Além do problema estético, a redução dos índices de água do rio Yumuna poderá danificar a fundação do monumento. “Do ponto de vista da engenharia, a poluição atmosférica não ameaça a estrutura, só que menos água no Yamuna e a mudança no curso do rio pode ter um impacto nas fundações”, alertou Ram Pratap Singh, diretor local do Indian National Trust for Art and Cultural Heritage.
O rio Yamuna, cujo caudal sofreu uma redução de cerca de quatro metros nos últimos anos, chega à cidade de Agra contaminado por detritos químicos e humanos, mesmo após uma recente tentativa de limpeza das águas, e continua a receber diretamente descargas de esgotos e lixo sólido da cidade.
Fonte:EcoD
Fonte:EcoD

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