A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
O adubo da horta é proveniente da reciclagem de 25% das 300 toneladas de lixo do shopping
O Shopping Eldorado, em São Paulo, destaca-se no cenário urbano da Marginal Pinheiros ao transformar seu terraço em uma horta de mil metros quadrados. O espaço coberto de concreto e propício a acumular calor, agora produz berinjelas, jiló, alfaces etc, que vão parar nos pratos dos funcionários.
A construção de hortas em telhados, além do ganhar com a produtividade do alimento, ajuda na redução do efeito de concentração de calor e no sequestro de carbono, já que hortaliças adoram CO2, gás presente em abundância em grandes centros urbanos.
O legal também é que o adubo, que faz com que as plantas se desenvolvam, é fruto do desperdício na praça de alimentação do Eldorado. De acordo com o Plante Sustentável, o empreendimento utiliza 14 toneladas de adubo por mês, todo ele proveniente da reciclagem de 25% das 300 toneladas de lixo geradas no local mensalmente.
Segundo o engenheiro agrônomo, Rui Signori, a compostagem é utilizada há um ano e seu processo foi acelerado para 3 horas, em vez de 180 dias, graças a duas enzimas que auxiliam na aceleração da decomposição.
Até ao final do ano, Signori pretende cobrir todo o teto, que possui 9.800 metros quadrados. O projeto custa R$12 mil por mês. "Daqui cinco anos, vai ser praticamente inviável mandarmos lixo para o aterro devido às taxas. Quando o projeto ganhar corpo, teremos uma grande economia", prevê o técnico de operações Tiago de Lima Silva.
Além disso, o shopping pretende futuramente diminuir em um grau a temperatura interna do local.
Fonte: Portal EcoD
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