A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
`Por KEN BELSON
Publicado no NYTimes em 18 de Novembro de 2009
Foto: Marilynn K. Yee/The New York Times
O New York Times relata que algumas empresas da área de construção estão se movendo para o nascente, para o crescente mercado das paredes verdes. No caso da empresa Barthelmes, ela está produzindo painéis verticais de metal que podem ser preenchidos com terra e sementes. Paredes verdes possuem benefícios semelhantes aos telhados verdes. "Assim como os telhados verdes, as paredes incluem uma espessa camada de vegetação do lado de fora dos edifícios para proporcionar isolamento e reduzir os custos de aquecimento e electricidade." De fato, a revista Time lista as paredes verdes como sendo uma das 50 melhores invenções do ano de 2009, e citou como exemplo, a história das paredes projetadas por Patrick Blanc, nos oito andares do Hotel Athenaeum, em Londres.
As paredes verdes também podem ser usadas para produzir alimentos em áreas urbanas densas. Usando menos espaço, paredes comestíveis podem "produzir frutas, legumes e ervas." De acordo com The New York Times, os defensores da agricultura urbana vêem esse sistema de paredes comestíveis, como uma forma de "reduzir os custos de alimentos, aumentar a qualidade nutricional e o consumo de combustível, como também permite cortar as emissões de carbono ao utilizar menos caminhões de entrega. "
Foto: Marilynn K. Yee/The New York Times
Larry Lehning, executivo-chefe da Barthelmes, disse ao The New York Times que suas vendas de produtos verdes duplicaram no ano passado, e agora respondem por 15% da receita da empresa. "A tradicional indústria de fabricação de metal está diminuindo, e a área verde está em crescimento."
Um número de empresas também estão desenvolvendo estufas verticais independentes, que muitas vezes apresentam sistemas hidropônicos, na produção de alimentos. No mundo em desenvolvimento, a criação de galpões verticais com sistema hidropônico em fazendas, pode ajudar a criar mais saúde, mais mudas de alta qualidade ou forragem para os animais em áreas rurais. Outros inventores estão explorando sistemas combinados de paredes comestíveis, solar e de agricultura.
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